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Bahia domina o agronegócio nordestino, com 8 cidades entre as 100 mais ricas do agro no Brasil
A Bahia se destaca como a grande potência do agronegócio no Nordeste, com nada menos que 8 de seus municípios entre os 100 mais ricos do Brasil no setor. O feito foi revelado em um estudo recente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que analisou a produção agrícola de 5.563 cidades brasileiras.
Dentre as 13 cidades nordestinas presentes no ranking, 8 são baianas, demonstrando a força do estado na produção agrícola. São Desidério, no Oeste do estado, lidera a lista baiana e ocupa a segunda posição no ranking nacional, com uma produção avaliada em R$ 7,7 bilhões, focada no cultivo de grãos.
Em seguida, aparecem Formosa do Rio Preto (7º lugar, R$ 5,7 bilhões), Barreiras (25º lugar, R$ 3,1 bilhões), Correntina (28º lugar, R$ 3 bilhões), Luís Eduardo Magalhães (32º lugar, R$ 2,7 bilhões), Riachão das Neves (48º lugar, R$ 2 bilhões), Jaborandi (62º lugar, R$ 1,6 bilhão) e Juazeiro (66º lugar, R$ 1,5 bilhão).
As lavouras de grãos e frutas são as grandes responsáveis por esses números. A produção de soja, milho e algodão, além de culturas como manga, maracujá, banana e uva, tem sido fundamental para o sucesso do setor no estado.
Para o secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, a liderança da Bahia no agronegócio nordestino é “resultado de diversos fatores, como investimentos em tecnologia, infraestrutura, políticas públicas de incentivo e apoio aos produtores, e a adaptação das culturas às condições climáticas da região”.
Agronegócio foi responsável por 53,4% das exportações da Bahia no primeiro trimestre de 2024

No primeiro trimestre de 2024, a balança comercial da Bahia obteve um incremento significativo na dependência do agronegócio, representando 53,4% das exportações totais do Estado, no período. Este número marca um aumento em relação aos 42% registrados nos primeiros três meses do ano anterior. Mesmo diante de uma queda nos preços das commodities no mercado internacional, a atividade agrícola se mantém como motor da economia baiana.

De acordo com dados oficiais emitidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Governo Federal, quase US$1,3 bilhão foram comercializados entre janeiro e março de 2024, representando um incremento de 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este aumento expressivo reflete, principalmente, o aumento da produtividade no campo, indicando uma maior eficiência na produção agrícola do estado.
Valmir Assunção rebate ruralistas e critica agronegócio que desmata e usa de trabalho escravo
Durante reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) subiu o tom contra os parlamentares ruralistas. Assunção se referiu às reações de deputados da oposição em relação às declarações de Jorge Viana, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX). Ontem (28/3), em evento realizado na China, Viana disse que o desmatamento é uma realidade do Brasil e que foi ampliado nos últimos quatro anos.
“É fato e concreto que aumentou o desmatamento na região Amazônica, porque tinha um ministro da motosserra que dizia que podia passar a boiada. É concreto que o desmatamento na região Amazônica foi para criar boi e plantar grãos”, disparou Assunção.
De acordo com dados do Imazon, entre 2019 e 2022, durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a área derrubada na Amazônia atingiu 35.193 km². O tamanho é maior do que os estados de Sergipe e Alagoas juntos. Na comparação com os quatro anos anteriores, o aumento foi de quase 150%.
Crédito internacional é opção para dinamizar agronegócio, diz analista

Flávio Hughes
Após um primeiro trimestre turbulento, fortemente marcado pela aceleração de preços domésticos e internacionais, em razão do conflito no Leste Europeu, o segundo trimestre de 2022 trouxe alívio ao agronegócio, com a reversão do ciclo de aumento de preços das commodities agrícolas – iniciado em 2020, indica análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Mas, mesmo com a melhora, o cenário ainda é bastante desafiador.
O segmento vive os reflexos da redefinição dos custos de produção relativa à explosão dos preços do diesel e seu impacto na operação das máquinas agrícolas. “Para aqueles que precisam de capital de giro ou precisam realizar investimentos em fazendas e agroindústrias, o crédito internacional é uma importante alternativa”, afirma Flávio Hughes, CEO da Hughes Soluções.
“A captação de crédito nos Estados Unidos, por exemplo, pode ser obtida por empresas brasileiras de médio porte, de forma desburocratizada, a partir de um processo de internacionalização”, explica Hughes. “É um caminho cada vez mais comum em uma economia globalizada. De forma muito eficaz, se contrapõe à escassez de crédito nacional”.
Internacionalização
A Hughes Soluções atua em todas as etapas e procedimentos que envolvem a emissão de documentos para internacionalizar as empresas para fins de crédito internacional. Opera juntamente com a Savel Capital Partners, do Kennedy Funding, e com exclusividade na oferta de crédito com a estruturação de garantias.
O processo tem início com uma análise da estrutura da empresa interessada na obtenção de crédito, seja do agronegócio, setor de serviços, construção civil, produção industrial etc. Em seguida, são feitos os registros de pessoa física e jurídica internacional, criando-se uma empresa que terá uma conta no banco internacional, apta a receber o crédito.
Agronegócio baiano cresce 1,7% no 2º trimestre de 2022
O PIB do agronegócio baiano, calculado e divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apontou crescimento de 1,7% no segundo trimestre de 2022 na comparação com o mesmo período de 2021.
Em valores correntes, o agronegócio baiano totalizou R$ 35,8 bilhões, valor que corresponde a 32,8% da economia baiana; ou seja, para cada real gerado na economia baiana no segundo trimestre, aproximadamente R$ 0,33 centavos tiveram origem nas atividades associadas ao agronegócio. No primeiro semestre, o agronegócio baiano representou, aproximadamente 28,92% de toda a economia baiana.
Dentre os componentes do PIB do agronegócio a principal influência foi da produção agropecuária que cresceu 1,4%, correspondendo a 59,5% de tudo que foi produzido no agronegócio no segundo trimestre; em valores correntes, o valor adicionado do segmento agropecuário totalizou R$ 21,3 bilhões. O crescimento da produção agropecuária (milho, feijão, sorgo, soja, laranja, café, etc.) impulsionou a demanda por insumos agrícolas (fertilizantes, defensivos químicos, medicamentos, dentre outros); com isso, os segmentos que contemplam a oferta de produtos básicos ao setor agropecuário registraram crescimento de 5,0% no trimestre.
PIB do Agro cresce 8,5% e governo baiano comemora resultados
Seguindo a sequência de resultados positivos no segundo trimestre do ano na economia da Bahia, as pastas estaduais do Planejamento e da Agricultura comemoram nesta terça-feira (14) o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, que registrou crescimento de 8,5%, na comparação com o mesmo período em 2020. O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), em agosto, também foi celebrado pelo Governo. Apesar de ainda pontuar negativamente, indica redução da desconfiança no meio empresarial baiano e apresenta considerável evolução na relação com o mesmo período do ano passado, passando de -301 para -41 pontos.
“Nós temos observado um movimento de evolução que se repete em vários segmentos da economia. O resultado do PIB do segundo trimestre, que saiu no início do mês, já sinalizava o movimento positivo da economia, foi assim também com o resultado do varejo da semana passada e, hoje, os números do PIB do Agronegócio e o ICEB, com ambos registrando considerável evolução, nos confirmam que temos motivo para comemorar. Mas a reorganização da economia baiana requer muitos esforços e temos trabalhado arduamente para isto”, avalia o vice-governador João Leão, secretário do Planejamento.
Agronegócio baiano tem crescimento de 11,2% no quarto trimestre de 2020
O PIB do agronegócio baiano registrou expansão de 11,2% no quarto trimestre de 2020 na comparação com o mesmo trimestre de 2019. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (19), pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan).
“A produção baiana de cereais, oleaginosas e leguminosas em 2020 foi de 10 milhões de toneladas, o que representou uma expansão de 21,5% na comparação com 2019, mesmo em meio à pandemia do coronavírus. Este foi o melhor resultado da série histórica, com destaque para a soja, milho, cana-de-açúcar, cacau e café. Então esta expansão recorde da safra e a expansão do PIB do setor comprovam a eficiência das políticas públicas do Governo do Estado de estímulo à produção agrícola na Bahia”, ressalta o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.
O resultado mostra que, a despeito dos impactos negativos da pandemia, o setor do agronegócio e, particularmente a produção agrícola, manteve a trajetória de expansão pela qual vem passando o segmento em oposição ao conjunto da economia baiana que no mesmo período registrou retração de -0,9%.
Governo do Estado promove ações para desenvolver agronegócio na Bahia
O agronegócio é uma das atividades mais importantes para a economia da Bahia. Somente no primeiro semestre de 2020, o setor teve uma participação de 24% no total do Produto Interno Bruto (PIB) baiano. Para garantir a saúde e a qualidade da produção agropecuária, o Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), realiza campanhas de vacinação, treinamento de agentes que lidam diretamente com rebanhos e operações de fiscalização de cargas nas estradas. As estratégias também englobam ações como a regulamentação técnica das cadeias produtivas de pequenos produtores e a qualificação dos serviços de orientação e atendimento ao produtor rural.
“A Adab é o braço do Governo do Estado na agricultura que trabalha na defesa dos nossos rebanhos, garantindo a sanidade desses animais, e também de nossas lavouras. Programamos fiscalizações contínuas nas estradas estaduais e federais que cortam a Bahia para assegurar a defesa agropecuária do estado. Realizamos trabalho de monitoramento nas estradas para reduzir cada vez mais esses números, oferecendo mais tranquilidade aos consumidores e segurança ao rebanho e às culturas fitossanitárias da Bahia”, afirma o diretor-geral da autarquia, Maurício Bacelar.

O Governo do Estado publicou, no dia 14 de outubro deste ano, um Ato Complementar que regulamenta as cadeias produtivas de pequenos empreendimentos, formalizando negócios da agricultura familiar junto ao serviço de inspeção oficial e ampliando a oferta de produtos de origem animal. A iniciativa, que beneficia cerca de 32 mil famílias, diminui barreiras e facilita o escoamento da produção, respeitando orientações técnicas para o funcionamento e comercio de itens inócuos à saúde pública.
“Os pequenos sempre esbarraram na burocracia para regularizar os projetos, sonhados por muitos anos. A normatização chega em boa hora acenando com possibilidades reais de tornar possível a profissionalização de produtores que pensam em melhorar a vida das famílias e oferecer trabalho a outros tantos’”, destaca Adilson Ribeiro dos Santos, responsável pela Central da Caatinga, sediada em Juazeiro, e que reúne cerca de 2,5 mil pessoas em 26 associações, 9 cooperativas e grupos informais. “Também novos cooperados estarão chegando, em breve, com essa notícia”, completa. A Central da Caatinga comercializa leite e derivados, frutas, iogurte, ovos, mel e outros produtos, a partir da produção no Território Sertão do São Francisco.
Agronegócio impulsiona desenvolvimento econômico no interior da Bahia
O crescimento do agronegócio baiano, sobretudo através de implantações de agroindústrias no interior do Estado, aponta para um dos indicadores da desconcentração espacial da atividade econômica e o desenvolvimento de diversas microrregiões. Até mesmo a agricultura, antes polarizada na fruticultura do Vale do São Francisco e no cacau no Baixo Sul, ganhou novas dimensões nas últimas décadas.
Neste caso específico, a motivação vem em grande parte das agroindústrias implantadas ao longo da última década em diversas regiões do sul ao norte do Estado, permitindo a redução da pressão demográfica sobre a capital e mais oferta de empregos em cidades além da região metropolitana.
De acordo com Clóvis Torres, coordenador do Conselho de Economia e Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado (FIEB), a criação de novos polos industriais no interior da Bahia é fundamental para o surgimento de novos vetores de crescimento. “Naturalmente, a descentralização ajuda a minimizar a concentração da atividade industrial na região metropolitana, pois, a depender da atividade industrial, determinadas empresas podem atrair outras indústrias de transformação para essas regiões, impulsionando a atração de infraestrutura, capacitação de mão de obra, surgimento de novos campos de trabalho, oportunidades para exportação de produtos com maior valor agregado etc.”, afirmou.
Para Tasso Fair (foto), Diretor Executivo da fábrica de polpas Sempre Viva, localizada em Ibirataia, a chegada de novos empreendimentos que tenham a preocupação de contemplar os vetores econômico, social e ambiental pode contribuir para o desenvolvimento regional. “O investimento na infraestrutura e absorção da mão-de-obra regional são constantes, sendo assim, a Sempre Viva está focada crescer economicamente, mantendo a responsabilidade social e ambiental. Acreditamos que através das agroindústrias, podemos nos tornar uma máquina produtiva estável, gerando mais empregos e renda per capita considerável por todas as regiões onde o segmento está presente”, revela Tasso.
O professor de economia e diretor de indicadores e estatísticas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Gustavo Pessoti, informou que, além das vocações regionais, a desconcentração econômica passa por investimento em infraestrutura no interior. “A Bahia vem desenvolvendo, nas últimas décadas, programas setoriais que favorecem a desconcentração da riqueza. Este movimento não é pontual. Ele é contínuo”, afirmou o professor. Ele destaca, por exemplo, a diversificação do parque industrial, com a implantação de fábricas de calçados, alimentos, eletrônicos e celulose no interior, e defende a articulação entre os governos federal, estadual e municipal e criação de uma Política Nacional de Desenvolvimento.














