:: ‘Hospital Materno-Infantil de Ilhéus’
Às vésperas do 19 de abril, Lizzy Titiá é a mais nova indígena nascida no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus
O discurso de Bruna Titiá, de 19 anos, é direto, sem rodeios: “o que queremos é respeito”. No leito 1 do Centro de Parto Normal (CPN) do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus, horas depois do nascimento de Lizzy Titiá, a moradora da Aldeia Caramuru Paraguaçu – comunidade com aproximadamente 5 mil habitantes na zona rural de Pau Brasil – amamenta a pequena indígena e sonha com um futuro onde Lizzy consiga preservar as raízes do seu povo e manter a tradição de sua gente.

A escolha pelo Materno-Infantil de Ilhéus para o nascimento de sua primeira filha ocorreu por dois motivos. Primeiro, porque a unidade é a única da Bahia habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Indígenas, uma conquista assegurada pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS), entidade gestora do hospital desde a sua inauguração, em dezembro de 2021. Segundo, pelos elogios que ouviu sobre o atendimento que receberia. “E isso tudo em confirmei aqui”, resume.
Bruna chegou à Emergência Obstétrica do HMIJS na tarde de quarta-feira (16). Às 19h30min, Lizzy nasceu. “Comecei o trabalho de parto no chuveiro, acompanhada por minha mãe e pelas enfermeiras obstetras. Depois a dor arrochou e eu vim pra cama, onde pari”, relata.
Hospital Materno-Infantil de Ilhéus ganha iniciativa de estímulo à leitura
Promover a distribuição de livros, espalhar o amor pela leitura e transformar esse momento em uma forma lúdica de ajudar na cura dos pequenos pacientes. Nesta quarta-feira (16), o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), em Ilhéus, recebeu a visita de estudantes e educadores do Colégio Vitória. Os alunos realizaram mais uma etapa do Projeto Semeando Leitores e Leituras, distribuindo livros infantis e promovendo contação de histórias.

O HMIJS fica localizado no bairro Conquista, onde também funciona a escola. A ação de distribuição dos livros aos pacientes e familiares foi iniciada na enfermaria pediátrica, onde estão crianças que, inicialmente, foram atendidas no setor emergência e encaminhadas para internação. Na recepção principal, as crianças e pais assistiram a uma contação de história com a educadora Ana Fragassi, que usou obras de literatura já consolidadas no imaginário infantil. Como a temática do projeto é “Semeando leitores e leituras”, a partir da metáfora do plantio e da colheita, um saquinho de sementes de girassol acompanhou cada livro doado.

Até o mês de setembro, início da Primavera, o projeto vai percorrer as principais ruas e instituições da cidade, levando literatura de boa qualidade para a população. A escolha do Hospital Materno-Infantil para a abertura do terceiro ano do projeto é um reconhecimento à importância do hospital para Ilhéus e toda a região sul da Bahia, de acordo com a direção da escola.
Gestantes acolhidas no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus passam por testagem de sífilis unidade também trata pacientes com resultado positivo
Unidade também trata pacientes com resultado positivo
O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS) – instituição da Secretaria Estadual da Saúde gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) – oferece testes rápidos e sorológicos para todas as pacientes acompanhadas no pré-natal e realiza testagem em toda paciente admitida em situação de parto ou abortamento. Além disso, a unidade dispõe de Penicilina Benzatina, que é a droga de escolha para tratamento da sífilis, e oferta a todas as pacientes diagnosticadas com a doença. Ilhéus, onde a unidade hospitalar fica localizada, está entre os municípios baianos com mais de 100 mil habitantes que registraram taxas acima da média estadual de casos, situação que exige esse cuidado ainda maior no momento do parto.

Segundo dados da Sesab, no ano de 2024, 172 dos 417 municípios baianos apresentaram taxa de incidência de sífilis superior à média estadual, que foi de 8,2 casos por mil nascidos vivos. O assunto tem alertado as autoridades não só da esfera da saúde. No último final de semana, por exemplo, o Ministério Público da Bahia, Conselho de Saúde e representações da Secretaria Estadual da Saúde debateram estratégias para reduzir os números e reforçaram o compromisso do Estado com as metas da Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à eliminação da transmissão vertical da doença, que é aquela que ocorre quando a doença da mãe passa para o feto.
Significância
Gestores da saúde conhecem serviços ofertados pelo Hospital Materno-infantil de Ilhéus
Novos gestores da saúde – entre secretários municipais e coordenadores da atenção básica – na macrorregião de Ilhéus, no sul do estado, atendidos pelos serviços do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, participaram nesta sexta-feira (28) pela manhã de um encontro com a direção da unidade para um momento de acolhida, apresentação da única maternidade 100% SUS na região e escuta com realinhamento e implementação de fluxos sobre a linha de cuidados da saúde da mulher no sul da Bahia.

Na oportunidade, foram apresentados os resultados e os avanços do hospital desde a sua inauguração, em dezembro de 2021, destacando a importância da obra do governo do estado que, desde a sua implantação, é gestada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS).

O encontro contou com representantes dos municípios de Ilhéus, Arataca, Mascote, Itacaré, Santa Luzia e Uruçuca, a participação dos demais diretores do HMIJS e de Luciana Pinheiro, gestora do Núcleo de Apoio à Regulação estadual. Além dos resultados conquistados em pouco mais de três anos, os gestores acompanharam transmissões ao vivo das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do hospital, apresentando os serviços de fisioterapia que são referência na região pelo modelo adotado de acolhimento e humanização. Em seguida, em uma visita-guiada, os convidados conheceram as dependências do hospital.
Hospital Materno-Infantil de Ilhéus é referência no atendimento à mulher em situação de violência sexual
O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF), em Ilhéus, é referência no sul da Bahia no atendimento à mulher em situação de violência sexual, disponibilizando equipes multiprofissionais capacitadas para acolhimento, realizando testagem para ISTs, além de ser a unidade credenciada para realização de aborto legal em casos de violência sexual.
No mês dedicado às mulheres é importante destacar alguns números que seguem preocupando e alertando o País: 192,8 mulheres foram estupradas por dia no Brasil em 2023, segundo o Mapa de Segurança Pública de 2024. A cada seis horas, uma mulher é vítima de feminicídio no País (FBSP 2023).
Rede intersetorial

A unidade integra uma importante rede intersetorial para atendimento às vítimas de violência em Ilhéus. Todo o acolhimento é feito por uma equipe multiprofissional, que envolve profissionais do Serviço Social, da Obstetrícia e da Enfermagem. Caso a vítima sinalize a necessidade de acompanhamento psicológico, esta equipe também é acionada. O objetivo é evitar que a paciente faça muitos percursos, refazendo o caminho do sofrimento. A assistência, a partir daí, segue de for
Fluxo
Hospital Materno-Infantil de Ilhéus celebra a chegada do bebê de número 10 mil
Três anos, três meses e 13 dias depois de ter sido inaugurado pelo Governo da Bahia, o maior projeto de atendimento público às gestantes, puérperas e bebês no sul da Bahia, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, gerido pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF), em Ilhéus, chegou nesta quarta-feira (19) à marca de 10 mil bebês nascidos na unidade. Maria Flor nasceu aos 48 minutos de desta quarta-feira (19), com 3,425 kg e 51 centímetros, no Centro de Parto Normal (CPN), orientada pelas enfermeiras obstetras do setor.

A bebê é filha da vendedora Maria Eduarda Ramos, de 20 anos, e do motorista Hellinghton Rodrigo dos Santos, de 30 anos. É a primeira filha do casal, que mora no bairro do Malhado, em Ilhéus. Maria Eduarda começou a sentir as primeiras contrações ainda em casa, ontem, por volta das 5 e meia da tarde. Às seis horas deu entrada na Emergência Obstétrica da unidade e foi imediatamente encaminhada para o CPN. “Foi tudo maravilhoso, rápido. Me senti protegida, ajudada e segura”, assegura. Mãe e filha seguem sendo acompanhadas pela equipe multidisciplinar da unidade. Maria Flor já recebeu todas as vacinas e teve seu Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) realizado na Unidade de Registro Civil instalada na próxima unidade.

Referência
Busca por visita guiada ao Hospital Materno-Infantil de Ilhéus cresce quase 90% e atrai cada vez mais gestantes
Conhecer o funcionamento do hospital, saber o que levar no momento da internação e identificar o momento certo de procurar a emergência obstétrica. Esses são alguns dos benefícios da visita guiada oferecida semanalmente pelo Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade do Governo da Bahia gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS).

A iniciativa inclui um tour pela unidade, apresentação de fotografias e explicação sobre métodos humanizados de parto, proporcionando mais segurança e tranquilidade às gestantes e seus acompanhantes. Desde seu início, em 2022, o serviço tem registrado um crescimento constante na procura. O número de visitantes subiu de 145 no primeiro ano para 162 em 2023 e, em 2024, já alcançou 302 participantes, um aumento de 86% em relação ao ano anterior.
Após 94 dias de internamento, Haynarú Rudá, o curumim de maior prematuridade do Hospital Materno-Infantil de Ilhéus, recebe alta
Foram 94 dias de internamento, 71 deles nas Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), em Ilhéus. Nesta quinta-feira (20), finalmente, a alta médica. Haynarú Rudá, o indígena com maior prematuridade já registrado desde a inauguração do HMIJS, segue para a Aldeia Itapoã, na região de Olivença, litoral sul do município, onde sua família reside. Uma despedida emocionante foi organizada pelos profissionais do Materno-Infantil. Haynarú Rudá, acompanhado dos pais, deixou o hospital sob aplausos, em meio a uma decoração com balões roxos (cor que simboliza a prematuridade) e brancos.
Nunca fez tanto sentido a escolha do nome do curumim. Haynarú vem do Patxohã, língua dos Pataxó, etnia do pai, da região de Porto Seguro, e significa “Nasceu caçador”. Rudá, de origem tupi, língua dos Tupinambá, etnia da mãe, significa “Divindade do Amor”. Haynarú Rudá nasceu no dia 16 de novembro do ano passado, pesando apenas 980 gramas e medindo 37 centímetros. O parto natural ocorreu no primeiro dia da 26ª semana de gestação.

Para marcar essa grande vitória, a mãe, Laís, professora na aldeia e artista plástica, pintou uma camisa especialmente para a data. Haynarú Rudá também trouxe em sua vestimenta a marca da tradição de seu povo. Durante mais de três meses, os pais não se afastaram do hospital, e os profissionais que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não mediram esforços para vencer o desafio da prematuridade. Na retaguarda, a equipe de terapeutas ocupacionais e psicólogos ajudou a garantir o bem-estar emocional da família.
Psicóloga especialista em sexologia aplicada passa a atender no projeto piloto do Ambulatório Trans do Materno-Infantil de Ilhéus
O projeto piloto de atendimento à comunidade trans, no Ambulatório do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, ganhou um importante reforço para o público LGBTQIAPN+: a psicóloga Fernanda Brandão. Pós-Graduada em Sexologia Aplicada e com formação em Terapia Sexual, Fernanda Brandão passa a integrar a equipe de profissionais do hospital da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerido pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) e, dentre inúmeras agendas rotineiras na unidade, como acompanhamento psicológico a gestantes, puérperas e familiares, também ofertará semanalmente consultas para pessoas transexuais. A comunicóloga e historiadora Leslie Sá foi a primeira mulher trans atendida nesta nova fase do projeto, no final da tarde da última terça-feira (11).
“Trata-se de um grande passo na luta pela implementação integral do ambulatório, que é o nosso sonho”, comemora Leslie. Ela considera de grande importância a disponibilização de mais esse serviço. “Trabalhar a saúde mental é primordial no processo de transição, até para que a pessoa entenda a sociedade em que está inserida e saiba lidar também com os seus próprios traumas”, afirma. “A cabeça estando boa, o corpo também vai estar”, completa Leslie.
Testes de Triagem Neonatal asseguram mais qualidade de vida aos recém-nascidos do Materno-Infantil de Ilhéus
O Teste do Pezinho é um exame de sangue que permite identificar doenças graves em recém-nascidos. No Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), o teste é ofertado para os recém-nascidos que permanecem internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) por mais de sete dias após o nascimento.

A enfermeira Iamara Fonseca explica o critério adotado pela instituição: “Um RN nascido em parto normal e sem intercorrências vai para casa em 24 horas. Em caso de cesariana, o tempo de permanência no hospital é, em média, de 48 horas. Só que, de acordo com o Programa Nacional de Triagem Neonatal, o Teste do Pezinho, no padrão ouro, deve ocorrer entre o 3º e o 5º dia de nascimento”, explica. “Por isso, orientamos os pais a se dirigirem ao posto de saúde do seu município dentro desse prazo, considerado mais seguro para o exame”, completa. O HMIJS realizou, no ano passado, 712 testes do pezinho em RNs na UTI, segundo o serviço ambulatorial da instituição.
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