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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Notícias’

A Princesinha do Tráfico

O título desse texto, além de descambar para o mau gosto, é um
aparente despropósito, porque subverte a lógica de que princesinhas,
ao menos as dos contos de fadas que embalaram gerações de crianças e
adolescentes, são mocinhas do bem, que nas estórias edulcolaradas
sempre encontram um príncipe encantado para o beijo romântico e o
final feliz para sempre.

O problema é que nestes tempos em que fadas dão lugar às bruxarias
reais, princesinhas, ou melhor, adolescentes ainda na fase dos sonhos
e das descobertas, trombam com a dura realidade.

Entre os tantos casos verificados em Itabuna ao longo do mês, retrato
de uma realidade nacional, chamou a atenção de uma menina de 15 anos,
detida pela polícia no bairro Santo Antonio, na periferia da cidade.

Em poder da adolescente, a polícia apreendeu quatro quilos e meio de
pasta base de cocaína, um quilo de crack, duas pistolas três
revólveres. A droga renderia ao seu dono, que evidentemente não é a
menina, cerca de 100 mil reais.

O que a menina provavelmente estava fazendo é o que centenas, talvez
milhares de criancinhas e adolescentes, acabam fazendo: serem usadas
como escudo pelo tráfico de drogas e de armas?

Afinal, que vai desconfiar que uma garota de 15 anos esconda em casa
uma quantia considerável de drogas e um pequeno arsenal?

Pois a polícia descobriu que escondia, como as estatísticas descobrem
e revelam que cada vez mais nossos adolescentes não apenas estão
mergulhando no uso de drogas, como também habitando o pântano do
tráfico, que muitas vezes é um caminho sem volta.

A violência, em todos os seus níveis e a droga em especial, acabam
roubando a infância de meninos e meninas que deveriam estar sonhando
com o futuro, recebendo carinho, atenção e uma educação de qualidade,
mas que, muitas vezes por absoluta falta de opções, orientação e
estruturação familiar, acabam levadas precocemente para a
criminalidade.

Nessa história, não há beijo que transforme sapo em princípe.

Há sim, monstros sempre à espreita para devora-las,
protegidos pelo fantasma da omissão de quem deveria deveria zelar e
não zela por essas crianças e adolescentes.

Dilma quer ´energia baiana´ na reta final


Emocionada com a recepção de cerca de 15 mil pessoas que lotaram a praça Rio Branco, em Vitória da Conquista, onde participou de um comício na noite de terça-feira (26), a candidata a presidente da República Dilma Roussef traçou um paralelo entre os projetos políticos em disputa na eleição: “Diante da urna no dia 31, estará em nossa cabeça a conquista desses oito anos do governo Lula e os quatro anos do governo Wagner. Nós queremos um país onde os homens e as mulheres sejam tratados como seres humanos e não como números frios de estatística”.

“Estou imensamente comovida – continuou Dilma – de estar aqui nesta praça e acho isso simbólico por conta do belo nome desta cidade, Vitória da Conquista. Nosso compromisso é o de melhorar ainda mais a vida do nosso povo, não é melhorar apenas a economia. Nós conseguimos tirar 28 milhões de pessoas da miséria, isso equivale a duas vezes a população do Chile, e agora assumimos o compromisso de tirar todos os brasileiros da linha da pobreza absoluta”, afirmou Dilma.

Ao falar do governo Lula, ela perguntou: “Quem vocês acham que representa a continuidade do maior governo que esse pais já teve?” E respondeu: ‘sou eu e não o meu adversário que chamou o Bolsa Família de bolsa esmola”. Dilma lembrou também da mobilidade das classes sociais, com mais de 30 milhões de cidadãos ascendendo à classe média, e disse que governará para todos os brasileiros e não para uma minoria privilegiada.

A candidata disse que “quando Lula se elegeu presidente, ele disse que não poderia errar, porque se errasse iriam dizer que os trabalhadores não sabem governar. E Lula se tornou o melhor presidente da história do Brasil”. “Eu também digo que não posso errar, porque se errar vão dizer que as mulheres não sabem governar. E as mulheres sabem governar, sim”, ressaltou.

Dilma encerrou seu pronunciamento dizendo que nessa reta final da campanha, quer levar ‘essa energia contagiante dos baianos, na arrancada para a vitória’. “Se Deus permitir e com o apoio dos baianos e de todos os brasileiros, serei eleita a primeira mulher presidente do Brasil”, disse.

Antes do pronunciamento da candidata, Jaques Wagner falou que a vitória de Dilma “é a garantia dos avanços sociais e econômicos da Bahia e que ela é a pessoa mais preparada para governar o Brasil e dar seqüência ao trabalho de Lula” e disse que estava diante da “maior manifestação política dos últimos tempos em Conquista”.

Essa terra ainda vai tornar-se um imenso Pau Brasil?


Na sexta-feira, dia 22 de outubro, centenas de produtores rurais bloquearam um trecho da rodovia BR 101, nas proximidades de Buerarema, no Sul da Bahia. A manifestação foi um protesto contra as cada vez mais freqüentes invasões de fazendas cometidas pelos índios tupinambás.

Para justificar as invasões, os indígenas, utilizam como uma espécie de salvo conduto um relatório elaborado por técnicos da Fundação Nacional do Índio, que reconhece como patrimônio tupinambá uma extensa área de 43 mil hectares, abrangendo os municípios de Ilhéus/Olivença, Una e Buerarema.

O relatório é passível de contestação e a demarcação ainda demanda um longo caminho, mas foi o estopim para que pequenas propriedades rurais, ocupadas por agricultores familiares há várias gerações, sejam invadidas, saqueadas, destruídas, com os moradores expulsos das terras que lhes garantem o sustento.

Há que se frisar que não existem grandes proprietários na área em litígio, composta majoritariamente de pequenas propriedades tocadas por agricultores familiares. Gente que, ao longo de séculos, foi tão espoliada e excluída quanto as diversas nações indígenas que habitavam o Sul da Bahia.

Os indígenas devem ter, sim, seus direitos resgatados e uma área onde possam resgatar suas tradições e viver com dignidade. Mas, em nome da justiça com os tupinambás, não se pode cometer uma injustiça com milhares de agricultores familiares.

Diálogo e bom senso são fundamentais numa situação como essa, onde ambos os lados tem suas razões.

E diálogo e bom senso são justamente o que estão faltando.

No sábado, dia 23, o pataxó hã hã hãe José Jesus da Silva, o Zé da Gata, foi assassinado na estrada que liga Pau Brasil a Itaju do Colônia, numa área que há três décadas os índios tentam obter na Justiça, como parte da reserva Paraguassu-Caramurú.

Típico crime de mando: o pataxó foi emboscado e atingindo por um disparo feito por um pistoleiro na carona de uma moto.

José Jesus da Silva é o 20º. pataxó assassinado nesta disputa sangrenta e sem tréguas, que em abril de 1997, produziu um mártir: o índio Galdino de Jesus, que foi queimado vivo por adolescentes de classe média de Brasília, onde estava para tentar agilizar a decisão do Ministério da Justiça sobre a posse da reserva.

O Sul da Bahia não pode ser tornar um imenso Pau Brasil.

Mas que corre esse risco, corre…

LEAIUTE GANHA O GRAN PRIX COM DONA ENEDINA


A Leiaute Propaganda conquistou o Grand Prix nas categorias Televisão e Jornal do Bahia Recall, da Rede Bahia, que premiou os destaques da publicidade baiana.

Na categoria televisão, o prêmio foi para os vetês para a comunicação do Governo da Bahia nas áreas de educação, abastecimento de água e energia elétrica.

Um das estrelas da campanha premiada foi dona Enedina, a ilheense de 100 anos alfabetizada pelo TOPA e que ganhou destaque em todo o Brasil.

Nossos parabéns à Leiaute, porque o depoimento é belíssimo, e a dona Enedina, essa espetacular figura humana.

Bolinha de papel. Que papelão!


Nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1990, num jogo entre Brasil e Chile, no Maracanã, o goleiro Rojas protagonizou uma cena comovente: atingido por um rojão, ele caiu no gramado, o rosto manchado de sangue.

Uma agressão covarde, que poderia custar ao Brasil a suspensão da participação no Mundial.

E era justamente essa a intenção de Rojas, protagonista daquilo que se revelaria uma grande farsa.

O goleiro já começou o jogo com um pedaço de estilete preso a uma das luvas. Quando o fogo de artifício explodiu ao seu lado, ele viu ali a chance da encenação. Atirou-se no gramado, provocou o corte no próprio rosto e saiu-se melhor do papel de ator do que do goleiro de parcos recursos técnicos.

As imagens captadas pelas câmeras de televisão logo comprovaram a armação.

Rojas foi banido do futebol e o Chile afastado por um longo período das competições internacionais.

O ´caso Rojas` está sendo lembrado agora, diante da falta de originalidade dos nossos políticos.

A “agressão” (é entre aspas mesmo) cometida por militantes do PT contra José Serra durante um evento da campanha no Rio de Janeiro demonstra que não há limites quando o poder está em jogo.

Ao ser abordado por um grupo de petistas e atingido por um objeto, Serra simulou uma expressão de dor, como se tivesse levado uma violenta pancada na cabeça e imediatamente dirigiu-se a um hospital, onde passou por uma tomografia.

Pronto, estava consumada a covardia dos petistas contra Serra, prato cheio para os telejornais da noite, especialmente a Rede Globo, que cumpriu galhardamente a parte que lhe tocava e reverberou a versão demo-tucana.

A armação (existe outro nome?) não resistiu ao dia seguinte. As tevês Record e SBT, que cobriam a atividade de Serra, mostraram imagens revelando, de forma inquestionável, que o candidato foi atingido por uma bolina de papel, dessas que não provocam nem cócegas.

E mais, mostraram que entre a “agressão” e a reação de dor se passaram cerca de 20 minutos, tempo mais do que suficiente para que algum assessor vislumbrasse ali um factóide capaz de atingir Dilma Roussef.

Serra chegou a usar a “agressão” no seu programa de televisão, revelando o nível de desespero a que chegou sua campanha. No programa de Dilma, a farsa foi esclarecida prontamente.

Depois da bolinha, a Folha e a Globo descobriram algo que se parece com um rolinho de fita adesiva atingindo a cabeça de Serra. Algo que nem um perito experimentado e recursos de computador permitem identificar. Ainda assim, nada que fizesse levar alguém ao hospital e provocar tamanho estardalhaço.

José Serra, com a trajetória que tem na vida pública, poderia ter se poupado do ridículo, sem correr o risco de sair da eleição como um Rojas da política.

FALTOU O TIRA TEIMA


É preciso ter estômago de avestruz para assistir ao Jornal Nacional sem sentir ânsia de vômito.

A edição desta quinta-feira foi mais um primor do padrão Globo de jornalismo demo-tucano.

No primeiro bloco, uma reportagem de quase oito minutos sobre a quebra do sigilo fiscal de tucanos, tentando de todo jeito envolver Dilma e o PT naquilo que foi uma disputa entre Serra e Aécio Neves, com golpes abaixo da linha da cintura.

No último bloco, mais cinco minutos sobre a suposta agressão a Serra, com direito até a um perito pra definir se ele foi atingido por uma bolinha de papel ou um rolo de fita adesiva, como se um ou outro fossem capazes de provocar ferimentos graves.

Só faltaram botar o tira-teima para medir a velocidade da bolinha de papel e da fita adesiva e entrar o Galvão dizendo que o Serrrrrrrrrrrrra foi agrrrrrrrrrrrredido, com todos os erres que tem direito. Só não foi mais ridículo porque eles sabem o que estão fazendo e o que querem: atingir a candidatura de Dilma.

No meio disso tudo, bem escondida, aquela que era a grande notícia do dia: o desemprego caiu ao menor nível dos últimos anos e a renda média do trabalhador é recorde.

Depois essa gente tem tremeliques quando se fala em controle dos veículos de comunicação.

BROCHADA NUMEROLÓGICA


Pela cara de velório com que o casal Fátima Bernardes e Willian Bonner anunciou a pesquisa Ibope no Jornal Nacional, com o aumento da vantagem do 13 sobre o 45, hoje a noite não vai rolar nem um 69 em casa.

Estilingue e vidraça

Historicamente, o PT sempre teve facilidade para ser estilingue e dificuldade para ser vidraça.

Traduzindo: na hora de bater, o partido é de uma eficiência impar, mas quando apanha demora uma eternidade para reagir.

Vai às cordas e deixa o juiz abrir contagem, diante do nocaute iminente.

Menos mal que, quase sempre, reage antes de beijar a lona.

É isso, exatamente, o que está ocorrendo na eleição presidencial.

Quando os veículos de comunicação superdimensionaram a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB e exploraram ao extremo o caso Erenice Guerra, o PT manteve a linha da campanha propositiva, ignorando olimpicamente o impacto das denuncias.

Quando a campanha descambou para o submundo, o lamaçal das baixarias e dos boatos, explorando a religiosidade e valores morais como o aborto junto a uma significativa parcela da população, através de uma monumental corrente pela internet e de milhões de panfletos apócrifos, a campanha de Dilma preferiu manter o estilo ´paz a amor´.

Deu no que já se sabe. Uma eleição que estava praticamente definida no 1º. turno desaguou no imponderável do 2º. turno, com José Serra ganhando novo fôlego. Dilma manteve a dianteira, mas começou a ver o tucano pelo retrovisor.

O PT, enfim, resolveu reagir e jogar o mesmo jogo do PSDB.

Logo de cara, martelou num ponto altamente sensível para os tucanos: a privatização, colocada de tal forma a parecer que se deixar, Serra privatizará até o Palácio do Planalto.

E, como presente dos céus, caiu um Paulo Preto no colo dos petistas, para pelo menos emparelhar no quesito denuncia de irregularidades e ainda tripudiar, já que Erenice e sua troupe estão sendo investigadas, ao passo que Paulo Preto ainda é um fantasma capaz de provocar novos sustos, impune e ainda cobrando lealdade de seus pares.

Na internet, a guerra segue abaixo da linha da cintura, com chumbo trocado de lado a lado, no melhor estilo ´se colar colou, se não colar, a gente inventa outra´.

O correto seria uma eleição que se pautasse por uma disputa de alto nível, com os candidatos se respeitando e limitando o embate à discussão de projetos.

Uma eleição em que, avaliadas as propostas, o eleitor tivesse discernimento para escolher aquele que considera o melhor para gerir os destinos do país pelos próximos quatros anos.

Na prática virou uma guerra, onde o limite é não ter limites.

Uma pena.

PALAVRAS CRUZADAS

E se fosse com nove letras?

Fácil:

Rede Globo

ALÉM DE SER COMUNISTA E COMER CRIANCINHA, DILMA NÃO NASCEU NO BRASIL


A gente recebe tanta baboseira contra Dilma que algumas são de rolar de rir, de tão ridículas.

A ultima é que, além de ser comunista e comer criancinha, Dilma não é brasileira.

Isso mesmo, a nossa santa mãezinha do PAC e guardiã do Bolsa Família nasceu na Bulgária.

Os lunáticos que espalham o mais novo boato falsificaram não apenas uma certidão de nascimento búlgaria, mas um exemplar de um jornal da Bulgária.

Ainda bem que o comunismo internacional entrou no circuito e está abafando o caso.

E tem gente que acha que engraçado é o CQC, o Panico na TV e o Casseta & Planeta.





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