:: ‘lula’
Caminhada da Liberdade é um grito de liberdade pra Lula, diz Rui
O bairro da Liberdade foi palco da maior concentração da campanha para as eleições de outubro, quando recebeu, hoje à tarde, os candidatos à reeleição ao Governo da Bahia, Rui Costa, e à vice-presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, em comitiva com correligionários, na Caminhada da Liberdade. “Estamos aqui pra fazer campanha de Lula pra presidente e Haddad pra vice. A Caminhada da Liberdade é liberdade para Lula, Lula Livre. O povo tem saudade do período de progresso e quer voltar a ser feliz”, destacou Rui Costa, que se intitula um ‘filho da Liberdade’.
Um público estimado em cerca de 5 mil pessoas acompanhou os candidatos desde a chegada e concentração na Senzala do Barro Preto, onde foram recebidos pelo presidente do Ilê Ayê, Antônio Carlos ‘Vovô’, um dos fundadores do ‘mais belo dos belos’. Rui e Haddad visitaram as instalações do espaço que abriga os ensaios do bloco e oferece atividades de formação e valorização da cultura afro. Em meio a uma multidão animada, que mostrou já ter o jingle de Rui ‘na ponta da língua’, os candidatos subiram o Curuzu, passando pelo Colégio Duque de Caxias, onde alunos e professores saudavam os candidatos.

A cada passo, trabalhadores do comércio local misturavam-se à caminhada, entre cumprimentos, abraços e selfies com os candidatos. Imerso na multidão de baianos e baianas, entre abraços e beijos do povo caloroso, Haddad esbanjava encantamento. “A prova está aqui, clara para quem quiser ver, que as marcas dos nossos governos estão espalhadas pelo Brasil inteiro, e na Bahia têm uma força impressionante”, exaltou o ex-prefeito de São Paulo.
A comitiva da caminhada também incluiu os candidatos a vice-governador, João Leão (PP), e ao Senado, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), além de políticos da coligação, muitos candidatos a deputado federal e estadual. Pela manhã, Haddad e Rui tiveram com encontro com lideranças políticas e de movimentos sociais, além de receber a imprensa nacional e local, no Hotel Fiesta.
Rui destaca crescimento de Lula em pesquisa: o povo está com saudade

O crescimento de cinco pontos percentuais, consolidando Lula na dianteira das intenções de voto para presidente da República, com 37,3%, foi celebrado pelo candidato à reeleição ao Governo da Bahia, Rui Costa, em encontro com a imprensa nacional e local, pela manhã, no Hotel Fiesta. Rui hoje recebe o candidato à vice-presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, para um dia de articulação com lideranças políticas e de movimentos sociais, finalizando com a Grande Caminhada da Liberdade, com concentração às 15h30, na Senzala do Barro Preto. “O povo está com saudade do período de progresso econômico e social do Brasil, e tem dificuldade de entender porque o Lula não é candidato”, avalia.
Rui justifica a preferência dos brasileiros, como saudade de um tempo em que “qualquer indicador escolhido era ascendente, positivo, de melhoria da qualidade de vida do povo”. O candidato à reeleição atenta para o fato de o mundo inteiro hoje estar acompanhando o Brasil, destacado signatário das resoluções da Organização das Nações Unidas – ONU, que recentemente se pronunciou oficialmente, garantindo que Lula tem direito a ser candidato a presidente da República. “Que país queremos ser? O Brasil vai seguir a resolução ou se transformar numa republiqueta de bananas?”, instiga.

Consoante com o discurso do candidato à reeleição na Bahia, Haddad relembrou as palavras de Lula, em São Bernardo, no discurso para a multidão que se reuniu no entorno do Sindicato dos Metalúrgicos. “O que Lula quis dizer em São Bernardo está hoje comprovado, não vão aprisionar o desejo das pessoas pelo desenvolvimento”, sintetiza o candidato da chapa nacional. Para Haddad, a informação que vem chegando para a população traz claros sinais de reverter a rejeição inicial sofrida pelo PT. O partido que chegou à preferência de apenas 9% no país, 6% em São Paulo, retomou 20%, e hoje já tem mais de 37%. “Já nossos adversários, lideram a rejeição, com mais de 50%, e isso é a informação chegando”, festeja Haddad. E o candidato conclui, com uma alfinetada na oposição baiana: “Na Bahia, a pancada foi tão grande que sumiu todo mundo de cena”. (Fotos: Ulisses Dumas/ Divulgação)
Ibope: Lula dispara e lidera com folga

O candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, lidera mais uma pesquisa de intenção de votos divulgada nesta segunda-feira (20). Com números parecidos com a pesquisa CNT/MDA divulgada pela manhã, o petista aparece com 37% na pesquisa Ibope/Estado de S. Paulo/TV Globo divulga no início da noite.
No cenário com o ex-presidente, Jair Bolsonro (PSL) continua na vice-liderança estagnado com 18%, seguido por Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Quando Lula não é citado como candidato, Bolsonaro assume a liderança, mas o número de brancos, nulos e indecisos sobe de 22% para 38%.
Cenário com Lula
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 37%
Jair Bolsonaro (PSL): 18%
Marina Silva (Rede): 6%
Ciro Gomes (PDT): 5%
Geraldo Alckmin (PSDB): 5%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Eymael (DC): 1%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Henrique Meirelles (MDB): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
Cabo Daciolo (Avante): 0
Vera (PSTU): 0
João Goulart Filho (PPL): 0
Branco/nulos: 16%
Não sabe/não respondeu: 6%
CNT/MDA: Lula dispara e pode vencer no 1o. turno

A pesquisa do instituto MDA e encomendada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada nesta segunda-feira (20), aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em primeiro lugar na disputa presidencial, com 37,3% das intenções de voto.
Em segundo lugar aparece o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 18,8%, seguido por Marina Silva (Rede), com 5,6%, e por Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,9%.
Na sequência estão Ciro Gomes (PDT), com 4,1%, Alvaro Dias, do Podemos (2,7%), Guilherme Boulos, do PSOL (0,9%), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) com 0,8% cada.
Segundo o levantamento, Cabo Daciolo (Patriota) aparece cm 0,4%, seguido por Vera (PSTU), com 0,3%, por João Goulart Filho (PPL), com 0,1%, e José Maria Eymael (DC) – 0,0.
Brancos e nulos somam 14,3%, e indeciso, 8,8%.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre a última terça-feira (14) e este domingo (19), em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Transferência de votos
No cenário sem o ex-presidente Lula, o vice, Fernando Haddad, lidera com 17,3%, seguido por Marina (11,9%), por Ciro (9,6%) e por Bolsonaro (6,2% ).
Na sequência estão Geraldo Alckmin (3,7%), Boulos (0,8%), Alvaro Dias (0,7%), Meirelles (0,7%), Vera (0,5%), Cabo Daciolo (0,3%), João Amoêdo (0,3%), João Goulart Filho (0,1%), José Maria Eymael (DC) – 0%. Branco/Nulo – 31,3% Indecisos – 16,6%
Rui celebra manifestação da ONU a favor de Lula

O chamamento de Rui teve inspiração na notícia recebida mais cedo, em manifestação da Organização das Nações Unidas – ONU pronunciando-se oficialmente para afirmar que Lula tem direito a ser candidato a presidente da República. O fato reforça para o mundo inteiro a certeza de que Lula é um preso político, e que a única razão para ele estar hoje preso é porque lidera as pesquisas eleitorais. “Tem gente que acha que o Brasil deveria ser para meia dúzia de pessoas, e não para 200 milhões de brasileiros. Tem gente que não gosta que o presidente da República ajude o Nordeste. Tem gente que não gosta que o presidente da República ajude os pobres”, discursou Rui, na Correria pela Bahia.ONU pronuncia-se oficialmente: Lula tem direito de ser candidato

O Comitê de Direitos Humanos da ONU acaba de se pronunciar oficialmente e afirma que Lula tem direito de ser candidato a presidente. A ONU determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e, também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final”.

O Comitê das Nações Unidas reconheceu a violação aos diretos humanos de Lula e que ele está na iminência de sofrer “danos irreparáveis”. Segundo os advogados do ex-presidente, “nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais”.
Leia a íntegra do comunicado oficial dos advogados de Lula:
“Quem tira milhões de pessoas da fome constrói a paz”, diz prêmio Nobel após visita a Lula
Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz, e Celso Amorim, chanceler do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visitaram Lula nesta quinta-feira (16/8), na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Durante a visita, eles conversaram com Lula sobre o cenário latino-americano e sobre a postura de subserviência do governo ilegítimo de Temer perante os EUA e sobre a perda da soberania internacional.
Esquivel , que já havia tentado visitar Lula, mas foi impedido, afirmou que encontrou o ex-presidente com muito ânimo e força, pensando no país, no povo brasileiro e na América Latina. ”A prisão dele é uma ação política, para falsificar sua imagem”, afirmou o Nobel da Paz. Esquivel falou sobre sua preocupação com a volta da fome e da pobreza no Brasil, e sobre a judicialização de governos populares na América Latina, citando os casos de Rafael Correa, no Equador, e Cristina Kirchner, na Argentina.
Carta de Lula aos brasileiros

“Registrei hoje a minha candidatura à Presidência da República, após meu nome ter sido aprovado na convenção do PT e com a certeza de que posso fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da história.
A partir dessa aprovação do meu nome pelas companheiras e companheiros do PT, do PCdoB e do Pros, passei a ter o direito de disputar as eleições.
Há um ano, um mês e três dias, Sérgio Moro usou do seu cargo de juiz para cometer um ato político: ele me condenou pela prática de “atos indeterminados” para tentar me tirar da eleição. Usou de uma “fake News” produzida pelo jornal O Globo sobre um apartamento no Guarujá.
Desde então o povo brasileiro aguarda, em vão, que Moro e os demais juízes que confirmaram a minha condenação em segunda instância apresentem alguma prova material de que sou o proprietário daquele imóvel. Que digam qual foi o ato que eu cometi para justificar uma condenação. Mas o que vemos, dia após dia, é a revelação de fatos que apenas reforçam uma atuação ilegítima de agentes do Sistema de Justiça para me condenar e me manter na prisão.
Chegou-se ao ponto em que uma decisão de um desembargador que restabelecia a minha liberdade não foi cumprida por orientação telefônica dada por Moro, pelo presidente do TRF4 e pela procuradora Geral da República ao Diretor-Geral da Polícia Federal.
Como defender a legitimidade de um processo em que conspiram contra a minha liberdade desde o juiz de primeira instância até a Procuradora-Geral da República?
Sou vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história.
Tenho certeza de que se a Constituição Federal e as leis desse país ainda tiverem algum valor serei absolvido pelas Cortes Superiores.
A expectativa de que os recursos apresentados pelos meus advogados resultem na minha absolvição no STJ ou no STF é o que basta, segundo a legislação brasileira, para afastar qualquer impedimento para que eu possa concorrer.
Não estou pedindo nenhum favor. Quero apenas que os direitos que vem sendo reconhecidos pelos tribunais em favor de centenas de outros candidatos há anos também sejam reconhecidos para mim. Não posso admitir casuísmo e o juízo de exceção.
O Comitê de Direitos Humanos da ONU já emitiu uma decisão que impede o Estado brasileiro de causar danos irreversíveis aos meus direitos políticos – o que reforça a impossibilidade de impedirem que eu dispute as eleições de 2018.
Quero que o povo brasileiro possa decidir se me dará a oportunidade de, junto com ele, consertar este país.
A partir de amanhã, vamos nos espalhar pelo Brasil para nas ruas, no trabalho, nas redes sociais, mas principalmente olhando nos olhos das pessoas, lembrar que esse país um dia já foi feliz e que os mais pobres estavam contemplados no orçamento da União como investimento, e não como despesa.
Cada um de vocês terá que ser Lula fazendo campanha pelo Brasil, lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o povo trabalhador teve mais emprego, maiores salários e melhores condições de vida.
Que um nordestino que mora no Sul podia visitar sua família de avião e não somente de ônibus.
Que um pobre, um negro, ou um índio podia ingressar na universidade.
Que o pobre podia ter casa própria e comer três vezes ao dia.
Que a luz elétrica era acessível a todos.
Que o salário mínimo foi aumentado sem causar inflação.
Que foi posto em prática aquele que a ONU considerou o melhor programa de transferência de renda do mundo, beneficiando 14 milhões de famílias e tirando o Brasil do mapa da fome.
Que foram criadas novas universidades e novos cursos técnicos.
Para recuperar o direito de fazer tudo isso e muito mais é que sou candidato a Presidente da República.
Vamos dialogar com aqueles que viram que o Brasil saiu do rumo, estão sem esperança mas sabem que o país precisa resolver o seu destino nas urnas, não em golpes ou no tapetão.
Lembrar que com democracia, com nosso trabalho, o Brasil vai voltar a ser feliz.
Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz. Vamos retomar a esperança, a soberania e a alegria desse nosso grande país.
Companheiras e companheiros, o Moro tinha até hoje para mostrar uma prova contra mim. Não apresentou nenhuma! Fato indeterminado não é prova! Por isso sou candidato.
Repito: com meu nome aprovado na convenção, a Lei Eleitoral garante que só não serei candidato se eu morrer, renunciar ou for arrancado pelo Justiça Eleitoral. Não pretendo morrer, não cogito renunciar e vou brigar pelo meu registro até o final.
Não quero favor, quero Justiça. Não troco minha dignidade por minha liberdade”.
Os homens que não vão à janela não vêem

Fernando Brito, no Tijalaço
Vejo as fotos da marcha em favor do registro da candidatura Lula no Facebook – pois os jornais não se dignam a registrar, salvo por alguma desgraça que aconteça por ali.
Gente, muita gente, a serpentear sobre a grama seca de uma Brasília seca, onde esta época anda-se com uma garrafinha d’água que imita os odres e cantis os da Legião Estrangeira às beiradas do Saara.
Em geral, os saúdam, dizem ter vontade de estar ali com eles, lamentam não poderem ir.
Outros, porém, cheios de ódio, têm um argumento-padrão: é dia de semana, deveriam estar trabalhando e são, portanto, “mortadelas”, “vagabundos”, etc…
Curioso, em pleno horário comercial, dedicam-se a xeretar as publicações alheias e não à dura labuta de serem, como dizem, os que trabalham e carregam o país às costas, com seus impostos.
Volto a quem importa, aos que desfilam sua pobreza e sua esperança diante dos palácios dos senhores bem-postos, que não saem à rua numa cidade sem esquina e cheias de garagens privativas, nos subsolos.
Eles deveriam ser invisíveis – e em parte o são, porque só a outros a TV multiplica a presença, com transmissões “ao vivo” e o tradicional “famílias inteiras enchem a Avenida Paulista”.
Quando aparecem, são ofensivos, são marginais, são desocupados. São tratados nestes dias com a brutalidade com que os tratam todos os dias.
Deveriam estar nas fábricas, nas lavouras, nos escritórios, onde só, há tempos, se demite.
Deveriam estar quietos na calçada, como camelôs e indigentes, aproveitando a tranquilidade dos momentos em que o “rapa” e a “assistência social”, com seus jatos d’água, estão no almoço.
Aliás, eles próprios deveriam estar almoçando e quem sabe o farão, em barracas, com pratos esticados para pegar a gororoba com que, certamente, “os estão corrompendo”, enquanto o filé da Fiesp para o MBL é uma digna “cortesia”.
Os homens do poder não chegam à janela para ver os pobres senão com medo, medo e asco.
Um velho amigo envia-me um texto do escritor moçambicano Mia Couto:
A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
Mas eles têm outras coisas. Têm a lei, que é lida com os olhos dos endinheirados que a aplicam. Têm os políticos, eleitos pelo dinheiro. Têm os sábios homens da imprensa, que querem estar nos mesmos salões, nos mesmos restaurantes, nos mesmos mundos que eles e não serem Emile Zola ou John Reed e partilharem a poeira dos fatos para saber e sentir como os fatos são.
Eles não vão às janelas, mas o mundo, lá fora, continua a existir, quente, empoeirado e seco, embora não o respirem.
Como não respiram o sentimento daquela gente e de milhões de gentes que, por toda a parte, teimam em resistir com Lula, como a vegetação do cerrado resiste à seca e ao ódio.
Não conseguem ver que só existem procissões quando existem mártires, que só existem mártires quando se praticam injustiças e que só existem injustiças quando não nos reconhecemos como iguais.
Algo que jamais admitirão que aquela gente rota, de pele crestada pelo sol e de rosto curtido pela dureza da vida é igual, senão melhor, do que eles próprios.
Afinal, aqueles não têm nada e querem só um pouco. E eles têm, como sempre tiveram, muito, mas não abrem mão de ter tudo para si.














