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Por um país de leitores de mundo
Efson Lima
O acesso aos direitos no Brasil sempre foi uma constante nas diferentes discussões e ganha particularidade quando recortamos os temas. Por exemplo, seja na educação, saúde, cultura e de acordo com a classe social tais direitos são experimentados com maior ou menor qualidade.
No Brasil pertencer a determinado grupo significa ter mais ou menos acesso mesmo que esse serviço seja público e estejamos sob os mantos dos postulados da república e da igualdade. Se o desenvolvimento histórico estabeleceu roteiros, cenários e papeis bem delimitados para os atores, cabe aos cidadãos de hoje repensarem os caminhos que desejam trilhar nos próximos anos para que tenhamos um país de leitores de mundo e não sejamos coadjuvantes de nosso tempo. Propugnar pelo acesso à leitura de todos interessa a mim, é uma obrigação de todos desta República e um dever permanente do Estado brasileiro. Não só acessar, mas oferecer as condições.
Fazer esse debate na semana do dia Nacional da Leitura, dia 12 de outubro, é oportuno, pois, em uma sociedade onde 6,8% das pessoas são analfabetas absolutas e 21,7% das pessoas são analfabetas funcionais, os processos eleitorais e o estado democrático de direito estão em risco. Estes números violam consideravelmente os postulados da república e não oportunizam que seu povo possa ser plenamente considerado cidadão. O acesso à leitura é um direito humano para o desenvolvimento nacional, pois, um país de leitores, certamente, será um país de leitores de mundo.
Ler o mundo e compreender o mundo são pressupostos para o exercício da cidadania. Ninguém consegue se sentir bem sem saber ler e escrever. Assegurar o acesso à leitura de todos e permitir ler no sentido pleno é um dever do Estado e da sociedade. É fundante quando as pessoas conseguem enxergar o mundo com seus olhos. Melhor ainda quando os cidadãos interpretam a sua realidade. O dia Nacional da Leitura foi previsto na Lei nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, assim como estabelece a celebração da Semana Nacional da Leitura e da Literatura no Brasil.
Os processos eleitorais só serão bem-sucedidos quando tivermos um país de leitores de mundo. Assim a democracia sofrerá menos riscos, governos autoritários não se manterão e o populismo, certamente, será contido pela força da opinião pública qualificada. Apresentar propostas para um país de analfabetos funcionais é colocá-las em um vazio e, portanto, as comparações entre propostas estarão lastreadas nos valores de uma sociedade que teve o seu desenvolvimento pautado na expressão da desigualdade. Precisamos superar esse modelo e ir alimentando as chamas democráticas. Democracia só rima com inclusão social.
Efson Lima – doutor e mestre em direito/UFBA. Professor universitário, advogado e escritor.
efsonlima@gmail.com
Rui e Wagner tem encontro com Lula para discutir futuro do Brasil
O senador e pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, Jaques Wagner, e o governador Rui Costa (PT) tiveram encontro com o ex-presidente Lula, neste domingo (3), em Brasília. Tanto Wagner como Rui compartilharam em suas redes sociais a publicação da reunião com o maior nome do campo progressista brasileiro e líder das pesquisas de intenções de voto à presidência da República em 2022.
Wagner também usou o Instagram para falar da reunião. “Encontro especial com Lula e um time unido pelo bem do Nordeste e do Brasil. Esperança é energia renovadas para enfrentar mais uma semana de trabalho”.
O ex-presidente Lula disse que reunia em Brasília com aliados para falar do “presente e o futuro do nosso país”. Do encontro também participaram os governadores Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), todos do PT, além da presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann.
280 profissionais de imprensa morreram de Covid-19 no Brasil, diz ONG
Entre 80 países, o Brasil foi o que registrou mais mortes de jornalistas em decorrência de covid-19. O dado é da ONG Press Emblem Campaign (PEC). De acordo com levantamento divulgado pela entidade sediada na suíça, 280 profissionais de imprensa perderam a vida devido à doença no Brasil. A Índia ficou em segundo lugar no levantamento, com 270 mortes. Nos dois países, a grande maioria dos óbitos ocorreu no segundo trimestre de 2021.
Mundialmente 1.788 jornalistas morreram de covid-19 desde o início da pandemia, sendo mais da metade na América Latina. Segundo a ONG, diante das novas variantes o número pode chegar a 2 mil até o final do ano. Somente durante os meses de julho e agosto, 117 jornalistas foram vítimas do coronavírus em todo o mundo – uma média de quase dois por dia.
Profissionais da linha de frente, os jornalistas não deixaram de sair de casa e constituem uma das categorias mais vulneráveis ao coronavírus. “Os jornalistas da linha de frente continuam sendo uma das profissões mais expostas. O número de vítimas registradas caiu desde junho, mas a taxa de vacinação ainda é insuficiente em muitos países”, disse o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen.
Em mensagem de esperança, Lula lembra que o Brasil tem jeito
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, na noite desta segunda-feira (6), uma mensagem de esperança para o Sete de Setembro deste ano. Em vídeo, Lula convocou a população a ter fé e a continuar lutando para superar a atual crise, como tem feito diante de tantas outras crises no passado.
“Eu sei que a vida nunca foi tão dura para a imensa maioria do nosso povo. Mas eu aprendi a acreditar sempre na força dos brasileiros e das brasileiras. Tenho fé que vamos reconstruir este país. Com justiça, soberania e oportunidades. Acreditem: o Brasil tem jeito”, disse Lula.
Na mensagem, o ex-presidente também lembrou como o país vivenciou outros Sete de Setembro com boas notícias sobre o crescimento do país e geração de emprego. Ele criticou o atual presidente por, justamente diante da pior crise, fugir da responsabilidade de apresentar soluções aos problemas que afetam a vida de milhões de brasileiros.
Para Lula, justamente neste Sete de Setembro de um ano tão difícil, era de se esperar de um presidente da República um gesto de solidariedade às famílias vítimas da pandemia e o anúncio, mesmo que tardio, de planos de trabalho para garantir a vacina, gerar empregos e para controlar a inflação que corrói da renda. “Que apresentasse medidas para baixar o preço dos alimentos, para garantir um mínimo de dignidade a quem está na fila do osso”, comentou.
Ao analisar a atual situação do país, o ex-presidente Lula lembrou que basta sair à rua pra ver a destruição. Ele destacou que problemas que voltaram ao país (como a fome, a pobreza, o desemprego e a desigualdade) são resultado de erros que podem ser enfrentados e corrigidos.
“Estou aqui para dizer que, apesar de tudo, o Brasil tem jeito. Que é possível sim criar empregos novamente, que o salário deve crescer e ganhar a corrida contra a inflação, que é possível produzir comida saudável a preço justo, pra colocar na mesa das famílias outra vez.”
Falta de investimentos
O ex-presidente avaliou que Brasil andou pra trás porque o governo federal parou de investir no crescimento e nos programas que ajudam o povo. Ele citou o corte de verbas para as escolas, os hospitais, a agricultura familiar, e lembrou que também encolheram o Bolsa” Família. Para Lula, nenhum país do mundo vai pra frente sem investimento público.
“Pararam as obras que geram emprego e fazem a economia girar, e ao mesmo tempo, continuaram cobrando cada vez mais imposto do pobre do que dos ricos. São essas injustiças que nós precisamos enfrentar novamente para colocar o Brasil de pé. “Por isso, venho dizendo que a solução para o país é colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda, afirmou.
Atos contra a democracia
Lula ressaltou, no entanto, que ao invés de agir como um presidente da República e enfrentar os problemas, Bolsonaro prefere atacar a democracia e estimular o ódio entre a população. “O que ele faz neste dia é chamar as pessoas para a confrontação. É convocar atos contra os poderes da República, contra a democracia, que ele nunca respeitou. Ao invés de somar, estimula a divisão, o ódio e a violência. Definitivamente, não é isso que o Brasil espera de um presidente”.
Veja a fala do ex-presidente Lula
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Isaquias Queiroz é recebido com festa ao chegar ao Brasil
O medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o canoísta Isaquias Queiroz, de 27 anos, desembarcou na noite de segunda-feira (9), em São Paulo, e foi recebido com festa por um grupo de torcedores. Nascido em Ubaitaba, no sul da Bahia, o atleta conquistou o lugar mais alto no pódio ao vencer a prova dos C1 1.000m da canoagem em velocidade.
Isaquias Queiroz também foi homenageado pelo Flamengo, time do atleta. Nas redes sociais do clube, foram publicados vídeos de Gabriel Barbosa e Bruno Henrique parabenizando o baiano pela conquista inédita nas Olimpíadas, que foram encerradas no domingo (8), com o total 21 medalhas para o time Brasil. Foram sete ouros, seis pratas e oito bronzes.
Brasil tem três lotes de amêndoas selecionados para prêmio de melhor cacau do mundo
Depois de ter sua 26ª edição suspensa em 2020 por conta da pandemia do Coronavírus, a retomada do maior evento de chocolate e cacau do mundo, o Salon du Chocolat de Paris, não podia ser melhor para o Brasil. Três das oito amostras de cacau especial enviadas à França foram selecionadas entre as 50 melhores do mundo e concorrem ao prêmio Cocoa of Excellence, prêmio internacional de cacau que integra a programação do Salon. Os vencedores serão conhecidos no final de outubro. No entanto, devido às restrições ainda impostas pela pandemia, as comemorações de 2021 ocorrerão virtualmente.
Entre os finalistas está o baiano João Tavares, que já foi premiado duas vezes no concurso, levando o primeiro lugar em 2010 e 2011. Este ano, João concorre com uma amostra da variedade Catongo da sua Fazenda Leolinda, em Uruçuca. Outra baiana no páreo é Angélica Maria Tavares, com uma amostra da variedade FL 89 da fazenda que leva o nome da produtora, também em Uruçuca.
Do assentamento da região do Tuerê, no município de Novo Repartimento, o produtor João Evangelista Lima representa o Estado do Pará com uma amostra híbrida paraense. João Evangelista entrou na competição com o apoio da Fundação Solidaridad. “Há 11 anos a Solidaridad atua no Brasil apoiando a agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável”, esclarece Pedro Santos, supervisor de campo da Solidaridad no Pará.
Brasil está em 111º no ranking de liberdade de Imprensa, diz Ong Repórteres Sem Fronteiras
O Brasil ficou na 111ª posição no ranking mundial de liberdade de imprensa, que avalia 180 países, e foi divulgado nesta terça-feira, dia 20, pela Ong Repórteres Sem Fronteiras. A informação é da agência de notícias Ansa.
Em relação ao último levantamento, o país caiu quatro posições e entrou na zona vermelha da lista, continuando como uma das nações mais violentas para a prática do Jornalismo.
De acordo com a Ong, a situação do Brasil é considerada pior que países como Etiópia, Paraguai, Libéria, Mauritânia, Haiti, Hong Kong e Serra Leoa. A nação também se aproximou de Nigéria, Nicarágua, Afeganistão e Palestina.
Na edição de 2015, o Brasil chegou a ocupar a 99ª posição, mas despencou na classificação. Em 2018, antes da entrada de Jair Bolsonaro ao poder, o país estava na 102º colocação, situada na faixa laranja da tabela.
O Repórteres Sem Fronteiras criticou Bolsonaro e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por promoverem medicamentos cuja eficácia nunca foi comprovada pela medicina, como a cloroquina.
Afrofuturismo: lideranças de Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique debatem ecossistemas de inovação
A terceira edição do Festival Afrofuturismo acontecerá nos dias 29 e 30 de janeiro e pela primeira vez será 100% on-line. O evento discute tecnologia, inovação, empreendedorismo, arte e cultura na comunidade africana e afro-brasileira, como o Painel Startups: África e Diáspora – Demo Day, que abordará os ecossistemas de Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique. O festival é apresentado pela Qintess, fornecedora de soluções de tecnologia reconhecida como uma das 100 empresas mais inovadoras do País, e a Vale do Dendê, centro de inovação para as periferias de Salvador. Fruto de duas edições do evento “Ocupação Afro.Futurista”, realizados em 2017 e 2018 pela organização Vale do Dendê em parceira com o Instituto Mídia Étnica na Estação da Lapa – maior estação de ônibus e metrô do Norte-Nordeste, onde passam aproximadamente 500 mil pessoas, o festival de tecnologia visa popularizar temas como cultura digital e inovação com apresentação da Qintess.
O festival trará lideranças, criadores e artistas de diferentes países da África e brasileiros para discutirem sobre o afrofuturismo nas artes, suas estéticas e as novas narrativas que estão surgindo globalmente. “Faremos uma rodada de conversas para discutir formas sobre como utilizar a tecnologia para integrar as comunidades africana e afro-brasileira”, revela o ganês Nana Baffour, que atualmente é Chairman, CEO & Chief Culture Officer da Qintess, uma das 10 maiores empresas de tecnologia do Brasil. :: LEIA MAIS »
Desde 1996 não se come tão pouca carne no Brasil
Publicado originalmente na Rede Brasil Atual: O consumo de carne bovina no Brasil sofreu uma queda histórica em 2020, com a elevação do preço da carne e a dificuldade de se ter renda durante a crise sanitária de covid-19. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que, no ano passado, o consumo da proteína animal foi de 29,3 quilos por habitante. O menor patamar em 25 anos, desde 1996, quando a série histórica teve início.
O consumo de 2020, segundo os dados, representa ainda uma queda de 5% em relação a 2019, quando 30,7 quilos de carne bovina foram consumidos pelos brasileiros. Naquele ano, o patamar já havia recuado 9% em relação ao ano anterior.
De acordo com o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior, a queda no consumo está relacionada à alta no preço da carne bovina. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o valor da proteína chegou a subir 25% em 2020, segundo a entidade. E até 30% em regiões mais pobres, como o Nordeste. O que não acompanhou a perda de renda da população brasileira, que viu a crise econômica ser agravada com a pandemia e a taxa de desemprego bater recorde, superando os 14 milhões de pessoas sem emprego.
União Química anuncia que vacina Sputnik V começa a ser produzida nesta semana no Brasil
Sputnik – De acordo com a publicação, incialmente a produção será destinada para a exportação, para os países da América Latina que já aprovaram o uso do imunizante desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya com apoio do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), como Argentina e Bolívia.
As doses serão produzidas no Distrito Federal na fábrica Bthek, pertencente à farmacêutica União Química, que é a parceira do RFPI para a produção da Sputnik V no Brasil, e depois será envasada e fracionada na cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.















