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Agricultura familiar baiana comemora Dia Mundial do Café com inovações, qualidade do produto e renda para o agricultor
Nesta quarta-feira (14), Dia Mundial do Café, a agricultura familiar comemora o crescimento da cafeicultura baiana, que ganha cada vez mais destaque no cenário nacional e celebra, principalmente, a renda no bolso do agricultor. O estado é o quarto maior produtor de café do país, e se destaca na produção do café tipo Arábica.
Com investimentos do Governo do Estado, associações e cooperativas vêm diversificando a produção, melhorando a qualidade do produto e se estruturando para alcançar novos mercados do Brasil e do exterior, com uma diversidade de marcas, classificadas entre o Tradicional, Gourmet, Especial, Premium, Superior e Orgânico, atendendo a todos os paladares e às exigências dos consumidores.
A Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), localizada na Chapada Diamantina, e a Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (Cooperbac), são exemplos de resultados desse apoio e, juntas, somaram R$2,7 milhões em faturamento, somente em 2020.
Desde 2015, já foram investidos mais de R$14 milhões no sistema produtivo do café, por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A expectativa é que, até 2022, seja aplicado um total de R$ 20 milhões no sistema produtivo do café.
Além da Coopiatã e Cooperbac, outros 10 empreendimentos da agricultura familiar recebem recursos do projeto, beneficiando diretamente mais 700 famílias, possibilitando agregar valor à produção e alavancar a comercialização dos produtos e a geração de renda.
A versatilidade do licuri produzido pela agricultura familiar baiana é um diferencial na produção de ovos de Páscoa
Nesta Páscoa, além do já tradicional e delicioso chocolate, vem ganhando cada vez mais o gosto de baianos e de brasileiros de outros estados, como São Paulo, o nosso licuri, também conhecido como o coquinho do Sertão. O licuri, produzido pela Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), com sede em Capim Grosso, marca presença e faz a diferença na produção de ovos de Páscoa como o Triplo Coco, da Mestiço Chocolates, que foi classificado em 1º lugar no ranking de avaliação de 25 ovos de Páscoa, entre os crocantes, pelo caderno ‘Paladar’, do jornal Estado de São de Paulo.
O Triplo Coco, da Mestiço Chocolates, uma empresa paulista, liderada por Rogério Kamei, baiano natural de Itabuna, é produzido com chocolate do município de Itacaré e o licuri da Coopes, caramelizado com açúcar orgânico. O produto contém ainda leite de coco 100% puro e azeite de babaçu. O Triplo Coco teve estoque limitado e já foi totalmente vendido. A empresa estuda a possibilidade de transformar a receita em algo permanente, na produção de barras ou bombons.
“Foi inesperado e muito gratificante, pelo nosso trabalho. E quando falo nosso trabalho, falo do trabalho de toda a cadeia, por conseguir mostrar aos brasileiros que temos criatividade e qualidade para competir, sem perder em nada para qualquer outro do mundo. Só precisamos explorar mais os nossos próprios ingredientes. Agradeço e parabenizo o trabalho da Coopes. Ficamos felizes em ter esta opção de insumo, e por reforçar o trabalho deles. O produto da cooperativa é muito bom”, destacou Rogério Kamei.
Mulheres rurais baianas mostram força do trabalho da agricultura familiar

Resistentes, guerreiras, fortes, corajosas, resilientes, as mulheres rurais somam 80% de participação na agricultura familiar, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na Bahia, elas se destacam na participação e gestão de associações e cooperativas, na lida na roça, e são fonte de inspiração para os jovens.
A agricultora familiar da zona rural do município de Irará, na comunidade de Sobradinho, Maria José Cerqueira dos Santos, acredita na força desse segmento, responsável por mais de 70% dos alimentos consumidos pelos baianos. “Labuto na roça desde criança e cresci nela. Foi na roça, com a produção de mandioca, fazendo beiju, que criei meus oito filhos e é dela que tiro o nosso sustento. Ensinei para meus filhos sobre o valor da terra e é esse aprendizado que passo para os meus três netos, quando eles assistem sentadinhos eu descascar mandioca”.
A luta, força e as conquistas de Maria são fontes de inspiração para sua filha, Ticiane Mirele, que está cursando o 3º ano da Escola Família Agrícola de Irará: “Vi o exemplo de luta da minha mãe, uma mulher guerreira, que quis me capacitar para conhecer mais a roça e valorizar o que a gente tem. Minha mãe me ensinou o valor de plantar, de colher e que mulher é capaz de se sustentar e sustentar suas famílias pelo trabalho na roça. Eu assumo minha origem e é nesta terra que quero viver”.
Maria e Ticiane fazem parte das milhares de mulheres que vêm sendo apoiadas no desenvolvimento de sistemas produtivos e na integração do mercado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que tem dedicado atenção especial à mulher rural, ampliando o acesso às políticas públicas.
Encontro discute linhas de créditos para a agricultura familiar de Itacaré
Representantes de 43 instituições públicas dos governos federal, estadual e municipal e ainda dirigentes de associações de produtores rurais e agricultores familiares de Itacaré participaram na manhã desta quinta-feira(11) de uma reunião para discutir sobre o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e demais linhas de crédito disponíveis para a agricultura. Na reunião também foi abordada a questão da organização produtiva e comercialização dos produtos da agricultura familiar, agregando valor econômico, gerando muito mais emprego e renda no campo.
Promovida pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável(CMDRS), em parceria com a Prefeitura de Itacaré, a reunião contou com a presença do vice-prefeito Genilson Souza, representando o prefeito Antônio de Anízio, secretários municipais, vereadores e representantes das mais diversas associações de pequenos agricultores do município. Também participaram representantes da CAR, Bahiater, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Colegiado Territorial e Banco do Brasil.
Durante o encontro o gerente do Banco do Brasil, Leandro Mansur, informou sobre as linhas de Pronaf, que podem ser operacionalizadas na agência, pactuando uma parceria entre instituição financeira e município. O objetivo é minimizar a dinâmica burocrática.
Chefs de cozinha baianos assinam receitas com ingredientes da agricultura familiar
Receitas com ingredientes tradicionais e saudáveis da agricultura familiar baiana, elaboradas por chefs de cozinha, cozinheiros e cozinheiras da Bahia, a exemplo da Moqueca Trilogia, da chef Tereza Paim, e Pão de Copioba, da padeira Andrea Albuquerque, estão disponíveis no Calendário 2021 do Bahia Produtiva, projeto do Governo do Estado executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Todas as receitas estão disponíveis no site www.car.ba.gov.br.
A ação é resultado de uma parceria consolidada entre a SDR/CAR e os profissionais da cozinha, para aproximá-los de associações e cooperativas da agricultura familiar. A parceria já rendeu atividades como as expedições gastronômicas por sistemas produtivos estratégicos na Bahia, com visitas de chefs de cozinha a comunidades rurais, e a Cozinha Show, que apresentou nas últimas edições da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, receitas elaboradas por cozinheiras e cozinheiros utilizando como ingredientes produtos da sociobiodiversidade baiana, produzidos pela agricultura familiar, a exemplo do cacau e chocolates especiais, licuri e farinha de copioba.
Primeiro dia do Terra Madre Brasil tem ingredientes da caatinga baiana em destaque

A abertura oficial do Terra Madre Brasil será nesta terça-feira (17), às 14h. O evento online conta com mais de 50 atividades, entre rodas de conversa, diálogos, oficinas do gosto e espaços educativos dedicados à cultura alimentar e será transmitido pelo Youtube do Slow Food Brasil.
O primeiro dia de evento será marcado por uma aula de cozinha e um bate-papo, que vai trazer reflexões sobre conservação do bioma e terá como foco as riquezas da Caatinga baiana, como umbu, maracujá da Caatinga, farinha de mandioca, queijo meia-cura e a manta de bode. :: LEIA MAIS »
Agricultura familiar do Sul da Bahia amplia mercado para chocolate premium
O segmento comercial de chocolates especiais vem crescendo na Bahia desde o início de segundo semestre, mesmo com os impactos negativos da pandemia da covid-19 que afetam a economia mundial. A Bahia Cacau, fábrica de chocolate da agricultura familiar, localizada no Sul da Bahia, que conta com recursos do Projeto Bahia Produtiva, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado (SDR), expandiu sua carteira de clientes de forma significativa.

Mix de produtos da Bahia Cacau
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Josias Gomes, O Governo do Estado tem investido na agregação de valor dos produtos da agricultura familiar. “São diversas cooperativas que estão aumentando a renda dos agricultores cooperados”. As Coopfesba que detém a marca Bahia Cacau e Natucoa são importantes incentivadoras de acesso ao crédito rural através dos projetos que seus técnicos elaboram, além de incentivar a exploração extrativista ecologicamente sustentável na agricultura familiar”, destaca o secretário.

Osaná Crisostomo
O sentimento de superação da pior fase da pandemia do coronavirus, amparado em dados de redução dos casos no Brasil, ajuda a alavancar a retomada da atividade econômica e especificamente das vendas e consumo de chocolate especial de origem. “Temos recebidos encomendas de empresas da região da Chapada Diamantina, Recôncavo, Vale do Jiquririçá, Região Metropolitana de Salvador, Sudoestes da Bahia, além dos Estados de São Paulo, Brasília, Brasília, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, explica o diretor-presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), Osaná Crisóstomo . A cooperativa é responsável pela gestão da Bahia Cacau. Segundo ele, o crescimento nesse período foi de 20%.
Além de chocolates premium (com variações entre 35% e 70% de teor de cacau, variedades como o chocolate com pimenta, nibs e geléias, a Bahia Cacau lançou o Mel de Cacau, produto de altíssima qualidade e com grande potencial de mercado.

Mel de Cacau
Crisóstomo diz ainda que os empreendimentos que mais compram os produtos Bahia Cacau para revenda do chocolate são supermercados, padarias, lojas de conveniências e de produtos naturais, restaurantes e delivery de alimentos. O dirigente completa: “os consumidores têm demandado por um produto de mais qualidade, saudável e que tenha na sua matriz a preservação dos recursos naturais”.
Chocolates Natucoa

Carine Assunção
Outra marca da agricultura familiar no Sul da Bahia que vem consolidando e ampliando mercados é a Natucoa. Além de chocolates de origem e nibs, a Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), em Ilhéus, que tem a marca Natucoa, apresentou novidades como barras de chocolate com licuri (espécie de coquinho nativo) e pasta de cacau com licuri. Além de produtos diferenciados, a cooperativa tem investido na modernização das embalagens e em marketing, principalmente nas redes sociais.

De acordo com a diretora da Coopessba, Carine Assunção, com esses investimentos, as vendas cresceram cerca de 30%, mesmo em período de pandemia. O empreendimento vem trabalhando a melhoria da qualidade da amêndoa do cacau, o aumento da produção, e qualificando o processo de comercialização. Estão sendo investidos R$ 2,5 milhões, que incluem ações como a ampliação da capacidade produtiva e o desenvolvimento de nova marca e embalagens, focando nos mercados varejista e atacadista.
Produtos da agricultura familiar do semiárido baiano conquistam mercado europeu

As frutas nativas do semiárido baiano estão conquistando o mercado internacional. Países como Alemanha e França já se renderam ao sabor das iguarias produzidas pela Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), situada no município de Uauá, que beneficia frutas como o umbu e o maracujá da Caatinga.

A cooperativa produz 25 produtos orgânicos, com Selo da Agricultura Familiar, entre eles os doces em barrinhas, doces cremosos, compotas de umbu, polpas das frutas, além das cervejas de umbu e de maracujá da Caatinga. São 270 cooperados, sendo 70% de mulheres e 20% de jovens, que tem o trabalho voltado para o beneficiamento das frutas nativas do semiárido.

O primeiro embarque para Alemanha foi de 1.500 potes de doces de maracujá com banana. Uma parceria com o grupo de sites de vendas Toda Vida – Food for Life, que além da oportunidade para acessar um novo mercado e ampliar a renda da cooperativa, vai resultar no reembolso de R$ 1 para cada pote vendido, para que a Coopercuc desenvolva ações de recaatingamento e preservação ambiental, com plantas nativas da Caatinga, a exemplo do umbuzeiro.
Rural Produtivo é o novo programa na TVE
Semanalmente, a produção da agricultura familiar, cultivos, tecnologias, estratégias de convivência com semiárido, iniciativas da agroecologia, a cultura popular e receitas culinárias. Esse é o programa ‘Rural Produtivo’, lançado no 2° Seminário Virtual Parceria Mais Forte.
Segundo dados do Censo Agropecuário (IBGE 2017), a Bahia é o estado com o maior número de estabelecimentos da Agricultura Familiar no Brasil, 593.411 mil estabelecimentos (15% do total do país). O programa apresentará a realidade da agricultura familiar a partir da produção e das técnicas utilizadas por agricultores familiares, comunidades de fundo e fecho de pasto, comunidades tradicionais e cooperativistas rurais.
A estreia do programa na TVE está marcada para o próximo sábado (1), às 14h, com reapresentações às segundas (6h30) e quintas (20h). O “Rural Produtivo” abordará ainda dados sobre colheita, manejo e meteorologia, clima e ecologia, além de oferecer um conteúdo para desmistificar a imagem do semiárido que historicamente é visto como um local de miséria, fome e seca, mas na realidade é uma terra rica em produção, com solos férteis, belezas naturais e diversidade cultural.
Agricultura familiar pode ajudar a gerar emprego e renda durante e na pós-pandemia, afirma Rui Costa
“Neste momento de pandemia e pós-pandemia, apostar na geração de emprego e renda por meio da agricultura familiar é viável e pode puxar a economia para cima”. O governador Rui Costa defendeu a Agricultura Familiar como um dos segmentos capazes de colaborar para melhorar a situação econômica da Bahia durante e na pós-pandemia. Para isso, ele reafirma a necessidade de apoio dos prefeitos, da Federação da Agricultura e das associações de pequenos agricultores. As declarações foram feitas durante a participação, nesta sexta-feira (24), no lançamento da campanha Viva Feira & Feira Segura, no 2º Seminário Virtual Parceria Mais Forte, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
Uma das ações mais importantes, segundo Rui, é manter as feiras livres em funcionamento nos municípios, respeitando-se os limites sanitários necessários para se evitar a propagação da Covid-19. “A agricultura Familiar é quem produz a maior parte dos produtos para alimentar a mesa dos baianos e as feiras livres são o espaço mais acessível para os agricultores venderem os seus produtos. Por isso, desde o início eu pedi aos prefeitos que mantivessem as feiras em funcionamento, fora de locais fechados, e com isso a gente fosse conseguindo manter a atividade econômica”, afirmou Rui.
Para o governador, é preciso juntar esforços.“Temos muitos equipamentos distribuídos para prefeituras e associações. Mas as prefeituras, especialmente, têm um conjunto de maquinário que servem para preparar a terra. Às vezes a associação é pequena, não tem condição de manter uma máquina, não tem dinheiro para manutenção ou combustível. Mas quando as máquinas são da prefeitura, milhares de produtores rurais podem usar esses equipamentos na época do plantio e da colheita”.
















