WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  


:: ‘Le Monde’

Podcast “Nega Pataxó: Nosso Luto é Luta” mostra luta e resistência dos pataxós e tupinambás no Sul da Bahia

Estréia nesta quarta-feira, dia 7, Guilhotina, o podcast do Le Monde Diplomatique Brasil, “Nega Pataxó: Nosso Luto é Luta”,  que vai mergulhar no cenário alarmante da violência fundiária no Brasil, atravessado pela disputa em torno do marco temporal, que ameaça os direitos dos povos indígenas às suas terras tradicionais.

A partir do assassinato da pajé Nega Pataxó, liderança espiritual e política do povo Pataxó Hã Hã Hãe e Tupinambá, a série reconstrói os conflitos por terra no sul da Bahia e acompanha os processos coletivos que emergem após sua morte. No centro dessa resistência estão as mulheres indígenas — suas redes de cuidado, formação política, enfrentamento da violência de gênero e a defesa do território — mostrando como o luto se reorganiza em memória e luta por justiça.

Com quatro episódios, o podcast  reúne reportagens de imprensa, arquivos históricos e relatos de indígenas que participaram da ação de retomada territorial e testemunharam o ataque de fazendeiros que tirou a vida de Nega. A narrativa acompanha as vozes de sua família e de outras mulheres defensoras ambientais e traz também a própria voz de Nega Pataxó, registrada ao longo de seus últimos anos, revelando sua prática como pajé, liderança comunitária e defensora do território.

 

O  podcast *Nega Pataxó: Nosso Luto é Luta* é uma iniciativa do Lab Conatus, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e do Grupo de Ecologias Políticas, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com a Associação Paraguaçu de Mulheres Indígenas (APAMUI); e conta com o apoio do Pulitzer Center e com a produção da Rádio Tertúlia.

Ouça no Guilhotina:

https://open.spotify.com/episode/3AftzBqA1QDty05mgeTFSa?si=HYY-4GccQIS9g9wLmA8eDg

Por que eu quero voltar a ser presidente

Luiz Inácio Lula da Silva, no Le Monde

Lula, uma questão de Justiça justa (foto Ricardo Stuckert)

Lula, uma questão de Justiça justa (foto Ricardo Stuckert)

Sou candidato a presidente do Brasil, nas eleições de outubro, porque não cometi nenhum crime e porque sei que posso fazer o país retomar o caminho da democracia e do desenvolvimento, em benefício do nosso povo. Depois de tudo que fiz como presidente da República, tenho certeza de que posso resgatar a credibilidade do governo, sem a qual não há crescimento econômico nem a defesa dos interesses nacionais. Sou candidato para devolver aos pobres e excluídos sua dignidade, a garantia de seus direitos e a esperança de uma vida melhor.

Na minha vida nada foi fácil, mas aprendi a não desistir. Quando comecei a fazer política, mais de 40 anos atrás, não havia eleições no País, não havia direito de organização sindical e política. Enfrentamos a ditadura e criamos o Partido dos Trabalhadores, acreditando no aprofundamento da via democrática. Perdi 3 eleições presidenciais antes de ser eleito em 2002. E provei, junto com o povo, que alguém de origem popular podia ser um bom presidente. Terminei meus mandatos com 87% de aprovação popular. É o que o atual presidente do Brasil, que não foi eleito, tem de rejeição hoje.

Nos oito anos que governei o Brasil, até 2010, tivemos a maior inclusão social da história, que teve continuidade no governo da companheira Dilma Rousseff. Tiramos 36 milhões de pessoas da miséria extrema e levamos mais de 40 milhões para a classe média.  Foi período de maior prestígio internacional do nosso país. Em 2009, Le Monde me indicou “homem do ano”. Recebi estas e outras homenagens, não como mérito pessoal, mas como reconhecimento à sociedade brasileira, que tinha se unido para a partir da inclusão social promover o crescimento econômico.

:: LEIA MAIS »

Dilma ao Le Monde: “sou vítima de uma guerra política, suja e hipócrita”

dilma le mondeEm entrevista à jornalista Claire Gatineau, enviada especial do jornal francês Le Monde ao Palácio da Alvorada, em Brasília, após o processo de impeachment, a presidente eleita e afastada Dilma Rousseff denuncia o que chama de “uma guerra política, suja e hipócrita” o que acontece no Brasil.

O jornal francês refere-se a Dilma como “ex-guerrilheira” e às acusações contra ela de “manipulações contábeis usadas oficialmente para causar a sua queda”. “Este processo de impeachment é uma fraude. Uma ruptura democrática, que cria um clima de insegurança nas instituições políticas que afetam toda a América Latina”, denuncia.

Para Dilma, “não há outra motivação” por trás de seu afastamento: “Interromper a Operação Lava Jato para parar todas as investigações relacionadas com a corrupção, a lavagem de dinheiro, a existência de caixa dois [para o financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais]”.

“Eu entendo que os eleitores estavam desapontados com todos os partidos políticos”, disse a presidente afastada. Para ela, sem leis adoptadas desde a ascensão do PT ao poder, em 2003, que permitiu a independência dos órgãos de investigação, “a polícia nunca conseguiu passar por cima do sistema [de corrupção] na Petrobras”.

“Nada disso justifica que os golpistas destituam um governo para impedir a hemorragia política ligada às investigações”, afirma Dilma. “O outro interesse é de implantar uma agenda neoliberal, que não fazia parte do nosso programa. Esse processo de impeachment é uma fraude, uma ruptura democrática que cria um clima de insegurança no seio das instituições políticas e afeta toda a América Latina”, acrescenta.

“Os protagonistas do impeachment são a oligarquia brasileira”, ressalta. “O grupo dos mais ricos, os meios de comunicação, propriedade de 100 famílias, e dois partidos, o PSDB e o PMDB e, em particular, Eduardo Cunha”, cita. Na entrevista, a presidente afastada, que manteve os direitos políticos com o fatiamento da votação do impeachment no Senado, não descarta candidatura nas eleições de 2018. “Estou pensando”. (Brasil 247)

Deu no Le Monde…

le monde





WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia