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Estado lança o projeto Escolas Culturais e inaugura a Fábrica-Escola do Chocolate em Ilhéus

esc chocA cidade de Ilhéus, no Sul da Bahia, será a 14ª a receber o projeto Escolas Culturais, que será lançado, nesta terça-feira (17), no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, às 9 horas. Na cidade, também será inaugurada a Fábrica-Escola do Chocolate Deize Silva Santana, às 15h, no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Nelson Schaun.

Implantado pelo Estado da Bahia, o projeto Escolas Culturais objetiva promover o protagonismo estudantil, além de reconhecer e requalificar a escola como um espaço de circulação e produção da diversidade cultural do Território de Identidade onde está inserida. A iniciativa potencializa as experiências artísticas e culturais já existentes nas unidades escolares e fomenta novas atividades. O projeto também já foi lançado em Jequié, Itabuna, Juazeiro, Gandu, Bom Jesus da Lapa, Feira de Santana, Itaberaba, Teixeira de Freitas, Guanambi, Seabra, Ipiaú, Irecê e Santo Antônio de Jesus e é resultado de parceria entre as Secretarias da Educação, de Cultura (SECULT), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e Casa Civil.

Foto 14 - Fabrica Escola de Chocolate (3)Já a Fábrica-Escola do Chocolate serve como laboratório para que os estudantes que fazem os cursos técnicos de nível médio tenham aulas práticas e possam desenvolver projetos, pesquisas e intervenções sociais, aperfeiçoando a formação profissional. Duas destas fábricas já estão em funcionamento: a Fábrica-Escola do Chocolate, vinculada ao Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Baixo Sul, no município de Gandu, e a Fábrica-Escola do Couro, no CETEP Bacia do Jacuípe, no município de Ipirá.

Também será lançado no CEEP Nelson Schaun o Escritório Criativo Territorial, que somado à Fábrica Escola, terá o objetivo de fomentar a Educação Empreendedora e a cultura da inovação e da criatividade nos centros de Educação Profissional, disponibilizando serviços de consultoria e assessoria nos Territórios de Identidade. Entre outras atividades, o Escritório Criativo Territorial também promoverá a proteção à inovações, criações, marcas e patentes de estudantes, professores e comunidades, além de fomentar arranjos produtivos locais e territoriais.

Os lançamentos contarão com a presença do secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro.

 

Inadimplência atinge 63,6 milhões de brasileiros

calote(da Agência Brasil)- A inadimplência em todo o país atingiu 63,6 milhões de consumidores – 42% da população adulta brasileira -, ao final do primeiro semestre deste ano, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O dado leva em conta brasileiros com o CPF restrito pelo atraso no pagamento de contas.

Em junho, houve crescimento de 4,07% na comparação com o mesmo período do ano passado – o último recuo da inadimplência foi registrado em novembro de 2017 (0,89%). Na comparação entre maio e junho, houve alta de 0,61%, a maior variação positiva desde março deste ano.

Por região, a Sudeste teve crescimento de 9,88% em junho frente ao mesmo período do ano passado. O Nordeste apresentou alta de 4,81% na quantidade de devedores. As variações também foram positivas no Centro-Oeste (2,82%), Sul (2,13%) e Norte (2,02%).

Os estados do Norte concentram, de forma proporcional, o maior número de brasileiros inadimplentes no país, 5,79 milhões de consumidores, que, juntos, somam 48% da população adulta residente. A segunda região com maior número relativo de devedores é o Nordeste, que conta com 17,61 milhões de negativados, ou 44% da população.

A Copa e a lição para Neymar Jr.

Após rodar 1,6 mil km, Rui conclui Caravana em Itaberaba, com 2,5 mil pessoas

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A Caravana pela Bahia percorreu 1,6 mil quilômetros neste fim de semana com o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Rui Costa. Entre a última sexta-feira e este domingo (15), Rui foi às cidades de Paulo Afonso, Juazeiro, Irecê, Miguel Calmon e Itaberaba para receber propostas para construção do Programa de Governo Participativo (PGP). “Em 2014, ouvimos o povo e deu certo. Hoje, somos o Governo que mais cumpriu compromissos de campanha no Brasil. Isso é resultado de muito trabalho, amor e respeito a cada uma das propostas de vocês que incorporamos ao programa de Governo registrado no TRE”, afirmou Rui Costa.

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A reunião deste domingo, mesmo sob chuva e a poucas horas da final da Copa, reuniu cerca de 2,5 mil pessoas. O tempo instável impediu a chegada do pré-candidato ao Senado, Jaques Wagner, mas estiveram presentes João Leão e Ângelo Coronel, pré-candidatos a vice-governador e senador, respectivamente. As cinco reuniões do fim de semana atraíram, ao todo, cerca de 5,5 mil pessoas. “Eu acredito que a transformação do nosso país passa pela construção de um projeto colaborativo. Fico muito feliz e grato quando vejo que as pessoas fazem questão de discutir conosco o futuro da Bahia e do Brasil. Isso também é sinal de confiança em nosso projeto político”, disse Rui em Itaberaba.

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No próximo fim de semana, o governador volta a pegar estrada no ônibus que já foi apelidado de “Buzú Correria”. As reuniões do PGP vão acontecer nas cidades de Guanambi e Brumado (21), Vitória da Conquista (22) e Jequié (23). A Caravana teve início no primeiro fim de semana de julho, em Lauro de Freitas (dia 7) e Alagoinhas (8), mas cidades dos 27 territórios de identidade do estado estão no roteiro até o dia 3 de agosto. Até lá, moradores dos 417 municípios baianos podem colaborar com o PGP através do site www.pgpbahia.com.br.

Biofábrica de Cacau produz clones de cacaueiros com alta produtividade e resistentes a doenças

cacau frutoO Festival Internacional do Chocolate e Cacau chega à 10ª edição entre os dias 18 e 22 de julho, em Ilhéus, no sul da Bahia. No município, um importante instrumento para a melhoria da qualidade e da produtividade do cacau é a Biofábrica de Cacau. A unidade é a primeira no mundo destinada à produção em escala industrial de clones de cacaueiros.

São 40 mil metros quadrados de extensão, com capacidade de armazenar 4,8 milhões de plantas, em 20 viveiros, e onde está instalado um dos maiores laboratórios de micropropagação do pais, além de um banco de dados e conhecimentos em protocolos técnicos e científicos certificados por órgãos renomados.

Também estão sendo desenvolvidos na Biofábrica, que é vinculada ao Governo do Estado, experimentos de melhoramento genético e certificação. “Estamos produzindo material de alto valor agronômico agregado, com certificação do Ministério da Agricultura, qualidade e acessibilidade aos produtores”, explica o diretor da Biofábrica, Lanns Almeida.

Biofábrica de Cacau_Foto_Daniel Thame_GOVBA

“Isso tem um impacto positivo na base produtiva, especialmente na agricultura familiar e também na conservação dos ativos florestais, já que atuamos na produção de mudas para restauração da mata nativa”, acrescenta.

Centro de Inovação do Cacau

cicPara ampliar as novas tecnologias de produção na região, foi criado o Centro de Inovação do Cacau, que funciona na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Ele é parte do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul), uma parceria do Governo do Estado com a Comissão Executiva Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Instituto Federal da Bahia (Ifba), Instituto Federal Baiano (IFBaiano) e Uesc.

O CIC tem foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate. O cento realiza serviços como análises físico-químicas e análise sensorial, em busca da melhora da produtividade, qualidade e rastreabilidade das amêndoas, viabilizando o fortalecimento da inserção do cacau baiano nos circuitos produtores de chocolates finos e de origem. Oferece ainda equipamentos com tecnologia de última geração e vai instalar uma planta industrial que permitirá aos produtores a fabricação de marcas regionais de chocolates finos.

“Esse trabalho permite o mapeamento de agricultores e a abertura de novos mercados. Estamos atuando no sentido de que o Brasil seja reconhecido como um país que produz cacau de qualidade, especialmente na Bahia, valorizando o chamado cacau com certificado de origem”, afirma o diretor do Centro de Inovação do Cacau, Cristiano Vilela.

França bate Croácia por 4×2 e conquista o mundo

A festa é azul em Moscou (foto FIFA)

A festa é azul em Moscou (foto FIFA)

A França bateu a Croácia por 4×2 neste domingo em Moscou e sagrou-se campeã da Copa do Mundo na Rússia.

Os croatas começaram melhor, mas os franceses fizeram 1×0 num gol contra de Mandzukic. Perisic empatou a partida, mas Griezman fez 2×1, numa cobrança de pênalti confirmada através do árbitro

No segundo, os franceses souberam se impor diante de um adversário que vinham de três prorrogações seguidas, fizeram 3×1 com Pogba e 4×1 com Mbappé.

O jogo parecia liquidado, mas ganhou emoção quando Mandzukic marcou o segundo gol croata, numa falha bisonha do goleiro Loris.

A Croácia tentou o milagre, mas sobrou frieza –e folego- aos franceses para segurar a vitória e garantir o bicampeonato para Les Bleus.
Madric, da Croácia, foi eleito o craques da Copa e Mbappé o jogador revelação, sério candidato a tomar o trono de Messi e Cristiano Ronaldo nos próximos anos.

Investimentos em qualidade e sustentabilidade impulsionam produção de cacau no sul da Bahia

2 Assentamento Terra Vista_Foto_Daniel Thame_GOVBAO sul da Bahia sedia, de 18 a 22 de julho, a 10ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, evento que tem o apoio do Governo do Estado. Realizado no Centro de Convenções de Ilhéus, o Chocolat Bahia simboliza uma nova realidade na região, que durante décadas produziu amêndoas de cacau apenas para commodities, com baixo valor agregado e venda para as grandes indústrias processadoras.

Com a introdução de tecnologias modernas e práticas de manejo inovadoras, aliadas à verticalização da cadeia produtiva, pequenos, médios e grandes produtores e agricultores familiares estão produzindo cacau de qualidade. O produto é utilizado na fabricação de chocolates finos, com certificado de origem, contribuindo para a conservação da Mata Atlântica. Exemplos dessa mudança de modelo produtivo podem ser observados na Fazenda Leolinda, em Uruçuca, e no Assentamento Terra Vista, em Arataca.

2 João Tavares_Foto_Daniel Thame_GOVBANa Fazenda Leolinda, de 700 hectares, com 340 hectares de cacau cabruca e 190 hectares de mata nativa conservada, João Tavares colhe cerca de 12 mil arrobas de cacau premium por ano, o que garante um valor de mercado até 100% superior ao cacau comum. Toda a produção é destinada ao mercado externo.

Os cuidados começam no cultivo, com plantas selecionadas, passam pela colheita no período e por um processo de fermentação e secagem que garantem uma amêndoa de alta qualidade, com aromas e sabores diferenciados. A fazenda já foi premiada duas vezes no Salão do Chocolate de Paris como o melhor cacau do mundo e cacau de excelência.

O Chocolate Q, produzido a partir de amêndoas da Leolinda e vendido até a R$ 500 o quilo, foi a primeira marca brasileira premiada no Chocolat International Awards, nos Estados Unidos. “É preciso agregar valor ao cacau e isso se dá através de produtos de qualidade, conquistando mercados diferenciados. Nesse processo, o apoio do Governo do Estado é fundamental na difusão de tecnologia, assistência técnica, obtenção de crédito e apoio à agroindústria”, afirma Tavares, que é da terceira geração de produtores rurais.

Assentamento modelo

2 Joelson Ferreira_Foto_Daniel Thame_GOVBAO Assentamento Terra Vista, criado em 1994, foi uma das primeiras áreas de reforma agrária no sul da Bahia, surgido no auge da crise provocada pela vassoura-de-bruxa, doença que dizimou 80% da produção de cacau na região. Hoje, é exemplo de que um projeto de agricultura familiar com foco na sustentabilidade e na educação.

No Terra Vista, que possui 910 hectares, sendo 300 hectares de cacau e 313 hectares de Mata Atlântica, 55 famílias produzem cerca de 5 mil arrobas por ano de cacau 100% orgânico, cerca de 70 arrobas por hectares, que aliados ao cultivo de frutas, verduras e hortaliças, garantem uma renda média de 2,5 salários mínimos por família. Dez por cento do cacau é destinado à produção do Chocolate Terra Vista, um produto premium que já foi apresentado no Salão do Chocolate de Paris.

2 Fazenda Leolinda_Foto_Daniel Thame_GOVBA (1)A educação é uma prioridade no assentamento. Funcionam no local o Centro Integrado Florestan Fernandes e Centro de Educação Profissional Milton Campos. O primeiro oferece o Ensino Fundamental I e II e atende alunos de 11 municípios, enquanto o segundo oferece os cursos profissionalizantes de Agroecologia, Meio Ambiente, Agroindústria, Agroextrativismo, Informática, Zootecnia e Segurança do Trabalho, além de um curso de nível superior em Agronomia, com especialização em Agroecologia. Os universitários são oriundos de assentamentos de todas as regiões da Bahia.

“A produção de cacau e a conservação da natureza são práticas indissociáveis nesse novo modelo de desenvolvimento”, explica o coordenador do Terra Vista, Joelson Ferreira. “O cuidado com a terra, a melhoria das amêndoas a produção orgânica e um modelo educacional focado nas necessidades do setor rural estão contribuindo para que os assentados tenham uma vida digna, sem necessidade de migrar para as incertezas dos centros urbanos”, diz.

Artes & Artistas

 

Arte de Caçar

caca 1

Juraci Masiero Pozzobon

 Francisco Charneca é natural de Portugal, da cidade de Évora, em 1959. Depois de varias imigrações em 1996, já com sua primeira exposição em Mato Grosso e fixa residência e em especial, à paixão pela bela pantaneira Eva Helena, Charneca se encantou com bela morena e se casa e vive até hoje.

Charneca foi o primeiro artista de Mato Grosso a assumir uma cadeira da Academia Brasileira de Belas Artes. A linguagem adotada foi por parte do realismo e hiper-realismo e chega ao abstracionismo. Além de esculturas, em suas telas usa aquarelas, óleo/tela ou acrílica, retratando a natureza e o cotidiano do ser humano. Francisco Charneca é um artista raro, com uma delicadeza e precisão, seu trabalho tem a medida exata.

Charneca tem a arte da caça e retrata em seus trabalhos. Do ponto de vista ontológico, a caça é um conjunto de procedimento para obtenção de proteína animal, um processo de captura animal, geralmente, através da sua morte, para isso serve como caça substancial, caça esportiva… Por esses fatores é fundamental: o prazer da caça, e a necessidade da caça. É algo totalmente diferente de matadouros, de abates nos frigoríficos especializados.

Não são os animais que se parecem com os humanos… São os humanos que se parecem com os animais. Abordaremos a caça de um animal autóctone a perdiz brasileira Rhynchotus Rufescens (ou perdigão e outras sinonímias locais) em exótico o javali. Sus Scrofa. A perdiz é proibida a caça, mesmo que o Brasil não proibiu.

COMBATE DE NAVALHEIROS

Coloca-se a questão da ética da caça. È ético abater animal na caça? Responderemos com outra pergunta; é ético abater outro animal? È ético ser natural e sendo onívoro comer carne? Comer carne continua fazer parte da natureza humana. Mas hoje se coloca, mercê da argumentação anti-caça. Argumentam os ativistas, que se é para comer carne, que comam galinha.

perdiz

Vamos dispensar de falar da questão ética da caça do javali e fazer uma comparação com o porco de cativeiro para o abate.

Ai vem o trabalho de Charneca, além da caça é um mestre da pintura. Basta olharmos em um pedaço da pelagem da pintura desta obra, para perceber quantos milhares de pequenas pinceladas compõem uma obra do artista… Concentrando meia hora em um minuto, até parece fácil… Mas não.

jura caça

 

Qual será o segredo que transforma tintas em sonhos, telas no rugir das feras e no silêncio das matas?

– “O segredo está em saber olhar”, mas será só isso? Revela Charneca.

Então… Nesse momento vamos interagir nessas composições que resultam características de criação levando o observador a mergulhar nos detalhes de cada personagem que valoriza a poesia e a forma de criação do artista.

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 juraci mazieroJuraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá,

Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ.

Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.

 

 

Habeas Corpus

 

 Debora Spagnol

 debora 2Antes da Carta Magna de 1988, nosso processo penal praticamente constituía-se num verdadeiro “sistema inquisitório”, com um mesmo órgão exercendo duas funções distintas – de acusação e de julgamento – de modo sigiloso e sem contraditório, prevalecendo a  culpabilidade. A nova Constituição instituiu um amplo sistema de garantias aos indivíduos, entre elas a ampla defesa, o contraditório, a presunção de inocência e a imparcialidade judicial, dividindo as funções de acusar e de julgar, que agora estão atreladas a órgãos distintos. Assim, o que antes era regra (prisão) agora se torna exceção, sendo que a ampla liberdade é a diretriz no verdadeiro “Estado Democrático de Direito”, talvez com pequena influência do pensamento de Rousseau, para quem todos os homens nascem livres, a liberdade lhes pertence e renunciar a ela é renunciar à própria qualidade de homem. (1)

Ora, a defesa da liberdade significa, antes de tudo, a defesa do Estado Democrático de Direito. E dentre todos os instrumentos existentes na legislação para a defesa da liberdade, há um que se destina a garantir ao cidadão a ferramenta mais efetiva e célere de contenção dos desrespeitos às garantias de liberdade estampadas em nossa Carta Magna: o “habeas corpus”.

Resultado da luta pela efetivação dos direitos humanos, alguns autores creditam ao direito romano clássico algumas nuances do “habeas corpus”, aproximando-o do “interdictum de libero homine exhibendo”: um instituto garantido exclusivamente aos homens livres que se viam privados dessa liberdade de forma arbitrária. O pedido era feito diante do Pretor, que analisava a condição de liberdade do homem e, após expô-lo em público, concedia ou não a soltura. Porém, devido ao caráter fortemente individualista-patrimonialista da sociedade romana, tal pedido não poderia ser atendido no caso de filhos em relação aos pais, das esposas em relação aos maridos, do devedor em relação ao credor e dos escravos em relação a seus proprietários. (2)

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Juninho Espoliano em “Odeio Fuxico”

Assédio não é cantada

Ellen Prince

       ellen princeImaginem um cenário: Uma mulher vai a uma festa se divertir, e em seguida um homem a aborda, diz que a achou muito bonita e que gostaria de uma oportunidade para uma possível aproximação, e ela diz não.  Minutos depois, ele se aproxima novamente, tenta tocar em seu rosto enquanto fala de forma insistente a mesma coisa que havia dito antes. A mulher está claramente incomodada com a situação. Na primeira abordagem, a mulher em questão recebeu uma cantada, um elogio. Mas na segunda, houve claramente um caso de assédio. Não, é não.

Assédio, segundo a cartilha da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, é a manifestação sensual ou sexual sem o consentimento da pessoa a quem se dirige. Esse tipo de abordagem é acompanhado de grosserias, constrangimentos, e propostas inadequadas que humilham e amedrontam. Já a cantada ou paquera, como citei no exemplo, é uma tentativa de criar um vínculo, sem impor nenhum tipo de medo ou angústia. Pra definir se uma abordagem se encaixa em assédio ou cantada, varia do sentimento da pessoa que foi o alvo, no contexto. De como ela se sentiu com tal tentativa de aproximação. Mas muitas vezes é difícil classificar sob essa ótica, pois nem sempre a própria vítima sabe a real diferença entre as situações.

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A ignorância

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneTenho uma amiga querida que me diz que a ignorância é o que há de mais democrático nesse país. E pensando um pouco sobre essa frase, estudando e observando no meu dia a dia as relações humanas quero trazer uma outra possibilidade de pensar sobre a ignorância.

A palavra “ignorante” tem a sua origem no latim, IGNORANTIA,  derivada de IGNORARE que significa “não saber”.

O não saber, para mim, reforça a crença de que não possuímos o livre arbítrio, pois nos aprisiona e distancia da responsabilidade sobre os nossos atos. Principalmente quando o não saber é decorrente de atos que impedem o livre acesso ao conhecimento.

O não saber me faz acreditar que não sou livre, que Não posso, que Não tenho condições para. Seria isso uma democracia ou uma ditadura disfarçada de democracia? Não sei. Fica aqui o livre pensar.

Na visão esotérica a ignorância é a causa de todos os outros obstáculos. Quando a Alma humana se identifica com os pensamentos e desejos que cria, impossibilita a ampliação da sua consciência pois, não conhece nada melhor do que aquilo a que se prende e que supostamente sabe.

Quando ficamos presos ao nosso Ego, que é a estrutura que construímos ao longo da nossa vida, por acreditar que ele é quem vai sustentar permanentemente a nossa existência na terra, nos distanciamos da nossa Alma. Nos distanciamos do que é puro e permanente nessa nossa existência.

O Ego é formado por nossas crenças e valores, principalmente durante a nossa a infância, com os mandatos que recebemos, ouvindo por exemplo: “esse país não tem jeito” ou vivenciando experiências domésticas. Por exemplo, uma experiência onde o pai sempre suborna para conseguir o que quer, a criança pode construir a crença de que só se consegue algo subornando.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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