:: ‘Paulo Souto’
A gentileza dos políticos longe das câmeras
Walmir Rosário
Quando governador, Paulo Souto, frequentemente passava os fins de semana na pacata Canavieiras, cidade em que podia circular livremente sem as costumeiras aporrinhações da vida política, com pessoas lhe parando nas ruas para pedir benesses, que vão desde o emprego para si e parentes até a construção de obras e serviços que trouxessem os benefícios. Como precisava se esquivar, deixando esse mister para os assessores mais chegados, treinados para deixar importunar o governador, Canes era a cidade perfeita.
Na maioria das vezes, entretanto, o governador teria de desembarcar em Ilhéus, por conta da falta de condições e segurança para pousar no aeroporto de Canavieiras. Nesses casos, o hoje aeroporto Jorge Amado era a solução. Só que, para o desespero de Paulo Souto, pessoa recatada, a chegada do avião do governador era um acontecimento, visto que também “era ilheense”, cidade em que morou por muitos anos, estudando e trabalhando como radialista e depois geólogo.
Nesta época, o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, conhecedor dos hábitos de Paulo Souto, alertou seus amigos que trabalhavam no aeroporto – desde os motoristas de táxis, carregadores e funcionários da Infraero – de avisá-lo imediatamente sobre a chegada do avião governamental. E os pedidos do prefeito eram consideradas ordens, não podiam deixar de ser cumpridas.
Rui reverte crítica e diz que Souto reconhece obras na saúde
Rui Costa, candidato a governador da coligação Pra Bahia Mudar Mais, protagonizou um dos bons momentos do debate entre candidatos ao governo realizado pela TV Bahia ao reverter para o lado positivo uma crítica que o ex-governador Paulo Souto dirigiu à administração estadual, relacionando uma série de obras de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento que estão sendo feitas no interior. O candidato do DEM criticou o que considera demora na conclusão das obras e disse ter visto isto em dezenas de cidades por onde passou nesta campanha eleitoral.
Por considerar que o mais importante é que a gestão atual, com o apoio do governo federal em algumas delas, esteja fazendo as obras, Rui Costa ironizou a colocação do ex-governador, dizendo que ele estava reconhecendo que a atual gestão tem feito as obras que ele nunca fez e citando o fato de que Souto, em oito anos de administração, construiu apenas um hospital em toda a Bahia. “Ele só fez um hospital e não construiu nenhuma UPA, portanto, é bom que reconheça que o governo Wagner esteja fazendo estas obras. O atual governo já entregou cinco novos hospitais regionais e 21 UPAs à população baiana, e tem outras 19 UPAs em construção. E nós, além de concluir e colocar para funcionar todas as unidades que estão sendo feitos, como é o caso de Seabra, iremos construir sete hospitais novos”, rebateu o candidato petista.
Em relação à saúde, Rui também aproveitou o debate para anunciar o atendimento a uma das reivindicações maiores dos prefeitos, ao garantir que faz parte do seu programa de governo fazer com que a administração estadual passe a arcar com uma parte do custeio das UPAs, uma vez que no modelo atual o Ministério da Saúde banca as obras mas é a Prefeitura quem paga os salários dos funcionários, inclusive médicos e enfermeiros. Além disso, o candidato petista voltou a falar de sua proposta de criar uma rede integrada de saúde, por meio de um programa denominado Saúde Para Todos, ampliando a oferta de serviços médicos de alta e média complexidade em todas as regiões do Estado, eliminando a necessidade de os pacientes terem que se deslocar para Salvador ou outro grande centro em busca de tratamento.
Bapesp: Rui empata com Paulo Souto
SIMULAÇÃO DE 2o. TURNO MOSTRA PETISTA NA FRENTE

A nova pesquisa do Instituto Babesp revela empate entre os dois principais candidatos na corrida ao Palácio de Ondina. Paulo Souto (DEM) oscilou de 37% para 35,05%, enquanto Rui Costa (PT) cresceu sete pontos percentuais, saltando de 27% para 34,15%.
A pesquisa traz ainda Lídice da Mata (PSB) com 6,16% das intenções de voto. Renata Mallet (PSTU) atinge 0,55%, Da Luz (PRTB) vai a 0,5% e Marcos Mendes (PSOL) fica com 0,35%.
De acordo com a pesquisa, o percentual de indecisos atinge 14,52%. O índice de brancos e nulos fica em 8,71%.
RUI À FRENTE COM “PADRINHOS”
A pesquisa mostra Rui Costa com 37,76% das intenções de voto quando apresentado com o apoio do ex-presidente Lula, Dilma Rousseff e Jaques Wagner.
Paulo Souto cai para 32,65% quando associado a Aécio Neves (PSDB) e ACM Neto (DEM).
Lídice ganha pouco quando associada à presidenciável Marina Silva (PSB): 6,76%. Mallet cai a 0,4% quando apresentada com Zé Maria.
Da Luz fica com 0,35% com Levy Fidélix. Marcos Mendes tem 0,25% com o apoio da presidenciável Luciana Genro, também do PSOL.
Neste cenário, o percentual de branco e nulo vai a 9,01% e o de indecisos, 12,77%.
SEGUNDO TURNO
A pesquisa mostra Rui numericamente à frente de Souto na disputa em eventual segundo turno: 40% a 37%.
A pesquisa foi feita no período de 24 a 29 de setembro com 2 mil eleitores em 85 municípios baianos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) sob o protocolo 00028/2014.
Candidatos ao Governo da Bahia fazem debate na Record

Os seis candidatos ao governo baiano participam hoje, a partir das 22h40min, de debate na Record Bahia, em Salvador. O confronto envolverá Lídice da Mata (PSB), Marcos Mendes (PSOL), Paulo Souto (DEM), Renata Mallet (PSTU), Rogério da Luz (PRTB) e Rui Costa (PT).
O debate, de acordo com a Record Bahia, será mediado pela jornalista Christina Lemos, repórter especial do Jornal da Record e especializada em política.
A previsão é de que o debate dure duas horas. A atração será retransmitida pelo site R7 Bahia, Rádio Sociedade e TV Cabrália (Itabuna).
O confronto de hoje será o único, na televisão baiana, com a participação de todos os candidatos. Na Band e na TV Bahia, foi vetada a participação da candidata Renata Mallet (PSTU) porque o partido não possui representação na Câmara dos Deputados. (do Pimenta)
Rui Costa move ação penal contra Paulo Souto
As denuncias sem provas feitas por Dalva Sele Paiva à revista Veja, utilizadas à exaustão pelo candidato da oposição durante o horário eleitoral, motivou ação penal de Rui Costa contra o ex-governador. Segundo o advogado da coligação Pra Bahia Mudar Mais, Pedro Carvalho, o adversário de Rui propagou as falsidades “acusando-o – sem uma mísera prova ou qualquer elemento indiciário -, de ter recebido propina, sendo beneficiário de um esquema de desvio de recursos públicos”.
Na avaliação do departamento jurídico, o que a campanha de Paulo Souto fez no programa eleitoral com a honra de Rui foi algo abjeto, por isso a necessidade da notícia crime e o posterior oferecimento de ação penal para que condutas como essas não se repitam numa propaganda eleitoral. “Eleições são lastreadas em regras e princípios jurídicos, de um lado, e por padrões éticos, de outro. Razão por que não se admite o “vale tudo”, o jogo rasteiro”, justifica o advogado. “É lamentável o ataque à honra de candidatos, extrapolando os limites de um debate político e da crítica contundente. Essa conduta tem servido de estímulo ao banditismo político, que não conhece limites jurídicos e éticos para a tentativa da destruição do oponente”.
Na reportagem da Veja não há quaisquer documentos que provem o que Dalva Sele Paiva alegou contra o candidato ao governo. Antes da veiculação da revista, ela viajou para a Espanha, com previsão de retorno ao Brasil apenas depois das eleições. “Em resumo o objetivo era apenas produzir material para usar na campanha em ataques sórdidos e rasteiros contra Rui, distorcendo informações divulgadas em matéria jornalística vergonhosamente montada, com o claro intuito de degradar a honra e a imagem do candidato petista”.
O Ministério Público da Bahia certificou, através de documento, que não existe qualquer acusação ou investigação contra Rui Costa, “ainda que por citação de seu nome por terceira pessoa, em processo relacionado à Dalva Sele Paiva e ao Instituto Brasil”. O uso da matéria da Veja no horário eleitoral da oposição foi proibida pela Justiça. “Foi construída única e exclusivamente para influenciar os eleitores negativamente, sem que haja acusação formal contra Rui”, observou. “A calúnia e difamação é crime e deve ser punido com o rigor da lei”.
Até Geddel pergunta a Paulo Souto: “porque não fez?”
Ferrenho crítico da gestão de Paulo Souto (DEM), principalmente em relação ao enfrentamento à violência, o atual candidato ao Senado, Geddel Vieira Lima (PMDB), disse: “Quero te fazer uma outra pergunta aqui, Paulo. Os números que tenho aqui também mostram que no seu governo a segurança não estava sobre controle. Você foi governador durante oito anos, porque não fez?”, questionou Geddel no debate na TV Bandeirantes em 2010.
Veja o video:
Documentos comprovam que governo de Paulo Souto contratou e fez pagamentos ao Instituto Brasil
O ex-governador Paulo Souto (DEM) desafiou o presidente do PT, Everaldo Anunciação, a apresentar provas de que o Instituto Brasil foi contratado durante a gestão dele. Além disso, provocou o dirigente petista a apresentar “um simples pagamento feito ao Instituto Brasil”. O desafiou foi aceito e na tarde dessa terça-feira (23) surgiram documentos que comprovam que o contrato nº 1581 de 2005 foi firmado com a ONG, no valor de R$ 147 milhões. Em 15 de junho daquele ano o governo de Paulo Souto pagou R$ 696.648,75 para o Instituto Brasil. “As máscaras estão caindo”, disse o presidente do PT. “A ex-presidente da entidade Dalva Sele Paiva montou uma farsa, Veja publicou e o DEM está utilizando de forma eleitoreira”.
Outro contrato, de número 3827 também feito entre o Instituto de Dalva Sele Paiva e a gestão de Paulo Souto, rendeu pagamento de R$ 30.880,12 em 28 de dezembro de 2005 à ONG. “Essa farsa eleitoral montada pelo DEM será desmontada e a verdade prevalecerá”, disse Anunciação. O Instituto Brasil, conforme documentação, recebeu mais R$ 69.648,25 em 20 de junho de 2005,
Investigada há quatro anos pelo Ministério Público Dalva nunca apresentou qualquer documento ou fez declaração citando nomes das pessoas as quais ela envolveu na entrevista de Veja. Segundo o presidente do PT na Bahia, as denúncias de um suposto esquema envolvendo a ONG Instituto Brasil e petistas baianos, que teriam sido beneficiados com dinheiro desviado do Fundo de Combate à Pobreza, é uma “sórdida armação política”.
“Como depois de quatro anos sendo investigada pelo MP, essa senhora tem seus bens bloqueados pela Justiça, acumula dívidas, inclusive judiciais, e mesmo respondendo a 17 processos, de uma hora para outra, quita todas suas pendências financeiras e ainda consegue dinheiro para viajar para a Europa?”, questiona Anunciação.
Pesquisa Bapesp aponta 2o. turno na Bahia
Pela primeira vez, a pesquisa realizada pelo Babesp aponta a possibilidade de segundo turno na Bahia para as eleições 2014. Divulgada nesta segunda-feira (22), o levantamento mostra aumento de 1% dos pontos de Rui Costa (PT) em relação à pesquisa anterior, e fica com 28%, enquanto Paulo Souto (DEM) perde 2% e fica com 37%. A candidata Lídice da Mata (PSB) se mantém com 9 pontos na corrida eleitoral. Quando os eleitores são questionados a respeito de sua preferência com apoio de respectivos cabos eleitorais, Souto (com Aécio e ACM Neto) figura 36 pontos, Rui (com Lula, Dilma Rousseff e Jaques Wagner) tem 32 pontos e Lídice da Mata (com Marina Silva), aumenta somente 1% e fica com 10 pontos.
Em uma simulação de segundo turno entre Paulo Souto e Rui Costa, o democrata se sobressairia com 42% dos votos válidos, em detrimento dos 36% pontuados por Rui. A pesquisa ouviu dois mil entrevistados e está protocolada sob o registro BA-00021/2014.
Governo de Paulo Souto foi marcado por assassinatos de jornalistas e radialistas

A violência tem sido um dos temas mais explorados na campanha do DEM nas eleições baianas. Violência é algo que os profissionais de comunicação sentiram na pele durante os governos de Paulo Souto e ACM na década de 90. “Foi um período sombrio para os jornalistas e radialistas da Bahia”, lembra o vice-presidente da Associação Baiana de Imprensa, Ernesto Marques.
Na Bahia, onze profissionais de imprensa foram assassinados em dez anos, a maioria deles em crimes de mando, ligados ao exercício da profissão e quando faziam denuncias de corrupção envolvendo políticos ligados ao carlismo.
Os casos mais notórios de assassinatos de profissionais de imprensa envolveram os radialistas Ivan Rocha, em Teixeira de Freitas, Ronaldo Santana, em Eunápolis, e o jornalista Manuel Leal, diretor do jornal A Região, em Itabuna. ”O corpo de Ivan Rocha não foi encontrado até hoje e nos casos de Ronaldo Santana e Manuel Leal investigações mal feitas impediram que se chegassem aos mandantes, porque a regra era a impunidade”, diz Ernesto Marques.
Entidades como o Comitê de Proteção aos Jornalistas (EUA) , Sociedade Interamericana de Imprensa (EUA) e Repórteres Sem Fronteiras (França) cobraram oficialmente a apuração dos crimes, mas o governo carlista ignorou os pedidos. “A liberdade de expressão inexistia e quem se atrevia a denunciar sofria ameaças e em alguns casos pagava com a vida. Não podemos retroceder diante dos avanços que conquistamos com Wagner. Hoje a Bahia tem uma imprensa livre e o direito de opinião é respeitado”, afirma Ernesto Marques.
Responsável por atrasos em obras é o ex-governador que não fez nenhuma, diz Rui
Em resposta as críticas do adversário, o candidato ao governo do estado Rui Costa disse que o ex-governador é o responsável por atrasos em obras de infraestrutura na Bahia, já que em oito anos de governo não fez nenhuma. “Eu perguntei ao ex-presidente Lula quantos projetos para financiamento federal o candidato da oposição levou para Brasília, quando era governador, e ele disse: ‘nenhum’. Agora ele critica atrasos na Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) e Porto Sul”, comentou. “É melhor ter obra atrasada a ficar acomodado, sem ferrovia, aeroporto, porto, via-expressa e estradas de qualidade. Ele não teve iniciativa e agora critica o atraso nas obras que Jaques Wagner está fazendo”, disse Rui, na manhã dessa quarta-feira (17), em entrevista a Evilásio Junior e Cristiele França, na Rádio Band News de Salvador.
Segundo Rui, o candidato a vice-governador da coligação Pra Bahia Mudar Mais, João Leão, chegou a levar o projeto da FIOL ao antecessor de Jaques Wagner, mas ele rejeitou a proposta dizendo para esquecer, que aquilo era um sonho. “Mas quando Leão apresentou a ideia a Wagner, então ministro, o projeto foi acolhido e chegou à mesa de Lula, que topou fazer”, lembrou o candidato petista. “Se o ex-governador pensasse grande, hoje a Bahia teria mais infraestrutura de logística, necessária para a implantação de novas empresas e mais oportunidades para os baianos”, acrescentou. “Todo atraso é culpa dele, que não quis sequer tirar a obra do papel”.
Rui disse que terá mais sorte que Wagner ao herdar um estado com melhores condições para a modernização e desenvolvimento. “Por isso nossa campanha apresenta propostas para completar a transição dos péssimos indicadores sociais, do tempo que o estado era campeã do analfabetismo, tinha as piores estradas do país; onde faltavam vagas na universidade e em cursos técnicos profissionalizantes”.
Rui ainda provocou os ouvintes: “Quem se lembra de alguma obra urbana feita pelo ex-governador em Salvador?”, para citar os R$ 8,5 bilhões investidos pelo Governo do Estado e Governo Federal nas obras de mobilidade na capital baiana, que viabilizaram a Via Expressa Baía de Todos os Santos, os corredores transversais ligando a Baía de Todos os Santos a Orla e o metrô- que terá 41 quilômetros em 2017. “Mas a prefeitura além de colocar placa nas obras feitas pelo governo, investe brutalmente em publicidade, inclusive em emissora de TV onde o prefeito é sócio, ao invés de destinar os gastos para as áreas de saúde e educação, por exemplo”.
Outro ponto levantado pelo candidato Rui Costa foi o fato da campanha da oposição sugerir ar ideia, durante o horário político eleitoral, de que a Azaléia/Vulcabrás fechou a fábrica em Itapetinga. “Temos que restabelecer a verdade: A Azaléia emprega hoje 5400 pessoas na cidade. Por problemas de custos logísticos fechou 11 galpões que funcionavam em cidades vizinhas. Mas essas estruturas já estão funcionando com outras empresas, empregando a mão de obra local”.














