:: ‘Lionel Messi’
Vídeo com estudante baiano viraliza mundialmente após post de Leonel Messi

Um dos maiores ídolos do futebol mundial, o argentino Leonel Messi, divulgou em suas redes sociais a história de Domingos José dos Santos, 35 anos, estudante baiano, oriundo da rede estadual de ensino, que possui deficiência visual. O post conta a história de vida e superação de Domingos, após o uso dos óculos OrCam MyEye 2.0, um dispositivo que permite, de forma simples, a leitura automática de diversos elementos, como textos, telas, rostos e objetos, melhorando a autonomia, independência, inclusão e qualidade de vida. O vídeo já alcançou mais de dois milhões de visualizações.
O equipamento de Domingos foi entregue a ele pela Secretaria da Educação da Bahia (SEC), em 2021, como parte do Programa de Educação Inclusiva, quando ainda estudava no Colégio Democrático Professor Rômulo Galvão, no município de Elísio Medrado. Atualmente, ele faz o 4º semestre do curso de Direito da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
No vídeo, Messi fala sobre a melhoria de vida das pessoas cegas ou com perda de visão, como o estudante baiano, com o uso do aparelho. “É uma tremenda satisfação ajudar a vida de pessoas cegas e com perda de visão, graças a OrCam. Isto é mágico”, destaca Messi. No post, Domingos revela um dos mais emocionantes momentos de sua história, quando, a partir do uso do OrCam, conseguiu fazer pela primeira vez a leitura de um livro físico.
A poesia e a ciência
Daniel Thame
A eleição de Cristiano Ronaldo como o melhor jogador do mundo, o The Best da FIFA, não surpreendeu ninguém.
O português foi protagonista na conquista da Eurocopa por seu país e de mais uma Liga dos Campeões pelo Real Madrid, que de sobremesa ainda ganhou o Mundial da FIFA no Japão.
Títulos contam, e contam muito, na escolha do melhor do mundo. Além disso, a fase de Cristiano Ronaldo foi esplendorosa na temporada europeia.
A conquista do prêmio rendeu também uma polêmica: Cristiano Ronaldo é melhor do que Messi, argentino do Barcelona, recordista em premiações de Melhor do Mundo?
Messi e Cristiano Ronaldo vem se revezando há anos nessa disputa, sem que surja um rival à altura, que vá além do terceiro lugar.
Não, Cristiano Ronaldo não é melhor que Messi. Ponto Final.
Mas, se tem alguém que pode rivalizar com o gênio argentino é esse monstro português, que merece o adjetivo fenômeno tal qual seu xará brasileiro, o Ronaldo.
Um cronista, num raro surto de inspiração, definiu magistralmente os dois estilos.
Messi é a poesia, Cristiano Ronaldo é a ciência.
Baixinho e mirrado, pelos padrões do futebol, Messi é a técnica por excelência, a arte do improviso, capaz de produzir gols de antologia (que para ele parecem de uma simplicidade franciscana) e jogadas de pura magia.
Forte, alto, Cristiano Ronaldo é a força física, o triunfo da obstinação em superar limites, a produção de gols em profusão, estraçalhando recordes. É a arma letal, que fulmina sem dó nem piedade.
Messi é de outra galáxia, Cristiano Ronaldo é de outro planeta.
Messi não é nem nunca será maior do que Pelé, mas (os argentinos naturalmente não concordam) é maior do que Maradona. Porque para os argentinos, que tem até um Papa, Don Diego é Diez e Dios. 10 e Deus.
Cristiano Ronaldo (e aí os lusos já concordam), é maior do que Eusébio, reverenciado como um semideus em Portugal.
Messi com sua magia e Ronaldo com sua eficiência são o que há de melhor num futebol que é muito mais que um jogo, é uma paixão e também um negócio que envolve cifras siderais e que, por isso mesmo, nem sempre prima pela lisura.
Messi e Cristiano Ronaldo jogando juntos seria a junção de poesia e ciência. O imponderável e o previsível. O arco que também é flecha, o arco potencializando a flecha certeira.
É algo que, por hora, fica no quesito fantasia.
Mas que seria fantástico, seria.
E gol- Neymar está numa seca de gols de dar pena (fez um de pênalti essa semana depois de onze jogos, cortesia do parça Messi), mas está namorado a Brunza Marquezine de novo, com a devida superexposição na mídia. Golaço.
É pênalti- A depredação e os saques às dependências do Maracanã, reconstruído à peso de ouro para a Copa 2014 e depois abandonado, mostra o descaso das autoridades com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Colocada a propina no bolso (ou na Suiça, ou nas Bahamas, ou embaixo da cama), dane-se o resto.
Um tango para Lionel
Daniel Thame
Quase tudo já se disse sobre a inquestionável vitória do Brasil sobre a Argentina por 3×0, num Mineirão ensandecido, saboreando uma quase ressurreição após aqueles inolvidáveis 7×1 diante da Alemanha, que até hoje ecoam como fantasmas pelo estádio.
Certo que o futebol brasileiro ainda tem um longo caminho pela frente,
Mas temos um time, temos um técnico e temos a vaga para a Copa da Rússia praticamente carimbada. Um avanço e tanto se lembrarmos que, na virada do semestre, vivíamos o caos da Era Dunga II e o vexame de uma eliminação da Copa América Centenária para o Peru.
Um avanço e tanto,
Então, vamos ao outro lado da moeda. Do samba para o tango.
O drama.
Lionel Messi se olha no espelho e vê Carlos Gardel?
`El dia que me quieras…`
Ou seria ´Adios Muchachos`?
Lionel Messi, que muitos no mundo da bola questionam se é melhor do que Pelé.
O mundo menos a Argentina, porque por lá, além de ter um Papa, ales também tem um Deus chamado Diego Maradona.
Messi? No máximo um `santico` de incerta devoção.
Messi é o drama, o tango que penetra e dói da alma.
O gênio inquestionável, o extraterrestre do Barcelona, de centenas de gols, dezenas de títulos e jogadas que Picasso, Da Vinci e Michelangelo assinariam.
Ao mesmo tempo a lagarta que nunca se transforma em borboleta de uma Argentina que só bate na trave, que à portas do paraíso é picada mortalmente por uma serpente que pode ser alemã ou chilena.
E Lionel fica sempre no quase.
Letra incompleta de um tango que tem Diego Maradona (sempre ele!) como a melodia perfeita.
Drama, drama, drama e mais drama.
A Argentina corre riscos reais de ficar fora daquela que pode ser a última copa de Messi.
A Copa da Redenção pode ser a Copa da Perdição.
Numa Eliminatória em que quatro seleções tem vaga direta e a quinta disputa uma repescagem contra uma seleção marca bufa, a Argentina hoje estaria fora, num bisonho sexto lugar.
Gardel, morto há milhões de anos, canta cada vez melhor, dizem os argentinos.
Dizem também que Maradona, há séculos com as chuteiras penduradas, joga cada vez melhor.
E Lionel Messi?
Lionel nesse momento nem canta nem joga.
Seu legítimo coração argentino deve estar se perguntando como sair desse romance/drama escrito por argentino igualmente ilustre, um certo Jorge Luis Borges, que entre outras pérolas literárias perpetrou a seguinte frase: “Cometi o pior dos pecados que um homem pode cometer. Não fui feliz”.
Messi, que se pecados cometeu, nenhum deles foi cometido com a bola nos pés, multi-premiado e multi-campeão no Barcelona, talvez troque toda a glória para ser feliz com a sua Argentina, ser enfim amado pelo seu povo.
Como Gardel, como Diego.
Ah esse jogo de espelhos que, em forma de bruxa boa ou de bruxa má, não te responde, Lionel…
Cinco vezes Lionel Messi

Sem surpresas na escolha do melhor jogador do mundo: Lionel Messi acaba de ser escolhido pela 5ª. vez pela FIFA, um recorde na história da premiação.
O português Cristiano Ronaldo ficou em 2º. e o brasileiro Neymar em 3. lugar.
– É especial estar aqui depois que a Bola de Ouro foi para o Cristiano Ronaldo nos dois últimos anos. É um prêmio que eu sonhava quando pequeno. Quero agradecer a quem votou em mim e aos meus companheiros. Sobretudo, quero agradecer ao futebol de modo geral. – disse o argentino, assim que recebeu o prêmio.
Antes da premiação, Messi revelou que trocaria seus prêmios de melhor do mundo por um título da Copa do Mundo pela Argentina. Em 2010, no Brasil, os argentinos perderam a final para a Alemanha e ficaram com o vice-campeonato.
Neymar pode tudo?
Daniel Thame
Não há no futebol brasileiro, que vive uma entressafra terrível, nenhum jogador que chegue aos pés do talento de Neymar, que caminha a passos, dribles e gols largos para se tornar um dos três melhores do planeta, abaixo de Messi e no mesmo patamar ou um pouco acima de Cristiano Ronaldo.
Na Seleção Brasileira, Neymar é imprescindível, insubstituível e indispensável para resgatar o orgulho da outrora gloriosa camisa amarela, desbotada após a Copa do Mundo 2014, que incluiu aquele vexaminoso, inolvidável e eterno 7×1 sapecado pela Seleção Alemã. Ponto.
Mas, a pergunta é: na Seleção, Neymar pode tudo?
Pode ser o capitão do time, o jogador para quem todas as bolas devem ser passadas, o craque que não marca ninguém, o atacante que tenta definir todas as jogadas sozinho, mesmo com um companheiro melhor colocado?
Pode ser o intocável que nem o técnico Dunga e nenhum outro jogador podem questionar? A resposta não está no vento, está na Copa América. E a resposta é: não pode.
Neymar pode ser o craque que desequilibra, a luz nas trevas do futebol brasileiro. O gênio da bola que ainda não é mas inevitavelmente será.
Mas não pode tudo.
Seu comportamento na Seleção Brasileira é inversamente proporcional ao que tem no Barcelona, onde mais por esperteza do que por modéstia, aceitou o papel de coadjuvante de luxo, porque lá tem Messi, tem Xavi, tem Iniesta, tem Pique, tem Luiz Suarez e não tem ninguém que lhe passe as mãos na cabeça.
Todos reconhecem seu talento, sua importância para o time, mas não o tratam como um menino mimado.
E é justamente esse menino mimado, imaturo e (no melhor estilo Cristiano Ronaldo) louco por um holofote, por seu o centro das atenções, a única estrela, que caracteriza o Neymar da Seleção Brasileiro.
Some-se a isso um nervosismo exacerbado, uma série de chiliques contra árbitros e adversários, que lhe custaram, após dois cartões amarelos, um vermelho, uma tentativa de cabeçada num jogador da Colômbia e um xingamento ao arbitro já a caminho dos vestiários (“seu filho da puta, você quer aparecer às minhas custas?”), a suspensão de quatro jogos que o deixou fora da Copa América e vai deixá-lo fora de dois jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo 2018.
Neymar tem apenas 23 anos e essa lambança na Copa América (que no frigir dos ovos é um omelete de segunda linha), pode servir de lição.
Não custa nada, deixando de lado o Narciso que só olha o próprio rosto, pegar emprestado o espelho de um tal de Lionel Messi, que Neymar conhece muito bem, per supuesto.
É pênalti – Bahia e Vitória vem fazendo campanhas irregulares na Série B do Campeonato Brasileiro e até agora deram mais motivos para desconfiança do que esperança aos torcedores. Parece que vão embalar e empacam.
Perdem pontos bobos, que podem fazer falta no final e, mania sublime do futebol brasileiro, trocam de treinador e de jogadores ao sabor do humor da torcida.
Posto que uma vaga para a Série A é do Botafogo, restam três vagas em disputa.
Dá para os dois, da para um ou não dá para nenhum dos dois?
Por ora, o que não dá para arriscar palpite algum.
É gol – Depois de surgir no Itabuna, ter uma rápida passagem pelo Vitória, alternar bons e maus momentos no Atlético Mineiro e mergulhar no anonimato e na grana farta do futebol árabe, Neto Berola está de volta ao futebol brasileiro.
Contratado pelo Santos, tem a chance de mostrar que é o atacante talentoso e diferenciado que parecia ser e até agora não é.
De Eduardo para Lionel

“Sou autor de uma teoria sobre Lionel Messi, mesmo sem base científica. Creio que Messi é um caso único na história da humanidade, porque é alguém capaz de ter uma bola dentro do pé. Sempre se disse que Diego Maradona a levava atada, mas Messi a tem dentro do pé, isso é inexplicável, mas vejam vocês que o perseguem 7, 11, 22 rivais para tirar-lhe a bola, e não há maneira de fazê-lo. Por quê? Porque a procuram do lado de fora do pé, enquanto está dentro. Agora, como pode caber uma bola dentro da pele? É um fenômeno inexplicável, mas essa é a verdade: ele leva a bola dentro, não fora.” (Eduardo Galeano, 1940/2015).














