:: jul/2025
Prefeitura de Itabuna e AACRRI consolidam coleta seletiva no Ita Pedro
A festa acabou, mas o trabalho consciente continua. Durante os festejos do Ita Pedro – O maior São Pedro do Brasil, encerrado na manhã de segunda-feira, dia 29, a Associação dos Agentes Ambientais e Catadores de Recicláveis (AACRI) de Itabuna, recolheu seis toneladas de resíduos durante os quatro dias de festa.
Com os resultados 40% acima do total de materiais recolhidos no ano passado, a parceria entre a AACRI e a Prefeitura de Itabuna, através da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), se consolida com ganhos sociais, econômicos e ambientais. Foram recolhidos resíduos como: latinhas, papelão, plástico, vidro e rejeitos descartados corretamente na festa.

A presidente da AACRI, Carissa Araújo Santos, contou que o evento foi muito bom tanto para os associados quanto para os catadores individuais. “A festa está sendo maravilhosa e todos estão sendo assistidos, não só o pessoal da associação, mas também catadores individuais que vêm com a gente. Aqui eles têm alimentação e fornecemos o Equipamento de Proteção Individual (EPI)”, informa.
A estrutura montada para os catadores de recicláveis teve espaço de descanso e de atividades físicas para poder ajudar a melhorar a condição física dos catadores.
Carissa destacou ainda que a estrutura destinada para os associados em toda festa foi mais do que esperava. “Nossas expectativas foram atendidas e no ano que vem tenho certeza que vai ser melhor ainda” enfatizou.
A assistente social da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), Andrea Reis, revelou que além dos 50 associados da AACRI outros 45 catadores de outras cidades também foram assistidos pela associação e pela Defensoria. Segundo ela, foram trabalhadores oriundos de Buerarema, Camacan e até mesmo de Salvador. O Espaço do Catador teve o apoio da CVR Costa do Cacau.
“No espaço a gente conseguiu dialogar, ver qual a necessidade e, se faltou algum documento para voltar para a cidade de origem. E a AACRI, atuou junto com o Governo do Estado e a Prefeitura de Itabuna”, disse a assistente social da DPE-BA.
De acordo com Andrea, a AACRI acompanhou também na comercialização, já que existe a exploração em relação à venda do material no mercado.
“Alguns comerciantes de material recicláveis acabam explorando os catadores e que vendem o material com um valor muito baixo. Então, a gente busca saber o valor real de mercado e, com o fundo da AACRI, a gente consegue comprar esses materiais dos catadores individuais e assim não precisavam sair do circuito para comercializar, pois já saem do circuito com o seu dinheirinho no bolso”, finalizou Andrea Reis.
Itabunenses iniciam mobilização pela preservação das árvores às margens do Rio Cachoeira

Lícia Rejane Mattos Paternostro
Liderados por moradores do Bairro da Conceição e Vila Zara, cidadãos itabunenses iniciaram um processo de mobilização visando a preservação das árvores que margeiam a zona urbana do município de Itabuna, tendo em vista que o projeto de requalificação da margem direita do Rio Cachoeira que vai do Bairro Jaçanã até a Vila Zara prevê a derrubada das árvores. Entre o Bairro da Conceição e a Vila Zara, existe uma fileira de árvores, com até 50 anos plantadas pelos próprios moradores com o objetivo de conter a erosão e sombrear, contudo, tal projeto espontâneo da comunidade está ameaçado, agentes da Secretaria de Infraestrutura já derrubaram duas árvores e disseram que consta no projeto a derrubada de todas as árvores.
Os moradores lembram que é necessário audiência pública, parecer técnico dos órgãos competentes de acordo com a legislação ambiental.
A mobilização foi iniciada com um pedido de audiência ao Ministério Público e um abaixo assinado está coletando apoio no sentido de reforçar a reivindicação que diz respeito a preocupação com a natureza e o meio ambiente. No que diz respeito a qualidade do ar, redução da temperatura, a prevenção da erosão e a manutenção da biodiversidade.
Governo do Estado inicia implantação do ‘Coletivo Bahia pela Paz’ em Jequié
Os ‘Coletivos Bahia pela Paz’ estão chegando em Jequié, no Médio Rio de Contas. Equipes técnicas do projeto ficam no município até esta sexta-feira (4), mapeando serviços e lideranças locais, etapa primordial à implantação da iniciativa nos territórios. Depois de Feira de Santana, Jequié é a segunda cidade do interior do estado a receber o projeto, que é voltado à promoção da cidadania, à garantia de direitos e à prevenção da violência. Os ‘Coletivos Bahia pela Paz’ são a porta de entrada do ‘Programa Bahia pela Paz’ e atuam nos territórios promovendo iniciativas direcionadas a adolescentes e jovens, de 12 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade, e suas famílias.
O mapeamento territorial, que está sendo realizado em Jequié envolve um estudo detalhado do bairro onde o Coletivo será implantado. A equipe faz um diagnóstico da realidade local, considerando dados demográficos, perfil socioeconômico, história local, cultura, economia e mobilização comunitária. Também são avaliados os hábitos, interesses e necessidades dos adolescentes e jovens da região, identificando iniciativas existentes que envolvem a juventude. O levantamento inclui ainda análise dos principais desafios enfrentados pela população jovem, como acesso à saúde, educação, assistência social e segurança pública.
“A chegada do Coletivo a Jequié, segunda cidade do interior da Bahia a receber essa iniciativa, representa um importante avanço na promoção dos direitos e no fortalecimento das juventudes em situação de vulnerabilidade social. Jequié faz parte do projeto que abrange Feira de Santana e Interiorização. Com a implantação do Coletivo, os jovens e suas famílias terão acesso a serviços comunitários de acolhimento, escuta qualificada, orientação para políticas públicas e acompanhamento psicossocial, além de diversas atividades e formações”, pontuou Frank Ribeiro, coordenador geral dos Coletivos Bahia pela Paz, em Feira de Santana e Interiorização.
Fliezinho será espaço de encantos e leituras

A filósofa e escritora Elisa Oliveira é produtora executiva da FLIÉ || Foto Divulgação
Renata Smith
O I Festival Literário Estudantil do Litoral Sul (FLIÉ), nos dias 10 e 11 de julho, das 9h às 20h, no Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Carlos Roberto Arléo Barbosa, em Ilhéus, terá em sua programação um espaço dedicado especialmente à literatura para as infâncias. Com estrutura e atividades idealizadas com muita atenção pela escritora e curadora do evento, Elisa Oliveira, o FLIÉzinho será coordenado pela escritora Kali Oliveira.
A programação inclui contação de histórias, brincadeiras, bate-papo com escritores de literatura para as infâncias, lançamento de livros, oficinas criativas e cantinho da leitura. Tudo isso em um espaço lúdico, divertido e formativo. “O objetivo é encantar crianças de todas as idades, aproximando-as dos livros, histórias e escritores. Assim, o FLIÉzinho é um convite ao mundo da imaginação, um mergulho na literatura de forma lúdica e educativa”, explica a curadora e produtora executiva, Elisa Oliveira.
PARTICIPAÇÕES
Para tornar o FLIÉzinho ainda mais atrativo, os organizadores do festival contam com a participação de integrantes do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER/UESC), de escritores locais como Luh Oliveira, Maria Rita Prudente e Naiara Gramacho, além de escritores nacionais como Kalypsa Brito e Marcos Cajé. A contação de histórias terá a presença das educadoras Ana Fragassi, Keu Apoema e da equipe PROLER. Haverá, também, muita brincadeira e diversão com a animadora Tia Ró.
“O FLIÉzinho será um espaço prazeroso e educativo para todas as infâncias. Um momento de trocas de afetos, leituras e expressão da criatividade. Uma oportunidade incrível de democratizar o acesso ao livro e à leitura e promover o encontro com escritores com atenção especial para que crianças e adolescentes, negros e de escola pública, sejam representados e assumam espaços de protagonismo”, destaca a escritora Kali Oliveira.
Nos dois dias do evento, as atividades do FLIÉzinho começam às 9h e encerram às 17h. Os pequenos leitores podem visitar o local acompanhados por familiares ou em caravanas escolares.
PARCEIROS DO FLIÉ
São parceiros do I Festival Literário Estudantil do Litoral Sul o Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Carlos Roberto Arléo Barbosa, o Núcleo Territorial de Educação 05, a Universidade Estadual de Santa Cruz, a Universidade Federal do Sul da Bahia, o Instituto Federal de Educação da Bahia, a União de Negras e Negros pela Igualdade, o Movimento Negro Unificado, Povos de Terreiro, Quilombolas, Povos Originários e a Academia de Letras de Ilhéus.
Este projeto foi contemplado no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (nº 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio das secretarias estaduais de Educação e de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.
O edital é direcionado à modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme o Decreto Federal nº 11.453/2023, a Política Estadual de Cultura, o Plano Estadual de Cultura, o Plano Estadual de Educação da Bahia e a Lei Federal nº 14.133/2021. O projeto conta ainda com o apoio cultural do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, vinculado à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio da Rádio Educadora FM e da TVE Bahia.
Lula destaca papel da Bahia na indústria automobilística nacional
Presidente reafirma compromisso com o desenvolvimento do estado,
que tem R$ 105 bilhões em investimentos do Novo PAC

Dos R$ 65,6 bilhões do Novo PAC previstos até o fim de 2026 na Bahia, R$ 32,7 bilhões já foram executados. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Durante entrevista ao Jornal da Manhã, na Bahia, nesta quarta-feira, 2 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o papel estratégico da Bahia na retomada da indústria automobilística nacional. A instalação da montadora chinesa BYD no Polo Industrial de Camaçari, no local onde funcionava o complexo da Ford, marca a nova fase de industrialização e modernização do país.
“Pouca gente esperava que, depois da falta de respeito da Ford com a Bahia e com o Brasil, a gente fosse colocar no mesmo lugar uma empresa chinesa para fazer uma revolução na indústria automobilística brasileira. É isso que a BYD está fazendo”, afirmou.
Nós já temos muito investimento, muito carro novo. A disputa sobre quem vai ser o melhor carro elétrico e quem vai ser o carro híbrido é uma coisa extraordinária. A Bahia merece”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Com investimento de R$ 5,5 bilhões, a fábrica da BYD está em fase de testes e deve iniciar a produção ainda em 2025. Terá capacidade inicial de 150 mil veículos por ano, podendo chegar a 300 mil. Para o presidente, a chegada da montadora estimula a competitividade. “Depois que a BYD se instalou na Bahia, recebi anúncio de R$ 130 bilhões em novos investimentos da indústria automobilística no Brasil inteiro. Isso não acontecia há mais de 10 anos”, destacou.
:: LEIA MAIS »
Uesc assume protagonismo nacional no Planejamento Espacial Marinho no Nordeste
A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) reafirma seu protagonismo científico e institucional ao coordenar as atividades do Planejamento Espacial Marinho da Região Nordeste (PEM-NE), cuja abertura, Bahia, ocorreu em Salvador, no dia 30 de junho. O evento contou com a presença do reitor Alessandro Fernandes, autoridades do Governo da Bahia, da Marinha do Brasil, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM).

Alessandro Fernandes
Com base em Ilhéus, a Uesc lidera, entre 13 universidades nordestinas, a construção de uma política pública inovadora para a organização e gestão sustentável do uso do mar. As ações se estenderão até 2028 e abrangem desde a linha de costa até os limites da Zona Econômica Exclusiva.
“O oceano é um dos recursos mais valiosos do planeta e seu uso desordenado compromete a biodiversidade e a resiliência climática. O PEM-NE é fundamental para garantir o ordenamento sustentável das atividades marinhas”, afirmou o reitor Alessandro Fernandes, que destacou a atuação de mais de 100 profissionais envolvidos no projeto.
A iniciativa consolida a Bahia como polo estratégico no processo de ordenamento do espaço marinho brasileiro, em consonância com os compromissos internacionais assumidos pelo país, como a meta de implementação nacional do PEM até 2030.
Exposição em Paris mostra memória dos movimentos de resistência na França
Evento é promovido pela Associação Memória da Resistência Brasileira na França

Nesta quinta-feira, 3 de julho, às 10 horas (Brasília) ,vai ao ar a exposição virtual sobre a resistência brasileira na França. Foram quase três anos de trabalho da Associação homônima, criada em Paris para recolher, identificar datar e organizar o material produzido pela diáspora engajada na luta pela democracia no Brasil.

Ao longo desses anos, diversos coletivos apartidários foram se constituindo, de maneira espontânea e com funcionamento horizontal, para denunciar, junto à comunidade internacional, os ataques ao Estado de Direito no Brasil. Com o apoio de partidos progressistas, sindicatos, organizações da sociedade civil e cidadãos franceses solidários, tais grupos realizaram manifestações, flash mobs, intervenções político-artísticas, caravanas, abaixo-assinados, entrevistas, debates, livros e documentários, dentre uma multiplicidade de ações para chamar a atenção sobre a escalada do autoritarismo em nosso país.

O vasto corpus documental — composto de fotos, vídeos, convites para eventos, panfletos, releases, atas, newsletters, bem como entrevistas e artigos publicados na imprensa — estará agora à disposição do público, para consulta gratuita online, graças à parceria com o Memorial da Resistência de São Paulo. Na mesma data, a Aliança Francesa de Salvador inaugura uma mostra sobre essa Memória, aberta até 3 de agosto, na Galeria da unidade Barra (Av. Sete de Setembro, 401 / 2726 – Ladeira da Barra).

O Memorial é coordenado pela da Associação Memória da Resistência Brasileira na França, que tem como dirigentes Marcia Camargos, Solange Cidreira e Gabriella Scheer.
Presidente Lula acompanha cortejo do Dois de Julho pelo quarto ano consecutivo
Data cívica baiana é marco na consolidação da Independência do Brasil

Pelo quarto ano seguido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de marcar presença no Dois de Julho, em Salvador, data que celebra os 202 anos da Independência da Bahia. Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, Lula participou do tradicional cortejo cívico, acompanhando o povo baiano em um dos momentos mais simbólicos da nossa história.

Em clima de festa e emoção, o presidente foi saudado pelo público com entusiasmo e seguiu junto ao cortejo até o Pelourinho, reafirmando o compromisso com a valorização da cultura e da luta do povo baiano. As primeiras-damas da República, Janja da Silva, e do Estado, Tatiana Velloso, também estavam presentes.

Na terça-feira (1), o presidente enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei que propõe transformar o Dois de Julho em feriado em todo o Brasil, em homenagem à consolidação da Independência.

“Ano passado ele se comprometeu que buscaria transformar a data em nacional e nós estamos aguardando. A gente vai constituindo aqui o material para consolidar um processo no currículo escolar, de uma data oficial. Transformar em lei é muito importante”, ressaltou Jerônimo Rodrigues sobre a relevância da iniciativa de oficializar as celebrações do Dois de Julho no âmbito nacional.
Fotos Thuane Maria e Joá Souza-GOVBA
Bahia celebra 202 anos de Independência com tradicional cortejo cívico; governador e presidente marcam presença nas comemorações
Ao nascer do sol, o Largo da Lapinha já estava cheio de gente animada para acompanhar mais uma edição do tradicional desfile do Dois de Julho, que este ano celebra os 202 anos da Independência da Bahia. Uma data que é muito mais que um feriado: é orgulho, resistência e memória viva do povo baiano, como explicou Rosane Pacheco, que mora há cinco anos em Salvador, mas acompanha o desfile há quatro décadas.

“Essa data representa a história que não é contada. Não sou de Salvador, mas tenho aprendido muito com as nossas histórias e me sinto pertencente. Aqui se vê toda essa mistura acontecendo, essa libertação. Dois de Julho para mim é isso”, pontuou ela.
Logo às 8h, o governador Jerônimo Rodrigues participou da cerimônia de abertura, com o hasteamento das bandeiras ao som do Hino Nacional, executado pela Banda de Música da Marinha do Brasil.

“É nossa alegria, porque nós começamos desde o dia 25 de junho, em Cachoeira, e hoje a consolidação. Desde criança e adolescente que eu participava dessa data, desfilando pela escola, fazendo as apresentações, fui crescendo e, cada vez mais, me consolidando enquanto um cidadão que tem consciência do Dois de Julho. Agora como governador, forçar para que a gente possa incluir no currículo escolar, para explicar às nossas crianças, adolescentes e jovens, o significado dessa data”, disse Jerônimo no início do cortejo.
Vereadora bolsonarista de SC quer censurar “Capitães de Areia” nas escolas
A vereadora Jéssica Lemonie (PL), do município de Itapoá (SC), se tornou centro de uma controvérsia nacional após propor a retirada do livro “Capitães da Areia”, clássico da literatura brasileira escrito por Jorge Amado, das escolas municipais. A parlamentar argumenta que a obra é “inapropriada” para estudantes do ensino fundamental por conter, segundo ela, “romantização do estupro” e apologia à criminalidade.
Durante sessão da Câmara Municipal, a bolsonarista afirmou que “um autor comunista está sendo usado para infiltrar ideologias de esquerda no conteúdo escolar” e pediu providências da Secretaria de Educação para que o livro fosse retirado das salas de aula.
Segundo Jéssica, estudantes de 12 e 13 anos não deveriam ter contato com temas como violência, roubo e sexualidade, elementos centrais da obra publicada originalmente em 1937, que retrata a vida de crianças marginalizadas nas ruas de Salvador.













