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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Barão de Pau-d´Alho’

O reinado da barbárie

 

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

Valho-me do aval do jurista Afrânio Silva Jardim, da Universidade Federal do Rio de Janeiro , para traçar um triste quadro do que se pode chamar, com toda a ironia cabível, de “politícas publicas” do governo do Capitão reformado:

* Para “curar” filho gay, porrada

* Para deputado gay, ameaça de morte

* Para vereadora negra e lésbica  execução

* Para mulher que “merece”, estupro

* Para a patrulhada, fuzilamento  sem delongas

* Para doente mental, choque elétrico

*Para divergência política, tortura

* Para meninos  azul

* Para meninas, rosa

* Para Paulo Freire, perseguição

* Para ganhar eleição, kit gay e mamadeira erótica

* Para Trump, continência

* Para Lula, que apodreça na prisão

* Para Dilma, que sonhe com Ustra e tenha câncer.

O leitor está convidado a acrescentar itens que ajudem a definir o quadro de atraso em que o País se vê mergulhado. Por exemplo: Para os Estados Unidos, tudo; Para o trabalhador brasileiro, a semi-escravidão..

E por ai segue e segue….

 

(As diatribes do Barão e sua equipe são publicadas às terça e sextas, quer chova, quer faça sol)

 

PERFIL DO BARÃO

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Fogueira de livros com música “sertaneja universitária”

 

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

 bddepd@gmail.com

 

Faz tempo que está em pauta a discussão sobre o fim do livro, posto a correr por “plataformas” mais “modernas”, erguidas na interrnet. Agora, o governo federal – cujo comandante, tudo faz crer, leu apenas as orelhas do Manual de Conduta do Exército, e não entendeu! – parece disposto a pôr fim à questão. É que um de seus tresloucados representantes,  chamado Murilo Resende, tido como “responsável pelo Enem” (depois, “rebaixado” a assessor do MEC), declarou-se favorável a uma “queima lúdica” de livros. Como “lúdico” vem do latim  ludus (significando “jogo”, “diversão”, “brincadeira”, concluo que esse governo de parvos fará uma espécie de festa com a queima de livros, algo assim como uma fogueira de São João, com casamento caipira, canjica, milho assado e muita música “sertaneja universitária”. E se não incluo quadrilha é por total desamor ao mau trocadilho.

Capitão B., que nunca teve uma ideia que prestasse, também não se mostrou original desta vez: a queima de livros marcou vários momentos de vergonha na história da civilização: o regime nazista  e a inquisição se destacam.

lopes 1

No Brasil, o governo Vargas fez uma grande fogueira em Salvador, alimentada por mais de 1.600 volumes de Jorge Amado e alguns de Anísio Teixeira (creio que é chegada a vez de Paulo Freire); no regime verde-oliva de 1964 (cujas iniquidades o Capitão B. tanto louva), nós mesmos destruíamos ou escondíamos certos livros, evitando que eles fossem encontrados  pelos cães de fila da ditadura. Ser flagrado com algum volume de O Capital, por exemplo, era certeza de pau-de-arara e unhas extraídas sem anestesia. “Bons tempos aqueles, em que se podia fazer isso daí com os vermelhos” – diria o Capitão B., com seu linguajar tosco.

 

De Buerarema para o mundo reverbera a voz de José Delmo:

 

“Se não vigiarmos a vida

Eles escreverão a história”

 

A idade da pedra fica logo ali

 

Nestes tempos estranhos, quando a inteligência em Brasília parece muito rarefeita, pode ser que alguém ache “charmoso” ter um ministro da Educação falando portunhol, ministro ‘importado”, o que, para essa gente lesa, deve ser prova de qualidade.

O grande homem, tem em sua agenda (ditada pelo Capitão B.), dentre outras prioridades,  “extirpar das escolas o método Paulo Freire” e “limpar todo o entulho marxista que tomou conta das propostas do MEC”. É a essa sumidade (sumidade apavorada,a tropeçar, mesmo ao sol do meio-dia, em seguidores de Paulo Freire e fantasmas de marxistas em cada esquina) que está entregue um setor de fundamental importância estratégica para o Brasil, a Educação.

De prático, ele acaba de anunciar (em portunhol, é claro!) que pretende reintroduzir nos currículos da escola infantil e fundamental a disciplina Educação Moral e Cívica, um dos ícones doutrinários da ditadura de 64, retirada do currículo escolar no governo Itamar Franco.

Apesar de minha declarada simpatia pelo ministro, penso que ele faria melhor se tentasse olhar para professores que andam quilômetros para dar aula a jovens paupérrimos, em

escolas caindo aos pedaços; se mostrasse planos de treinamento desses professores, com resultados em justiça salarial; se acordasse para a insegurança em que vivem, nessas escolas, professores e alunos. Professores, aliás, que, na douta opinião da deputada bolsonarista Joyce Não-Sei-das-Quantas (aquela que quer fechar o STF), “não sabem ensinar”, pois foram doutrinados nos princípios ideológicos em  boa hora combatidos pelo ministro de estranho sotaque.

Enfim, el maestro faria melhor se avaliasse o presente pensando no futuro do Brasil, não com esse olhar parado num mau momento da história. Nesse passo, daqui a pouco ele ressuscita a velha palmatória dos nossos avós e, em seguida, troca o computador pelo ábaco.  Estamos indo, de rota batida, para la edad de  la piedra.

lopes 2

I

 “Em lugar do Minha casa, minha vida, vamos ter agora o Minha arma, tua vida, o

programa armamentista do samba do capitão enlouquecido”

 (Ricardo Kotscho, jornalista)

 

(BddePD)
     
     

(As diatribes do Barão são publicadas neste espaço, às terças e sextas, quer chova, quer faça sol).

 

 

 

 

Vamos trocar o saci-pererê pelo Dia das Bruxas?

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

bddepd@gmail.com

 

saci (1)Corramos todos à aula de inglês, pois o pensamento de colonizados nos mostra que a língua portuguesa-brasileira está com os dias contados. E se isso era algo subjetivo, agora se torna explícito, após a eleição de um indivíduo de baixo nível cultural e altíssimo grau de subserviência aos Estados Unidos. Por via das dúvidas, é conveniente aprendermos todos a bater continência (military continence?) a todo tipo de pessoa ou coisa que nos lembre aquele país (presidente topetudo, bandeira, assessores de terceiro escalão, copos americanos, lojas americanas etc.), para sermos coniventes com a pantomima que se instalou no governo federal.

É claro que alguns colonizados já se anteciparam à destruição do patrimônio cultural que é a língua portuguesa e falam torcendo a boca, em feitio de gângsters de filmes B: em vez de treinador, dizem coach; gerente agora é manager; orçamento é badget; presidente (de empresa) virou chair man; pessoas importantes não têm cachorro, têm pet; bicicleta dessa gente é chamada de byke, documento é paper, centro é center, loja não mais dá desconto, tem preço off. E nada mais é grátis, agora é free. O (nem sempre) inocente intervalo do cafezinho passou a chamar-se cofee break, enquanto o velho molho de churrasco foi rebatizado como molho barbecue. Essa gente, que tem dinheiro mas não tem juízo, desconhece o que seja saci-pererê, mas comemora uma coisa chamada halloween. Não demora, vão trocar alguma de nossas festas típicas (o São João, por exemplo)  pelo Dia de Ação de Graças (que será dito, com a língua devidamente enrolada, Thanksgiving day). Se algum desses lesos aparecesse em outros tempos em Buerarema e chamasse a Barbearia de Mestre Alcides de Barber Shop seria posto pra fora a ponta-pés, pra aprender a respeitar nossas raízes culturais… Durante o Carnaval, a relação de anglicismos teve um acréscimo, feito pelo Capitão reformado: Golden Shower. “E o que é Golden shower” – perguntaria a ingênua leitora. Não digo. Além de cultivar um grande desamor pela baixaria, este é um blog familiar, que não pretende deixar coradas suas leitoras. Quem insistir em saber o que é Golden shower que consulte a enciclopédia de aberrações sexuais do clã Bolsonaro.

Resistir é preciso (e possível!)

ChicoA Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSC-SP) e a USP tiveram no Vestibular deste começo de ano, realizado, como de hábito, pela Fuvest – questões sobre textos de Karl Marx e Chico Buarque. De acordo com o Estadão, jornal sabidamente comunista, alguns dos temas das perguntas de Português foram patriarcado, ditadura militar e racismo. O texto de Karl Marx foi usado para discutir a figura histórica da mulher no capitalismo. Os candidatos também tiveram que analisar o gênero discursivo da letra da música “Meu Caro Amigo”, de Chico Buarque, que retrata um momento da ditadura militar. Trata-se de uma “carta-canção” ao teatrólogo Augusto Boal (um que, perseguido pela ditadura, vagou, exilado, pela Argentina, Portugal e França, voltando aqui só em 1984, com a redemocratização), em que Chico, a propósito de dar notícias do Brasil, tece um panorama da mesmice em que se encontra o País: “Aqui na terra estão jogando futebol/Num dia chove/Noutro dia bate o sol”- Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta.”

Curiosamente, o mesmo Estadão publicou, há cerca de um mês, entrevista com o professor Vahan Agopyan, reitor da USP, e lhe perguntou sobre a implantação de uma excrescência chamada  “Escola sem partido”, uma das ideias medievais da extrema-direita brasileira que o prefeito João Dória quer transformar em lei. Respondeu o mestre:

 

Na USP, é impossível. Obedecemos às leis, mas coisas que ferem nossa autonomia a USP não precisa seguir. E isso fere. A universidade é um locus de debate. Formamos cidadãos.

 

“Mas, e se houver denúncias de alunos?”  – perguntou o Estadão. Resposta:

 

Denunciar para quem? Não vou criar um mecanismo de controle ideológico na USP…

 

Enquanto houver atitudes corajosas como estas da  Fuvest e do reitor da USP, estará viva a resistência contra o retrocesso que querem impor à população brasileira.

(Bddepd)

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A verdade vive escondida no fundo do poço

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

bddepd@gmail.com        Barão de Pau d´Alho

 
Verdade1
Um dia, a Verdade e a Mentira se encontram. A Mentira diz à verdade: “Hoje está um dia maravilhoso”. A Verdade olha para o céu, desconfiada, suspira e concorda, pois o dia estava realmente lindo. Elas andam algum tempo juntas, chegando, finalmente, a um poço. A Mentira diz: “A água está muito boa! Vamos tomar um banho!” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e confirma que, de fato, está ótima para o banho. Elas se despem e entram no poço. De repente, a Mentira sai  da água, veste as roupas da Verdade e foge.

A Verdade, furiosa, sai o poço e, com um chicote, persegue a Mentira, para castigá-la e pegar as roupas de volta (v. quadro de Jean-Leon Gérôme “A verdade saindo do poço”, de 1896), mas ninguém colabora com ela nessa busca: as pessoas, vendo-a nua, desviam o olhar, com desprezo  e raiva. A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo ali sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja pelo Mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo a conveniência  da sociedade, que não nutre o menor desejo de se deparar com a Verdade nua.  (Trecho de um conto judaico – há  versões ligeiramente diferentes desta)

O jornal The Washington Post assumiu, desde 20 de janeiro de 2017, uma estranha função: contabilizar as afirmações mentirosas do Topetudo presidente  Donald Trump. Passados cerca de 420 dias da administração, o mentiródromo do jornal já crava, por dia, mais de 11 declarações falsas ou enganosas. No Brasil, o Capitão reformado segue o padrão do seu líder estadunidense desde a campanha, com invenções do tipo kit gay e uma tal mamadeira erótica, que a oposição usaria para perverter as crianças – o que, para além da mentira para convencer incautos, parece uma perversão sexual das mais abjetas. Freud, que muito sabia das aberrações humanas, botaria esse maluco no divã e só o tiraria de lá com a suave terapia da camisa de força.

 O Barão se proclama ex-presidente do Brasil

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Esta semana, vocês lembram, lançou-se aqui na resistente goiabeira danielina a feliz ideia de fazer este Barão presidente interino do Brasil. Tal providência era uma resposta ao ridículo de um cara ridicularmente chamado de Guaidó, e também ao clamor das ruas contra a pouca vergonha instalada em Brasília, num governo formado por paramilicianos, fundamentalistas religiosos, milicos aposentados e variados gêneros de malucos, tendo ao centro da pantomima o clã Bolsonaro. Eis que, horas depois, o ator José de Abreu (não por imitação, como querem meus puxa-sacos, mas por coincidência – não restou provado que ele seja leitor desta coluna) apresentou-se devidamente enfaixado presidente, dando entrevista e já com ministério escolhido. Até mesmo a divisa do novo presidente (ecologicamente correta!) coincide com a minha, conforme registro do jornalista (comunista, é óbvio!) Leonardo Attuch:

…Zé de Abreu já declarou que “nossa bandeira jamais será laranja” e prometeu acabar com aposentadorias e pensões especiais das mais variadas castas da sociedade – incluindo filhas casadas que fingem ser solteiras, como Maitê Proença. Também prometeu indultar o ex-presidente Lula, que, em condições democráticas normais, hoje seria presidente da República. Afinal, o país que prende opositores para impedi-los de disputar eleições é o Brasil – não a Venezuela.

A propósito, já hipotequei meu nobre e irrestrito apoio ao novo presidente da República do Brasil, abdicando do desonrado cargo e assumindo minha modesta condição de ex-presidente, candidato a administrar apenas o recém-criado IPAD – Instituto Pau d´Alho de Assuntos Difusos.

E mais não digo, a não ser que, do jeito que  coisa anda, a moda pega e vamos ter muitos dirigentes autoproclamados. Por enquanto, além de Abreu (Brasil) e aquele Gauidó (venezuelano de enorme vocação para o patético – e que já está sendo “destituído” por Trump, pois prometeu levantar o povo da Venezuela e não conseguiu), são dados como certos o ator Alexandro Munhoz, autoproclamado presidente da Colômbia, já anunciado, e o Cacique Babau, prefeito de Buerarema – proposta ainda em análise no Conselho de Anciãos dos Tupinambás.

Em Itabuna, devido à fadiga do atual prefeito, os biriteiros do ABC da Noite pretendem que o município seja dirigido pelo Caboco Alencar, cidadão sabidamente acima de qualquer suspeita, mas a escolha é discutível: há quem diga que O Caboco, patrimônio da cidade, não dispõe de maldade suficiente para sobreviver  no Centro Administrativo.

 

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Jânio e Collor tinham mais juízo do que o Capitão reformado

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

bddepd@gmail.com

Desde a campanha de 2018, tenta-se comparar um improvável (hoje, infelizmente, real) governo o clã Bolsonaro a períodos cinzentos de nossa história. Para uns, ele era Collor, para outros, Jânio, para outros tantos (versão ainda mantida), uma reedição do golpe de 1964, que, estranhamente, nos chegava pelas urnas.  Eram comentários de bastidores ou de blogs nanicos, pois a grande mídia, TV Globo à frente, e (em segundo lugar, mas não menos impotantes), os tribunais jamais se preocuparam com a louvação que o candidato fazia ao assassino Brilhante Ustra, os BOs a propósito de roubo de joias na própria família (denúncia da ex-esposa), os ataques frontais a minorias desamparadas ou o desrespeito às famílias de opositores executados pelo Exército. A omissão (às vezes, a clara conivência) da mídia foi muito importante em todo o processo de ascensão da extrema-direita, hoje no poder.

Foto.1Entretanto, pouco tempo passado de um presidente que não tem a mínima aptidão (ou dignidade) para o exercício do cargo – que cogita até entrar numa guerra contra país vizinho e amigo, para que os Estados Unidos se apropriem do petróleo venezuelano – não resta dúvida de que Collor e Jânio Quadros, irmãos em trapalhadas, tiveram muito mais juízo. E digo, (porque vi Jânio, Collor e  a ditadura) que o governo desse clã é moralmente pior do que Castelo Branco e os militares seguintes: à época, tínhamos alguns generais atrabiliários (isto é inevitável!), mas a ditadura tinha apoiadores do valor intelectual de Lacerda, Nelson Rodrigues, Delfim Neto, Mário Henrique Simonsen, Reis Veloso e outros (a Globo se mantém coerente: apoiou a ditadura, Collor e Bolsonaro).

Hoje, além do Capitão reformado – que nunca dirigiu, sequer, uma cavalariça  do Exército – temos a cota habitual de generais atrabiliários (nenhum deles mais do que o Capitão B., diga-se, a bem da verdade) e três filhos do presidente, todos enlameados (ou “enlaranjados”?) até a medula, mais uns desqualificados do padrão Alexandre Frota, Damares Alves, Silas Malafaia, Joyce Não-Sei-do-Quê e Vélez Rodriguez (o ministro da Educação que não fala português!). Não vai dar certo, porque não pode dar certo.

Cordão dos puxa-sacos

A partir de hoje, este Barão passa a contar com mais um puxa-saco (em verdade, uma puxa-saco, que chamaremos eufemisticamente de “colaboradora”, a sra. Líliam Porcão, dita “a Independente” – até parece!) metida a analista de economia, política e temas difusos. E em seu primeiro texto, LP já diz a que veio. Sua bajulação (prontamente aprovada por mim!) é tão explícita que, de imediato, dei-lhe uma promoção salarial: ia ganhar 30 dias por mês, agora vai ganhar 31, livre de impostos. Eis sua primeira intervenção:

 

“O Barão para presidente

Foto.2Penso na possibilidade de fazer meu querido chefe, o venerável Barão de Pau d´Alho,   presidente da República, pra acabar com a pouca vergonha que se instalou em Brasília. Em que me baseio? Baseio-me na “nova” interpretação que o Brasil, seguindo as ordens de Trump, o Topetudo, dá hoje às relações internacionais. Se antes a inteligência mundial defendia a autodeterminação dos povos, agora qualquer Capitão reformado, seguido de uma trupe de malamanhados, se acha no direito de, combatendo o governo da Venezuela, reconhecer como legítimo um oportunista que se declarou “presidente interino”.

Se um cara chamado Gerardo Guaidó pode se dizer presidente da Venezuela, por que alguém de nobre estirpe e proprietário de barba vasta e grisalha como o Barão não poderia? Além do mais, meu querido chefe é intelectualmente mais qualificado do que essa gente lesa que ocupa o Planalto: o Barão já leu até as orelhas de Guimarães Rosa (enquanto o Capitão reformado parece ter lido apenas o Manual de Procedimentos do Exército – e não entendeu bem aquilo dali). Como se isso fosse pouco, meu querido chefe fala português, neste Brasil enlouquecido em que o ministro da Educação fala portunhol e o presidente não fala coisa com coisa.

Com mais meia dúzia de trapalhadas desses velhacos civis, fardados e fundamentalistas religiosos,  anuncio – por absoluta falta de paciência com a estupidez oficial – o Barão de Pau d´Alho como presidente interino do Brasil.

Já escolhi até a divisa, ainda dependendo do sábio referendum do querido chefe: “Nosso Brasil jamais será laranja”.

(Líliam Porcão, a Independente)

 

(As diatribes do Barão e sua equipe são publicadas às terças e sextas, quer chova, quer faça sol)

 

 

 

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Marighella, Tiradentes e a apropriação indébita

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bddepd@gmail.com Barão de Pau d´Alho

Escultura de bronze, de Décio Vilares, pertencente ao Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora

Escultura de bronze, de Décio Vilares, pertencente ao Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora

Dentre os ditos heróis brasileiros, o que mais me fascina é o mineiro Tiradentes . Não o Tiradentes de quem a elite se apropriou, depois de repaginá-lo como  Jesus Cristo (Na foto, escultura de bronze, de Décio Vilares, pertencente ao Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora), mas  o Tiradentes libertário, compromissado com sua gente e sua Pátria, o grande mártir sacrificado pela sanha vingativa do colonizador. Joaquim José era um revolucionário, com visão de futuro, não um reformador transitório e oportunista. Creio que, dentre as contradições que lhe criaram, a mais notória tenha sido fazê-lo patrono da PM,: Ele era o anti-Sistema, pregou contra o Sistema e pelo Sistema foi destruído, de maneira vil e cruel, enquanto polícias são o braço armado do agente opressor, e a este dão sustentação. Portanto, “vender” Tiradentes como patrono da defesa das elites é agredir a figura heroica desse grande brasileiro.

É Oiliam José (da Academia Mineira de Letras), no seu ótimo Tiradentes (Editora Itatiaia), quem nos alerta: “As palavras têm, em certa fase de sua existência,  força de expressão ampliada, ocasião em que se carregam de sugestão avassaladora e são capazes de conduzir multidões – e até de abalar instituições, destruir civilizações, sepultar culturas que parecem tocadas pelo condão da perenidade.”

O revolucionário de Vila Rica foi conhecido também como O República e O Liberdade – apelidos que parecem óbvios, considerando-se que tais palavras carregavam, no século XVIII, a tal “sugestão avassaladora”, na feliz denominação do acadêmico Oiliam José.

Estes nossos dias, quando os agentes da gestão federal se comportam, se não em estado de babárie total,  ao menos no mais completo desprezo ao intelectualismo, uma palavra surge na mídia com  força avassaladora: Marighella, título do filme de Wagner Moura.

A partir do furor provocado no Festival de Cinema de Berlim, Wagner Moura, trazendo à  baila o nome de Carlos  Marighella, dá importante contribuição ao movimento de resistência ao retrocesso que se tenta impor ao Brasil – o que muitos chamam de fascismo, ainda que haja dúvidas sobre se o Capitão reformado, absolutamente subletrado, sabe o significa fascismo.

Moura, em sua primeira experiência como diretor de cinema, resgata um símbolo que estava fazendo falta ao Brasil, num momento em que a resistência precisa de inspiração. E, pelo ódio que o filme despertou nas hostes da extrema-direita, os robôs bolsonarianos destilam ódio nas redes sociais contra Marighella, Wagner Moura e quem mais não apoie assassinos como Brilhante Ustra e Sérgio Fleury, heróis dessa gente malvada.  Essa pregação do ódio, paradoxalmente, nos dá uma certeza:  tão cedo, o revolucionário baiano não será vítima  da apropriação indébita ocorrida com Joaquim José. Marighella e Tiradentes são patrimônio do preto, pardo e pobre povo brasileiro, não dos poderosos brancos, ricos e privilegiados.

(Bddepd)

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Chico Pinto e a aurora que sucede a noite escura

Barão de Pau-d´Alho  /   bddepd@gmail.com
Chico Pin toParece fundamental que se viva o presente com perspectiva de futuro, mas sem esquecer o passado. Dito o que, vamos a Marx (e que o comandante B., com sua equipe de lesos, não me queira arrancar as venerandas barbas por causa desta citação: “A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. (Marx, Karl: O 18 de Brumário de Luís Bonaparte/1852).

Em março de 1974, o ditador chileno Pinochet estava no Brasil, para a posse do colega brasileiro Ernesto Geisel. No dia 14 daquele mês e ano, o deputado Chico Pinto (Feira de Santana/1930 – Salvador/2008), na foto, fez, na tribuna da Câmara,  o discurso corajoso que nos falta hoje. Um trechinho:

 

“O que nos vem do Chile é o fechamento de jornais, é a censura desvairada à imprensa remanescente. O que nos vem do Chile é a opressão mais cruel, de que nos dá ideia a reportagem e as fotos publicadas pela revista Visão, do campo de concentração da Ilha Dawson. O que nos vem do Chile é o clamor dos presos: Três mil mortos, segundo Pinochet declarou a Dorrit Harazim, da revista Veja …

Adiante, Chico Pinto externa  “protesto e repulsa” pela presença indesejável dos vários Pinochets “que o Brasil,infelizmente, está hospedando”. Depois de chamar Pinochet de “assassino, mentiroso e fascista”, Chico firma que “Se aqui houvesse liberdade, o povo manifestaria seu descontentamento e sua ira santa, nas ruas, contra o opressor do povo chileno.” Em seguida, bate o último prego:

Para que não lhe pareça, contudo, que no Brasil estão todos silenciosos e felizes com sua presença, falo pelos que não podem falar, clamo e protesto por muitos que gostariam de reclamar e gritar nas ruas contra sua presença em nosso País.

Foi o suficiente: Em 28 de maio, veio a resposta da ditadura, impondo absoluto silêncio da mídia sobre o parlamentar:

De ordem superior, fica terminantemente proibida a divulgação, através dos meios de comunicação social, escrito, falado e televisado, de notícias, comentários, referências, transcrição e outras matérias relativas ao deputado Francisco Pinto.

Com o mandato cassado, Chico  Pinto ficou preso no I Batalhão da PM de Brasília, só libertado em abril de 1975. Num intervalo fora das grades, ainda em1974, repetiu as críticas ao governo na Rádio Cultura de Feira de Santana, em entrevista ao festejado jornalista Lucílio Bastos), sendo outra vez processado (a ditadura, incontinenti, cassou a concessão da  emissora). Dois anos depois, Chico seria absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, por unanimidade.

O caso Chico Pinto-Pinochet está (muito bem) contado no livro A censura política na imprensa brasileira, do jornalista Paolo Marconi.

.

Restou dizer que, antes da abolvição unânime no  STF (era outro, o STF!), Chico Pinto entrou numa relação de “indultados” pelo general Geisel. O parlamentar recusou a “bondade” do ditador, em carta, com uma frase que é um símbolo de dignidade pessoal e coragem contra o arbítrio:

Rogo a Vossa Excelência que me livre de mais este constrangimento – o de um perdão que não solicitei”

Mais de quatro décadas depois, o ex-presidente Lula assumiu atitude semelhante, frente ao circo armado pelas autoridades brasileiras, quanto ao velório do irmão Vavá:

Dizendo que a decisão provocou “inequívoco constrangimento ilegal” a seu cliente, a defesa do ex-presidente informou ao ministro Dias Tofolli (produtor da canhestra decisão) que, por entender que o encontro com seus familiares horas após o sepultamento de seu irmão, na forma consignada na decisão (em uma unidade militar) terá o condão de agravar o sofrimento já bastante elevado de seus membros, o Peticionário informou à sua Defesa técnica que não tem o desejo de realizar o deslocamento nesta oportunidade”.

Diante da violência, há de manter-se a dignidade, alimentando o sonho de que não há mal que sempre dure, e que a noite escura precede o alvorecer. O sol nascerá.

 

 

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Considerações em torno do segundo mandamento

 

O Brasil era um Estado laico. Era. Deixava a prática religiosa para os templos e outros espaços adequados, enquanto a política se exercia nos territórios dos poderes executivo e legislativo. Agora, misturam tudo, enfiam-nos religiões garganta adentro, com uma nefasta influência no nosso dia a dia. Uma gente fanática, fundamentalista,  usa, a qualquer propósito ou sem propósito algum, o nome de Deus e Seu filho, numa agressão ao saber religioso primário que todo aluno obtém já na primeira semana do curso de catecismo: o segundo mandamento. Está no ar uma perniciosa influência de grupos ditos “evangélicos”, trazendo à cena política “exorcistas”, milagreiros e outros vendilhões de felicidade e do templo, alguns com fichas policiais muito maiores do que os livros de Teologia que deveriam ter lido.

estado laicoSão, em geral, indivíduos sem suficiente instrução ou cultura capaz de qualificá-los para impor conduta moral à população – e se algumas dessas pessoas veem Jesus subindo em goiabeiras isto será apenas detalhe. Não seria calunioso  dizer que muitos desses fanáticos sequer sabem interpretar corretamente as parábolas,  metáforas e simbolismos em que a Bíblia é rica. Estamos, para usar uma expressão cara ao meio, na Era do Anti-Cristo – porque contrário à mensagem cristã é o discurso desse governo e sua trupe de paramilicianos e militares reformados: em vez de amor, ódio; em vez de compaixão, crueldade; em vez de mansidão, violência; em vez de verdade, mentira, em vez de proteção aos mais fracos, perseguição. Mais fácil é uma entrar uma corda pelo fundo de uma agulha doque entrar um pobre no reinsdo dessa gente malvada.    Jesus Cristo não reconheceria esses celerados como Seus seguidores – e, como nunca gostou de más companhias, não subiria  numa goiabeira com nenhum deles.

A diversidade de crença e pensamento é democrática, não se discute. Não democrático é que me queiram impor, via bancada “evangélica” ou pelo próprio Capitão B., com seus “slogans” pouco inteligentes e repetidos aos arrancos, crenças e valores morais do tempo da Inquisição, heranças da Idade Média. Decididamente, isso daí não me representa.

A OAB em tempo de teatro shakesperiano

Sempre que, neste meio, comentamos algum fato, corremos o risco de perder o “gancho”, a motivação, a oportunidade, tal comentário envelhecer e, precocemente, adquirir cara de pão dormido. Mas, creio, a sorte (seja lá como se defina isto) é fundamental. Em casos tais, Nelson Rodrigues diria que “sem sorte, você não pode nem chupar um picolé, pois corre o risco de engasgar-se com o palito ou ser atropelado pela carrocinha”.

Estes prolegômenos (dicionário Priberam, urgente!) politicamente incorretos (o reacionário Nelson Rodrigues, se vivo fosse, estaria tecendo loas ao Capitão B. e demais trogloditas do governo) são para dizer que, no texto sobre “Primeira coisa a fazer: matar todos os advogados” (um citação bebida no teatro de Shakespeare), contei, de imediato, com a ajuda inesperada da OAB nacional.

Eis que, no dia seguinte à publicação do meu textinho, o presidente da Ordem, Felipe Santa Cruz, declarou: “Nas últimas 24 horas tenho sido alvo de furiosos ataques nas redes. Robôs pagos por movimentos extremistas e pessoas levadas por falsas manchetes simplesmente ocupam a rede com violentas mensagens, algumas verdadeiramente preocupantes, como aquela que diz que “as redes sociais querem o meu FIM”.

Obrigado, presidente, pelo “aval” à coluna. E resista, conforme a tradição da OAB, pois o céu e a terra passarão, mas a Justiça há de sobreviver.

(BddePd)

(As diatribes do Barão são publicadas neste espaço às terças e sextas, quer chova, quer faça sol).

 

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O dia em que a ditadura nos roubou o Nobel da Paz

Barão de Pau-d´Alho     bddepd@gmail.com
Ex-presidente Lula é candidato ao Prêmio Nobel da Paz. E isto já significa um terremoto no País: afinal de contas, trata-se de um brasileiro encarcerado pelo regime político, que atrai o olhasr do Mundo, um sujeito que, mesmo preso, tira o sono da extrema-direita, hoje no poder. A inscrição, proposta pelo ativista de direitos humanos argentino  Adolfo Pérez Esquivel  (ganhador do Prêmio em 1980), contou com o apoio de mais de 500 mil brasileiros, entre os quais os notórios comunistas José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Carlos Bresser Pereira e este insuspeito Barão.

lulanobelDe acordo com o estatuto da Fundação Nobel, uma candidatura válida para o Prêmio Nobel da Paz requer assinatura de membros de assembleias nacionais e governos nacionais (membros do gabinete ou ministros) de estados soberanos, bem como atuais chefes de Estado; membros do Tribunal Internacional de Justiça em Haia e do Tribunal Permanente de Arbitragem em Haia; membros do Institut de Droit International; professores universitários, professores eméritos e professores associados de história, ciências sociais, direito, filosofia, teologia e religião; reitores universitários e diretores de universidades; diretores de institutos de pesquisa da paz e institutos de política externa; pessoas que receberam o Prêmio Nobel da Paz; membros da diretoria principal de organizações que receberam o Prêmio Nobel da Paz; membros, ex-membros e ex-assessores do Comitê Norueguês do Nobel.

Em seu arrazoado, argumenta o ativista argentino: “Como é sabido, a paz não é apenas a ausência de guerra, ou a morte de uma ou de muitas pessoas, a paz é também dar esperança ao futuro do povo, especialmente aos setores mais vulneráveis, ??vítimas da “cultura de descarte”, da qual fala o Papa Francisco. Promover a paz é incluir e proteger aqueles que este sistema econômico condena à morte e à violência múltipla.”

Pérez Esquivel destaca que “as políticas sociais implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) deixou um Brasil com menos desigualdade social, pois a desigualdade média caiu 0,9% ao ano, no período entre 2003-2016.”

Houve, sim, outro brasileiro candidato ao Nobel da Paz, o perigoso comunista D. Hélder

Câmara, em 1973. O Padre Hélder (como gostava de ser chamado), arcebispo de Olinda e Recife, uma das figuras mais doces de sua geração de homens públicos, era tido como favorito para ganhar o Nobel, mas era persona non grata ao regime, que o condenou ao esquecimento, uma espécie de morte em vida (toda a mídia nacional foi proibida de mencionar o nome do religioso, nem mesmo para falar mal!). Pela via diplomática, a ditadura pressionou a Academia Sueca, e o Brasil perdeu a chance.

Antes disso, em 1969, no Recife, o padre Antônio Henrique Pereira Neto, auxiliar de dom Helder, de 28 anos, foi encontrado morto com uma corda no pescoço, feridas pelo corpo, tiro na cabeça e cortes de facão na garganta e na barriga, um caso considerado “suspeito”, mas não convenientemente apurado.

Agora, diante do movimento pró-Lula, o governo do Capitão B. propõe a candidatura dos bombeiros de Minas Gerais, pela ação desenvolvida na tragédia de Brumadinho. São trabalhadores militares com salários atrasados, contas a pagar e famílias passando necessidades, que ganhariam o prêmio como uma espécie de “consolação”: gente que, igualmente a policiais militares, vai às ruas com risco da própria vida, muitas vezes deixando suas famílias à míngua de recursos básicos.

Repete-se o clichê da nossa tragédia civilizacional. Ironicamente, 46 anos depois da negativa a Padre Hélder, tenta-se um novo golpe contra o Nobel da Paz: querem que os explorados bombeiros de Minas ganhem o Prêmio por piedade.

“Não é nossa tarefa carregar as massas, mas é preciso encorajá-las”, dizia dom Helder. Obviamente, o governo do Capitão B. não está interessado em valorizar este tipo de mensagem libertadora.

Hoje, como ontem, essa gente lesa prefere uma fórmula alienada e fácil de fazer o mundo sentir pena dos brasileiros, além de reforçar seu atestado de classe política perversa, que exalta, astuciosamente, nossa baixa estima, pondo os pobres a seu serviço.

Nas redes sociais, Esquivel popularizou esta mensagem pró-Lula:

“Faça a indicação, eu já fiz a minha, não há tempo a perder na luta contra a fome. Devemos proteger os mais vulneráveis e reconhecer aqueles que dão tudo, inclusive sua liberdade, para construir a Paz”.

A eleição de Lula, em que pese a “torcida” internacional, é algo remoto. Mesmo assim, não custa imaginar, caso aconteça, o haraquiri coletivo que a extrema-direita brasileira fará na Praça Santos Andrade, a principal da República de Curitiba. Este Barão, que foi gerado de sete meses, chorou na barriga da mãe, nasceu de olhos abertos de não tem o hábito de dormir de touca, já reservou camarote.

 

(BddePd)

 

(As diatribes do Barão são publicadas neste espaço, às terças e sextas, quer chova, quer faça sol).

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Antônio Lopes estreia no Blog do Thame

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

Jornalista, escritor, semi-ermitão e dono de um dos melhores textos dessas plagas e pragas grapiúnas, quiçá deste solo pátrio amado brasil, Antônio Lopes estreia neste sábado no Blog do Thame, com o pseudônimo de Barão de Pau-d´Alho.

lopesO texto inicial é uma apresentação não de uma pessoa, mas  uma homenagem feita por Lopes a um tal de Marcos Aparício Lins Machado de Guimarães Rosa, que (ufa!) é Rosa e jamais será Vermelho.

Deixemos as delongas para a estréia do nosso Barão de Pau-d´Alho, com a modéstia afirmativa de que a chegada de Lopes torna o Blog do Thame um pouquinho mais encorpado.

Tá bom, encorpado bom mesmo é o chopp do Vesúvio (merchan deveras inútil, porque sempre pago a conta e ainda tenho aquela estátua sentada em frente pra lembrar que Jorge é que é Amado) e seja bem-vindo Lopes.





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