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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘lula’

“Brasil, ame-o ou deixe-o”

Em video ao vivo para manifestantes na avenida Paulista, Jair Bolsonaro diz que caminho para opositores é exílio ou cadeia.

Veja:

“A cara da campanha não é a do Lula, é a do Fernando Haddad”, diz Jaques Wagner

w e h

Reportagem de Catia Seabra e Marina Dias na Folha de S.Paulo informa que, escalado para comandar as articulações políticas do segundo turno em torno de Fernando Haddad (PT), o senador eleito pela Bahia, Jaques Wagner, afirmou que a partir de agora a campanha deve ter a cara do candidato e não a do ex-presidente Lula, seu padrinho político.

“É ele [Haddad] quem comanda a campanha. A cara da campanha não é a do Lula, é a cara dele”, afirmou Jaques após reunião nesta segunda (8) em São Paulo, de acordo com a publicação.

“Haddad chegou ao segundo turno como o substituto de Lula, agora o Haddad do segundo turno é o Haddad”, completou, completa a Folha.

O Partido da Justiça entra no jogo eleitoral

Angelo Coronel, diz que “time unido” vence eleições

coronelO candidato ao Senado na Coligação Mais Trabalho por Toda Bahia, Angelo Coronel, disse hoje (02.10), em entrevista a Mário Kertesz, na Rádio Metrópole, que a força eleitoral de Rui Costa está no fato de que ele comanda um time unido. “Nós trabalhamos politicamente como um grupo unido, por isso somos fortes e aprovados pelo eleitor, sob o comando do governador Rui Costa, com Haddad, Otto Alencar, João Leão e Jaques Wagner. Quero dizer publicamente que, sem esse grupo, não teria forças para disputar o Senado. A nossa vitória, com os votos dos baianos, será a vitória de um time unido, que segue unido”, agradeceu Angelo Coronel, que estava acompanhado do seu candidato a suplente, Davidson Magalhães.

O candidato do PSD ao Senado disse que não teme a inveja, quando Kertesz perguntou se a cirurgia de emergência, a que Coronel se submeteu, não foi “a energia negativa de aves de agouro”. “Sou católico, acredito em Deus e poucas pessoas não gostam de mim. E a todos eles eu perdôo, porque a mágoa não é coisa boa. Tenho uma armadura divina contra a inveja e a intriga”, disse Coronel.

“Wagner está consolidado com uma das vagas ao Senado, por ter sido um grande governador, e estou seguindo nesse vácuo para que meu nome se torne conhecido de todos os baianos. Nunca fui governador e não sou cantor gospel”, cutucou o candidato pessedista.

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Lula: “Só o voto do povo pode salvar o Brasil”

Lula, no Jornal do Brasil

 

lula cuoreO Brasil está muito perto de decidir, mais uma vez, pelo voto soberano do povo, entre dois projetos de país: o que promove o desenvolvimento com inclusão social e aquele em que a visão de desenvolvimento econômico é sempre para tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O primeiro projeto foi aprovado pela maioria nas quatro últimas eleições presidenciais. O segundo foi imposto por um golpe parlamentar e midiático travestido de impeachment.

Esta é a verdadeira disputa nas eleições de 7 de outubro. Foi por essa razão que meu nome cresceu nas pesquisas, pois o povo compreendeu que o modelo imposto pelo golpe está errado e precisa mudar. Cassaram minha candidatura, de forma arbitrária, para impedir a livre expressão popular. Mas é também pela existência de dois projetos em disputa que a candidatura de Fernando Haddad vem crescendo, na medida em que vai sendo identificada com nossas ideias.

Com alguma perplexidade, mas sem grande surpresa, vejo lideranças políticas e analistas da imprensa dizerem que o Brasil estaria dividido entre dois polos ideológicos. E que o país deveria buscar uma opção “de centro”, como se a opção pelo PT fosse “extremista”. Além de falsa e, em certos casos, hipócrita, é uma leitura oportunista, que visa confundir o eleitor e falsear o que está realmente em jogo.

Desde a fundação, em 1980, o PT polarizou, sim: contra a fome, a miséria, a injustiça social, a desigualdade, o atraso, o desemprego, o latifúndio, o preconceito, a discriminação, a submissão do país às oligarquias, ao capital financeiro e aos interesses estrangeiros. Foi lutando nesse campo, ao lado do povo, da democracia e dos interesses nacionais, que nos credenciamos a governar o país pelo voto; jamais pelo golpe.

O povo brasileiro não tem nenhuma dúvida sobre de que lado o PT sempre esteve, seja na oposição ou seja nos anos em que governamos o país. A sociedade não tem nenhuma dúvida quanto ao compromisso do PT com a democracia. Nascemos lutando por ela, quando a ditadura impunha a tortura, o arrocho dos salários e a perseguição aos trabalhadores. Fomos às ruas pelas diretas e fizemos a Constituinte avançar. Governamos com diálogo e participação social, num ambiente de paz.

A força eleitoral do PT está lastreada nessa trajetória de compromisso com o povo, a democracia e o Brasil; nas transformações que realizamos para superar a fome e a miséria, para oferecer oportunidades a quem nunca as teve, para provar que é possível governar para todos e não apenas para uma parcela de privilegiados, promovendo a maior ascensão social de todos os tempos, o maior crescimento econômico em décadas e a soberania do país.

Foi o povo que nos trouxe até aqui, apesar de todas as perseguições, para que se possa reverter o golpe e retomar o caminho da esperança nestas eleições. Se fecharam as portas à minha candidatura, abrimos outra com Fernando Haddad. É o povo que põe em xeque o projeto ultraliberal, e isso não estava no cálculo dos golpistas.

São eles o outro polo nestas eleições, qualquer que seja o nome de seu candidato, inclusive aquele que não ousam dizer. Já atenderam pelo nome de Aécio Neves, esse mesmo que hoje querem esconder. Tentaram um animador de auditório, um justiceiro e um aventureiro; restou-lhes um candidato sem votos. O nome deles poderá vir a ser o da serpente fascista, chocada no ninho do ódio, da violência e da mentira.

Foram eles que criaram essa ameaça à democracia e à civilização. Assumam a responsabilidade pelo que fizeram contra o povo, contra os trabalhadores, a democracia e a soberania nacional. Mas não venham pregar uma alternativa eleitoral “ao centro”, como se não fossem os responsáveis, em conluio com a Rede Globo, pelo despertar da barbárie. Escrevo este artigo para o “Jornal do Brasil” porque é um veículo que vem praticando a democracia e a pluralidade.

Quem flerta com a barbárie cultiva o extremismo. Quem luta contra ela nada tem de extremista. Tem compromisso com o povo, com o país e com a civilização. Na disputa entre civilização e barbárie, deve-se escolher um lado. Não dá pra ficar em cima do muro.

Em outubro teremos a oportunidade de resgatar a democracia outra vez, encerrando um dos períodos mais vergonhosos da história e dos mais sofridos para a nossa gente. Estou seguro de que estaremos juntos a todos os que lutaram pela conquista da democracia a duras penas e com grande sacrifício. E estaremos juntos às mulheres que não aceitam a submissão, aos negros, indígenas e a todos e todas que sofreram ao longo de séculos a discriminação e o preconceito.

Estaremos juntos, todos os que, independentemente de diferenças políticas e trajetórias distintas, têm sensibilidade social e convicções democráticas.

Será uma batalha difícil, como poucas. Mas estou certo de que a democracia será vitoriosa. De minha parte, estarei onde sempre estive: ao lado do povo, sem ilusões nem vacilações. Com amor pelo Brasil e compromisso com o povo, a paz, a democracia e a justiça social.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Ex-presidente da República e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores

Golpe e Barbárie

Vitória e derrota

 

Janio de Freitas, na Folha

janio de freitasA preocupação com a possibilidade de que militares oponham as armas ao voto encobre, mas não enfraquece, outra possibilidade negativa.

O juiz e os procuradores da Lava Jato, o tribunal federal da região Sul (o TRF-4), o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo já ganharam parte do seu confronto com a maioria do eleitorado, mas as pesquisas comprovam que há dificuldade para ir além. Lula ficou excluído das eleições, no entanto o PT e seu candidato mais do que sobrevivem. Meia vitória é, no mínimo, meia derrota.

Aquelas forças, que já foram chamadas de partido da justiça ou do Judiciário, há semanas mantêm-se como espectadoras. Não é um silêncio confiável, até por não terem experimentado sequer uma derrota nos seus quatro anos, e não se sabe como a receberiam agora. Ou como recebem a perspectiva de tê-la.

togaComparados os anos recentes de militares e do sistema judicial, não é na caserna que se encontram motivos maiores de temer pelo estado democrático de direito. Os avanços sobre poderes do Legislativo e do Executivo, os abusos de poder contrários aos direitos civis, ilegalidades variadas contra os direitos humanos —a transgressão da ordem institucional, portanto— estão reconhecidos nas práticas do Judiciário e da Procuradoria da República.

Em tais condições, seria pouco mais do que corriqueiro o surgimento, nos dez dias que nos separam das eleições, de um petardo proveniente de juiz ou procurador para perturbar a disputa eleitoral, na hierarquia a que chegou.

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Guitarras e fuzis

jorge portugalJorge Portugal

 

 

Foi assim que eu vi as duas fotografias nas redes sociais – Bolsonaro na cama de um hospital encenando empunhar um fuzil, e Haddad fazendo um solo de guitarra, em êxtase – deu um estalo: O Brasil sempre adorou se dividir em blocos, torcidas e… Fla e Flu, Ba e Vi, coxinhas e mortadelas, e agora sugiro uma polaridade mais universal: guitarras e fuzis.

 

 
A guitarra me traz as melhores lembranças das minhas passagens, sendo a primeira aquela de Woodstock, quando Jimmy Hendrix, o maior guitarrista de todos os tempos, executou o hino nacional norte-americano, distorcido, e simulando sons de bombas jogadas sobre as cabeças dos norte-vietnamitas.Momento que deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz daquele ano; fuzis me recordam “aquele garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones” e, quando de sua guitarra se separou foi morto na guerra do Vietnã por “um instrumento que sempre dá a mesma nota rá-tá-tá-tá”. Guitarras me trazem a imagem de George Harrison solando “Somithing”, nos Beatles e “My sweet Lord”, já em brilhante voo individual; fuzis me trazem a recordação do assassinato do poeta Victor Jara no Estádio Nacional do Chile.Guitarras progressivas do Pink Floyd, do Yes; do ACDC, do Nirvana; baiana de Armandinho tocando “Brasileirinho” ou Zanzibar, para os meus mais belos sonhos de juventude baiana; Fuzis também que pairavam como uma espada de Dâmocles- metaforicamente e não – sobre a minha cabeça de jovem poeta e músico na clandestinidade das minhas lutas santamarenses.

 

 

O período Lula foi pura guitarra. Solos alucinados para as cotas universitárias, para o Minha casa, Minha vida, para o salário mínimo real, para a agricultura familiar, para a política externa soberana, para o pré-sal. FHC e Temer foram fuzis disparados na Vale do Rio Doce e na legislação trabalhista de Vargas.

 

 

Haddad, Ciro e Boulos são guitarras; Bolsonaro é fuzil barulhento; Alkmin, fuzil silencioso marca Opus Dei. Super mortal. Marina já foi guitarra, hoje rendida ao fuzil.

 

E você?

 

De Lula, para os brasileiros, 25/09/2018

lula bilhete

A História do Golpe

Ato 1: A derrubada de um governo legítimo

Ato 2: O Desastre





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