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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘cuba’

Médicos cubanos dizem que objetivo é ajudar a melhorar saúde da população

Ao desembarcar, na madrugada de hoje (2), em Brasília, médicos cubanos disseram que o objetivo de sua vinda para o Brasil é humanitária e que pretendem ajudar a melhorar a saúde da população. “Eu acho que trabalhar nas áreas carentes é uma grande experiência para todos nós. É muito lindo ajudar todo o povo que necessita de nossa ajuda, de nosso trabalho”, disse a médica Roxana Galliardo. “Minha expectativa é ajudar o povo brasileiro a melhorar sua saúde. Tenho 20 anos de experiência e já trabalhei em outros países, como a Venezuela e o Paraguai, em áreas muito carentes”, reforçou Ramon Flore.

Um pequeno grupo aguardou os médicos estrangeiros para dar-lhes boas-vindas, com bandeiras de Cuba e do PT. A médica Lázara López também ressaltou que veio para contribuir. Chegando para receber entre 40% e 50% do total do pagamento de R$ 10 mil repassado pelo governo brasileiro, Lázara não faz comparações entre trabalhar em Cuba ou no Brasil. “Não é questão de ser ou não vantajoso para nós. Nós só fazemos isso por solidariedade”. (da Agencia Brasil)

Com praias, cultura e história, Cuba quer atrair turistas brasileiros

Daniel Thame

O mar do Caribe, de beleza incomparável

Com o esfacelamento da União Soviética, responsável por 85% do comércio externo de Cuba, no início dos anos 90 do século passado, o turismo deixou de ser uma opção para se transformar na única saída capaz de evitar a derrocada da ilha caribenha, o que significaria  colocar um ponto final na Revolução Socialista comandada por Fidel Castro e Che Guevara.

Fidel, por sinal, sempre foi contra a abertura de Cuba para o turismo, já que juntamente com o bônus da enxurrada de dólares e euros, vem o ônus do aumento da prostituição, das drogas e do risco do contato dos cubanos com o estilo de vida capitalista que para a maioria dos cubanos soa como a encarnação do inferno na terra.

O turismo começou como uma atividade tímida em Varadero, balneário localizado há cerca de 150 quilômetros de  Havana, a capital cubana, banhado pelo estonteante mar do Caribe, com suas águas azul turquesa e praias de areia branca. Parcerias entre o Governo de Cuba e grupos espanhóis, como o Meliá, plantaram os primeiros resorts em Varadero, destinados basicamente a turistas europeus e canadenses (os norteamericanos, por conta de um bloqueio econômico brutal imposto pelos EUA depois que Fidel declarou o caráter socialista da Revolução, precisam fazer roteiros de malabarista para chegar à Ilha).

nos hotéis, cionforto e opções de lazer

Duas décadas depois, Cuba se consolida como um dos principais destinos turísticos do Caribe. Varadero já rivaliza com Cancun, balneário mexicano, com cerca de 20 mil leitos de hotel, todos na categoria cinco estrelas e serviços all inclusive (hospedagem, refeições, bebidas, serviços de lazer/entretenimento). Varadero abriu o caminho e hoje os hotéis se estendem por Cayo Largo,  Cayo Blanco, Cayo Villa Clara. Cayo Guillhermo, Holguim, Isla de La Juventud (ideal para mergulhos), Cinfuegos, Morón, Camaguey e Guardalavaca.

Os resorts oferecem todos os tipos de serviços: restaurantes, bares, danceterias, boutiques, quadras poliesportivas, academias de ginástica, lan house, veleiros, etc.  Por cerca de 110 dólares (ou 100 CUCs, a prosaica e valorizadíssima moeda paralela que Cuba criou para o turismo) é possível nadar com golfinhos em pleno mar e depois comer lagostas num restaurante rústico na praia.

O PARAISO EM VARADERO

hotel em Varadero, maior polo turístico de Cuba

Varadero ainda dispõe de um aeroporto internacional e Cayo Santa Clara de um aeroporto nacional. A faixa litorânea destinada aos turistas é uma espécie de uma Ilha da Fantasia, reduto capitalista dentro de uma ilha socialista. Não havia outra saída: era entregar os anéis para não ter que entregar os dedos. Ou as mãos todas.

“É maravilhoso. Temos toda estrutura, serviços de alto nível e um mar lindo, sem contar com a simpatia dos cubanos, que estão sempre com um sorriso no rosto”, afirma o turista canadense Michel Hart, que acompanhado da mulher e dos três filhos, passa o terceiro verão seguido em Varadero. “Está melhor e mais barato do que Cancun.  Os hotéis são magníficos, com inúmeras opções de lazer”, extasia-se a turista espanhola Manuela Rodrigues. O turismo no litoral de Cuba é, essencialmente, um turismo de família. Quem quiser agitação, que vá a Havana.

Os números mostram o acerto da abertura para o turismo. Cuba possui atualmente cerca de 62 mil leitos de hotéis (habitaciones) e recebe na temporada 2013 cerca de 2 milhões e 800 mil turistas. Desse total, 1 milhão e 100 mil turistas vem do Canadá, seguido de longe pelo Reino Unido com 150 mil turistas, Alemanha com 100 mil, México, Argentina, Italia e França com 80 mil turistas cada um.  O Brasil ocupa um modesto 19º. lugar, com apenas 16 mil turistas visitando Cuba.

O turismo gera cerca de 100 mil empregos diretos e 300 mil empregos indiretos em Cuba, gerando uma receita anual de 2 bilhões e 200 milhões de dólares. O diretor comercial do Ministério do Turismo de Cuba, Jose Manoel Bisbé, explica que a Havanatur, agencia estatal de turismo, pretende  ampliar o número de brasileiros na ilha, através de estratégias de marketing e do estreitamento das relações com os agentes de turismo. “Temos laços  muito fortes com o Brasil  e  Cuba é um lugar que vale a pena ser visitada pelos brasileiros, seja pelas belezas naturais, seja pelo patrimônio histórico e cultural”, diz Bisbé.

CUBA E BRASIL

Cayo Villa Clara: velejar no mar azul turquesa do Caribe

As novelas brasileiras são uma mania incontrolável em Cuba e atualmente está no ar “Avenida Brasil”. Os cubanos param para se envolver com a engraçada família de Tufão e as maldades de Carminha.  A Cubana Aviacion acaba de retomar o vôo semanal São Paulo-Havana, com saída às quintas-feiras do aeroporto de Congonhas e escala em Caracas, na Venezuela.

Bisbé revela ainda que novos hotéis estão sendo construídos e/ou em fase de conclusão, aumentando a capacidade de hospedagem e que o Ministério do Turismo pretende diversificar as atividades turísticas, hoje concentradas no litoral, que responde por 80% do movimento. Uma das alternativas é o “turismo de saúde”, para pessoas que desejam fazer tratamento médico no país. Outra é o turismo cultural, em cidades com Santa Clara, onde está o memorial em homenagem a Che Guevara, Remédios, Santiago, Trinidad, Pinar del Rio e Havana. Também está prevista a construção de novos shoppings centers em Varadero e Havana.

O diretor do Ministério de Turismo reconhece que é preciso investir nas telecomunicações. Fazer uma ligação telefônica para o exterior é difícil e caríssimo (cerca de 12  reais o minuto, para o Brasil) e acessar a internet é quase como ganhar na loteria.

Fazer turismo em Cuba é relativamente barato. Um pacote de uma semana em Varadero, com voo São Paulo-Havana, translado, hospedagem em hotel all inclusive e tour de um dia em Havana, custa em torno de três mil reais. É mais barato do que um pacote idêntico em qualquer capital nordestina. E, quesito importante, é absolutamente seguro. Em qualquer cidade cubana, Havana incluída, é possível passear a qualquer hora do dia e da noite sem correr o menor risco de ser assaltado.

hotéis all inclusive são um convite ao lazer

Em Havana, o máximo que pode ocorrer é ser abordado por um vendedor de charuto do mercado negro. Esses estão por toda a parte, mas não são inconvenientes e já fazem parte da paisagem.

O turismo foi, inevitavelmente, a saída para tirar a economia de Cuba da UTI. Hoje, abre as portas para quem quer conhecer um país único na história da América Latina, a ilha de onze milhões de habitantes, que há mais de meio século encara com altivez a maior potência do planeta, localizada a algumas dezenas  de milhas de distância.

Ou apenas para se divertir em meio às paisagens exuberantes, praias paradisíacas e  um clima de alegria, sensualidade e musicalidade que só o Caribe sabe produzir e que Cuba sintetiza como ninguém.

 

O jornalista Daniel Thame visitou Cuba a convite da Havanatur,

agência de turismo do governo cubano

Mais dois mil médicos cubanos chegam ao Brasil

De hoje (30) até o final desta semana chegam ao Brasil mais 2 mil médicos cubanos para a segunda etapa do Programa Mais Médicos. Hoje, os primeiros 135 profissionais de Cuba desembarcam em Vitória. Na próxima segunda-feira (7), os 2 mil cubanos iniciam o módulo de avaliação que tem duração de três semanas com aulas sobre língua portuguesa e o sistema brasileiro de saúde pública. As informações são do Ministério da Saúde.

Além dos 2 mil cubanos, os 149 médicos com diploma do exterior que foram selecionados para a segunda fase do Mais Médicos iniciam o módulo de avaliação no dia 7. As aulas ocorrerão no Distrito Federal, em Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte.

Na primeira fase do Programa Mais Médicos, 400 profissionais cubanos chegaram ao Brasil e passaram por curso de formação e avaliação. A previsão do Ministério da Saúde é trazer ao país, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos. Esses profissionais vêm ao Brasil por meio de um acordo intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Assim como os médicos com diploma do exterior que se inscreveram individualmente, os cubanos que vêm pelo acordo com a Opas não precisam passar pelo Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior) e, por isso, terão registro provisório por três anos para atuar na atenção básica e com validade restrita ao local para onde forem designados.

A Alambique agora é internacional: jornalistas baianos são imortalcoolizados na Bodeguita del Médio

Teixeira e Thame: mojito e imortalidade

Neste chão do cacau onde brotam mais literatos do que apreciadores de uma boa cachaça, é páreo duro competir com as co-irmãs Academia de Letras de Itabuna (Alita) e Academia Grapiuna de Letras (Agral), pródigas na profusão de imortais.

Mas, a Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidade, Quimeras, Utopias, Etc., a gloriosa Alambique, é pequetita  pero cumpridora, na modéstia de suas imortaacoolizações no ABC da Noite, do Caboclo Alencar.

Na semana passada, a Alambique rompeu as fronteiras do Sul da Bahia, da Bahia e do Brasil, atravessou o oceano, atravessou o mar do Caribe e promoveu duas imortacoolizações em Cuba.

Xeo e Thame: o fotografo perdeu o foco e os copos

E não apenas em Cuba, mas na Bodeguita del Médio, o boteco mais famoso do mundo.

A honra coube aos jornalistas baianos José Carlos Teixeira e Valter Xéo, este uma espécie de embaixador informal de Cuba na Bahia.

Teixeira e Xeo foram imortalcoolizados pelo presidente vitalício, imortalicio e ditatorialicio da Alambique, Daniel Thame, com direito a mojito  e sem discurso de Fidel, o Castro, que tinha mais o que fazer.

A imortalcoolização de Teixeira e Xeo foi por méritos…

Medicos cubanos irão para áreas de extrema pobreza

Os municípios do Norte e do Nordeste serão os maiores beneficiados com a vinda do grupo de 400 médicos cubanos contratados pelo governo brasileiro. Segundo o ministério da Saúde, 91% deles (364 profissionais) irão atuar nessas duas regiões, sendo que a maioria estará em cidades com baixo IDH. “334 médicos cubanos vão para 182 municípios com 20% ou mais em situação de extrema pobreza”, anunciou o ministro Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa que divulgou os números da segunda etapa do programa Mais Médicos.

Nesta segunda fase, 514 novos municípios e 25 distritos indígenas solicitaram 1.165 profissionais. Em relação aos profissionais, houve candidatura de 3.016 médicos, sendo 1.414 formados no Brasil e 1.602 diplomados no exterior. Este grupo atenderá a 29,4% dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico ao longo do chamamento individual, que deu prioridade a brasileiros com diplomas do Brasil e a brasileiros formados no exterior antes de convocar estrangeiros de países como Espanha, Argentina e Portugal.

Já os 400 cubanos contratados por meio de um convênio do governo brasileiro com a OPAS (Organização Panamericana da Saúde) serão direcionados a 219 localidades (206 municípios e 13 DSEIs). Nas regiões Norte e Nordeste, a grande maioria trabalhará em unidades básicas de saúde de 187 localidades (69 municípios e 12 distritos indígenas no Norte e 105 municípios e um distrito indígena no Nordeste). Os 36 demais médicos irão para áreas carentes em 26 cidades do Sudeste e em seis do Sul.

“Com a participação dos profissionais cubanos, já neste primeiro mês do programa, conseguiremos oferecer médicos a uma parte dos 701 municípios que não tinham sido selecionados por nenhum médico brasileiro, nem estrangeiro”, disse Alexandre Padilha. “Este é ainda o primeiro passo, estamos no primeiro mês de chegada dos profissionais. O grande esforço do Ministério da Saúde é garantir o cumprimento da demanda total dos municípios prioritários e vamos fazer tudo o que for preciso para isso”, reforçou o ministro. (do Brasil 247)

Autor de novela da Rede Globo que transforma hospital em manual do crime e da putaria ataca médicos cubanos

Putaria e crime no hospitaç da novela: que moral Walcyr tem para atacar os médicos cubanos?

Autor de “Amor à vida” e colunista de Época, o jornalista Walcyr Carrasco diz que os estrangeiros do Mais Médicos estão sendo escravizados; “constato que os médicos cubanos se tornaram um novo tipo de escravo, vendido pelo seu país, a quem aceita pagar”; no entanto, ninguém fez tão mal à imagem dos hospitais privados quanto o novelista da Globo. Na sua novela Amor à Vida, médicas matam enfermeiras, o dono só tem olhos para as curvas da secretária e médicos se pegam com advogadas no elevador. Ali, o que menos importa é a saúde.

Como Carrasco, aparentemente, mal conhece o assunto, ele decidiu escrever sobre o tema em sua coluna semanal da revista Época. E, das mãos do Carrasco, saiu o artigo “Escravos cubanos”, onde ele entra na onda dos que dizem que os médicos de Cuba vieram ao Brasil em “aviões negreiros” (para entender por que cubanos não são escravos leia aqui artigo de Hélio Doylesobre o tema).Imaginava-se que a vaia de médicos cearenses aos cubanos, que envergonharam o Brasil, seria capaz de conter a onda de preconceito. No entanto, aos poucos, o movimento que incita o ódio ideológico recrudesce. (do Brasil 247)

Lula diz que reação à chegada de médicos cubanos “é abominável”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira o programa Mais Médicos, do governo federal, e disse ser “abominável” a atitude de profissionais de saúde brasileiros que receberam com vaias e xingamentos os médicos cubanos que desembarcaram em Fortaleza, no Ceará, esta semana.
“Acho abominável um grupo de pessoas ir fazer protesto contra profissionais de outros países que fizeram um favor para nós, de vir aqui cobrir os lugares que os médicos brasileiros não querem ir”, disse Lula, que participou da comemoração dos 30 anos da Central Única do Trabalhadores (CUT) na noite desta quarta-feira.

Para Lula, os médicos cubanos “fizeram um favor para nós, de cobrir um lugar para onde os brasileiros não querem ir. Imagine a grandeza da atitude humanitária dessas pessoas, que não vêm aqui para a Avenida Paulista, para a avenida Copacabana”. O ex-presidente aproveitou para declarar seu apoio à presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, responsáveis pelo programa. “Quero de público dizer que sou totalmente solidário à companheira Dilma e ao companheiro Padilha pela coragem de trazer os médicos para o Brasil”.

Lula disse também que uma melhora da saúde pública no país depende de recursos financeiros e lembrou que, em 2007, o Senado derrubou a prorrogação da cobrança da CPMF, que tirou do governo bilhões destinados ao setor. “A elite brasileira derrotou no primeiro ano do meu segundo mandato a CPMF, tirando R$ 50 bilhões por ano. Se tivessem feito um pouco de manifestação naquele momento, não teríamos perdido. Aquela cobrança era a forma mais eficiente de fiscalizar a sonegação.” (do Valor Economico)

A foto que traduz uma vergonha brasileira

A foto acima diz tudo; um médico cubano negro, que chegou ao Brasil para trabalhar em um dos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum profissional brasileiro, foi hostilizado e vaiado por jovens médicas brasileiras; com quem a população fica: com quem se sacrifica e vai aos rincões para salvar vidas ou com uma classe que lhe nega apoio?

Em nenhum país do mundo, os médicos cubanos estão sendo tratados como no Brasil. Aqui, são chamados de “escravos” por colunistas da imprensa brasileirae hostilizados por médicos tupiniquins, como se estivessem roubando seus empregos e suas oportunidades. Foi o que aconteceu ontem em Fortaleza, quando o médico cubano negro foi cercado e vaiado por jovens profissionais brasileiras.

Detalhe: os cubanos, assim como os demais profissionais estrangeiros, irão atuar nos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum médico brasileiro, a despeito da bolsa de R$ 10 mil oferecida pelo governo brasileiro. Ou seja: não estão tirando oportunidades de ninguém. Mas, ainda assim, são hostilizadas por uma classe que, com suas atitudes, destrói a própria imagem. Preocupado com a tensão e com as ameaças dos médicos, o ministro Alexandre Padilha avisou ontem que o “Brasil não vai tolerar a xenofobia”.
Ontem, o governo também publicou um decreto limitando a atuação dos profissionais estrangeiros ao âmbito do programa Mais Médicos – mais um sinal de que nenhum médico brasileiro terá seu emprego “roubado” por cubanos, espanhóis, argentinos ou portugueses. Ainda assim, cabe a pergunta. Com quem fica a população: com o negro cubano que vai aos rincões salvar vidas ou com os médicas que decidiram vaiá-lo? (do Brasil 247)

50 médicos cubanos reforçam saúde em 22 municípios do interior baiano

 
Com a chegada de mais 50 médicos de Cuba, neste domingo (25), o atendimento à saúde será reforçado em 22 municípios do interior baiano. Os profissionais foram recebidos pelo secretário da Saúde do Estado, Jorge Solla, no Aeroporto Internacional de Salvador e vieram por meio do Programa Mais Médico, do governo federal, contratados por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Segundo o secretário, os 22 municípios foram escolhidos pela necessidade. “Muitos destes municípios há muito tempo tentam preencher estas vagas. Os médicos vão trabalhar em unidades de saúde da família que já existem, são postos de saúde montados e com equipes completas, muitas delas têm odontólogos, só faltava o médico”, destacou Solla.
Os médicos que chegaram neste domingo serão escalados para trabalhar nos municípios de Adustina, Araci, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes, Carinhanha, Cansanção, Central, Cocos, Coronel João Sá, Correntina, Formosa do Rio Preto, Itiúba, Jeremoabo, Macaúbas, Mansidão, Nova Soure, Remanso, Riacho de Santana, Serra Dourada, Sítio do Quinto, Souto Soares e Tucano.

Corem diante desta negra, doutores

A Dra. Natasha: lição de solidariedade

“Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário, fazemos por amor”, afirmou Nelson Rodrigues, 45.

“Nossa motivação é a solidariedade”, assegurou Milagros Cardenas Lopes, 61

“Viemos para ajudar, colaborar, complementar com os médicos brasileiros”, destacou Cardenas em resposta à suspeita de trabalho escravo. “O salário é suficiente”, complementou Natasha Romero Sanches, 44.

Poucas frases, mas que soam  como se estivessem sendo ditas por seres de outro planeta no Brasil que vivemos.

O que disseram os primeiros  médicos cubanos do grupo que vem para servir onde médicos brasileiros não querem ir deveria fazer certos dirigentes da medicina brasileira reduzirem à pequenez de seus sentimentos e à brutalidade de suas vidas, de onde se foi, há muito tempo, qualquer amor à igualdade essencial entre todos os seres humanos.

Porque gente que não se emociona com o sofrimento e a carência de seus semelhantes, gente que se formou, muitas vezes, em escolas de medicina pagas com o imposto que brasileiros miseráveis recolheram sobre sua farinha, seu feijão, sua rala ração, gente que já viu seus concidadãos madrugando em filas, no sereno, para obter um simples atendimento, gente assim    não é civilizada, não importa quão bem tratadas ejam suas unhas, penteados os seus cabelos e reluzentes seus carros.

Perto desta negra aí da foto, que para vocês só poderia servir para lavar suas roupas e pajear seus ricos filhinhos, criados para herdar o “negócio” dos pais, vocês nao passam de selvagens, de brutos.

Vocês podem saber quais são as mais recentes drogas, aprendidas nos congressos em locais turísticos, custeados por laboratórios que lhes dão as migalhas do lucro bilionário que têm ao vender remédios. Vocês podem conhecer o último e caro exame de medicina nuclear disponível na praça a quem pode pagar. Vocês podem ser ricos, ou acharem que são, porque de verdade não passam de uma subnobreza deplorável, que acha o máximo ir a Miami.

Mas vocês são lixo perto dessa negra, a Doutora – sim, Doutora, negra, negrinha assim!- Natasha é, eu lhes garanto.

Sabem por que? Por que ela é capaz de achar que o que faz é mais importante do que aquilo que ganha, desde que isso seja o suficiente para viver com dignidade material. Porque a dignidade moral ela a tem, em quantdade suficiente para saber que é uma médica, por cem, mil ou um milhão de dólares.

Isso, doutores, os senhores já perderam. E talvez nunca mais voltem a ter, porque isso não se compra, não se vende, não se aluga, como muitos dos senhores, para manter o status de pertenceram ao corpo clínico de um hospital, fazem com seus colegas, para que dêem o plantão em seus lugares.

Os senhores não são capazes de fazer um milésimo do que ela faz pelos seres humenos, desembarcando sob sua hostilidade num paìs estrangeiro, para tratar de gente pobre que os senhores nao se dispõem a cuidar nem querem deixar que se cuide.

Os senhores nao gritaram, não xingaram nem ameaçaram com polícia aos Roger Abdelmassih, o estuprador, nem contra o infleiz que extorquiu R$ 1.200 para fazer o parto de uma adolescente pobre, nem contra os doutores dos dedos de silicone, nem contra os espertalhóes da maternidade paulista cuja única atividade era bater o ponto.

Eles não os ameaçaram, ameaçaram apenas aos pobres do Brasil.

Estes aì, sim, estes os ameaçam. Ameaçam a aceitação do que vocês se tornaram, porque deixaram que a aspiração normal e justa de receber por seu trabalho se tornasse maior do que a finalidade deste próprio trabalho, porque o trabalho é um bem social e coletivo, ou então vira mero negócio mercantil.

É isto que estes médicos cubanos representam de ameaça: o colocar o egoísmo, o consumismo, o mercantilismo reduzidos ao seu tamenho, a algo que não é e nem pode ser o tamanho da civilização humana.

Aliás, é isso que Cuba, há quase 55 anos, representa.

Um país minùsculo, cheio de carências, que é capaz de dar a mão dos médicos a este gigante brasileiro.

E daí que eles exportem médicos como fonte de receita? Nós não exportamos nossos meninos para jogar futebol? O que deu mais trabalho, mais investimento, o que agregou mais valor a um país: escolas de medicina ou esteiras rolantes para exportar seus minérios?

É por isso que o velhissimo Fidel Castro encarna muito mais a  juventude que estes yuppiescoxinhas, cuja vida sem causa  cabe toda dentro de um cartão de crédito.

Eu agradeço à Doutora Natasha.

Ela me lembrou, singelamente, que coração é algo muito maior  do que aquele volume que aparece, sombrio, nas tantas ressonâncias, tomografias e cateterismos porque passei nos últimos meses.

Ele é o centro do progresso humano, mais do que o cérebro, porque é ele quem dá o norte, o sentido, o rumo dos pensamentos e da vida.

Porque, do contrário, o saber vira arrogância e os sentimentos, indiferença.

E o coração, como na música de Mercedes Sosa, una mala palabra.

                                                                                                             Por: Fernando Brito





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