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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 18/jun/2009 . 8:31

FESTIVAL NACIONAL DO ÓLEO DE PEROBA


Estados de várias regiões do Brasil realizam anualmente festas ou festivais para divulgar seus principais produtos.

Assim sendo, o Rio Grande do Sul tem a Festa da Uva e o Festival do Chimarrão, Santa Catarina a Festa da Maça e a Oktoberfest, o Paraná a Festa do Pinhão, o Mato Grosso a Festa da Soja, Goiás o Festival do Gado, Minas a Festa do Queijo e o Festival da Cachaça.

Pernambuco tem a Festa do Vaqueiro, Goiás tem o Festival Sertanejo e São Paulo tem o Festival do Figo, a Festa do Peão de Boiadeiro e até um Festival do Vinho (se é que se pode chamar de vinho aquela coisa produzida na simpática São Roque).

A Bahia acaba de ganhar o Festival Nacional do Chocolate, evento que veio em boa hora e que, espera-se, tenha continuidade.

Enfim, são festas e festivais em todos os Estados e aqui foram citadas apenas algumas, entre as dezenas, talvez centenas, que são realizados Brasil afora.

Mas, onde fica a nossa gloriosa Brasília, a Capital Federal?

Não teria a cidade projetada para celebrar o País do Futuro (há quantas décadas a gente ouve isso, sem que o tal futuro finalmente chegue?) um produto ou marca que a destaque?

A julgar pelos últimos acontecimentos envolvendo o Senado, precedidos é bom que se diga de casos igualmente escandalosos envolvendo a Câmara dos Deputados e o Executivo, Brasília está apta para realizar (não se pode dizer aqui, em hipótese alguma, comemorar) o Festival Nacional do Óleo de Peroba.

Senadores que possuíam nababescas mansões em Brasília, entre eles o presidente do Senado, José Sarney, recebiam auxílio moradia, cerca de quatro mil reais por mês. Descoberta a mordomia indevida, Sarney saiu com uma frase de antologia:

-Eu nem percebi esse dinheiro na minha conta…

Óleo de peroba nele!

Como a lista de auxílios indevidos era extensa, optou-se pela saída que é outro primor. Os senadores admitiram o equivoco, alguns devolveram o dinheiro (é quase certo que só o fizeram porque a mamata foi denunciada na imprensa) e ficou estabelecido que tudo não passou de um “erro administrativo”.

Mais óleo de peroba, por favor!

Recentemente, revelou-se a existência dos chamados atos secretos, em que senadores nomeavam parentes e obtinham inúmeros outros benefícios. Tudo sem publicação no Diário Oficial, como determina a lei e manda a transparência.

Entre os beneficiados pelos tais atos secretos estava -ora vejam- um neto de José Sarney, que mesmo sem terminar a faculdade, ocupava o cargo de assessor com um ´salariozinho´ de 7.200 reais. Faltou pouco para o vovô generoso se mostrar espantado e perpetrar algo do tipo:

-Nossa como meu netinho cresceu. E já está trabalhando aqui no Senado? Menino talentoso…

Fez pior.

Ocupou a tribuna do Senado para se dizer vítima de perseguição, apelou para seu passado ilibado, sua trajetória de vida e só faltou apelar para o harakiri. O pessoal do Pânico, do CQC ou do Casseta & Planeta teria dificuldade de produzir humor semelhante.

E o que eram atos secretos foram definidos por Sarney como atos isolados. Mais de mil atos isolados.

Renovem o estoque de óleo de peroba, urgente!

Motivos, portanto, não faltam para que Brasília realize o seu Festival Nacional do Óleo de Peroba, que poderia ter como evento paralelo o Encontro Nacional dos Caras de Pau.

O problema, convenhamos, é que talvez falte óleo de peroba, diante da profusão de caras de pau.





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