:: ‘Hospital Materno-Infantil de Ilhéus’
Setembro Amarelo ganha iniciativas no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, promove o “Setembro Amarelo”, mês de conscientização sobre a Prevenção ao Suicídio. A unidade hospitalar realiza debates e atividades de valorização da autoestima para pacientes e colaboradores, sob a coordenação das suas equipes de Psicologia e Terapia Ocupacional. Os números, no âmbito nacional, mostram a importância da iniciativa. Em 16 anos, o número de mortes relacionadas com depressão cresceu 705% no Brasil. Este índice tem como base os dados do sistema de mortalidade do Datasus.

Nos últimos dias, o HMIJS promoveu entre puérperas que aguardam alta hospitalar dos seus recém-nascidos a leitura de um texto sobre “Saúde mental materna – quem te materna quando você está maternando?”. Uma blitz musical, com a participação especial do cantor Serginho, também percorreu alas e corredores da unidade e reuniu um coral formado por colaboradores da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS), entidade gestora do hospital. Diretores e coordenadores receberam e acolheram funcionários em troca de turno. Um cantinho do Desabafo foi criado para que os colaboradores pudessem expressar o seu momento e quisessem fazer o seu relato de forma anônima.
Agosto Dourado, do Hospital Materno-Infantil de Ilhéus, chega à comunidade Tupinambá do Acuípe do Meio

Isy Amõkamby. Em tupi significa “Mãe, amamente”. A frase estampada na parede da aldeia Tupinambá, lembrava ontem (10), as comemorações do Agosto Dourado. A ação comemorativa ao incentivo ao aleitamento materno, promovida pelo Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), ultrapassou o muro da instituição e foi parar na aldeia da comunidade de Acuípe do Meio, em Ilhéus. Diretoria e colaboradores, ao lado dos técnicos e enfermeiros do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia (DSEI Bahia), promoveram palestra e assistiram apresentações teatral e de cordel, para estimular a iniciativa desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A palestrante foi a enfermeira Brenda Valles, coordenadora da UTI Neonatal do HMIJS, que falou sobre a importância e o estímulo à amamentação. Diversas mulheres da etnia – gestantes e puérperas – participaram da iniciativa. Os Povos Originários do sul da Bahia receberam com festa a equipe, com direito a cocar e dança de boas-vindas. A ação é mais um movimento do hospital, da FESF e do Governo do Estado, através da Sesab, para a implantação do programa de atenção especializada para os povos originários. O hospital será, em breve, o primeiro da Bahia e o segundo do Brasil a contar com um serviço deste perfil.

Reconhecidos
Banho de Ofurô passa a integrar os modelos de terapia ofertados aos recém-nascidos do HMIJS

Um balde com água e a imersão por, no máximo, 15 minutos, do recém-nascido envolto em um cueiro a uma temperatura entre 36,5 a 37ºC, em um recipiente que recrie o ambiente do útero materno. O balde de ofurô é a mais recente novidade implantada nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. De acordo com a responsável pela iniciativa, Virgínia Marilena, o banho terapêutico é direcionado para RNs desde o primeiro dia de vida, desde que seja elegível pelas equipes de enfermagem, de fisioterapia e médica, e o bebê esteja mais estável e direcionado a receber o benefício.

O relaxamento é total e na maioria das vezes o RN, em seguida, dorme. A temperatura e os movimentos dentro d´água além de garantir a manutenção da homeostase (o equilíbrio corporal) e da temperatura, de acordo com especialistas, preservam a evolução do neurodesenvolvimento do bebê prematuro. “Esses recém-nascidos têm uma tendência natural a perder temperatura. Por isso essa técnica é extremamente importante e saudável”, explica a fisioterapeuta. A terapia também ajuda a manter os níveis de saturação e frequência cardíaca na normalidade. O bebê ganha peso e reduz o nível de estresse proveniente do ambiente de uma UTI.

O banho de ofurô é ofertado dentro da própria UTI, monitorado por uma equipe multidisciplinar. A iniciativa passou a integrar outros modelos de terapia já adotados pelo Hospital Materno-Infantil, a exemplo do Polvo Terapêutico e da Redeterapia, que auxiliam no processo de recuperação do recém-nascido. Nestes dois últimos casos, a ação é desenvolvida apenas entre os RNs que já se encontram na UTI Intermediária.
Hospital Materno-Infantil de Ilhéus se consolida como importante campo de prática para estudantes de Medicina

Inaugurado em dezembro de 2021, pelo Governo do Estado, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, tem se consolidado como um importante campo de prática para estudantes de medicina das Universidades Estadual de Santa Cruz (UESC), Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Faculdade Santo Agostinho (FASA). No momento, o hospital abriga, em regime de internato, 50 graduandos do quinto e sexto anos destas unidades superiores de educação, com o objetivo de que estes alunos tenham uma vivência prática em Obstetrícia e Pediatria, realizando o atendimento aos pacientes com a supervisão de um médico. Trata-se de uma atividade que funciona como o estágio obrigatório, regulamentada pelo Ministério da Educação (MEC). Pelo menos 35% do curso de Medicina deve ser dedicado ao internato.

O diretor-médico do HMIJS, Samuel Branco, explica que a Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS), entidade gestora do hospital, é signatária do Contrato de Organização da Ação Pública da Saúde (COAP), um acordo de colaboração firmado entre os entes federativos e as escolas de medicina, no âmbito de uma região de saúde, com o objetivo de organizar e integrar as ações e os serviços de saúde na região, garantindo a integralidade da assistência à população. “Com o perfil de hospital-escola, passamos a contribuir com formação médica qualificada para o nosso território”, assegura a diretora-geral do HMIJS, enfermeira Domilene Borges.

Vivência
Projeto Doulas Comunitárias está sendo implantado no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, está em fase final de implantação do Projeto “Doulas Comunitárias”. São mulheres que se dispõem a apoiar física e emocionalmente outras mulheres no momento do trabalho de parto, de forma voluntária. A diretora do hospital, Domilene Borges, destaca que algumas pacientes que passaram pela unidade, já vivenciaram esta experiência. Mas destaca que o serviço não pode ser privilégio de poucas, mas sim, um serviço à disposição de todas, uma política pública da instituição.

Geralmente as doulas são mulheres que já passaram pela experiência do parto e da maternidade, tendo uma visão positiva deste evento. Devem possuir capacidade comunicativa e atitude ética e empática para com as pacientes e profissionais do hospital, que fazem todo o acompanhamento clínico da paciente. A palavra “Doula” vem do grego “mulher que serve”.
Domilene lembra que em setembro de 2022 uma Lei foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Ilhéus permitindo a presença de doulas sempre que solicitado pela parturiente nas maternidades, hospitais, casas de parto e demais estabelecimentos de saúde públicos ou contratados pela rede municipal, e demais hospitais da rede privada. Quando implementado, a presença das doulas será permitida durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, bem como nas consultas e exames de pré-natal, informa a diretora.
Dirigentes da OAB fazem visita-guiada e conhecem avanços do primeiro ano de funcionamento do Hospital Materno-Infantil de Ilhéus

A justiça e a saúde pública à serviço da cidadania. Esses princípios foram reforçados hoje pela manhã, durante visita que dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subsecção Ilhéus, fizeram ao Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus.

Eles participaram de um encontro onde foram apresentadas as principais ações do hospital desde sua inauguração, em dezembro de 2021, e de uma visita-guiada, conduzida pela diretora do HMIJS, Domilene Borges, oportunidade em que conheceram as dependências e o funcionamento da unidade hospitalar.
Parto natural dura 15 horas em hospital infantil de Ilhéus
A experiência vivenciada pela paciente Malena Sampaio, neste final de semana, no Hospital Materno-Infantil de Ilhéus, em defesa do parto natural, relatada por ela nas redes sociais, viralizou e ganhou até um comentário do governador do estado, Rodrigues.
Internada para o nascimento de Eva, sua primeira filha, Malena comemorou o fato de o bebê ter nascido sem nenhuma interferência cirúrgica. “Vencemos o sistema cesarista que existe no Brasil e afirmo que essa foi a maior aventura das nossas vidas”, escreveu.
Paciência
Foram 15 horas de trabalho de parto, no Centro de Parto Normal (CPN) do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio. O tempo todo ela esteve acompanhada do marido, pela enfermeira obstétrica Flávia, a auxiliar de enfermagem Maria e a doula Andréia.
Vara da Infância promove seminário sobre Justiça Restaurativa para servidores do Hospital Materno-Infantil de Ilhéus

Dentre as diversas atribuições no atendimento prestado no Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, destaca-se a atenção às mulheres com múltiplas peculiaridades. Há casos de gestantes e puérperas que desejam entregar os filhos para adoção, mulheres e meninas que se submetem ao aborto legal, realização de partos de homens transexuais, e crianças e adolescentes vítimas de violência física e sexual. Para a juíza da Vara da Infância e da Adolescência da Comarca de Ilhéus, Sandra Magali Mendonça, estas situações impõem encaminhamentos e notificações para atuação da rede de proteção, que interessam à Justiça Restaurativa, que pode intervir com formas de prevenção de conflitos, promoção da pacificação e de uma ambiência harmoniosa através do diálogo seguro com mulheres e familiares. A Justiça Restaurativa é a justiça de valor. Aquela que abre espaço ao diálogo e oferece ao cidadão os seus direitos.

Por estes motivos, o Tribunal de Justiça da Bahia e a Vara da Infância da Comarca de Ilhéus estão promovendo, nos próximos três dias (quarta, quinta e sexta-feiras), o I Seminário destinado a servidores da saúde do HMIJS, com temas relacionados à infância e juventude na perspectiva das Práticas Restaurativas. O evento acontece nos dias 8, 9 e 10, no Hospital Materno-Infantil e tem como meta a educação permanente dos servidores da saúde do SUS de Ilhéus em temas relacionados às crianças e adolescentes, proporcionando a integração dos trabalhadores na área de saúde, sensibilizando-os a atuarem conjuntamente na observância dos parâmetros legais. Além de palestra, o evento conta com oficinas em grupos.
O primeiro bebê nascido em 2023 no Hospital Materno Infantil de Ilhéus

Théo, nome próprio de origem grega que significa “Deus Supremo”, é o primeiro bebê nascido no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, em 2023.

Filho do casal Henrique Sodré e Eduarda Almeida, residentes no município, Théo nasceu aos 36 minutos do primeiro dia do ano, de parto natural, pesando 3.690 kg e medindo 52 centímetros.
O bebê foi recebido com festa pela equipe plantonista do HMIJS.
Construído pelo Governo do Estado e administrado pela FESF, Hospital Materno-Infantil de Ilhéus completa um ano

Nesta terça-feira 6, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, completa um ano de funcionamento. Nesse período, foram realizados aproximadamente três mil partos, com cerca de 4.600 internações, contemplando, também, gestantes que fizeram algum tipo de tratamento ou passaram por alguma intercorrência que não fosse o parto. Com 105 leitos, destinados à obstetrícia, à gestação de alto risco, pediatria clínica, UTI neonatal, UTI Pediátrica e centro de parto normal, integrados à Rede Cegonha e atenção às urgências e emergências, o Materno-Infantil funciona 24 horas, tem acesso por demanda espontânea, sendo referenciado por parte significativa da região sul da Bahia. O investimento do estado foi de aproximadamente 40 milhões de reais, entre obras e equipamentos.

O HMIJS atende às regiões de Ilhéus e Valença, no baixo-sul, totalizando 20 municípios do interior baiano. No entanto, a unidade já acolheu gestantes e bebês de 89 municípios da federação, sendo 69 da Bahia e 20 de outros estados, a exemplo do Espírito Santo, Pernambuco, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Maranhão. Os boletins estatísticos do hospital apontam para a realização de mais de 30 mil exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Já o número de consultas e atendimentos ambulatoriais ultrapassou a marca de 2.200. O número de recém-nascidos atendidos e internados na UTI Neonatal foi de 220.

Cuidados e humanização no atendimento
Das crianças nascidas no Hospital Infantil, 98 por cento realizaram testes da triagem neonatal, a exemplo do teste do Pezinho, Linguinha, Ouvido e Coração. Todos estes são métodos para detecção precoce de doenças nos recém-nascidos, oportuniza ágeis intervenções para a continuidade do cuidado após a alta na maternidade. Na Unidade Interligada do Cartório de Registro Civil, instalada na unidade, foram emitidas 1.110 certidões de Nascimento gratuitas até o último dia 30. Todos os bebês também saíram da unidade com o Cadastro de Pessoa Física (CPF).

No período de um ano, diversas campanhas de humanização no atendimento foram colocadas em prática pela equipe da FESF, a exemplo do Polvo Terapêutico – cujo objetivo é disponibilizar o brinquedo melhorando a frequência cardíaca e o índice de saturação de oxigênio nos bebês internados na UTI Neo – e da rede adaptada ao tamanho do paciente dentro da incubadora. A iniciativa ajuda a criança a adquirir uma posição mais confortável, simulando a posição intrauterina. Cursos de arteterapía e experiências com aromaterapia também foram disponibilizados às puérperas, cujos filhos permaneceram internados.
Visitas guiadas apresentam semanalmente a estrutura do hospital às gestantes, apresentando as possibilidades e condições oferecidas para o parto. Palestras sobre controle de natalidade ou até mesmo da convivência diária para as mães que aguardam a alta hospitalar, são permanentemente realizadas. Vacinas e acompanhamentos de pré-natal de alto risco são feitos no ambulatório da unidade.
UTI Pediátrica

Já em funcionamento, sob regulação, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica tem o perfil clínico, sendo composta por uma equipe multiprofissional com médicos intensivistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e fonoaudiólogos e, dentre as especialidades oferecidas, estão neuropediatria, gastropediatria e nefrologia infantil.
Consciência Ambiental
Situado em uma região referência da Mata Atlântica brasileira, o Hospital estabeleceu parcerias em defesa da sustentabilidade. Em 60 dias de campanha, mais de 500 mudas de pau-brasil foram doadas às crianças nascidas na instituição. Muitas deram o feddback com registros das plantações feitas nos quintais das residências. A campanha teve como objetivo sensibilizar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) para a importância da valorização da vida e defesa do meio ambiente. A iniciativa uniu o projeto de extensão do Horto-Florestal, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) numa parceria com a Fundação Estatal Saúde da Família (FESF SUS), gestora do hospital.

Recentemente, a FESF e a Cooperativa de Catadores Consciência Limpa (Coolimpa), assinaram um termo de cooperação e parceria visando o desenvolvimento de um programa de coleta seletiva para fins de reciclagem dos resíduos sólidos produzidos pelo hospital.
Aprendizado e troca de experiências
Para fomentar os processos de formação da educação dos profissionais e de trabalhadores da saúde, o hospital incorporou à suas ações, uma parceria com a Escola de Saúde Pública do Estado da Bahia para o recebimento de discentes provenientes das Universidades da região, onde estudantes de duas ou mais profissões ou escolas distintas, trocam experiências e aprimoram a colaboração e qualidade dos cuidados e serviços.
O próximo passo a ser dado é transformar o HMIJS na primeira maternidade da Bahia a elaborar um plano de ação para a execução de um programa de incentivo da atenção especializada para os povos indígenas do estado. O HMIJS já atende, por mês, em média, 60 gestantes que se autodeclaram indígenas. Com a iniciativa, o atendimento ganhará qualificação na prestação do serviço, respeitando contextos interculturais, cuidados tradicionais e a presença de atividades de educação permanente nas aldeias, dentre outros importantes eixos, conforme previsto em Portaria do Ministério da Saúde. Na Bahia, existem 35 mil indígenas, de 20 etnias, distribuídos em mais de 130 aldeias. Juntos, eles representam 0,5 por cento da população indígena do Brasil.
Em um ano de atividade, o HMIJS ainda é uma criança. Mas já proporciona ações inovadoras em uma região da Bahia que antes era carente de um modelo de serviço totalmente público, acolhedor e humanizado. Neste um ano, o ritmo pareceu único. Um ritmo que pede que o tempo não pare. E que a vida seja o maior sentido dessa história que está apenas começando.













