:: ‘recém nascidos’
Parceria do Hospital Materno Infantil com a UESC retoma distribuição de mudas de Pau-Brasil a recém-nascidos

A renovação de uma parceria, que começou ano passado, entre o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), com a distribuição de mudas de pau-brasil, uniu hoje a consciência pela preservação ambiental às tradições históricas dos Povos Originários Tupinambá, do território de Ilhéus. Juntos, diretores e colaboradores do hospital e da universidade, mais lideranças da etnia, oficializaram a entrega de mais 300 mudas da planta, dando início a mais uma etapa do Projeto “Pau-Brasil é vida”, idealizado pela unidade hospitalar.

A proposta reuniu idealizadores e defensores de um projeto que visa valorizar uma planta nativa das florestas tropicais da costa brasileira, que chegou a entrar em processo de extinção com a exploração dos portugueses no início da colonização do Brasil. Ainda hoje, de forma ilegal, a madeira é exportada para a Europa. No Velho Continente é muito cobiçada e utilizada na fabricação do arco de violino. Mas já fora utilizada pelos índios para a pintura dos seus corpos.

Banho de Ofurô passa a integrar os modelos de terapia ofertados aos recém-nascidos do HMIJS

Um balde com água e a imersão por, no máximo, 15 minutos, do recém-nascido envolto em um cueiro a uma temperatura entre 36,5 a 37ºC, em um recipiente que recrie o ambiente do útero materno. O balde de ofurô é a mais recente novidade implantada nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. De acordo com a responsável pela iniciativa, Virgínia Marilena, o banho terapêutico é direcionado para RNs desde o primeiro dia de vida, desde que seja elegível pelas equipes de enfermagem, de fisioterapia e médica, e o bebê esteja mais estável e direcionado a receber o benefício.

O relaxamento é total e na maioria das vezes o RN, em seguida, dorme. A temperatura e os movimentos dentro d´água além de garantir a manutenção da homeostase (o equilíbrio corporal) e da temperatura, de acordo com especialistas, preservam a evolução do neurodesenvolvimento do bebê prematuro. “Esses recém-nascidos têm uma tendência natural a perder temperatura. Por isso essa técnica é extremamente importante e saudável”, explica a fisioterapeuta. A terapia também ajuda a manter os níveis de saturação e frequência cardíaca na normalidade. O bebê ganha peso e reduz o nível de estresse proveniente do ambiente de uma UTI.

O banho de ofurô é ofertado dentro da própria UTI, monitorado por uma equipe multidisciplinar. A iniciativa passou a integrar outros modelos de terapia já adotados pelo Hospital Materno-Infantil, a exemplo do Polvo Terapêutico e da Redeterapia, que auxiliam no processo de recuperação do recém-nascido. Nestes dois últimos casos, a ação é desenvolvida apenas entre os RNs que já se encontram na UTI Intermediária.
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