:: ‘Sistema Único de Saúde (SUS)’
Hospital Ortopédico do Estado da Bahia fortalece ensino e introduz formação de médicos fisiatras
O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), unidade pública administrada pelo Einstein Hospital Israelita, iniciou um novo ciclo do seu programa de residência médica com a chegada de 10 novos profissionais. Com a ampliação, a instituição passa a contar com 40 médicos em formação, reforçando a qualificação de especialistas e contribuindo para a expansão do atendimento ortopédico e de reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os novos residentes, dois médicos irão se especializar emárea também conhecida como Fisiatria. O programa implantado no hospital é o segundo da especialidade na Bahia e apenas o terceiro em toda a região Norte-Nordeste, ampliando a formação de profissionais em um campo considerado estratégico para a recuperação funcional de pacientes.
Credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) e financiado pelo SUS, o programa busca suprir uma lacuna histórica na formação de especialistas. Atualmente, apenas oito médicos fisiatras possuem cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), número considerado insuficiente diante da demanda crescente por tratamentos de reabilitação.
SUS: 30 anos de resistência e contra-hegemonia
Paulo Capel
“Mais um natimorto“, ouvi de um colega quando foi anunciada a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) pela Assembleia Nacional Constituinte naquela longínqua terça-feira de 1988. Em 17 de maio, há 30 anos, na 267 ª Sessão da Assembleia, os constituintes de 1988 tomaram a decisão de criar o SUS. Um acordo histórico com o ‘centrão’, um bloco parlamentar conservador que hegemonizou a Assembleia Constituinte, viabilizou politicamente a proposta e o sistema foi criado. Foram 472 votos favoráveis, 9 contrários e 6 abstenções 1.
Mas esta vitória esmagadora, considerando os números da votação, é uma aparência cuja essência revela outra coisa. O “natimorto” a que se referia meu colega tinha origem no modo como a criação do SUS havia sido resolvida entre deputados federais e senadores constituintes, e recuperava o qualificativo empregado por Carlos Gentile de Mello para se referir ao PREV-SAÚDE – uma tentativa de, ainda no regime da ditadura civil-militar imposta ao País em 1964, juntar recursos dos ministérios da Previdência e da Saúde para criar um Programa Nacional de Serviços Básicos de Saúde, proposto em 1980 pela 7ª Conferência Nacional de Saúde (CNS)2. Fustigado pelo setor privado de saúde desde a designação de um grupo interministerial com essa finalidade, o PREV-SAÚDE não resistiu: deu em nada após conhecer pelo menos três versões que chegaram ao público. “Foi um natimorto“, disse Gentile.
Bahia passará a produzir pelo SUS remédio importado da Itália e Argentina
A Unidade Industrial Região Metropolitana de Salvador, da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos, a Bahiafarma, será inaugurada nesta quinta-feira (26), às 9h, no Centro Industrial de Aratu (CIA Sul), em Simões Filho. Na ocasião, haverá a apresentação do primeiro medicamento produzido pela Fundação, a Cabergolina.
O remédio, atualmente importado da Itália e Argentina, será produzido na Bahia para o SUS de todo o Brasil, beneficiando pessoas com distúrbios hormonais, como por exemplo, aqueles que interferem na produção do leite. A inauguração da unidade, onde foram investidos cerca de R$ 12 milhões, contará com a presença do governador Jaques Wagner, do ministro da Saúde, Arthur Chioro, e do secretário da Saúde do Estado, Washington Couto.
A nova Bahiafarma, vinculada à Sesab, visa ampliar a atuação do estado no campo farmacêutico, que abrange além da pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, fornecimento e distribuição de medicamentos essenciais e outros medicamentos de interesse social, para órgãos e entidades que integram o Sistema Único de Saúde (SUS).
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