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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘Hospital Materno Infantil’

Referência no Sul da Bahia, Hospital Materno-Infantil de Ilhéus tem mais de 3.600 atendimentos registrados em maio; números de internações e exames bateram recorde

Referência na assistência hospitalar no sul da Bahia, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, realizou no mês de maio, o número recorde de 3.662 atendimentos de pediatria (1.868) e obstetrícia (1.794), sendo uma das unidades mais atuantes do Território Litoral Sul. O número de internações também foi destaque na unidade: 1.415. Exames, entre ecocardiogramas, raio x, tomografia, ultrassonografia e exames laboratoriais, alcançaram a marca de 7.499.

Neste mesmo período, 158 cirurgias gerais foram realizadas por profissionais médicos da unidade, sendo que 13 recém-nascidos ficaram internados na UTI Neonatal e 25 na UTI Pediátrica. Antes da inauguração do Hospital Materno-Infantil, uma obra do Governo do Estado gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), Ilhéus não contava com leitos de UTI Neonatal e os recém-nascidos, quando necessitavam transferência, eram encaminhados para unidades de outros municípios baianos, inclusive Salvador.

Testes de triagem

As mulheres que dão à luz no HMIJS, têm assegurados aos seus filhos, importantes testes de triagem, a exemplo do teste do olhinho, linguinha, coraçãozinho e orelhinha. Em mais foram 1.127 testes realizados. Único hospital da Bahia habilitado pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Originários, o Materno-Infantil atendeu em maio 275 indígenas, entre mulheres e crianças.

“Todo o projeto do hospital está baseado na humanização do cuidado, nos direitos da mulher e da criança e na consolidação do Sistema Único de Saúde, que são princípios da nossa ação de trabalho”, destaca a diretora-geral Domilene Borges. O hospital é um dos mais modernos do Brasil.

Reconhecimento

Milla Adami esteve internada no Alojamento Conjunto da unidade com seu bebê recém-nascido entre 11 e 13 deste mês. Ao receber alta, registrou um carinhoso bilhete para a equipe. “Deixo o meu muito obrigada (…). Que vocês continuem trilhando esse excelente trabalho. Vocês foram perfeitos em tudo”, relatou. “É um hospital que a gente consegue perceber um atendimento humanizado, respeitoso. É uma estrutura com a presença da tecnologia e com um olhar atencioso dos profissionais com crianças e mães”, assegurou Fabrine dos Santos, agente popular de saúde do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares em Saúde (AgPopSUS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia, que visitou o hospital na semana passada.

Estrutura

O hospital tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária.

Para além disso, a unidade pediátrica consta de 23 leitos e mais 10 leitos de UTI pediátrica, que serão 100% regulados. Além da realização de partos e da internação, o hospital oferta atendimento ambulatorial especializado em pré-natal de alto risco, consultas especializadas em obstetrícia, cardiologia, enfermagem, nutrição e psicologia. O HMIJS funciona também como um polo de desenvolvimento de ensino, reunindo formação acadêmica, pesquisa e produção de conhecimento científico e tecnológico em saúde. Já realizou mais de 10 mil partos.

Fotos Ascom HMI

Lideranças indígenas e gestão do Materno-Infantil dialogam sobre avanços no atendimento aos Povos Originários

Lideranças indígenas da etnia Tupinambá e representações da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) da Bahia estiveram reunidas com diretores do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, com o objetivo de discutir fluxos, organização, atendimento e ampliação de serviços às comunidades dos Povos Originários da região.

O HMIJS é a única unidade do estado habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos indígenas, uma conquista assegurada pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), entidade gestora do hospital.

O Cacique Gildo Amaral, que também é membro do Conselho Estadual de Saúde, destaca a necessidade de cada vez mais ampliar o leque de atendimento às etnias da Bahia, já que dos 417 municípios, 406 possuem presença indígena. O Estado conta com 229 mil e 500 pessoas que se declararam indígenas.

Qualidade e mais serviços

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Hospital Materno-Infantil de Ilhéus duplica atendimentos pediátricos de emergência; casos gripais preocupam

Atendimento  prioriza os diagnósticos mais graves

Em janeiro deste ano, a Emergência Pediátrica do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, realizou 861 atendimentos. Agora em maio, este número subiu para 1.716, sendo que, deste total, 457 apresentaram diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Foi em maio o pico dos casos mais graves e urgentes de pacientes com sintomas gripais: 181.

O período sazonal das síndromes gripais acontece entre abril e julho, quando ocorre um aumento de doenças respiratórias. Febre, tosse seca, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade progressiva para respirar são os principais sintomas. O quadro pode comprometer os pulmões.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também está o reflexo desta intensa movimentação na Emergência Pediátrica. Coordenador da UTI Pediátrica, o enfermeiro Márcio Demétrio explica que a neonatologia se dá desde o dia do nascimento até o 28º dia de vida. A partir deste período o paciente passa a ser pediátrico. Porém, nesse período crítico, diante do aumento considerável de casos de bronquiolite, a UTI Ped está recebendo pacientes também em fase de neonatologia.

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Antes da alta hospitalar, paciente pede para conhecer cozinheira do Hospital Materno-Infantil: “sua comida é deliciosa”

Vítima de uma picada de cobra, Adrian Ismael, 9 anos, natural de Uruçuca, ficou internado durante uma semana no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade do Governo da Bahia administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS).

Nesta segunda-feira (02), ao receber alta, ele fez um pedido inusitado antes de pegar o caminho de volta pra casa: queria conhecer pessoalmente a cozinheira responsável por sua alimentação. “Sua comida é deliciosa. Queria levar uma quentinha pra casa”, disse a Ivanildes Carmo Jovita, que atendeu ao apelo da criança e aceitou fazer um registro fotográfico para ela levar de recordação.

Profissional há mais de 30 anos, dona Ivanildes começou como cozinheira industrial e há 25 atua em hospitais. “Fico feliz em receber esse elogio, especialmente vindo da pureza de uma criança. Quando der vou em sua casa fazer um almoço pra você”, disse ao pequeno Adrian.

Humanização

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Mulher com gestação de alto risco dá luz a gêmeos em parto normal no Hospital Materno-Infantil


Quando os médicos identificaram que Victoria Andrade, de 28 anos, estava grávida de gêmeos, também foi diagnosticado que se tratava de uma gestação de altíssimo risco. A pressão arterial constantemente alta acendia o sinal de alerta. Foram muitas as idas à Emergência do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), em Ilhéus, em busca de ajuda médica. Diante da delicadeza do quadro, Victória chegou a pensar em retornar para São Paulo, onde morava antes da mudança para Ilhéus.

Foi quando Victória foi encaminhada para um atendimento no Ambulatório do HMIJS. É lá que as gestantes de alto risco da região passam a ser acompanhadas por uma equipe de multiprofissionais visando dar mais segurança à vida da gestante e do bebê no momento do parto. Foram meses de tratamento e acompanhamento, exames de alta tecnologia e um histórico que, apesar das evoluções na gestação, parecia ser inevitável o desfecho para um parto cesariano. Mas Victória surpreendeu.

Parto normal

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Materno-Infantil de Ilhéus é referência na aplicação gratuita do Palivizumabe

O Palivizumabe é um imunobiológico que tem como objetivo induzir a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Trata-se de um medicamento de altíssimo custo e cada caixa pode chegar a uma média de R$ 8 mil na rede particular. Mas o Estado, através da Secretaria estadual da Saúde, garante a administração do Palivizumabe de forma gratuita e o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), é referência na aplicação deste anticorpo no sul da Bahia.

De fevereiro a julho de 2024, período sazonal em que é garantida, no estado, a aplicação de cinco doses do imunizante, o ambulatório do HMIJS administrou 87 doses do anticorpo que, dentre outros benefícios, reduz infecções entre lactentes e crianças menores de 2 anos e, por consequência, o risco e o número de internações hospitalares e formas graves de doenças do trato respiratório (como a bronquiolite), principalmente em bebês de risco.

Protocolos

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Materno-Infantil de Ilhéus chega a 130 municípios baianos e à população de outros 13 estados atendidos em 2024

Projetado pelo Governo da Bahia para atender a gestantes, puérperas, bebês e crianças de 20 municípios das regiões de Ilhéus e Valença, no baixo-sul da Bahia, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, no sul do estado, fechou o ano de 2024 com atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS) à população de 130 dos 417 municípios baianos. O aumento é de 15% em relação ao ano de 2023, quando a população de 113 municípios baianos contou com o serviço da unidade.

O HMIJS também registrou crescimento no número de pacientes oriundos de outros estados brasileiros atendidos na unidade. Em 2024, foram representações de 13 estados mais o Distrito Federal, três a mais que o ano anterior, o que revela um crescimento de 21 por cento no âmbito do território nacional.

Distâncias que salvam vidas

De acordo com o levantamento feito pela coordenação dos Indicadores de Saúde do hospital, o município mais distante a ter um morador consultado em Ilhéus foi Luís Eduardo Magalhães, uma distância aproximada de 1.050 quilômetros. Ji-Paraná, em Rondônia, a mais de 2.500 quilômetros de Ilhéus, é o município de outro estado, mais distante do hospital e que teve atendimento na unidade baiana.

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Em Ilhéus, Papai Noel visita Hospital Materno-Infantil e distribui presentes para as crianças internadas

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, recebeu uma visita ilustre na manhã desta quinta-feira (20): o Papai Noel. Ele visitou colaboradores, gestantes e puérperas, desejou um feliz natal a todos, e presenteou com brinquedos todas as crianças internadas nas UTIs Pediátrica, Intermediária e Neonatal. A iniciativa integra o programa de humanização do HMIJS e teve como protagonista, no papel do “bom velhinho”, o médico Samuel Branco.

Ontem, as mães que seguem acompanhando os seus filhos nas UTIs do hospital ganharam piquenique na área verde e participaram de distribuição de presentes, através de uma ação conjunta da Terapia Ocupacional e da Psicologia da unidade. Durante a semana, as mães produziram cartões natalinos para os RNs internados, transmitindo com emoção palavras de esperança e de expectativa para a alta médica.

O HMIJS tem 105 leitos de internação, sendo 10 de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 25 de semi-intensiva; capacidade para atender urgências e emergências de toda a região; além de cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. Está estruturado para a assistência ao parto de risco, gestação de alto risco, cuidado intensivo e intermediário neonatal e cuidado intensivo e clínico às crianças. O funcionamento é 24 horas, com acesso por demanda espontânea e referenciada, integrada aos pontos de atenção primária.

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“Sinto que tudo isso me move”, afirma primeira voluntária do Hospital Materno-Infantil no Programa Bahia.Estado Voluntário

Milene Alves Calazans cursa Direito em uma faculdade privada de Ilhéus. Mas já projeta para o ano que vem iniciar uma nova graduação em Pedagogia. Apaixonada por criança, logo que soube que o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio passou a integrar a plataforma do “Programa Bahia.Estado Voluntário”, ela se inscreveu na iniciativa e será uma das pessoas disponíveis para participar do projeto “Doutores da Alegria” que, em 2025, contará com a presença de grupos de palhaços e bailarinas para animar as crianças internadas na pediatria do HMIJS.

Nesta terça-feira (26) ela conheceu o detalhadamente todos os setores do hospital. Mas foi há três meses, aqui mesmo na unidade, que ela acompanhou a irmã em uma gestação de alto risco e sentiu vontade de ajudar. O sobrinho nasceu no Materno-Infantil. “Acompanhei de perto e fiquei maravilhada com o atendimento”, afirmou. “Não gosto de fazer nada superficial e limitado. Gosto da área de saúde, mas não me vejo como enfermeira ou médica. Aqui vou atuar de uma outra forma integrada a um projeto de voluntariado, fazendo o que realmente gosto”, projeta Milene, mineira de Contagem e que mora em Ilhéus desde o ano passado.

Marcante

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Hospital Materno-Infantil faz escuta com representantes da etnia Pataxó hã-hã-hãe

Lideranças indígenas da etnia Pataxó hã-hã-hãe e servidores da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) – Polo Pau Brasil, estiveram reunidos com a diretora-geral do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, para a realização de uma escuta sobre demandas e oferta de serviço de qualidade para a comunidade indígena da região. O encontro aconteceu na Câmara Municipal de Pau Brasil, dez dias após a visita que o coordenador do polo Base do DSEI – Pau Brasil, Iago Santos, e o representante do Conselho Municipal Indigenista do município, Antônio Ribeiro, visitarem a unidade, que é o único hospital na Bahia habilitado pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Originários.

No encontro em Pau Brasil, a diretora-geral destacou o fato de que a referência deste serviço começou em Ilhéus, mas já foi ampliado, passando a atender sul e extremo sul da Bahia. Credenciado no ano passado pelo governo federal com apoio da Secretaria Estadual da Saúde e da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS), entidade gestora do hospital, o HMIJS está próximo a receber o segundo monitoramento do Ministério da Saúde e dentre as propostas que constam no Plano de Atenção Especializada aos Povos Originários (IAE-PI) encontra-se a necessidade de estreitar laços com as comunidades indígenas para aproximá-las dos serviços ofertados.

Acolhimento e humanização

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