:: ‘Jair Bolsonaro’
Deputado baiano rebate Bolsonaro: “idiota inútil e desqualificado é você’
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) condenou às criticas do presidente Jair Bolsonaro às manifestações realizadas em todo país, nesta quarta-feira (15), contra os cortes na Educação pública promovida por seu governo. Nos EUA, Bolsonaro chamou os manifestantes da educação de “idiotas úteis” e disse que os 14 milhões de brasileiros desempregados “não tem qualquer qualificação”.
“O único idiota que os brasileiros conhece, Bolsonaro, é você, que quer destruir a Educação Pública brasileira. Você é um inútil que não consegue apresentar nenhuma perspectiva, nem um projeto positivo para o Brasil”, escreveu Robinson Almeida, no microblog Twitter. “@jairbolsonaro o único desqualificado que o Brasil conhece é você. Que não está a altura do cargo que ocupa, que não respeita nosso país nem nossa gente. Os quase 14 milhões de desempregados brasileiros são pessoas + dignas e qualificadas do q vc”, enfatizou o parlamentar baiano, que em pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa reforçou suas criticas a Bolsonaro. “O mais despreparado que sentou na cadeira da Presidência da República”.
Quanto vale Moro?
Gerson Marques
Ao divulgar “um acordo” com Moro, como motivo para sua indicação ao Supremo, Bolsonaro desmascara o juiz que fez política para fazer carreira ao arrepio da lei. Será o primeiro ministro do Supremo (se chegar lá), que não foi indicado pelo mérito do saber jurídico, mas por fruto de um acordo político.
Como todo acordo, as partes envolvidas deve ter algo a oferecer que interessa a outra parte, neste sentido, o que ofereceu Moro a Bolsonaro? Qual foi a moeda de troca tão valiosa para Bolsonaro pagar (tão caro), em duas prestações, com o ministério da justiça e depois uma vaga no Supremo?
É uma resposta que de tão óbvia parece auto explicativa, é visível a cabeça de Lula em uma bandeja de prata, até aí está fácil de entender, mas tem mais farinha no angu. O que fez Bolsonaro divulgar o acordo? E com tanta antecedência? Como diz o provérbio alemão do século passado “é nas entrelinhas do contrato que o diabo mora”.
Me arrisco a dizer que a divulgação do esquema, ou acordo como chamou Bolsonaro, desta vez não foi por diarreia verbal, típica do presidente, mas sim uma jogada bem pensada para amarrar de uma vez por todas o juiz de Curitiba ao seu governo.
Moro vem sendo cobrado por seus admiradores, inclusive na grande imprensa, sobre sua cumplicidade com as mazelas já expostas da família dos bolsonaros, o Queiroz, a intimidade com as milícias, o decreto das armas fragrantemente inconstitucional, e a retirada do Coaf de sua pasta, com aval de Bolsonaro no acordo com a bancada do centrão, é visível a inabilidade do ex-juiz para o tamanho do cargo.
Mas Moro é um homem cheio de ambições, no entanto é vazio de conhecimento e pobre de qualidades morais, capaz de fazer qualquer coisa para arrumar um lugar ao sol, neste acordo com Bolsonaro poderá até conseguir, mas será sempre visto como o personagem da famosa obra do escritor alemão Johann Wolfagang von Goethe, o clássico Fausto, sobre a figura de Dr. Fausto, homem que vendeu a alma ao diabo.
Faroeste Caboclo: Bolsonaro libera porte de armas para 20 profissões
(Brasil247) – Decreto assinado por Jair Bolsonaro e publicado nesta quarta-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU) amplia o porte de armas para 20 profissões, de políticos a caminhoneiros, advogados e até jornalistas. De acordo com o texto publicado, as categorias listadas não precisarão comprovar “efetiva necessidade” para justificar a solicitação para o porte de junto à Polícia Federal. O regime de faroeste instala-se no país.
As profissões contempladas são políticos eleitos, servidores públicos que trabalham na área de segurança pública, advogados em atuação pública, oficiais de Justiça, profissionais de imprensa que atuam em coberturas policiais, caminhoneiros, agentes de trânsito, entre outras categorias. Também são contemplados os moradores de propriedades rurais e os proprietários e dirigentes de clubes de tiro.

O Estatuto do Desarmamento, de 2003, prevê que os pedidos precisam ser acompanhados de comprovação de aptidão técnica, capacidade psicológica, ausência de antecedentes criminais e comprovação de necessidade “por exercício de atividade profissional de risco” ou que representem ameaça à integridade física.
Na assinatura do decreto, Bolsonaro afirmou que o governo foi “no limite da lei”. Segundo ele, o decreto “não passa por cima da lei” e “não inventa nada”, mas foi até o limite máximo englobado pelo Estatuto.
Ex-ministro da Previdência diz que reforma de Bolsonaro levará população à indigência

O ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social no governo Dilma Rousseff, Miguel Rossetto, disse, em audiência pública em Santo Antônio de Jesus, na noite de quarta-feira (17), que a Reforma da Previdência, proposta pelo governo Bolsonaro, “massacra” a classe trabalhadora, os mais pobres e levará a população à “indigência no Brasil” uma vez que não haverá mais, além da previdência pública, a assistência social que garante o pagamento de benefícios, como o Benefício de Prestação Continuada, a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência. O ex-ministro tem discutido o tema em atividades organizadas na Bahia pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT).
“Criam tanto entrave que vão inviabilizar o direito à aposentadoria. As pessoas mais idosas do campo e da cidade não vão conseguir se aposentar e não vão conseguir um trabalho com carteira assinada para contribuir com 40 anos. Vão virar, portanto, indigentes se essa proposta cruel e criminosa de Bolsonaro for aprovada”, criticou. Ele acrescenta ainda que a PEC 06/2019, se aprovada, elimina o reajuste anual dos aposentados e pensionistas e causará danos irreversíveis à economia dos municípios, uma vez que 64% das cidades brasileiras dependem da renda dos aposentados.
“A remuneração, o dinheiro da previdência vem direto para o comércio. As pessoas compram roupa, sapato, comida, coisas pra sua casa. Portanto é uma renda que faz o comércio girar e fazer o comércio girar significa emprego e a indústria produzindo. Mas com a proposta de Bolsonaro haverá o aprofundamento do desemprego em nosso país”, alertou Rossetto.
Para o ex-ministro, ao invés da PEC da Previdência, o governo federal deveria combater a sonegação fiscal, a recessão econômica e a falta de empregos com carteira de trabalho assinada que fez, nos últimos 3 anos, com que seis milhões e quatrocentas mil pessoas deixassem de contribuir com a Previdência Social. “Um grande problema, agravado com a política neoliberal de Temer e Bolsonaro, que está silenciado no debate nacional”.
O general, o capitão, a emenda e o soneto

Eu já sabia (seus eleitores, talvez não) que o presidente da República é incapaz de escrever com o mínimo de correção. Talvez por isso ele escolheu comunicar-se pelas redes, território onde se escreve pouco e com baixo índice de exigência com a chamada língua culta. Quando fala, é aos arrancos, sem coerência, repetindo expressões batidas (“acabar com isso aí”, “mudar isso daí”). Essa falta de preparo já envergonhou os brasileiros em Davos, quando, na busca de investidores para o Brasil, o presidente teve de encerrar o discurso após rápidos cinco minutos. “Faltam-me as palavras”, poderia ter dito. Mas não disse, porque não tinha nem estas.
Este meu conhecimento empírico agora ganha uma referência técnica: o economista Gabriel Brasil, por amor à precisão científica, analisou os textos do presidente no tweetter e concluiu: “praticamente um em cada quatro tweets de Jair Bolsonaro tem erro de português.” O pesquisador pegou como amostra todas as postagens do Capitão entre 1º de janeiro e 11 de março de 2019, constatando uma fartura de erros gramaticais ou ortográficos. No período, o tuiteiro-geral da República publicou 381 mensagens, sendo que 86 (22,5%) delas continham, pelo menos, um pontapé no traseiro da gramática.
“O juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!” – escreveu o presidente de extrema-direita.
O pesquisador viu erros na hifenização (o correto é “anticorrupção” e “anticrime”) e na pontuação (a explicativa “bem como o respeito à Constituição e às leis” deveria estar entre vírgulas).
Como o homem é tão ruim de escrita quanto de fala, arrumaram-lhe, para evitar que ele desse tanta pedrada, um porta-voz (general, é óbvio). Pois saiba a inocente leitora – e quem mais se der à perda de tempo de ler as diatribes deste Barão – que o general, dito Otávio Rego Barros (abaixo, no traço de Aroeira), que fala pelo Capitão reformado, se mostra à altura do “patrão” (parece um caso raro, em que a emenda, se não é pior do que o soneto, também não lhe fica devendo em estupidez). Se duvidam, vejam a pérola que o homem divulgou, na segunda-feira, 25 (pérola que vai aqui entre aspas, pra que nenhum desavisado pense que este Barão perdeu de vez o juízo e é autor de tal sandice):
“Nosso presidente já determinou ao Ministério da Defesa que faça as comemorações devidas com relação ao 31 de março de 1964 incluindo a ordem do dia, patrocinada pelo Ministério da Defesa, que já foi aprovada pelo nosso presidente”.
Em outro momento, o porta-voz “explica” como a patacoada deve ser feita, uma oportunidade aproveitada para dar um rabo de arraia na já sofrida gramática portuguesa:
“Aquilo que os comandantes acharem, dentro das suas respectivas guarnições e dentro do contexto, que devam ser feitas”, cravou o porta-voz – inaugurando um modelo próprio de concordância (“aquilo que…devam ser feitas”).
Estamos, portanto, com um presidente analfabeto funcional que tem como porta-voz um general analfabeto funcional. No mínimo, adequado.
E mais não digo, nem preciso dizer. Apenas conclamo os alunos da 8ª série a que tapem o nariz e peguem o lápis vermelho, antes de ler esta coisa. Talquei?
(As diatribes do Barão e sua equipe são publicadas às terça e sextas, quer chova, quer faça sol)
PERFIL DO BARÃO
“Bolsonaro defende a barbárie”, afirma Galo, sobre celebração do Golpe de 1964
Em post no Twitter, o líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelino Galo (foto), criticou a orientação do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao Ministério da Defesa, para que sejam feitas comemorações em unidades militares em referência a 31 de março de 1964, data que marca o golpe que deu início à ditadura militar no Brasil. No período de 21 anos, o regime de chumbo foi responsável, a partir do Ato Institucional N º 5, considerado o mais duro, por deixar centenas de mortos e desaparecidos, num período em que a repressão também cometeu os crimes de estupros e tortura.
“Bolsonaro defende a barbárie. Não à toa encabeça o governo da destruição. Mas nós, que somos resistência, estamos aqui para defender a memória, a justiça e a verdade. Com um projeto civilizatório que garanta democracia e os direitos humanos, fundamentais à vida! #DitaduraNuncaMais”, escreveu Galo, que presidiu a Comissão Especial da Verdade na Assembleia Legislativa e foi responsável em 2014 pela devolução simbólica de 14 mandatos de deputados estaduais cassados durante o regime de exceção.
Maduro fecha fronteira Brasil-Venezuela
(Sputnik Brasil)- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira (21) que irá fechar a fronteira com o Brasil nesta noite a partir das 20h. O líder venezuelano também considera o fechamento da fronteira com a Colômbia.
Anteriormente havia sido relatado o reforço da presença militar venezuelana na fronteira com o Brasil.
O governo brasileiro anunciou nesta semana uma força-tarefa para entregar ajuda humanitária à Venezuela junto com os Estados Unidos. Nicolás Maduro considera a entrega de ajuda humanitária internacional como uma intervenção na política interna do país.
O dia 23 de fevereiro, que marca um mês da autoproclamação de Guaidó, é a data limite anunciada pelo mesmo para a entrada de ajuda humanitária norte-americana na Venezuela, bloqueada na fronteira pelo presidente Nicolás Maduro, que vê na manobra um pretexto e uma possível estratégia para forçar uma derrubada do seu governo.
Rui Costa: o grande derrotado foi o PSDB de São Paulo
Governador da Bahia, Rui Costa, no Valor Econômico:
(…) Valor: Atribui-se a vitória de Jair Bolsonaro, em grande parte, ao antipetismo que teria contaminado os brasileiros, ante as denúncias de corrupção nos governos petistas. O governo errou em não fazer uma aliança para apoiar Ciro Gomes, do PDT?
Rui: Não foi o antipetismo que venceu a eleição, foi a antipolítica, a rejeição ao establishment. O povo votou contra os políticos que representavam a política tradicional, contra esse modelo de alianças do toma-lá-dá-cá. Foi esse o recado. Quem por interesse político-partidário quiser fazer a leitura de que foi antipetismo, que faça. O Ciro [Gomes] bateu no PT, o [Geraldo] Alckmin bateu forte no PT a campanha inteira. Se alguém queria votar contra o PT, votaria no Alckmin, governador de São Paulo, com experiência de gestão.
Valor: Então o senhor acha que o PT não saiu derrotado da eleição?
Rui: O Alckmin foi governador quatro vezes, e perdeu feio no Estado dele. Quem foi o grande derrotado em São Paulo: o PT ou o Alckmin? Quem tinha força eleitoral? Se eu perdesse na Bahia, o derrotado seria o PT, porque eu era o governador. Ao perder de forma tão fragorosa, o grande derrotado em São Paulo foi o PSDB.
Valor: Mas Bolsonaro é deputado há 27 anos, como o senhor acha que ele conseguiu se apresentar aos eleitores como “o novo”?
Rui: Aí só procurando um cientista político, um sociólogo, um psicólogo para explicar como ele conseguiu passar essa imagem. Mas conseguiu, mérito dele. Apesar de ser deputado há 27 anos, de ter participado de todas as votações, de todas as negociações na Câmara, ele conseguiu por alguma fórmula passar a imagem de que ele era o novo, e que não fazia parte dessa política tradicional. Ele encontrou uma fórmula de encantar e convencer os eleitores que ele era diferente de tudo isso que está aí.














