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WAGNER EM ITABUNA E ILHÉUS

O governador Jaques Wagner faz sua primeira visita à Ilhéus e Itabuna após a vitória no primeiro turno, que lhe garantiu a reeleição com mais de 63% dos votos dos baianos.
Wagner vem agradecer pela votação que obteve no Sul da Bahia e, principalmente, fazer campanha pela eleição de Dilma Roussef para presidente da República.
Acompanhado dos senadores eleitos Valter Pinheiro e Lidice da Mata e de deputados federais e estaduais, Jaques Wagner participa no próximo sábado, dia 23, de duas carreatas, às 9 da manhã em Itabuna e às 11 da manhã em Ilhéus.
A meta é dar a Dilma 75% dos votos dos baianos.
TELEBAIXARIA
Por volta das 19 horas desta segunda-feira (18), recebi uma ligação telefônica, com uma gravação que mostra o nível a que chegou a campanha presidencial.
Ao atender o telefonema, surge uma voz que diz mais ou menos assim:
-Se você vai votar na Dilma, pense bem. Ela é a favor do aborto, do casamento gay, da invasão de terras, da censura à imprensa e da corrupção.
O Jornal da Record acaba de mostrar que essas ligações partem de uma central instalada em São Paulo, que dispara ligações para o Brasil inteiro.
Nazi-fascismo em estado puro!
Sorriso maroto

Nem Dilma nem Serra quiseram se arriscar e o debate na Rede TV foi daquelas coisas de dar sono.
Uma ou outra estocada, muitas perguntas sem respostas de ambos os lados e a impressão de que Dilma e Serra estavam mais preocupados em não perder votos do que ganhá-lo.
Devem estar guardando munição para o debate final, semana que vem na Rede Globo.
Se na tevê a coisa foi morna, no submundo a baixaria continua. A descoberta da impressão de milhões de folhetos caluniando Dilma, encomendados por um bispo da Igreja Católica e pagos sabe se lá por quem, é mais um componente dessa guerra santa, perdão, guerra suja.
Proibido para menores de 18 anos
Com o equilíbrio na disputa pela presidência da República, revelado nas recentes pesquisas de intenção de voto, a tendência é que o acirramento entre Dilma Roussef e José Serra jogue a campanha num lamaçal sem precedentes no período pós-redemocratização do país.
É fato que nos últimos dias, depois de tanto sofrer com as baixarias e a boataria que evitaram a vitória da petista no 1º. Turno, seus partidários resolveram reagir e jogar o mesmo jogo; enfim, partir para o vale tudo.
Um jogo bruto, pesado, jogado nessa teia incontrolável e muitas vezes anônima que é a internet, onde a verdade pode passar a anos luz de distância e a mentira impera soberana.
Vai daí que, nesse chumbo trocado, biografias estão sendo destroçadas, histórias reescritas ao sabor das conveniências e acusações feitas sem qualquer prova. O importante é reverberar a denuncia ou a acusação do momento, de forma que ela se espalhe, ganhe tons de verdade absoluta e -objetivo final- faça o estrago necessário no adversário.
E, já que botaram Deus no meio no momento em que a religião se tornou o foco principal da campanha, liberou geral e aí, onde passa um santo passa um céu e (principalmente) um inferno inteiro, entrou a filha, o neto, a amante e a esposa. Ainda não botaram a santa mãezinha no meio, mas a julgar pelo tom desse “debate” é só uma questão de tempo e oportunidade, nestas duas semanas que restam para o dia da votação.
Não deveria e nem poderia ser assim, pois o que está em jogo não é acreditar ou não em Deus, apoiar ou não o aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas o futuro do Brasil nos próximos anos e décadas.
Parece até que estamos numa república fundamentalista, que Dilma e Serra estão disputando a presidência do Irã e não do Brasil.
O que deveria ser um debate em torno de projetos para o país, um embate de idéias e até mesmo um comparativo entre dois modelos de governo já testados e conhecidos; descamba para a baixaria sem limites.
A eleição se transforma numa suposta batalha entre o bem e o mal, como se fosse possível definir claramente quem é lobo e quem é cordeiro. Não raro, o lobo é justamente quem posa de cordeiro.
De Dilma, pode se dar o desconto de que não foi ela quem começou a baixaria, que seus partidários apenas responderam, quando essa pareceu a única saída para evitar a sangria.
O fato, lamentável, é que num país que almeja se consolidar como uma nação desenvolvida, estamos diante de uma eleição em que o vencedor pode não ser aquele que apresentou o maior projeto, mas o que revelou maior capacidade de destruir o adversário, de dissimular e de disseminar mentiras.
Tirem as crianças da televisão e principalmente da internet. O conteúdo é impróprio para menores de 18 anos.
Baixaria virtual no mundo real

Liberar o crack nas escolas!
Incentivar plantações de maconha na agricultura familiar!
Fechar as igrejas, templos, terreiros, etc.
Implantar a Bolsa-Maconha e a Bolsa-Cocaína para os universitários!
Permitir o aborto livre e pago pelo SUS!
Revogar a Lei Maria da Penha!
Acabar com a cesta básica!
Mudar a cor da bandeira nacional para o vermelho.
Desapropriar fazendas e residenciais alugadas para dar aos pobres.
As “ações” acima estão sendo atribuídas a candidata Dilma Roussef, caso vença as eleições para a presidência da república e espalhadas ad nauseum através da internet.
São coisas tão absurdas que não deveriam ser levadas a sério, mas repetidas à exaustão e espalhadas em milhares, talvez milhões de correios eletrônicos, algumas dessas aberrações acabam ganhando tons de verdade junto a um tipo de público suscetível a questões de ordem moral e/ou religiosa, como o aborto e a liberdade de culto.
A proporção que esse misto de baixaria e boataria atingiu mostra que não se tratam de iniciativas isoladas, frutos de mentes delirantes e lunáticos chegados a uma teoria conspiratória.
Na verdade, trata-se de uma tática planejada, orquestrada por profissionais, com um objetivo claro: minar a candidatura de Dilma Roussef e impedir a sua vitória, mesmo que à custa de impor à campanha eleitoral um lamaçal como raramente se viu na história do país.
Na impossibilidade de fazer um comparativo entre os oito anos de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB de Serra, e os oito anos de Lula, do PT de Dilma, posto que os avanços sociais e econômicos de Lula são infinitamente superiores ao de FHC, muda-se o eixo da campanha, partindo para a desconstrução de Dilma enquanto mulher e cidadã. Para o massacre.
Dilma deixa de se a candidata do Lula, com todos os ganhos que isso representa, para ser transformada na personificação do mal. Os nazi-fascistas de Hitler e Mussolini não fariam melhor, dando-se o desconto de não contarem com essa máquina de contaminação de mentiras que é a internet.
Goebbels, o mentor da máquina de propaganda de Hitler (aquele, da célebre frase “uma mentira repetida mil vezes se transforma em verdade”), deve estar dando pulos de satisfação, no inferno onde por justiça expia suas atrocidades.
A propagação de mentiras pela internet é um crime que quase nunca deixa impressões digitais, embora muita gente tida como séria se dê ao trabalho de repassar as baixarias que recebe, formando uma corrente de dimensões incalculáveis.
Mais do que a quebra dos sigilos fiscais e o caso Erenice Guerra, foram essas baixarias que geraram o efeito Marina e impediram a vitória de Dilma no 1º. turno.
Como deu certo, o esquema foi aprimorado e amplificado nesse 2º. turno e a cada dia surge uma nova revelação, como se de repente o país e o mundo descobrissem que por trás da mulher guerreira e decidida que lutou contra a ditadura (e que por isso mesmo foi torturada nos porões do regime militar) e que foi a coordenadora do Plano de Aceleração do Crescimento ao lado de Lula, é na verdade um monstro pronto a devorar criancinhas no minuto seguinte em que colocar a faixa presidencial no peito.
Monstros são os que, ignorando o espírito democrático pelo qual Dilma e tantos outros brasileiros lutaram e pelo qual alguns deles deram a própria vida, transformam a eleição nessa sujeira, sem ao menos se darem conta do que pode ocorrer caso a vontade popular seja solapada pela mentira, pela baixaria e pela torpeza.
Não é necessário ter bola de cristal para afirmar que a vitória a qualquer preço pode ter um preço impossível de se pagar.
As conseqüências disso não terão nada de virtuais.
LIÇÃO DE CASA

Durante o encontro em Salvador com senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores e líderes políticos de toda a Bahia, onde agradeceu pela sua reeleição e defendeu uma ampla mobilização pela eleição de Dilma, o governador Jaques Wagner disse uma frase que infelizmente, passou quase despercebida. Não deveria.
Dirigindo-se aos senadores e deputados eleitos, Wagner falou:
-Se vocês se elegeram foi porque, além dos votos que tiveram, existem vários candidatos que não se elegeram ou não se reelegeram. Os votos que eles tiveram não foram suficientes para que vencessem, mas foram fundamentais para vocês vencerem. Lembrem-se disso.
Traduzindo: o vencedor de hoje pode ser o perdedor de amanhã e vice versa, nessa gangorra que é a política.
Pena que muita gente, inebriada pela vitória, não se dê conta disso.
Para esses é de bom alvitre despirem-se do ´salto Luis XV´ e calçarem as sandálias da humildade.
COM QUE ROUPA EU VOU?
Registro aqui a mais do que justa entrega do Prêmio Bahia Recall Municípios, etapa Sul da Bahia, à RCM Propaganda, que ganhou o Gran Prix de “Melhor Comercial do Ano”, com o vetê “Com que roupa eu vou”, para o cliente Feijão Padim.
Com isso, a RCM disputa a fase estadual, com grandes chances de levar o prêmio.
A RCM é tocada por Rui Carvalho, que além de talentoso é um dos caras mais decentes que conheci nestes mais de duas décadas em Itabuna, e por seu filho Tiago, que vai pelo mesmo caminho nos dos quesitos.
Meus encômios (encômios é do tempo em que comercial se chamava ´recrame´) a ambos e a todo o pessoal da agência.
Tio Dani recomenda

Como os alemães estão descobrindo e se apaixonando por Canavieiras, nada melhor que uma cabana de praia que mistura Alemanha e Brasil.
É o caso da Canavieiras Praia Club, localizada na avenida Beira Mar. A começar pela decoração, repleta de artesanato, passando pela música no tom certo, e por um cardápio variado e uma Bohemia (ou várias bohemias) implorando pra ser bebida, ainda há o atendimento do casal de alemães Kathrin e Thomas, que já que consideram mais baianos do que germânicos.
O local ainda tem um deck com uma vista belíssima para o mar entrecortado pelos coqueirais, onde é possível degustar um puro habano refletindo sobre as grandes questões da humanidade ou jogando conversa fora com os amigos.
Vale a pena conferir.
PS- O cardápio não inclui caranguejo e guaiamum, o que pode parecer estranho em se tratando de Canavieiras. Mas caranguejo e guaiamum em Canavieiras a gente encontra até nas baianas do acarajé.
A esperança venceu o medo. A verdade vencerá a mentira?

Em 2002, quando estava ficando claro que Lula venceria a eleição para a presidência da república, após três tentativas frustradas, tentou se criar um clima de pânico, especialmente entre o eleitorado menos esclarecido.
Aquele tipo de eleitor que nas eleições de 1989 sucumbiu às baixarias que incluíram uma denuncia de sugestão de aborto feita por Lula a uma ex-namorada e uma edição criminosa de um debate na Rede Globo, perpetrada pelo Jornal Nacional.
Em 2002, sem ex-namorada vingativa e sem debate editado, surgiu a palavra “medo”. O medo de que Lula quebrasse o país, fechasse as igrejas, expropriasse fazendas e casas e até mudasse a cor da bandeira nacional. Até uma atriz famosa, hoje semi-anônima, apareceu no programa de José Serra, o adversário de Lula, com a célebre frase “tenho medo”.
Contra o medo, Lula ofereceu a esperança.
Esperança de um país mais justo, com distribuição de renda, redução da pobreza, combate à fome, geração de empregos, construção de moradias, resgate da auto-estima dos brasileiros.
Lula transformou a esperança em realidade, colocando o país num duradouro ciclo de desenvolvimento e tornando-se o mais popular e querido de todos os presidentes brasileiros.
Em 2010, sucumbindo à tentação de um terceiro mandato consecutivo (era fácil mudar a Constituição do alto de seus 80% de aprovação popular), Lula lançou Dilma Roussef candidata à presidência.
Parecia apenas um capricho, mas Dilma não era o truquezinho barato e de efeito nenhum que muitos esperavam.
Quando sua candidatura ganhou corpo, quando os brasileiros perceberam que ela continuaria e ampliaria o legado de Lula, Dilma conquistou o país e que poderia ganhar a eleição já no 1º. turno, veio o contragolpe, como em 2002.
Primeiro, as denuncias que tentam associar Dilma a todo tipo de ato ilícito, mesmo sem provas. Teve um efeito pequeno no eleitorado.
Apelou-se então, para a velha baixaria de outras eleições.
Desta vez, sai o medo, entra a mentira.
Um festival de mentiras, algumas repetidas, outras novas.
Dilma vai liberar o aborto (esse um tema caro num país onde a religião tem um apelo fortíssimo), Dilma vai fechar as igrejas (idem), Dilma vai incentivar o casamento homossexual (ibidem), Dilma vai censurar a imprensa, Dilma vai incluir criancinhas no cardápio (só dos petistas), e por ai vai.
Atribui-se, como verdade absoluta, uma frase que Dilma nunca disse, a de que nem Cristo tiraria sua vitória.
O absurdo é que para jogar o numeroso e influente eleitorado religioso nos braços de Serra, comete-se um dos maiores pecados para quem vive sob os preceitos da fé cristã: a mentira.
Em 2002, a esperança venceu o medo.
Em 2010, a verdade vencerá a mentira?
Tio Dani recomenda

De vez em quando cai nas mãos da gente (nesse caso me caiu nas mãos por obra e graça do meu amigo bon vivant Marival Guedes) um livro inesperado, daqueles que a gente lê num golpe só, de tão agradável.
É o caso do livro “A Vida Sexual da Mulher Feia”, da escritora gaúcha Claudia Tajes. Uma obra despretensiosa e cheia de sacadas que fazem você rir a cada página que devora.
O livro, como o próprio título diz, conta as aventuras e desventuras de uma mulher feia, que se vira como pode pra arrumar um companheiro de cama, porque já virou uma baleia de tanto se sublimar com a mesa farta.
Pra quem está por perto, desde que não siga meu péssimo hábito de não devolver os livros que pego, eu empresto, mesmo sem pedir licença ao dono da obra (e de um cartel de senhoritas e senhoras), o velho Marival.















