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‘O Brasil precisa achar um ponto de união’, diz Rui Costa
(do Estadão)- Eleito com 75,5% dos votos válidos, o governador da Bahia, Rui Costa é hoje um dos fiadores de um discurso mais ao centro do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, incluindo defesas de leis mais duras na segurança pública e da importância da família. Ao Estado, Costa disse que, após uma eleição marcada pela polarização, o presidente eleito, independente de quem seja, terá que buscar o discurso da união nacional. A seguir os principais trechos da entrevista:
O problema do País conflagrado não é uma eleição apertada. O estopim disso foi o não respeito à decisão do eleitorado. Aqueles que perderam em 2014 cumpriram a promessa de inviabilizar institucionalmente o funcionamento do governo. Numa aliança parlamentar, não só inviabilizaram como depuseram a presidente eleita por 54 milhões de votos, que naquele momento estava com baixa aprovação popular. E de lá para cá o País ficou muito polarizado. Meu papel tem sido pregar que o Brasil precisa pacificar, encontrar um ponto de união do povo brasileiro, porque, caso contrário, quem vai sofrer muito são as pessoas mais pobres.
Como o senhor viu a votação do PSL e a onda conservadora?
Eu acho que é um movimento pontual. É da natureza humana, quando está com raiva de alguma coisa, agir por impulso. Eu entendo que esse momento eleitoral do primeiro turno foi um impulso de manifestação de repúdio contra os líderes políticos que hegemonizaram a política nos últimos anos. Mas eu espero que a serenidade volte à maioria dos brasileiros e que a gente retome a construção de um País calcado na paz e na harmonia.
Rui: Brasil precisa voltar a crescer e gerar e empregos com amor e sem ódio

O Brasil precisa voltar a crescer, a se desenvolver e gerar empregos”, afirmou o governador Rui Costa nesta terça-feira (22). Ele defende a pacificação do país e a retomada do diálogo sem ódio.
“Eu aposto no Brasil, tenho fé que vamos atravessar este processo com a democracia fortalecida”, comentou Rui, ressaltando que acredita no amor e no trabalho como elementos para transformar o País.
À noite, a partir das 19h, Rui conversa com internautas no programa #PapoCorreria, transmitido ao vivo através dos perfis oficiais dele nas redes sociais.
Celebração e ato em defesa da diversidade marcam união do juiz Mário Caymmi e do médico Alexandre Lima

Num evento bastante concorrido, mais de uma centena de convidados participaram no Hotel Deville, em Itapuã, Salvador, da cerimônia que marcou a união do juiz baiano Mário Soares Caymmi Gomes e o médico Alexandre de Moura Lima. Vários magistrados estiveram presentes, entre eles a presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), Marielza Brandão Franco.
Foi o primeiro casamento homoafetivo de um juiz na Bahia. A celebração foi temática, com uma festa indiana, decorada e marcada por elementos daquele país. Muitos convidados foram em trajes típicos. Além de celebrar a felicidade, o evento também foi um ato político, segundo o próprio juiz, em favor da diversidade.
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PT propõe união das forças democráticas
O Diretório Estadual do PT se reuniu neste sábado e aprovou resolução defendendo a aglutinação do conjunto de forças democráticas e progressistas para derrotar a direita e barrar a tentativa de avanço das “forças conservadoras que se opõem projeto nacional do partido.”
A resolução, com sete pontos, defende também a unidade interna, a mobilização nos territórios de identidade e o diálogo com a sociedade em defesa do projeto e fortalecimento do partido.
O partido conclama dirigentes e militantes a defender “o grande legado de conquistas sociais, de avanços democráticos e da afirmação da soberania nacional da era Lula/Dilma.” Estas ações devem ser colocadas na disputa da agenda local destacando também as mudanças no estado.
Nas conversas com os partidos da base está incluída a disputa eleitoral de 2016. Neste aspecto o Diretório Estadual vai participar, conjuntamente com os diretórios municipais petistas dos 35 maiores municípios, das discussões e decisões sobre candidaturas.
No encontro, os presidentes nacional e estadual do partido, Rui Falcão e Everaldo Anunciação e o ministro da defesa Jaques Wagner, condenaram o atentado à sede do Instituto Lula “fruto do ódio e intolerância estimulados por alguns veículos de comunicação e por setores de uma elite que não conformam com a melhoria de vida de quem mais precisa e com a derrota nas urnas.
Dilma pede união ao PT e alerta contra golpistas

A presidente Dilma Rousseff pediu à militância do PT maturidade para aceitar a mudança na equipe econômica do governo, segundo ela imprescindível para se manter a governabilidade. O apelo foi feito na noite de sexta-feira (28) durante reunião do Diretório Nacional do partido em Fortaleza. Petistas das alas mais à esquerda e movimentos sociais criticaram a escolha do economista Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda alegando que Dilma, eleita por forças progressistas, optou por uma linha conservadora na economia.
“Nós temos que tomar as medidas necessárias, sem rupturas, sem choques, de maneira gradual e eficiente como vem sendo feito. Temos que estar unidos. Eu preciso do protagonismo de todos vocês e neste protagonismo destaco o PT. O PT tem maturidade e hoje, depois de todo esse período sabe que precisamos ter legitimidade e governabilidade”, disse a presidente.
Segundo Dilma, a missão do PT é compreender que a conjuntura, a situação do País e as condições da economia do país mudam. “Nós nos adaptamos às novas demandas e damos respostas a cada uma delas. Acho que esta é a grande missão do PT”, disse, ao demonstrar que, embora dentro da meta, a inflação em 6,5% tem incomodado. Dilma desafiou o partido a renovar suas perspectivas diante das demandas econômicas.
A presidente garantiu, porém, que a condução ortodoxa da economia não vai afetar a essência do programa do partido: “Uma coisa deve ficar clara e ninguém deve se enganar sobre isso. Fui eleita por forças progressistas, não para qualquer processo equivocado, mas para continuar mudando o Brasil”, garantiu.
Golpismo na oposição
A presidente fez, ainda, um alerta sobre movimentos que considera “golpistas” na oposição. “Esses golpistas que hoje têm essa característica, eles não nos perdoam por estar tanto tempo fora do poder. Temos que tratar isso com tranquilidade e serenidade, não podemos cair em nenhuma provocação e não faremos radicalismo gratuito, pois temos a responsabilidade de governar.”
Dilma faz discurso de união

Dilma e Lula comemoram vitória eleitoral (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil).
(Da Agência Brasil)-A presidenta reeleita Dilma Rousseff falou em união e reformas em seu primeiro discurso após o resultado das urnas. Em Brasília, Dilma negou que o país esteja dividido e pediu paz entre todos. “Conclamo, sem exceção, todas as brasileiras e brasileiros a nos unirmos em favor de nossa pátria, de nosso país, do nosso povo. Não creio que essas eleições tenham dividido o país. Entendo que elas tenham mobilizado ideias e emoções, às vezes contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca por um futuro melhor para o Brasil”, disse.
A presidenta disse também que entendeu o recado das urnas sobre a necessidade de mudanças. “O caminho é muito claro. Algumas palavras e temas dominaram essa campanha. A palavra mais repetida, mais falada, foi mudança. O tema mais amplamente convocado foi reforma. Sei que estou sendo reconduzida para ser a presidenta que irá fazer as grandes mudanças que a sociedade precisa”, disse.
Segundo a presidenta, a primeira reforma que ela buscará será a política. Dilma disse que vai procurar o Congresso Nacional para conversar, assim como movimentos da sociedade civil. Ela voltou a insistir na necessidade de um plebiscito para “dar força e legitimar” a reforma.
“Entre as reformas, a primeira e mais importante deve ser a reforma política. Deflagrar essa reforma, que é de responsabilidade do Congresso, deve mobilizar a sociedade por meio de um plebiscito, de uma consulta popular. Somente com um plebiscito nós vamos encontrar a força e a legitimidade para levar adiante este tema. Quero discutir isso com o novo Congresso eleito. Quero discutir igualmente com os movimentos sociais e as forças da sociedade civil.”
Em seguida, Dilma voltou a prometer empenho no combate à corrupção. “Terei um compromisso rigoroso com o combate à corrupção, fortalecendo os mecanismos de controle e propondo mudanças na legislação para acabar com a impunidade, que é a protetora da corrupção”, disse Dilma.
Na área econômica, a presidenta disse que vai promover “com urgência” ações localizadas na economia para a recuperação do ritmo de crescimento com a manutenção de empregos e da renda dos trabalhadores. O combate à inflação também será uma prioridade, segundo ela. “Vou estimular, o mais rápido possível, o diálogo e a parceria com todos os setores produtivos do país”, disse. Por fim, Dilma disse que hoje está “muito mais forte, mais serena e mais madura” para a tarefa que lhe foi delegada.
Porto Sul: chega de radicalismos, é hora de união
ONGs ambientalistas lançaram um novo abaixo-assinado pedindo paralisação do processo de licenciamento ambiental do Porto Sul. O documento repete argumentos fantasiosos, a exemplo daquele que diz que o Complexo Intermodal é investimento com recursos públicos para beneficiar empresas privadas e que a atividade portuária interferirá negativamente no desenvolvimento do turismo de Ilhéus e do litoral sul da Bahia.
O documento alega ainda que o EIA/Rima não teve divulgação adequada e pede a realização de nova audiência pública.
Felizmente, prevaleceu o bom senso e o Ibama acaba de conceder a Licença Prévia para a implantação do projeto.
Não se trata de criminalizar o movimento ambientalista, até porque foi na discussão aberta com ONGs e demais representações da sociedade que o projeto evoluiu até o ponto em que se encontra hoje. Mas a hora de discutir já passou. O Ibama atesta que nenhum outro projeto portuário foi tão debatido com a sociedade organizada quanto o Porto Sul.
O momento pede união e esforços concentrados para que o projeto saia do papel e seja definitivamente implantado, beneficiando toda a região, trazendo desenvolvimento social, econômico e ambiental.
Chega de radicalismos. Sim, porque o maior perigo para a Mata Atlântica está na pobreza. A mata na região sul da Bahia foi dizimada por que famílias de desempregados precisavam de local para morar, de caça para comer. Estas famílias produziram lixo jogado no leito de córregos e rios, afetando a qualidade destas águas.
O projeto do Porto Sul evoluiu e os ambientalistas têm muito a comemorar. O que era para ser um mineroduto de 500 quilômetros, alimentado com a água do São Francisco se transformou em ferrovia. A localização do porto foi alterada para aumentar a preservação de corais e animais marinhos. Ibama e Ministério Público têm informações profundas e detalhadas sobre o projeto, o que aumenta seus poderes de fiscalização e consequentemente a força para paralisar e suspender a obra caso haja qualquer descumprimento por parte dos empreendedores.
No lugar do radicalismo, o momento pede racionalidade. Agora, é mais inteligente para os ambientalistas e para a sociedade discutir os condicionantes, não aqueles pensados para inviabilizar o Porto Sul, mas sim os que garantam de fato investimentos sociais e ambientais que signifiquem redistribuição das riquezas a serem geradas pelo complexo.
Não se iludam, o cobertor é curtíssimo. Ilhéus não tem recursos suficientes para, por exemplo, interligar todas as residências a um sistema de esgotamento sanitário. Os ambientalistas sabem que o esgoto não tratado é um dos maiores perigos ao ecossistema. O Governo do Estado tem um pouco mais de dinheiro, mas precisa atender 417 municípios. A União, um pouco mais ainda de recursos, mas atende a 5.550 cidades.
Logo, os investimentos são feitos em locais onde podem se potencializar. Ilhéus e região podem se tornar alvo prioritário dos investimentos estaduais e federais em esgotamento sanitário, qualificação de mão de obra, infraestrutura urbana, incluindo áreas de lazer e de preservação ambiental, a fim de assegurar melhoria na qualidade de vida de seus habitantes.
Sem o Porto Sul e sem a Ferrovia Oeste Leste, o Sul da Bahia apenas assistirá ao desenvolvimento de outras localidades, lembrando um passado de riqueza cada vez mais afastado do presente e um futuro de desenvolvimento transformado em uma vaga miragem.
Ao contrário do que dizem os radicais do movimento ambientalista, o governo cedeu em diversos pontos. E as condições que as obras saiam do papel são as melhores possíveis, mais vantajosas que outras pensadas para o restante do brasil. É um investimento sem risco, de retorno garantido. Isso porque só a operação da Bamin já garante que a Fiol e o porto serão superavitários.
Além da mineradora, existe toda a produção de grãos, pecuária e outros produtos do Oeste Baiano, do Tocantins e do Mato Grosso. Ilhéus, dotada de amplo complexo logístico, tende a se tornar importante entreposto entre as rotas de comércio mundial Norte-Sul e Leste-Oeste. É só observar o mapa e ver as imensas possibilidades que se descortinam para o Sul da Bahia.
Entretanto, tudo não passará de ilusão caso o radicalismo continue a prevalecer. Vamos lutar pelo Porto Sul, exigir condicionantes que verdadeiramente induzam ao desenvolvimento local e fiscalizar a implantação da obra e cumprimento das nossas próprias exigências.
É isto que o momento exige. Chega de assembleísmo, de discussões radicais repletas de falsas premissas e meias verdades.
Vamos nos unir para transformar o Sul da Bahia num polo desenvolvimento que verdadeiramente garanta qualidade vida para seus moradores.
Daniel Thame
UNIÃO PELA NOSSA UNIVERSIDADE FEDERAL
A presidente Dilma Rousseff anunciará até outubro a criação pelo menos quatro novas universidades federais. Uma dessas universidades deverá estar sediada na Bahia. O Ministério da Educação (MEC) está na fase final da proposta que detalhará o valor global do investimento e a localização das instituições. Além da Bahia, o Pará, o Ceará e Santa Catarina são cotados para receber os novas universidades federais.
É preciso que haja uma ampla mobilização para que essa Universidade Federal seja instalada no Sul da Bahia. Uma luta que deve engajar os deputados federais Geraldo Simões, Josias Gomes e Luiz Argolo, os deputados estaduais Ângela Souza, Augusto Castro, Coronel Santana e Rosemberg Pinto, vereadores de toda a sociedade organizada.
A hora é de abrir mão de projetos pessoais e se unir, para que mais uma vez o Sul da Bahia possa ter a tão sonhada e necessária Universidade Federal.














