:: ‘impeachment’
”O Processo”, a verdadeira história do impeachment de Dilma
“O Processo”, de Maria Augusta Ramos, estreia dia 17 de maio nos cinemas do Brasil. longa será exibido no Festival É Tudo Verdade como parte do Programa Especial, no dia 15 de abril em São Paulo e nos dias 17 e 18 de abril no Rio de Janeiro. “O Processo”, que estreou mundialmente em fevereiro, no Festival de Berlim e foi escolhido pelo público como o terceiro melhor documentário da mostra Panorama, retrata o processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 31 de agosto de 2016.
Diretora dos longas premiados “Futuro Junho” (2015), “Seca” (2015), “Juízo” (2013), “Morro dos Prazeres” (2013), “Justiça” (2004) e “Desi” (2000), em seu novo trabalho, Maria Augusta Ramos busca compreender e refletir sobre o atual momento histórico brasileiro. A diretora dá continuidade às abordagens desenvolvidas a partir do sistema judiciário do país na trilogia formada por “Justiça”, “Juízo” e “Morro dos Prazeres”.
Para realizar “O Processo”, Maria Augusta passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment, somando 450 horas de material filmado. Sem fazer entrevistas ou intervir nos acontecimentos, ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários.
O longa é produzido por NoFoco Filmes, coproduzido pelo Canal Brasil e tem distribuição da Vitrine Filmes.
Confira o teaser:
Agualusa: “impeachment foi o triunfo da estupidez”
(Opera Mundi) – As confusões da política brasileira têm deixado assustados não só os próprios brasileiros, mas também aqueles que estão acostumados a visitar o país. O escritor angolano José Eduardo Agualusa aporta por aqui ao menos uma vez por ano e acompanha tudo o que acontece por meio de seus amigos. Morou no Brasil por quatro anos, dois em Pernambuco e dois no Rio de Janeiro. Quando voltou para Portugal, onde reside atualmente, levou consigo carinho e preocupação com o país, como se fosse nativo.
Sentado em uma cadeira pouco confortável e sedento por água de coco, Agualusa mostrou-se perplexo com a situação atual do Brasil. A visita a São Paulo foi breve. Apenas cinco horas antes de pegar um voo para o sul, onde participou da terceira edição da Feira Literária Internacional de Maringá. Em maio, assinou um manifesto em Portugal contra o golpe no Brasil, assim como os escritores Valter Hugo Mãe, Pilar del Rio, Gonçalo M. Tavares, entre e outros.
Agualusa acha assustador como o Brasil, que avançou tanto nos governos Lula e Dilma Rousseff, abriu tamanho espaço para o conservadorismo. O discurso do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e o coro que o acompanha é o exemplo mais claro disso. “Bolsonaro não deve ler ficção, porque para ler ficção deve-se ter empatia”, exclamou o luso-angolano-brasileiro, dizendo já ter falado isso para uma amiga.
“Ainda podemos ter esperança”, afirma Lídice
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou, nesta terça-feira (30), que ainda há uma esperança de reverter alguns votos favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. São necessários 54 votos afastamento definitivo. No entanto, ainda há parlamentares que estão indecisos ou que ainda não manifestaram o voto.
“Sem alimentar ilusões, fizemos contatos e continuaremos as articulações para ter um posicionamento mais claro da situação até o fim do dia”, disse Lídice.
Para a senadora baiana, uma parcela significativa do povo brasileiro ouviu as palavras de Dilma e reconheceu a coragem da presidente ao submeter-se a 15 horas de inquirição dos seus mais ferrenhos adversários. “Temos a convicção de que o povo brasileiro reconhecerá a dignidade da presidente e, se não conseguirmos virar os votos dos indecisos, teremos ao menos a certeza de que muitos senadores votarão sim com enorme constrangimento”, finalizou.
Senadores acreditam que presença de Dilma pode reverter votos do impeachment
Senadores que se manifestaram contra o impeachment de Dilma Rousseff se reuniram na noite deste domingo (28), na residência da senadora Lídice da Mata, em Brasília, para discutir as estratégias para a sessão especial desta segunda-feira (29), que contará com a presença da presidente afastada.
Os 13 parlamentares presentes se mostraram confiantes em reverter o resultado das últimas votações que decidiram pela admissibilidade e prosseguimento do processo na casa.
“Eu tenho muita esperança e a presença da presidente, falando para o Brasil, será muito importante. Primeiro, porque mostra a sua coragem de não abrir mão nesse momento. Muitos não acreditavam que ela viria, mas ela vem e enfrentará a trama que se colocou contra ela e outra: demonstra que não foge à luta, como diz o nosso hino. É extraordinária a presença dela”, afirmou a senadora baiana.
Lídice da Mata lembrou que Dilma irá a uma sessão onde estarão ex-ministros dela e de Lula. “Isso é um momento ímpar na história do Brasil. Eu acho que ninguém agirá com desrespeito. Ela está afastada, mas é a presidente da República”, finalizou.
Participaram do encontro os senadores Lídice da Mata (PSB-BA), Roberto Requião (PMDB-PR), Randolfe Rodrigues (REDE-AP), Armando Monteiro (PTB-PE), Vanessa Graziotin (PC do B-AM), Paulo Paim (PT-RS), Jorge Viana (PT-AC), Fátima Bezerra (PT-RN), Humberto Costa (PT-PE), Gleisi Hoffman (PT-PR), Angela Portela (PT-RR), Regina Souza (PT-PI) e Lindbergh Farias (PT-RJ)
Dilma: “a Democracia é o único caminho”

A presidente Dilma Rousseff leu a íntegra da carta destinada a senadores e ao povo brasileiro a jornalistas no Palácio da Alvorada na tarde desta terça-feira 16. Nela, Dilma reassume seu compromisso com a realização de um plebiscito sobre a convocação de novas eleições e sobre a reforma política e diz que “a democracia é o único caminho para combater as crises política e econômica”.
“A essa altura, todos sabem que não cometi crime e que não há razão legal para esse processo. Foram atos legais e idênticos aos executados pelos ex-presidentes. Não era crime na época deles, não é crime agora”, destacou a presidente, reforçando que irá “usar todos os instrumentos para manter a democracia”. Ela chamou o processo de impeachment de “golpe inequívoco” e afirmou que “a democracia há de vencer”.
Leia a íntegra da carta:
Dilma: “lutarei até o fim contra o impeachment”

]Em entrevista à Rádio Educadora, de Uberlândia (MG), nesta quarta-feira 17, a presidente eleita Dilma Rousseff disse estar mais combativa do que nunca na fase final do processo de impeachment.
“Tenho uma meta: lutarei até o fim para impedir que esse impeachment ocorra. Quanto mais próximo, óbvio que vai haver uma guerra de informações. Só no dia saberemos o que realmente vai acontecer. É como uma partida de futebol, a gente joga até o fim da partida, para ganhar”.
“Não tem ‘se’, a gente joga até o final da partida. E ganha, e ganha, e ganha. Assim que tem que ser um bom jogador. E no caso não se trata de um jogo, mas de uma metáfora, é fazer de tudo para ganhar e fazer com que a democracia brasileira ganhe”, acrescentou.
É golpe: MPF diz que Dilma não cometeu `pedaladas`
O Ministério Público Federal concluiu que a “pedalada” fiscal envolvendo o Plano Safra, um dos motivos que baseiam o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Senado, não é operação de crédito, nem crime.
O órgão investigativo aplicou o mesmo raciocínio para outras “pedaladas” que não estão relacionadas com o pedido de impeachment, como as que envolvem atraso de repasses da União para a Caixa Econômica Federal pelo pagamento de programas como o Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial.
O procurador da República Ivan Cláudio Marx, responsável pelo caso aberto no MP do Distrito Federal, pediu arquivamento do inquérito nesta quinta-feira 14, depois de ter pedido, na última sexta-feira, arquivamento de um caso semelhante relacionado ao BNDES.
Em sua decisão, Marx levantou suspeitas sobre “eventuais objetivos eleitorais” com as “pedaladas” e afirmou que o caso “talvez represente o passo final na infeliz transformação do denominado ‘jeitinho brasileiro’ em ‘criatividade maquiavélica'”.
Após o arquivamento do caso de sexta, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pediram para que o procurador seja ouvido na comissão do impeachment e a retirada dos autos de documentos relativos ao Plano Safra (leia mais).
“Como que nós vamos processar e julgar uma presidente da República, quando o Ministério Público, que tem a responsabilidade formal de definir o que é crime ou não, diz que não é crime as chamadas pedaladas fiscais?”, questionou Gleisi na ocasião, em discurso no plenário.
Em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo sobre a ação relacionada ao BNDES, Ivan Marx lamentou que o Ministério Público não tenha sido ouvido no processo de impeachment. “Quem tem atribuição de dizer se determinada prática é crime ou improbidade é o MPF. É o único ator que não foi chamado a depor na comissão”, disse.
Campanha da mídia pelo impeachment coincide com redução de verbas de publicidade do Governo

Dados sobre a publicidade feita pelo governo federal nos grandes veículos de comunicação em 2014 e 2015 apontam que a campanha da grande mídia pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff coincide com um grande corte na verba destinada a essas empresas no ano passado.
Em 2015, o governo Dilma cortou nada menos que R$ 206 milhões em publicidade da Rede Globo e suas cinco TVs abertas (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Recife), de acordo com dados divulgados pelo jornalista Fernando Rodrigues, do Uol.
O montante cortado da Globo representa 34,9% de toda a verba publicitária reduzida pelo Planalto no ano passado – um total de R$ 591,5 milhões. A empresa da família Marinho é a que mais recebe publicidade do governo federal no meio televisivo, mas vem perdendo essa fatia anualmente desde o governo Lula.
A revista Veja, um dos veículos que mais defendeu a campanha do impeachment, perdeu 78% dos recursos de propaganda do governo federal – de R$ 21,2 milhões, em 2014, para R$ 4,6 milhões no ano passado. O gasto total com o seguimento revistas caiu de R$ 116 milhões, em 2014, para R$ 66 milhões (43%).
Enquanto isso, os jornais impressos – O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico – receberam R$ 55,8 milhões a menos em 2015. Já o gasto do governo com as versões digitais desses jornais cresceu no ano passado. O meio internet foi o único cuja destinação publicitária cresceu no ano passado.
Confira os números aqui.












