:: ‘Cristiano Ronaldo’
FIFA: Neymar cai fora da lista dos 10 melhores do mundo

O atacante Neymar está fora da lista dos 10 jogadores que concorrem ao prêmio de melhor do mundo da Fifa. A entidade máxima do futebol anunciou os indicados nesta terça-feira (24). Terceiro colocado nos anos de 2015 e 2017, o brasileiro teve a temporada europeia interrompida por uma lesão. Além disso, ele atuou na Copa do Mundo abaixo do esperado.
Fora da disputa, Neymar assistirá Cristiano Ronaldo defender o título de melhor jogador do mundo contra Kevin De Bruyne (Manchester City), Antoine Griezmann (Atletico de Madrid), Eden Hazard (Chelsea), Harry Kane (Tottenham), Kylian Mbappé (PSG), Lionel Messi (Barcelona), Luka Modric (Real Madrid), Mohamed Salah (Liverpool) e Raphael Varane (Real Madrid). Os candidatos ao prêmio tiveram seus desempenhos analisados no período entre 3 de julho de 2017 e 15 de julho de 2018.
As indicações dos 10 jogadores candidatos ao prêmio de melhor do mundo teve entre os jurados dois brasileiros, os ex-jogadores Ronaldo e Carlos Alberto Torres. A votação para a escolha do vencedor será feita por jornalistas selecionados pela Fifa, treinadores e capitães das seleções e por torcedores. No começo de setembro serão anunciados os nomes dos três finalistas. A festa de premiação está marcada para o dia 24 de setembro, em Londres. (Bahia Noticias)
A poesia e a ciência
Daniel Thame
A eleição de Cristiano Ronaldo como o melhor jogador do mundo, o The Best da FIFA, não surpreendeu ninguém.
O português foi protagonista na conquista da Eurocopa por seu país e de mais uma Liga dos Campeões pelo Real Madrid, que de sobremesa ainda ganhou o Mundial da FIFA no Japão.
Títulos contam, e contam muito, na escolha do melhor do mundo. Além disso, a fase de Cristiano Ronaldo foi esplendorosa na temporada europeia.
A conquista do prêmio rendeu também uma polêmica: Cristiano Ronaldo é melhor do que Messi, argentino do Barcelona, recordista em premiações de Melhor do Mundo?
Messi e Cristiano Ronaldo vem se revezando há anos nessa disputa, sem que surja um rival à altura, que vá além do terceiro lugar.
Não, Cristiano Ronaldo não é melhor que Messi. Ponto Final.
Mas, se tem alguém que pode rivalizar com o gênio argentino é esse monstro português, que merece o adjetivo fenômeno tal qual seu xará brasileiro, o Ronaldo.
Um cronista, num raro surto de inspiração, definiu magistralmente os dois estilos.
Messi é a poesia, Cristiano Ronaldo é a ciência.
Baixinho e mirrado, pelos padrões do futebol, Messi é a técnica por excelência, a arte do improviso, capaz de produzir gols de antologia (que para ele parecem de uma simplicidade franciscana) e jogadas de pura magia.
Forte, alto, Cristiano Ronaldo é a força física, o triunfo da obstinação em superar limites, a produção de gols em profusão, estraçalhando recordes. É a arma letal, que fulmina sem dó nem piedade.
Messi é de outra galáxia, Cristiano Ronaldo é de outro planeta.
Messi não é nem nunca será maior do que Pelé, mas (os argentinos naturalmente não concordam) é maior do que Maradona. Porque para os argentinos, que tem até um Papa, Don Diego é Diez e Dios. 10 e Deus.
Cristiano Ronaldo (e aí os lusos já concordam), é maior do que Eusébio, reverenciado como um semideus em Portugal.
Messi com sua magia e Ronaldo com sua eficiência são o que há de melhor num futebol que é muito mais que um jogo, é uma paixão e também um negócio que envolve cifras siderais e que, por isso mesmo, nem sempre prima pela lisura.
Messi e Cristiano Ronaldo jogando juntos seria a junção de poesia e ciência. O imponderável e o previsível. O arco que também é flecha, o arco potencializando a flecha certeira.
É algo que, por hora, fica no quesito fantasia.
Mas que seria fantástico, seria.
E gol- Neymar está numa seca de gols de dar pena (fez um de pênalti essa semana depois de onze jogos, cortesia do parça Messi), mas está namorado a Brunza Marquezine de novo, com a devida superexposição na mídia. Golaço.
É pênalti- A depredação e os saques às dependências do Maracanã, reconstruído à peso de ouro para a Copa 2014 e depois abandonado, mostra o descaso das autoridades com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Colocada a propina no bolso (ou na Suiça, ou nas Bahamas, ou embaixo da cama), dane-se o resto.
Wendell Lira, um brasileiro
Daniel Thame
No universo do futebol, Neymar e Wendell Lira estão separados por milhões e milhões de anos-luz. Num hipotético Sistema Solar da bola, Neymar seria Júpiter, o planeta gigante, e Wendell Lira, Plutão, que tempos atrás foi rebaixado à categoria de planeta anão.
Uma realidade absurdamente desigual separa Neymar de Wendell Lira.
Neymar, dono absoluto da camisa 10 da Seleção Brasileira e astro inquestionável no Barcelona estelar de Messi, Luiz Suarez e Iniesta, dispensa apresentações.
Wndell Lira era mais um desses milhares de jogadores anônimos que tentam ganhar a vida num time igualmente anônimo. Era sério candidato a passar pelo futebol sem deixar um mero registro de rodapé, posto que habita a base de uma pirâmide em que pouquíssimos –como Neymar- chegam ao topo.
Até que, num jogo que não valia nada, atuando pelo Goianésia, time de Goiás de quem até então poucos haviam ouvido falar, Wendell Lira marcou um daqueles gols que Pelé, Maradona, Messi e (olha ele aí de novo) Neymar assinariam com prazer. Um golaço aço aço, como diriam os narradores de antanho. Digno de placa no estádio.
Ainda assim, um gol desses era sério candidato a exagero, se contado pelos gatos pingados que testemunharam a obra prima no estádio, não fosse um detalhe: a partida estava sendo transmitida por uma tevê a cabo, que compra os direitos de transmissão e para encher a grade de programação cobre até a quinta divisão do campeonato acreano.
Nesses tempos de comunicação instantânea, da imagem valendo mais do que o conteúdo (com o adendo de que o gol em questão tem imagem e conteúdo), o lampejo de gênio de Wendell Lira foi parar nas redes sociais e, numa linguagem cibernética, viralizou.
Findo o Campeonato Goiano, Wendell Lira, como milhares de jogadores que não foram bafejados pelos deuses da bola, ficou desempregado.
E eis que, talvez numa concessão relâmpago desses mesmos deuses da bola, o gol de Wendell Lira foi parar na lista dos 10 mais bonitos da FIFA.
Wendell quem, perguntavam todos?
Wendell Lira, um brasileiro. Humilde, lutador, a procura de um time para ganhar o pão com o suor na sua camisa e que adquirira fama mundial, ainda que fugaz.
Um conto de fadas meio torto que obviamente produziu o efeito esperado. Uma imensa mobilização de brasileiros das redes sociais, já que a escolha do gol mais bonito se dá através de votação pela internet.
Na já memorável tarde/noite europeia, diante de uma audiência planetária, lá estava Wendell Lira, ao lado de Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo e outros craques, para receber o troféu Puskas.
O gol mais bonito do ano é do Brasil, é de um brasileiro.
A tarde/noite que poderia ter sido de Neymar, afinal batido na escolha de melhor jogador do mundo por Messi e Cristiano Ronaldo, embora chegar ao topo seja questão de tempo, foi a tarde/noite de Wendell Lira.
Certo que não muda a ordem das coisas, Neymar continuará trilhando seu caminho de pedras douradas, enquanto Wendell Lira continuará tentando driblar as pedras de um tortuoso caminho, mas pelo menos dá um pouco de poesia nesse futebol tão movido pelo deus dinheiro, mas que ainda consegue produzir um pouco de poesia, que resgata a beleza perdida do jogo.
Cinco vezes Lionel Messi

Sem surpresas na escolha do melhor jogador do mundo: Lionel Messi acaba de ser escolhido pela 5ª. vez pela FIFA, um recorde na história da premiação.
O português Cristiano Ronaldo ficou em 2º. e o brasileiro Neymar em 3. lugar.
– É especial estar aqui depois que a Bola de Ouro foi para o Cristiano Ronaldo nos dois últimos anos. É um prêmio que eu sonhava quando pequeno. Quero agradecer a quem votou em mim e aos meus companheiros. Sobretudo, quero agradecer ao futebol de modo geral. – disse o argentino, assim que recebeu o prêmio.
Antes da premiação, Messi revelou que trocaria seus prêmios de melhor do mundo por um título da Copa do Mundo pela Argentina. Em 2010, no Brasil, os argentinos perderam a final para a Alemanha e ficaram com o vice-campeonato.
Barcelona X Real Madrid disputado por cães. E não é que tem cachorro ai melhor do que meio time do São Paulo…
O adestrador de cachorros Davide Zimmari decidiu dar uma nova cara ao clássico entre Real Madrid e Barcelona. Fã de futebol, ele aproveitou o talento com animais para promover um novo espetáculo no circo em que trabalha e reinventou, de maneira bizarra, o superclássico espanhol apenas com cachorros.
Para realizar o feito, Zimmari montou um cenário parecido com um estádio de futebol no meio do picadeiro do circo. Fantasiado de árbitro e ao som do hino da Uefa Champions League, o adestrador entra no “gramado” com cães vestidos com as camisas dos craques de Real Madrid e Barcelona, como Iniesta, Xavi, Messi e Cristiano Ronaldo.
A partida ocorre com Zimmari jogando balões para os cachorros, que empurram a “bola” em direção ao gol. A partida termina com “Messi” fazendo um gol de pênalti.
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