:: ‘Palestina’
‘Tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir’, afirma Lula ao condenar genocídio em Gaza

Na ONU, Lula defende paz entre palestinos e judeus (Foto: Ricardo Stuckert-PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está ocorrendo em Gaza não só extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Como apontou a Comissão de Inquérito sobre os Territórios Palestinos Ocupados, não há palavra mais apropriada para descrever o que está ocorrendo em Gaza do que genocídio”, afirmou Lula.
O presidente foi um dos chefes de Estado a se pronunciar na Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados. A reunião realizada nesta segunda-feira (22/9) antecede a Assembleia- Geral das Nações Unidas, na sede da organização, em Nova York.
Lula reforçou o apoio brasileiro ao processo aberto pela África do Sul, exigindo o reconhecimento do Estado Palestino, tal como plano de partilha apresentado pela ONU há 78 anos: “Um Estado se assenta sobre três pilares: o território, a população e o governo. Todos têm sido sistematicamente solapados no caso palestino”, declarou.
O líder brasileiro reiterou que os atos terroristas cometidos pelo Hamas são inaceitáveis e que o Brasil já foi enfático ao condená-los. “Mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis”, ponderou.
Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças. Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos. Nada justifica usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda. Meio milhão de palestinos não têm comida suficiente, mais do que a população de Miami ou Tel Aviv. A fome não aflige apenas o corpo. Ela estilhaça a alma”, afirmou Lula
Leia íntegra do pronunciamento de Lula sobre a situação palestina
O que podemos fazer, com Jesus, sobre Gaza?

Julio Cezar de Oliveira Gomes
Muito possivelmente você é uma pessoa como eu. Alguém que não é famoso nem rico, que não tem milhares de seguidores nas redes sociais e que mora em uma cidade do interior ou na periferia dos grandes centros urbanos, onde o que fazemos não aparece na grande mídia. Mas a necessidade nos empurra para algum tipo de ação.
É desumano, absurdo e quase inacreditável o que está ocorrendo em Gaza. Ali vemos o exército de Israel avançar e massacrar a população civil desarmada, demolir universidades, escolas, prédios públicos e quarteirões inteiros, e matar, segundo números oficiais, mais de 50 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças.
Vemos o que pensamos que jamais veríamos no século XXI: hospitais sendo bombardeados e médicos mortos, ajuda humanitária sendo impedida de entrar no território e cerca de 250 repórteres assassinados, unicamente, porque exerciam sua sagrada missão de mostrar ao mundo a monstruosidade em curso.
E, reafirmando Jesus, se um dia vier a ser perseguido pela posição pública que assumo, direi para mim mesmo as palavras do Mestre no Sermão da Montanha: Bem-aventurados os que forem perseguidos por amor à minha Justiça, porque deles será o reino dos céus.
O genocídio se abate sobre a população de Gaza com todas as suas características: bombardeio contra civis, assassinato de crianças, uso da fome como arma de guerra, cerceamento máximo à imprensa, confinamento da população em campos de fome e morte, impedimento de ajuda externa e total insensibilidade quanto a todos os apelos em favor da vida, não importa se vindo de outros estados nacionais ou do Papa. A empresa genocida segue surda e insensível a tudo.
Notas sobre um Desterro: um olhar sobre a Palestina de ontem e de hoje

Katia Michelle, no Pátria Latina
Em 2018, dois brasileiros atravessaram as estradas da Cisjordânia com equipamentos de filmagem e uma pergunta: como sobrevivem os que resistem? Foram recebidos por uma família brasileira-palestina no vilarejo de Kobar. A intenção era singela — registrar a vida cotidiana em uma terra ocupada. O que nasceu como uma narrativa sobre convivência, transformou-se, sete anos depois, em um projeto maior e urgente: o inédito documentário Notas Sobre um Desterro.

O filme, que estreia no dia 14 de junho no Festival Olhar de Cinema, em Curitiba, parte de imagens registradas antes da escalada de violência em Gaza, mas se recompõe à luz do 7 de outubro de 2023. Dirigido por Gustavo Castro, curitibano criado entre debates estudantis e viagens pela América Latina, o documentário se propõe a descortinar o passado e expor fragmentos de uma história que insiste em ser apagada.

Notas sobre um Desterro é um filme em primeira pessoa, com alcance coletivo. Entrelaça registros de 2018, imagens históricas de arquivos e vídeos atuais compartilhados nas redes sociais pelas próprias vítimas do genocídio em Gaza. Não há narração didática nem vocabulário técnico — a realidade mostrada é bruta e o olhar é sensível. O resultado é um ensaio visual que se recusa a ceder ao esquecimento.
Comunidade de brasileiros de solidariedade à Palestina lança filme com clamor pelo imediato cessar-fogo

Nesta segunda-feira (27) será lançado o filme ‘Brasileiros por Gaza”, produzido pela comunidade de brasileiros de solidariedade à Palestina (Brasil By Gaza), que pede o imediato cessar-fogo e exige a paz na região e que tem a Palestina como mensagem principal. A curta conta com a participação de relevantes vozes, incluindo os jornalistas Breno Altman e Heloisa Villela e também conta com apoio da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) e Comitês de apoio à causa Palestina, como de Minas Gerais e Santa Catarina, além de coletivos solidários.
“Nesses quase 8 meses de ataques das Forças de Ocupação de Israel sobre a Faixa de Gaza, o mundo mostrou-se revoltado contra esse genocídio e vários países e cidadãos se mobilziaram para protestar. No Brasil não foi diferente. No entanto, diante da falta de notícias corretas por parte da mídia tradicional, e que não retratam os fatos como realmente estão acontecendo, muitas pessoas sequer sabem como esse conflito colonialista de Israel contra a Palestina começou. Sendo assim, um grupo de ativistas de diferentes regiões do Brasil se reuniu e decidiram lançar esse filme para que todos tenham a oportunidade de ouvir e ver os fatos, principalmente sobre o lado do povo palestino, convidando a todos para entrarem nessa campanha mundial pela paz e libertação da Palestina”, explica o professor Luiz Fernando Padulla, um dos incentivadores do filme.
(do Brasil247)
Na Turquia, Valmir Assunção participa de encontro pró-Palestina: “o cessar-fogo é urgente!”.

Dentre os dias 26 a 29 de abril, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) cumpriu missão oficial em Istambul, na Turquia. O baiano se juntou à comitiva brasileira de seis parlamentares que representaram o Brasil na 5° Conferência da Liga de Parlamentares por “Al Quds”. O encontro reuniu mais de 600 parlamentares de 57 países para debater a situação da Palestina.

Valmir com Hamid Abdullah Al Ahmar, presidente da Liga Parlamentar por Al Quds
“Tratou-se de um espaço para elaborar propostas em torno da paz e também da solidariedade em relação à Palestina. Há um entendimento já histórico em relação à necessidade do reconhecimento do Estado palestino, fundamental para a autonomia popular e dirimir disputas que incorrem, atualmente, em um verdadeiro genocídio do povo palestino”, comentou Assunção.

Walmir com o deputado Zwelivelile Mandela
Israel, oh Israel!
Julio Gomes
Sempre, desde criança, aprendi a ter um carinho especial pelo povo Judeu, com um olhar de admiração e desejo sincero de que prosperassem e encontrassem a paz e a felicidade, e isso tem uma explicação simples e lógica.
Quem estudou um pouquinho que seja de História sabe o que os judeus ou israelitas passaram, sobretudo no Século XX, quando da ascensão do nazismo ao poder na Alemanha: perseguições, segregação racial, confisco e invasão de suas propriedades, demonização, segregação com base em leis absurdas e, por fim, confinamento nos campos de concentração, trabalhos forçados e extermínio em massa nas câmaras de gás de Treblinka, Auschwitz, Dachau e inúmeras outras fábricas da morte, onde foram consumidas as vidas de seis milhões de judeu, homens mulheres e crianças.
Terminada a 2ª Guerra Mundial com a derrota do nazismo e do fascismo, a ONU, guiada pelos países vencedores, teve a feliz ideia de criar um território onde a nação, o povo judeu, pudesse constituir um estado próprio, formando aquilo que aqui no Brasil chamamos popularmente de um país, e assim nasceu Israel no ano de 1948, plantado no território denominado Palestina.
Os anos passaram. O estado de Israel, sempre apoiado pelos Estados Unidos por representar uma presença dos EUA no conturbado e rico em petróleo Oriente Médio, se consolidou como um país próspero e como uma potência militar, passando a tomar sucessivamente faixas de território que pertenciam à nação palestina devido ao poderio de suas forças militares, terminando por anexar territórios até que não restasse aos palestinos muito mais do que uma estreita faixa em que sobreviviam cerca de dois milhões de palestinos: a Faixa de Gaza.
Porta voz da ONU condena Israel por restrições à devolução de corpos palestinos

Stephane Dujarric, porta-voz oficial do Secretário-Geral das Nações Unidas, condena categoricamente a detenção de corpos de mártires que chegaram por Israel que chega a ser 132 corpos, incluindo 12 crianças e um mulher, e 12 morreram em cativeiro. Heba Ayyad, jornalista Palestina naturalizada Brasileira, que reside em Brasília, questiona: “Isso é um crime de guerra ou não? E o que as Nações Unidas poderiam fazer mais do que apenas pedir aos israelenses que cumpram a lei internacional?” Dujarric diz que “Esta é uma questão sobre a qual conversamos muito. É imperativo que os restos mortais dessas pessoas sejam devolvidos às suas famílias sem quaisquer pré-condições, independentemente de quem os esteja detendo”.
Em relação a uma segunda pergunta de Heba Ayyad, sobre se o Secretário Geral acredita que as críticas a Israel e às práticas israelenses, mesmo que essas críticas sejam fortes e contundentes, têm uma relação ou podem ser misturadas com o anti-semitismo. O porta-voz deu uma resposta vaga, dizendo: “Acho que tudo depende da natureza do comentário. Acreditamos que Israel é um membro pleno desta organização, com os mesmos direitos e responsabilidades”.
Em seguida, um jornalista pró-sionista continuou no mesmo assunto, dizendo: “Eu só quero voltar ao tópico da questão relacionada ao anti semitismo e às críticas a Israel. O que alguns críticos que condenaram Israel e o sionismo disseram é que não é a crítica à política israelense em si que é anti-semita. É a demonização, discriminação, duplo padrão e deslegitimação de Israel que levanta preocupações sobre o anti-semitismo.
O secretário-geral concorda com essa caracterização do anti-semitismo no que se refere a Israel?”
O porta-voz Dujarric respondeu: “Olha, acho que falamos claramente, e o secretário-geral articulou suas preocupações sobre uma série de políticas israelenses.
Mas o que está claro para o secretário-geral é que Israel é membro pleno desta organização e tem os mesmos direitos e responsabilidades. E não quis entrar em uma análise detalhada de nenhuma declaração. “Só posso falar por ele e acho que ele deixou clara sua posição (sobre o antissemitismo)”.
Por outro lado, a Coordenadora Humanitária para o território palestino ocupado, Lynn Hastings, alertou para o perigo iminente de despejos forçados na Cidade Velha de Jerusalém. Disse que recentemente visitou dois idosos que em breve enfrentarão o despejo forçado da casa onde moram desde 1954. Pediu o fim dessa prática, afirmando que a medida é contrária ao direito internacional.
De acordo com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários no território palestino ocupado, há pelo menos 1.025 palestinos, incluindo 424 crianças, em risco de despejo forçado em Jerusalém Oriental, devido a processos nos tribunais israelenses.
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@ Heba Ayyad -Jornalista e escritora internacional.
O massacre de um povo para quem o mundo fecha os olhos
Valter Xéu*
Rara é a semanas em que a coalizão liderada pelos EUA na Síria não mate dezenas e dezenas de civis, um verdadeiro genocídio em que o mundo não dá a mínima, afinal para o Ocidente, matar vinte, trinta, uma centena de civis da região do Oriente Médio, exceto se forem israelenses, tanto faz como tanto fez.
Até parece que algum poder divino deu aos Estados Unidos o direito de matar cidadãos pelo mundo sem sofrer nenhum tipo de represália ou uma simples condenação como a ONU descaradamente faz em relação a Israel quando esse manda seus jatos e tanques massacrar o indefeso povo palestino.

Não difere muito a vida dos palestinos em Gaza e na Cisjordânia, do tratamento que os judeus tiveram no Gueto de Varsóvia cometido pelos alemães e que o mundo ocidental condena até hoje.
UNEB promove debate sobre conflitos na Faixa de Gaza
Para discutir as tensões históricas entre israelenses e palestinos, a UNEB promove o debate “Palestina, guerra ou massacre?”. A atividade será realizada no dia 4 de setembro, no Teatro UNEB, Campus I da Instituição, em Salvador. O evento, que terá início às 15h, é aberto ao público e os participantes não necessitam realizar inscrição prévia.
A Faixa de Gaza é um território da Palestina conhecido por ser alvo de disputa entre israelenses e palestinos. Em 2014, novos conflitos causaram mais de duas mil mortes e deixaram cerca de quatro mil feridos. Esse é o maior número de baixas militares na região desde a guerra no Líbano, em 2006.
O debate vai contar com a participação do Embaixador da Palestina no Brasil, senhor Ibrahim Mohamed Khalil Alzeben, da Presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), senhora Maria do Socorro Gomes, e da representante da Fundação Maurício Grabois (FMG), senhora Olívia Santana.
Devido às dimensões dos conflitos na Faixa de Gaza neste ano, o Ministério brasileiro das Relações Exteriores (Itamaraty) divulgou nota oficial no dia 23 de julho em que considera “inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina”. Fato que ampliou a tensão político-diplomática entre o Brasil e o Governo israelense e agrega importância para a abertura de discussões sobre o tema.














