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Governador lança aplicativo de intermediação para mão de obra

Baianos autônomos que desejam aumentar a sua carteira de clientes e potencializar as chances de contratação dos seus serviços agora contam com nova ferramenta. O governador Rui Costa lançou, nas manhã desta segunda-feira (26), no auditório do Ministério Público, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, o Contrate.BA, serviço de intermediação de mão de obra autônoma. O objetivo é promover a contratação de trabalhadores que prestam serviços autônomos com as facilidades de um aplicativo para celular e um portal na web, garantindo a confiabilidade do serviço disponibilizado. O aplicativo está disponível para Android e será disponibilizado para IOS em cinco dias úteis. O contrate.ba.gov.br já está no ar.
“Estamos lançando o aplicativo já com 1.300 prestadores, mas a ideia é passar rapidamente para mais de dez mil prestadores. Vamos facilitar a vida de autônomos, como eletricista, encanador, cuidador de idoso, babá, jardineiro, e tantos outros. Hoje muita gente procura esses serviços e fica pedindo indicação, porque não sabe onde encontrar. Do outro lado, tem muita gente querendo trabalhar, que sai distribuindo cartão, panfleto. O Contrate.Ba vai unir as duas necessidades, quem oferece o serviço e quem quer contratar, tudo isso no aparelho de celular, muito fácil e simples”, explicou Rui.
Os profissionais serão cadastrados na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), responsável pelo Contrate.BA, e poderão se inscrever, inicialmente, em 50 tipos de atividades. Nesta primeira etapa, a nova ferramenta digital terá abrangência em Salvador e Lauro de Freitas. Poderão se habilitar no serviço técnicos de manutenção de eletrodomésticos; personal trainers; técnicos de manutenção de automóveis; pintores; personal organizers; web designers; fotógrafos; maquiadores; eletricistas; enfermeiros; diaristas, dentre outros.
Indústria cacaueira amplia suas atividades na Bahia e gera 500 empregos
A Joanes (Olam) anunciou hoje (15) a ampliação da sua unidade de processamento de cacau em Ilhéus. Serão R$150 milhões em novos investimentos e a previsão de gerar mais 75 novos empregos, segundo a direção da multinacional.
A Olam possui diversos negócios na Bahia, como a maior fazenda de pimenta do reino do mundo, em Porto Seguro, e assumiu mundialmente a vice-liderança nas exportações de café, com sua fazenda sediada em Luís Eduardo Magalhães. Para firmar parceria entre o governo e a indústria, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner e o vice-presidente da Olam, Srinivasan Kimdambi, assinaram o protocolo de intenções que dobra a produção atual. Serão mais de 80 mil toneladas por ano de cacau que deverão ser distribuídas no Brasil e no mundo, em produtos variados como o líquor, torta, manteiga e pó de cacau.
“Temos recebidos diversos empresários dispostos a investir na Bahia, ampliando ou instalando novos empreendimentos, porque enxergam o potencial econômico do Estado. Estamos trabalhando para duplicar estradas e construir novos portos de escoamento”, explicou Wagner.
A intenção da Olam é expandir e diversificar produtos. “Para isso investimos R$ 5milhões em um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos em Ilhéus, disse o vice -presidente da multinacional, Kimdambi.
Em 2016, o país produziu 146.998 toneladas de cacau e, desse total, 68,9% foi frutificado no sul da Bahia, o que representa 101,308 toneladas, segundo a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). A expectativa é chegar a 274 mil toneladas em 2017, 28% a mais que a safra de 2016. Os dados são do IBGE.
SineBahia coloca 5.907 trabalhadores no mercado de trabalho no mês de maio
O Serviço de Intermediação para o Serviço (SineBahia), vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado (Setre), encerrou o mês de maio com 5.907 colocados no mercado de trabalho formal. O resultado é 82,2% maior do que o registrado pelo serviço no mesmo período do ano anterior e o melhor desempenho entre os meses de maio, desde 2014.
“Os números do SineBahia refletem o bom desempenho da Bahia na geração de novos postos de trabalho, quando fomos o único estado da Região Nordeste a apresentar saldo positivo de empregos formais entre janeiro a abril de 2017”, destaca a titular da Setre, Olívia Santana.
Os setores que mais contrataram foram Agropecuária (35%) e Serviços (37%). Do ponto de vista dos municípios, a capital baiana lidera o número de contratações, com 1.174 postos de trabalho ocupados. Os demais municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) respondem por 31% do resultado. No interior, os destaques são para Teixeira de Freitas, no extremo sul (544 contratados), Juazeiro, no norte (371 contratados), Guanambi, no sudoeste (346 contratados) e Jequié , no centro sul (273 contratados).
Golpe custou 1,5 milhão de empregos
A política do “quanto pior, melhor”, colocada em marcha pela aliança entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas eleições presidenciais de 2014, e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), viabilizou o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas custou muito caro para a sociedade brasileira.
Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho revelam que foram perdidos 1,5 milhão de empregos com carteira assinada em 2015, primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, que enfrentou um Congresso paralisado pelo agenda do impeachment e das pautas-bomba.
O resultado foi o pior desde 1985. Com isso, o Brasil terminou 2015 com um total de 48,061 milhões de empregos com carteira assinada – abaixo de 2014 e de 2013. O rendimento real (ajustado pela inflação) do trabalhador brasileiro, em média, caiu de R$ 2.725,28, em 2014, para R$ 2.655,60, em 2015. Isso representa uma queda de 2,56% no rendimento.
No início de 2015, um dos líderes do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman, indicou o caminho para o “quanto pior, melhor”, ao dizer que o impeachment só viria se houvesse deterioração econômica. “Sobra o caminho legal do impedimento, que só acontecerá se o agravamento das condições econômicas e políticas persistirem a ponto de mobilizar o povo e os partidos para uma solução que, de qualquer forma, ainda que legal e democrática, não deixa de ser traumática”, disse ele (Brasil247)
A Copa 2014 e o Brasil campeão fora de campo
Geraldo Simões (*)
Estamos a dois dias da Copa do Mundo e se sente a retomada de um clima de otimismo no Brasil, contrariando os prognósticos pessimistas e alarmistas criados pela mídia nos últimos meses, principalmente depois das manifestações do ano passado.
Em junho passado vimos manifestações espontâneas eclodirem em todo o País, reivindicando melhorias no transporte, saúde e educação. Manifestações que explodiram em solidariedade aos estudantes e à juventude paulista, que foi duramente reprimida pela polícia do Governo de São Paulo, e se alastraram por todo o território brasileiro. Nosso Governo Federal rapidamente se abriu ao diálogo e a Presidenta Dilma recebeu representantes do movimento contra o aumento das tarifas de transporte e pelo passe livre.
No entanto, setores da mídia e da oposição, junto com alguns setores radicalizados, pouco identificados politicamente, mas claramente adeptos da violência, passaram a hegemonizar, em pequenos grupos, as manifestações. As grandes massas progressivamente se afastaram das ruas deixando patente, de forma silenciosa, seu repúdio ao vandalismo. Inclusive existe um sentimento generalizado da população contra o acirramento da violência.
Tudo isto tem gerado um movimento esquizofrênico em nosso País. Por um lado temos um avanço considerável no período democrático mais estável de todos os tempos vividos pelo Brasil. É um desafio para qualquer pessoa, com o mínimo de consciência de nossa história, poder citar um período de vigência da democracia e estabilidade econômica mais longo e significativo como o vivido nos últimos tempos.
Temos muito a destacar, mas creio suficiente falar sobre o emprego que logramos nos últimos 10 anos. Hoje temos a grata notícia que, o mês de maio deve indicar a geração de mais de 100 mil empregos, ficando no mesmo nível que abril passado. Isto em um País onde se dizia, em governos passados, que o emprego de carteira assinada iria acabar.

O emprego não acabou e cresceu tanto nos últimos governos do PT, que os economistas mencionam que nossa economia sofre a maldição do capitalismo… O pleno emprego, fenômeno que eles analisam com consequências negativas, por gerar inflação, ocasionada pelo excesso do consumo dos trabalhadores; gerar pressões por maiores salários, por parte dos trabalhadores que querem melhoria de condições de vida e por provocar a diminuição de lucros dos empresários, desestimulando o investimento e reduzindo a perspectiva de crescimento do PIB.
Este raciocínio, em síntese seria: estamos mal, porque o emprego está bom demais. Temos que gerar desemprego para criar mais condições de lucro e ai sim, gerar mais crescimento da economia. Isto é um absurdo, apesar deste ser o discurso implícito que a oposição faz ao anunciar austeridade e necessidade de contenção do salário mínimo, entre outras coisas.
Como mencionou um conceituado colunista, “o governo favoreceu o acesso do povo a bens pessoais. Qualquer barraco de favela contém geladeira, TV, máquina de lavar e telefones celulares. Desonerou-se a “linha branca”, congestionaram-se as ruas de carros graças ao crédito facilitado”. ( artigo de Frei Betto- FSP 10/06/20014). Posso adicionar também: o Governo atuou decisivamente no combate à extrema pobreza e à fome com o Bolsa Família, facilitou a aquisição de casas próprias como nunca, avançou em políticas sociais, facilitou o acesso da juventude às universidades e, por meio das políticas sociais, promoveu a inclusão.
Apesar de tudo de positivo que conquistamos, há algo errado. Fruto de uma campanha insidiosa da grande imprensa, alguns setores sociais têm se deixado influir por um sentimento pessimista. Os grandes meios de comunicação têm martelado diariamente a população com notícias de um pessimismo alarmante, inclusive por meio de vídeos e peças publicitárias feitas no exterior.
No entanto, a maioria esmagadora da população brasileira sabe reconhecer os avanços conquistados e não se deixará submeter pelo grasnar das aves agourentas.
Como sempre se diz, o brasileiro é teimosamente otimista. Sabe que temos muito que avançar. Mas isso não impede que ele reconheça os avanços conquistados e quem realmente defende seus interesses.
Geraldo Simões é deputado federal pelo PT
Taxa de desemprego cai e fecha novembro em 4,6%
A taxa de desemprego no país fechou o mês de novembro em 4,6%. O dado foi divulgado hoje (19) na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o menor da série histórica – iniciada em 2002, e o mesmo registrado em dezembro de 2012, que havia sido 4,6%.
O índice é também inferior ao registrado em novembro de 2012 (4,9%). Em outubro deste ano, a taxa havia sido 5,2%.
O contingente de pessoas desempregadas (1,1 milhão) caiu 10,9% em relação a outubro, mas manteve-se estável na comparação com novembro de 2012. Já o contingente de empregados (23,3 milhões de pessoas) manteve-se estável em ambas comparações.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,8 milhões) ficou estável em relação a outubro deste ano, mas cresceu 3,1% na comparação com novembro do ano passado.
Entre as categorias profissionais, todas mantiveram praticamente o mesmo número de postos de trabalho de outubro. Na comparação com novembro do ano passado, o comportamento foi semelhante para a maioria das categorias, com exceção da indústria, que teve queda de 3,9% (menos 145 mil postos de trabalho), e dos serviços domésticos, com redução de 12,2% (menos 186 mil postos).
Rota abre vagas para portadores de deficiência
A Rota Transportes está recebendo currículos para análise de pessoas com deficiência visando o preenchimento de vagas para as funções de Cobrador, de Serviços Gerais e de Assistente de Arrecadação.
Os interessados devem enviar currículo para os seguintes emails: cintia.miranda@rotatransportes.com.br ou barbara.duarte@rotatransportes.com.br
Desemprego em 2012 fica em 5,5% e é o menor em dez anos, diz IBGE
O Brasil registrou em 2012 uma taxa média de desemprego de 5,5%, a menor taxa desde o início da série histórica em 2002, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (31). Em 2011, o desemprego havia fechado em 6%. Mesmo após o pior ano em termos de geração de emprego formal em uma década, a taxa de desemprego caiu em dezembro para novo recorde, ficando a 4,6% no último mês, segundo o IBGE. Esta é a menor taxa de desemprego desde o início da atual série histórica do IBGE, em 2002. O antigo recorde é de dezembro de 2011, quando o indicador ficou em 4,7%.
O baixo desemprego –garantido principalmente pelo setor de serviços– sustentou a demanda dos consumidores e ajudou a evitar uma recessão no ano passado. A renda em alta também ajudou neste quadro.
Emprego segurou a economia
A economia brasileira, que deve ter crescido menos de 1% em 2012 de acordo com economistas, gerou 1,3 milhão de postos formais de trabalho em 2012, segundo pesquisa do Ministério do Trabalho. Esta foi a pior taxa desde 2003, segundo o ministério, e foi influenciada pelo mau desempenho da economia.
Analisadas em conjunto, as duas pesquisas sugerem que a geração de emprego, ainda que mais lenta, continua suficiente para absorver os trabalhadores que chegam ao mercado. De novembro de 2011 a novembro de 2012, a população economicamente ativa cresceu em 591 mil pessoas segundo o IBGE, enquanto que a população ocupada aumentou em 633 mil pessoas. Para 2013, o Ministério do Trabalho espera a criação de 2 milhões de novos postos de trabalho. (do Uol)
OLHA AÍ, A CAMPANHA DE FINAL DE ANO DO GOVERNO DA BAHIA
Para compartilhar com os baianos as realizações do Governo do Estado durante o ano de 2011, a agência Leiaute criou a campanha “Olha Aí’. As peças mostram a construção de uma nova Bahia, com mais saúde, educação, moradia, estradas, ferrovia, emprego e desenvolvimento.
A campanha já está no ar e conta com as seguintes peças: filme, jingle, anúncio de jornal e revista, outdoor, busdoor, internet e Elemídia.
Ficha Técnica – Filme
Redator: Paulo Fernandes, Dude e Raul Rabelo
Direção de Arte: Gustavo Batinga e Ian Valadares
Direção de Criação: Carlinhos Andrade, Gustavo Batinga (Head of Art) e Raul Rabelo
Atendimento: Eduardo Saphira, Marcelo Carneiro, Poena Carmo e Renata Melo
Produção RTVC: Carla Matos, Lara Lima e Marcelo Costa
Mídia: André Borges, Adriano Souza e Cláudio Freitas
Produtora de Vídeo: Movimento Filmes
Diretor: Jonga Oliveira
Produtora de Aúdio: Sagaz Áudio
Diretor: Moisés Souto (Momó)
Aprovação: Robinson Almeida
Ficha Técnica – Mídia Impressa
Redator: Paulo Fernandes
Direção de Arte: Gustavo Batinga e Ian Valadares
Direção de Criação: Carlinhos Andrade, Raul Rabelo e Gustavo Batinga (Head of Art)
Atendimento: Eduardo Saphira, Poena Carmo, Marcelo Carneiro e Renata Melo
Produção Gráfica: Gigi Chicchiaretta, Rafael Villas-Bôas, Sandra Lisboa
Arte-final: Marcelo Almeida
Banco de Imagem: Marina Palmeira
Fotografia e ilustração: Desconstrutora
Aprovação: Robinson Almeida
Ficha Técnica – Internet
Criação: Patricia Almeida, Paulo Fernandes e Victor Menezes
Direção de Criação: Carlinhos Andrade, Gustavo Batinga (Head of Art) e Raul Rabelo
Atendimento: Eduardo Saphira, Marcelo Carneiro, Poena Carmo e Renata Melo
Produção Eletrônica: Carla Matos, Lara Lima e Marcelo Costa
Arte-final: Marcelo Almeida
Produtora: TAO
Aprovação: Robinson Almeida
OBRAS DA FERROVIA OESTE-LESTE MUDAM A ECONOMIA EM 20 MUNICÍPIOS
O vai e vem dos caminhões e dos mais de dois mil trabalhadores fazem parte da construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste- Leste (FIOL). Desde o início deste ano, estão sendo feitas obras entre Caetité, no sudoeste, e Ilhéus, no sul do estado, distantes aproximadamente 537 km. Os quatro eixos de trabalho cortam 20 municípios.
De acordo com o vice-governador e secretário de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar, com a expectativa da chegada da ferrovia muitas mineradoras estão se instalando em Brumado. “Os investidores estão adquirindo áreas e fazendo prospecções de minérios de ferro no oeste. E claro, se vem economia, vem desenvolvimento social, capacitação, treinamento de mão de obra e emprego”, comemora.
Para o coordenador de Infraestrutura da Casa Civil do Governo do Estado, Eracy Lafuente, a FIOL é um vetor de transporte de cargas, que promove a oportunidade de desenvolver parques ligados aos grãos, minérios e etanol, três grandes cadeias que favorecem a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e a descentralização da economia.
Aproximadamente 70 milhões de toneladas devem ser transportadas por ano pela FIOL – pelo menos 50 milhões corresponderão a minérios. “Hoje, o escoamento se faz por rodovias e cria um custo operacional em termos de transporte muito elevado. À medida que o custo diminui, a exportação é favorecida e é possível potencializar a produção”, conclui Eracy Lafuente.
Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões, quando estiver em pleno funcionamento a estrada de ferro, com 1.500 quilômetros de extensão, vai interligar o Porto Sul, em Ilhéus, à ferrovia Norte-Sul, em Figueirópolis, no Tocantins.
Geração de emprego e renda
Atualmente, a atividade nas frentes de trabalho envolve a compactação de pedras, detonação dos espaços rochosos e nivelamento da área. Em diversos galpões, montados ao longo do trecho Caetité-Ilhéus, são fabricadas as aduelas – bueiros para escoamento de água – e os dormentes, suporte transversal do trilho.
Carpinteiro há onze anos, Noel Joaquim dos Santos Filho, 34, agora tem emprego fixo. “Desde que entrei na obra, há oito meses, já consegui reformar e ampliar minha casa. Aqui temos muitas oportunidades, inclusive com a possibilidade de trabalhar nas novas empresas que estão chegando”, afirma.
Edilson Ramos da Silva, de 30 anos, colocava o último concreto de uma das muitas galerias, que vão servir de base para o escoamento de água, instalada abaixo dos trilhos. O ajudante de pedreiro deixou para trás os trabalhos temporários de servente para ser um profissional da construção, com carteira assinada. “A ferrovia mudou minha vida e a dos meus colegas também, é aqui que estou construindo meu futuro” acredita.
As empresas de minério movimentam a economia em Brumado. Maria Dantas Porto, 45, recepcionista da Pousada Renascer, percebeu a mudança quando as vagas nos estabelecimentos da cidade ficaram escassas. “Não temos mais vaga até o mês de abril. Uma mineradora fechou um pacote com a gente para instalar seus funcionários. Em mais dois outros hotéis de médio porte, o mesmo aconteceu. Se continuar assim, ano que vem vai precisar de mais pousadas pra dar conta da demanda”, disse.
As obras são acompanhadas de perto pelos moradores. Genir Batista dos Santos, 69 anos, há mais de 50 mora em Barra do Rocha. Ele afirma que seu conhecimento da região ajudou na elaboração do projeto. “Eu falei para os engenheiros que o nível da água ia subir dois metros no trecho onde o trem iria passar, eles reavaliaram o projeto e mudaram”, garante.















