:: ‘Gilberto Gil’
Drão

Afonso Dantas
Um pai perdeu uma filha. É triste. Um pai nunca deveria perder uma filha.
Confesso que não acompanhava muito a carreira de Preta Gil, mas era impossível não ver as coisas que ela fazia, pela exposição de mídia que tinha. E, coisa difícil para quem é filha de uma super estrela, como Gilberto Gil, conseguiu brilhar muito também. E ocupou seu espaço.
E nesse espaço teve bloco no carnaval do Rio, fez música, shows, atuou como atriz e empoderou muitas mulheres pelo país, quebrando tabus, como a exposição do corpo fora dos padrões estabelecidos e também pelos discursos em defesa das minorias e da liberdade sexual. Com isso, ganhou seguidores, mas incomodou muita gente, pois quem brilha, incomoda, pois não é todo mundo que se acostuma com a luz.
Mas, ao contrário da carreira de Preta, sempre acompanhei com muito interesse a carreira de um dos maiores gênios da música de todos os tempos, Gilberto Gil. Conheço quase todas as suas músicas e admiro suas incursões por tantos gêneros musicais, como a mpb, o reggae, o funk (o verdadeiro), o rock e o reggae, sempre com muita qualidade e com sucessos que fazem parte de nossa vida.
Preta e a dupla dor de Gilberto Gil

Gerson Marques
Em 1991, encontrei Gilberto Gil no aeroporto de Ilhéus, e juntos seguimos para Castelo Novo, onde participaríamos de uma manifestação em defesa da Lagoa Encantada. Naquela época, Gil, além de ser um músico de renome internacional, era vereador em Salvador pelo Partido Verde. A conversa durante o trajeto foi longa e, posso dizer, mágica, daquelas em que as frases nem precisam ser completadas, porque o interlocutor já entende tudo na mesma sintonia, na mesma “vibe”.
No retorno, já próximo ao aeroporto, ainda no mesmo dia (sim, naquela época havia vários voos diários entre Ilhéus e Salvador), tomei coragem e toquei em um assunto delicado. Perguntei a Gil como ele, sendo um artista tão sensível, lidava com a perda recente de seu filho, Pedro Gil, que faleceu em um trágico acidente de carro a poucos metros de casa, no Rio de Janeiro.
Foi então que Gil, com sua sabedoria, trouxe à tona a palavra “holística”. Ele me explicou que tudo no mundo está interligado, que todas as coisas têm um sentido, inclusive a morte. Para ele, a morte, como todos os processos naturais, não representa o fim, mas uma passagem, uma mudança de estágio. “Somos estrelas”, disse ele, “fazemos parte do universo, estamos sempre por aqui.”
Essas palavras me marcaram profundamente. Eu já conhecia o termo “holístico”, mas nunca havia ouvido uma definição tão poderosa, capaz de dissolver, naquele momento, qualquer peso ou dor associados à tragédia.
Agora, refletindo sobre a perda de Preta, o segundo filho que Gil perde, tento me colocar em seu lugar, oferecer minha solidariedade na dor. Imagino o quanto ele deve estar devastado. Mas, ao mesmo tempo, lembro-me de suas palavras sobre o mundo holístico e busco conforto nelas. Sei que ele também encontra amparo nessa visão. Afinal, estamos todos de passagem no tempo, nos reciclando naturalmente para a jornada cósmica que sempre empreendemos. Somos, de fato, estrelas, as estrelas de Deus.
Uesc aprova concessão de título de Doutor Honoris Causa para Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil

O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Santa Cruz (Consu/Uesc) aprovou, em sua 79ª reunião ordinária, a primeira do ano de 2024, realizada na tarde de quinta-feira, 8 de fevereiro, a concessão dos títulos de Doutor Honoris Causa para Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, Francisco Buarque de Holanda e Gilberto Passos Gil Moreira.
O reitor da Uesc, Professor Doutor Alessandro Fernandes lembra que no próximo mês de abril, a Universidade comemora 50 anos de implantação do seu campus. Nesta ocasião, faremos a cerimônia de concessão dos títulos honoríficos de Doutor Honoris Causa ao baterista Sabará, ao musico Kokó e ao memorialista José Nazal.
Alessandro Fernandes explica que em 2023 a nossa Universidade, por meio do Consu, fez a opção de entregar o título a três personalidades regionais. Este ano nós estamos indicando três personalidades em nível nacional e internacional, mas com relações muito fortes com a nossa cultura.
“Entre as justificativas para concessão dos títulos está a importância dos laureados para sociedade brasileira, não apenas como dos cantores, compositores e escritores, mas também como defensores das diversas causas humanitárias”, justifica o reitor.
Manhã de Primavera da Curumim homenageará Gilberto Gil

Uma peça teatral abordando o sentido da vida deu início, nesta quinta-feira(20), à programação da Manhã de Primavera que a Escola Curumim promove todos os anos para saudar a chegada da Estação das Flores. O evento chega à 28a. edição e será encerrado na manhã do próximo dia 30 de setembro na, Alameda da Juventude, em Itabuna.

Este ano, a Manhã de Primavera terá como tema uma releitura da música “Domingo no Parque”, do cantor e compositor baiano Gilberto Gil . “Vamos fazer uma releitura, de forma lúdica, da música que fala de vida, morte , amizade e amor . Vamos falar do amor pela vida”, diz uma das diretoras da Curumim, Maria Rita Prudente.
A atividade tem início às 8 horas da manhã e, além de de pessoas ligadas a escola itabunense, atrai um grande público para assistir às apresentações.
“Demarcação Já!”, uma homenagem de mais de 25 artistas aos povos indígenas do Brasil
Pelo direito à terra, pelo direito à vida!
#DemarcaçãoJá Letra: Carlos Rennó, Música: Chico César,Direção: André Vilela D’Elia, Produção: Cinedelia
Artistas: Ney Matogrosso/ Maria Bethânia/Gilberto Gil/Djuena Tikuna/Zeca Pagodinho/Zeca Baleiro/Arnaldo Antunes/Nando Reis/Lenine/Elza Soares/Lirinha – José Paes de Lira/Leticia Sabatella/José Celso Martinez Corrêa/Tetê Espíndola/Edgard Scandurra/Zélia Duncan/Jaques Morelenbaum/Dona Onete/Felipe Cordeiro/Criolo/Marlui Miranda/BaianaSystem/Margareth Menezes/Céu
Osba convida Gil, Baby e Saulo para comemorar 50 anos do TCA
Gilberto Gil, Saulo, Baby do Brasil, Filhos de Gandhy, Jackson Costa e os jovens dos Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba). Este é o time convidado para o show de comemoração dos 50 anos do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O concerto será realizado neste sábado (4), a partir das 18h30, na Concha Acústica, tendo o Balé do TCA (BTCA) e a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) como anfitriões.
Nos ajustes finais de preparação para a grande noite, o maestro da Osba, Carlos Prazeres, destaca que show será um verdadeiro presente para o público, que vai lotar as arquibancadas da Concha. “Estou muito feliz por fazer parte desse momento histórico. Esse evento foi pensado a partir da importância histórica desses 50 anos e ninguém melhor para representar esse significado que os nossos convidados. Quem estiver presente no show vai também entrar para essa história”, afirma o regente, que está à frente da Osba desde 2011.
Os ingressos para o show, que custavam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), já estão esgotados. A apresentação do cinquentenário vai ser inciada com exibição do vídeo ‘Kick On Taish To?’, do Balé Teatro Castro Alves. O vídeo é um stop motion, realizado em locações na Concha Acústica (durante as obras de reforma), na Sala Principal e em todos os outros espaços do TCA.
Carnaval do Pelô homenageia Tropicalismo com show de Gil e Capinam

Várias gerações de baianos e turistas voltaram ao final dos anos 60 nesta sexta-feira (24), no Largo do Pelourinho, onde um palco foi montado pelo Governo do Estado para, neste Carnaval, homenagear os 50 anos de Tropicalismo. O governador Rui Costa, que assistiu aos shows da sacada do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) acompanhado da primeira-dama Aline Peixoto, exaltou a diversidade cultural do Carnaval do Pelourinho.
“Aqui, independente de qual seja o gosto musical, o folião vai se encontrar. Aqui as pessoas se encontram no seu ritmo, na sua forma de curtir o carnaval, seja pra dançar, ou pra assistir um show”, comentou o governador, que acrescentou que vê mudanças no carnaval. “Acredito que estamos vivendo uma transformação, não sei se exatamente voltando às origens do carnaval ou se algo vai se reinventar, mas a gente percebe essa mudança, neste momento em que os trios sem corda ganham a força do carnaval de rua”, afirmou.
Gilberto Gil, Capinam e Caetano Veloso, que fez participação surpresa nos shows, tocaram grandes sucessos do período tropicalista, como Soy Loco por ti América e Alegria Alegria, emocionando milhares de pessoas no Largo do Pelourinho. Caetano acredita que o carnaval da Bahia encorajou o surgimento do movimento tropicalista. “não haveria Tropicalismo se não tivesse havido o trio elétrico. A canção Atrás do Trio Elétrico, uma das primeiras que fiz no Tropicalismo, foi feita por causa do carnaval da Bahia e encorajou o uso da guitarra elétrica fora e dentro do carnaval”, afirmou.
Tropicália
O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquatro Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais.
Waldomiro de Deus e a Nossa Senhora de mini saia

Tela da artista plástica e curadora de artes Juraci Masiero Pozzobon, homenageando um dos momentos marcantes da carreira do naif Waldomiro de Deus, em plena Rua Augusta (centro de São Paulo), no final dos anos 60.
Foi o período da Tropicália, em que Waldomiro fez parte ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e Cia., em que pintou uma Nossa Senhora de mini saia, traje que o artista chegou a usar, numa época em que uma parte da classe artística mergulhou na guerrilha contra a Ditadura Militar e outra partiu para o desbunde.
Arte e historia numa mesma tela.
Chico Buarque e Gilberto Gil apoiam Dilma
A presidente Dilma Rousseff ganhou um apoio de peso, nesta segunda semana do segundo turno. Em informação antecipada pelo Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda decidiu gravar uma declaração de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que será exibida no horário eleitoral gratuito.
Chico é um entusiasta da política externa iniciada no governo Lula, com o chanceler Celso Amorim, e mantida por Dilma. “Este é um governo que não fala fino com os Estados Unidos nem grosso com a Bolívia”, disse Chico, numa frase célebre. Ele defende a política de integração com os países latino-americanos e também uma postura menos subalterna do Brasil em relação aos Estados Unidos.
Outro ícone da MPB, Gilberto Gil, que apoiou Marina Silva no primeiro turno, declarou em video que vai votar na candidata petista no segundo.
“Eu votei em Marina, sou do Partido Verde, é a candidata do Partido Verde. Vou votar em Dilma no segundo turno. Convivi com ela em ambiente de governo, em situação, enfim, de ministério, que decisões precisavam ser tomadas, que a disputa pelo orçamento se dava, e ela sempre tratou o Ministério da Cultura com muito respeito, muito apreço, dando a ele muita importância”, disse Gilberto Gil. (do Brasil 247)













