:: ‘‘Coletivo Bahia pela Paz’’
Bahia pela Paz amplia oportunidades e impacta trajetórias de jovens
O artista negro e candomblecista Ítalo Andrade, de 30 anos, conhecido como Oxóssi de la Rua, idealizador e cofundador do projeto Resistência Cultural, celebrou um marco em sua trajetória: o ingresso no curso de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Morador do bairro de Nova Constituinte, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, ele encontrou no Coletivo Bahia pela Paz de Paripe suporte para trilhar o caminho até o ensino superior.
Há um ano, Ítalo passou a frequentar o espaço em busca de acolhimento psicológico e acesso à internet, fatores que contribuíram para a manutenção do foco e o desempenho nos estudos.

A conquista tem forte valor simbólico. Segundo o estudante, o apoio da iniciativa foi decisivo para a aprovação. “A universidade sempre pareceu inalcançável para quem vem de onde eu venho. Quando as angústias e as barreiras surgiram, foi no Coletivo Bahia pela Paz que encontrei acolhimento para seguir”, relata.
Governo do Estado inicia implantação do ‘Coletivo Bahia pela Paz’ em Jequié
Os ‘Coletivos Bahia pela Paz’ estão chegando em Jequié, no Médio Rio de Contas. Equipes técnicas do projeto ficam no município até esta sexta-feira (4), mapeando serviços e lideranças locais, etapa primordial à implantação da iniciativa nos territórios. Depois de Feira de Santana, Jequié é a segunda cidade do interior do estado a receber o projeto, que é voltado à promoção da cidadania, à garantia de direitos e à prevenção da violência. Os ‘Coletivos Bahia pela Paz’ são a porta de entrada do ‘Programa Bahia pela Paz’ e atuam nos territórios promovendo iniciativas direcionadas a adolescentes e jovens, de 12 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade, e suas famílias.
O mapeamento territorial, que está sendo realizado em Jequié envolve um estudo detalhado do bairro onde o Coletivo será implantado. A equipe faz um diagnóstico da realidade local, considerando dados demográficos, perfil socioeconômico, história local, cultura, economia e mobilização comunitária. Também são avaliados os hábitos, interesses e necessidades dos adolescentes e jovens da região, identificando iniciativas existentes que envolvem a juventude. O levantamento inclui ainda análise dos principais desafios enfrentados pela população jovem, como acesso à saúde, educação, assistência social e segurança pública.
“A chegada do Coletivo a Jequié, segunda cidade do interior da Bahia a receber essa iniciativa, representa um importante avanço na promoção dos direitos e no fortalecimento das juventudes em situação de vulnerabilidade social. Jequié faz parte do projeto que abrange Feira de Santana e Interiorização. Com a implantação do Coletivo, os jovens e suas famílias terão acesso a serviços comunitários de acolhimento, escuta qualificada, orientação para políticas públicas e acompanhamento psicossocial, além de diversas atividades e formações”, pontuou Frank Ribeiro, coordenador geral dos Coletivos Bahia pela Paz, em Feira de Santana e Interiorização.
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