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Lula: PHA não se curvou diante das autoridades
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma nota de pesar pela morte do jornalista Paulo Henrique Amorim, vítima de infarto nesta quarta-feira (10) no Rio de Janeiro.
“Em tempos onde a maior parte da imprensa se levou pelos consensos, ele manteve suas análises e opiniões críticas, independente dos seus patrões”, diz o texto.
Leia a íntegra da nota:
Paulo Henrique Amorim nos deixou cedo demais. Jornalista e apresentador com décadas nos jornais e na televisão, também foi um pioneiro na internet.
A importância de Paulo Henrique só cresceu ao longo da sua carreira. Em tempos onde a maior parte da imprensa se levou pelos consensos, ele manteve suas análises e opiniões críticas, independente dos seus patrões. Pelo seu compromisso com o Brasil sofreu perseguições, cada vez mais intensas, daqueles que querem destruir com sua intolerância, notícias falsas e censura a soberania nacional. Não se curvou as autoridades que criticava, nem as forças que detém as TVs desse país.
Nesse momento de dor, minha solidariedade com sua esposa, Geórgia, seus familiares, amigos, leitores, telespectadores, todos que, como eu, o acompanhavam no site Conversa Afiada. A morte de Paulo Henrique Amorim não é uma perda apenas para o jornalismo. Com sua partida perde também o Brasil e sua democracia.
Lula, Fidel e a História
Josias Gomes
Em Cuba, no dia 16 de outubro de 1953, um jovem advogado, líder revolucionário, cometeu um dos maiores atos de coragem do século XX. Depois de um assalto malsucedido ao quartel Moncada e cair nas garras da feroz ditadura de Fulgêncio Batista, o destemido cubano fez uma histórica autodefesa, finalizando o seu discurso com a célebre frase: “A História me absolverá”.
O nome do revolucionário cubano era Fidel Castro. A História não somente absolveu como o tornou uma lenda da esquerda internacional.
Relembramos uma lenda, a injustiça e a ditadura arquitetada pelos EUA para destacar o crime continuado que estão cometendo contra Luís Inácio Lula da Silva, que enfrenta forças opressoras tão prostituídas e violentas quanto as de Fulgêncio Batista.
Seus inimigos não lhe dão um segundo de trégua. No entanto, Lula mantém o vigor de um jovem diante da perseguição, porque quem nasceu para revolucionar o mundo não envelhece.
Guardadas as devidas diferenças dos fatos históricos que envolvem os dois revolucionários, podemos dizer que Lula é mais “perigoso” e “subversivo” do que Fidel. Depois de dois mandatos presidenciais e mais duas outras vitórias apoiando a presidenta Dilma, ele conseguiu feitos que levam as forças do atraso e do império norte-americano a considerá-lo um inimigo mortal. Consequentemente, o ataque é mais brutal.
Fidel conseguiu fazer a sua autodefesa dentro do Hospital Civil Saturnino Lora, onde estava sob custódia, e confrontou a ditadura: “A Justiça devia estar muito doente para convocar os ilustres magistrados de tão alto tribunal para trabalhar em um quarto de hospital”, disse.
Governador Rui Costa visita ex-presidente Lula em Curitiba
O governador Rui Costa visitou o ex-presidente Lula nesta quinta-feira (27), em Curitiba. Após o encontro, Rui afirmou que “ele manifestou sua inquietação e preocupação com as notícias sobre o aumento da fome, da população de rua e da pobreza no país. Mas sempre muito otimista, falando do potencial do país e da necessidade de o Brasil voltar a crescer, gerar empregos e cuidar das pessoas”.
Na visita, o governador da Bahia foi acompanhado pelo governador do Piauí, Wellington Dias. Em conversa com militantes, Rui disse também ter manifestado a Lula “a solidariedade do povo nordestino e dos governadores do Nordeste e a vontade que se faça Justiça. As últimas notícias deixam claro para o mundo inteiro a falta de respeito à Lei e à Constituição e a perseguição política-partidária ao ex-presidente Lula”.
Após o encontro, Rui falou com as pessoas que estão em Curitiba, no movimento #LulaLivre.
Lula vai levar à ONU denúncia de pressões de militares e Bolsonaro para mantê-lo preso
A defesa do ex-presidente Lula vai levar à ONU as conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol reveladas pelo site The Intercept. Será mais uma denúncia no organismo internacional das manipulações ilegais do hoje ministro do governo de extrema-direita que resultaram na condenação do ex-presidente.
A informação é da coluna Painel da Folha de S.Paulo que ressalta ainda que os advogados de Lula vão apresentar à ONU as declarações de membros das Forças Armadas e do governo Bolsonaro como demonstração de que todas as instâncias do Judiciário brasileiro são pressionadas no sentido de manter o ex-presidente preso.
A expectativa dos advogados é que o caso de Lula seja apreciado no organismo multilateral em setembro. Os advogados estão munindo-se de informações e argumentos para demonstrar que no Brasil “não há remédio jurídico possível” devido às tensões políticas e pressões sobre o Poder Judiciário para impedir a libertação de Lula.
Jaques Wagner a Moro: ´foi medida sensacionalista divulgar conversas grampeadas de Dilma?´
(Brasil247) – O senador Jaques Wagner (PT-BA) questionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, se ele não achou “sensacionalista” a divulgação dos grampos da então presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula no Jornal Nacional, da TV Globo, pela Lava Jato em abril de 2016. A indagação foi feita nesta quarta-feira 19 durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, onde Moro depõe.
“O ministro insiste em desualificar o site e chamá-lo de sensacionalista. O site já ganhou o ‘Oscar do jornalismo’ com a revelação dos ‘wiki leaks’. O combate à corrupção é pré-requisito para qualquer pessoa na vida pública. A melhor forma é responder o que está sendo revelado. Foi uma medida sensacionalista divulgar conversas grampeadas de Dilma? Colocar no pelourinho a dignidade de pessoas que deveria ser mantido em sigilo? Como no caso da Escola Base, por exemplo, que não tem nada a ver com Vossa Excelência”, disse Wagner.
“Pensa em se afastar do cargo para não prejudicar as investigações se ela for para a Polícia Federal?”, indagou ainda.
Antes disso, Moro por diversas vezes se referiu ao site The Intercept, responsável pela divulgação das conversas vazadas entre o ex-juiz e a força-tarefa da Lava Jato, como “sensacionalista”.
“O impacto inicipal decorrente do sensacionalismo da divulgação dessas notícias geraram uma repercussão indevida e o tempo está colocando as coisas no seu devido lugar. Há divulgação sensacionalista e isso coloca em questionamento quais as motivações”, respondeu Moro.
Jaques Wagner voltou a cobrar: “o senhor ainda não respondeu se foi sensacionalista a divulgação dos áudios de Dilma”. “O senhor acha de bom tom deixar o cargo para as investigações?”, repetiu o senador.
TVE exibe entrevista de Lula após reportagens do The Intercept Brasil
O programa Entre Vistas desta terça-feira, às 22h, na TVE Bahia, exibe a primeira entrevista do ex-presidente Lula, concedida aos jornalistas Juca Kfouri e José Trajano, após as reportagens publicadas pelo site The Intercept Brasil, revelando conversas entre o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, o procurador da República Deltan Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato.
Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a entrevista ao canal TVT foi gravada da sede da Polícia Federal, em Curitiba.
Lula relembrou a invasão da Polícia Federal na sua casa, na dos seus filhos, e ao Instituto que leva o seu nome. “A Polícia Federal não encontrou absolutamente nada e não teve coragem de dizer na televisão”, afirmou, ao acrescentar que não houve um pedido de desculpas pela situação.
O ex-presidente aproveitou a entrevista para convidar Sergio Moro e Deltan Dallagnol para um debate. “A Globo poderia fazer um debate entre eu, o Moro e o Dallagnol. Eu sozinho contra os dois”, sugeriu.
A entrevista poderá ser acompanhada também pelo Portalwww.tve.ba.gov.br/tveonline
Deputados do PT defendem liberdade imediata para Lula
Em ato contra reforma da previdência e para discutir a conjuntura política com lideranças de 10 municípios da região de Irecê, no Sindicato dos Bancários, no sábado (15), os deputados Robinson Almeida e Afonson Florence, do PT, defenderam a anulação dos processos contra Lula e a liberdade imediata do ex-presidente, preso desde abril de 2018 em Curitiba pela operação Lava Jato. Para os parlamentares, as matérias do site The Intercept Brasil mostram o então juiz Sérgio Moro cometendo os crimes de improbidade e prevaricação. Mensagens divulgadas pela reportagem mostram Moro zombando de Lula e dos seus advogados e dando instruções aos procuradores da força-tarefa, o que a Constituição Federal proíbe. Na avalição dos deputados, essas são provas concretas da parcialidade e dos objetivos políticos da condenação do ex-presidente, proferida à época pelo hoje ministro da justiça do governo Bolsonaro.
“Está claro que a operação Lava Jato foi um instrumento político usado para condenar e tirar do processo eleitoral o presidente Lula. Sua soltura imediata é uma questão de justiça, uma necessidade básica e urgente de reparação que o Brasil e o mundo anseiam”, afirmou Robinson Almeida. “O que apareceu de ontem pra hoje é escandaloso. Prova do que sempre denunciamos. Lula é preso político e sua liberdade imediata é uma questão de justiça”, enfatizou Afonso Florense.













