:: ‘PT’
Formando em universidade particular presta homenagem ao PT: “não teria como pagar”
Ao se formar em publicidade e propaganda, na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, Antônio Augusto Granai Salmim, o Tony, decidiu fazer uma homenagem ao PT. A instituição, privada, fica num bairro de classe média alta, o Jardim Anália Franco, e é provável que a maioria dos presente ali não pense como ele. Mas Tony não se importou. Pelo contrário. Quis assinalar sua diferença.
“Decidi fazer a homenagem pois tanto eu quanto muitos outros colegas só conseguimos pagar uma universidade particular graças ao programas de financiamentos que ganharam força principalmente no governo Lula, época em que meus pais se formaram na mesma faculdade e nas mesmas condições que eu, além de militantes também. No fundo, um pouco de provocação aos presentes também, pois, por se tratar de um ambiente elitista, sabia que a maioria teria um pensamento político diferente do meu”, disse ele. (Diario do Centro do Mundo)
Rui Costa: “Os pobres não podem pagar pela reforma da Previdência”
Reeleito no primeiro turno com 76% dos votos, o governador Rui Costa, da Bahia, concedeu uma longa entrevista ao editor de Nocaute, Fernando Morais. Nos três blocos seguintes, ele fala da infância pobre, de sua trajetória política, fala do Brasil de hoje e do Brasil do futuro, e, claro, de Lula.
Veja os três blocos da entrevista:
Lavagem do Beco do Fuxico tem manifestação #LulaLivre
Durante a Lavagem do Beco do Fuxico, em Itabuna, militantes do PT e populares aproveitaram a folia para protestar contra a prisão de Lula, condenado sem provas pela Justiça.
O grito de Lula Livre ecoou pelo Beco, um dos espaços mais democráticos da cidade e onde está localizado o ABC da Noite, que nos anos 200 recebeu a visita de Lula.
PT retoma caravanas, agora pela liberdade de Lula
O PT vai retomar caravanas pelo país para pressionar o governo Bolsonaro e sua pauta regressiva e conservadora e também ampliar a campanha pela liberdade do ex-presidente Lula. O debate em torno da reforma da Previdência é prioridade. Fernando Haddad, candidato derrotado à presidência que obteve 47 milhões de votos irá conduzir as viagens pelo país. A primeira parada é no estado do Ceará.
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “Dois dirigentes petistas dizem que o partido precisa voltar a mobilizar o país. Para isso, é necessário retomar as conversas não só com sua base, mas também com os 47 milhões de eleitores que votaram em Haddad no segundo turno da disputa presidencial.”
E complementa: “o formato das caravanas de Haddad será diferente do das conduzidas por Lula em 2017. A ideia é que, além de comandar atos públicos, o ex-prefeito de São Paulo participe de eventos fechados e dê entrevistas para a imprensa local.”
Galo é o novo líder do PT na ALBA

Foi escolhido por unanimidade, em reunião realizada ontem (29), o novo líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores da Assembleia Legislativa da Bahia. A partir do dia 1º de fevereiro, o cargo que hoje é do deputado estadual Joseildo Ramos (PT) será ocupado pelo deputado estadual Marcelino Galo (PT).
De acordo com Joseildo, que deve assumir mandato como deputado federal com o anúncio do restante da reforma do secretariado de Rui Costa (PT), a decisão foi pensada de forma estratégica. “O líder do Governo é liderado pela bancada do PT e o líder do PT é liderado pela bancada do Governo. Marcelino Galo e Rosemberg Pinto estão comprometidos em criar o ambiente ideal para fortalecer e dar a devida sustentação a essa nova fase do Governo Rui Costa”, afirmou.
Lançamento do livro de Zé Dirceu em Ilhéus vira ´ato de resistência´

Inicialmente previsto para a Academia de Letras de Ilhéus, que recuou em função da pressão de grupos de direita, em sua maioria ligados a Jair Bolsonaro, o lançamento do livro de memórias de Zé Dirceu, realizado na Tenda do Teatro Popular, que se revelou um espaço plural e democrático, reuniu cerca de 300 pessoas e transformou-se num ato de resistência.
Recebido aos gritos de “Dirceu guerreiro do povo brasileiro” e “Lula Livre”, ele fez um pronunciamento de cerca de 40 minutos, em que, entre outras coisas, destacou que os governos Lula e Dilma realizaram grandes avanços no combate à fome e a pobreza, geração de empregos e expansão da economia, mas errou ao não aprofundar o diálogo com os movimentos sociais. Dirceu disse ainda que “o PT foi ingênuo ao criar um aparato policial judiciário que se voltou contra nós”.
O petista disse que o Governo Bolsonaro parece estar derretendo em 20 dias, com denuncias que podem chegar ao núcleo do poder, mas lembrou que “a base de apoio popular do presidente não pode ser desprezada”, citandos os evangélicos e o seu contato permanente com as classes menos favorecidas. Dirceu também criticou a flexibilização do uso de armas. “Não precisamos de armas, precisamos de escolas em tempo integral e de empregos para nossos jovens”.
No final do pronunciamento e antes de iniciar a sessão de autógrafos do livro, Zé Dirceu fez uma convocação à militância: é hora de resistir, ser vermelho, ser petista”, encerrado com o coro de “Lula Livre”.
O lançamento do livro reuniu, entre outros, o deputado federal Josias Gomes, o deputado estadual Rosemberg Pinto, o presidente estadual do PT na Bahia Everaldo Anunciação, e os ex-prefeitos de Itabuna, Geraldo Simões, Ibicaraí, Lenildo Santana, e Itororó, Adroaldo Almeida e lideranças de movimentos sociais como MST, MLT, sindicatos, etc.
Ilhéus: grupo ameaça desmontar tenda do TPI em protesto contra lançamento de livro de José Dirceu
Um grupo de ilheenses adeptos do antipetismo e que atua em sintonia com a ideologia de direita do atual presidente Jair Bolsonaro, do PSL, ameaça desmontar a tenda do Teatro Popular de Ilhéus. Localizada na Avenida Soares Lopes, a tenda do TPI será palco, no próximo dia 18, do lançamento do livro de memórias petista José Dirceu. Dirceu foi ministro durante o governo Lula, e lança o livro após ter passado um período preso,
Revoltados com a presença do petista em Ilhéus desde o fim do ano passado, o grupo, que vem manifestando sua insatisfação nas redes sociais com a presença de Dirceu na cidade e elogiou a Academia de Letras de Ilhéus após a entidade anunciar que devido a uma reforma o livro do petista não seria lançado em sua sede, não descarta partir para o enfrentamento, desmontando a tenda.
Tem que tacar fogo logo em tudo”, disse uma internauta nas redes sociais, mostrando todo seu destempero. O fato é que, o que era pra ser um simples evento, pode se transformar em caso de polícia.
Lideranças progressistas e defensoras da liberdade de expressão estão se mobilizando para garantir o lançamento do livro.
Vale ressaltar que Zé Dirceu já lançou seu livro em eventos concorridíssimos, em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Recife, João Pessoa e outras capitais brasileiras sem que em nenhuma delas houvesse qualquer tipo de protesto, desordem, ou qualquer tipo de intolerância. (com informações do Blog do Chicó e Ipolitica)
Rui Costa: o grande derrotado foi o PSDB de São Paulo
Governador da Bahia, Rui Costa, no Valor Econômico:
(…) Valor: Atribui-se a vitória de Jair Bolsonaro, em grande parte, ao antipetismo que teria contaminado os brasileiros, ante as denúncias de corrupção nos governos petistas. O governo errou em não fazer uma aliança para apoiar Ciro Gomes, do PDT?
Rui: Não foi o antipetismo que venceu a eleição, foi a antipolítica, a rejeição ao establishment. O povo votou contra os políticos que representavam a política tradicional, contra esse modelo de alianças do toma-lá-dá-cá. Foi esse o recado. Quem por interesse político-partidário quiser fazer a leitura de que foi antipetismo, que faça. O Ciro [Gomes] bateu no PT, o [Geraldo] Alckmin bateu forte no PT a campanha inteira. Se alguém queria votar contra o PT, votaria no Alckmin, governador de São Paulo, com experiência de gestão.
Valor: Então o senhor acha que o PT não saiu derrotado da eleição?
Rui: O Alckmin foi governador quatro vezes, e perdeu feio no Estado dele. Quem foi o grande derrotado em São Paulo: o PT ou o Alckmin? Quem tinha força eleitoral? Se eu perdesse na Bahia, o derrotado seria o PT, porque eu era o governador. Ao perder de forma tão fragorosa, o grande derrotado em São Paulo foi o PSDB.
Valor: Mas Bolsonaro é deputado há 27 anos, como o senhor acha que ele conseguiu se apresentar aos eleitores como “o novo”?
Rui: Aí só procurando um cientista político, um sociólogo, um psicólogo para explicar como ele conseguiu passar essa imagem. Mas conseguiu, mérito dele. Apesar de ser deputado há 27 anos, de ter participado de todas as votações, de todas as negociações na Câmara, ele conseguiu por alguma fórmula passar a imagem de que ele era o novo, e que não fazia parte dessa política tradicional. Ele encontrou uma fórmula de encantar e convencer os eleitores que ele era diferente de tudo isso que está aí.
O custo do migrante: mitos x fatos
Juliette Robichez*
O Brasil pode se orgulhar de ser um novo polo atrativo para os migrantes do mundo inteiro. Com efeito, por se tornar, em tempo recorde – de 1988, data de adoção da Constituição Federal cidadã, até 2015, fim dos governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores que metamorfosearam o país -, uma jovem democracia admirada no mundo inteiro, que conheceu uma estabilidade política excepcional, e por ter sido hasteada como uma das maiores economias do mundo neste mesmo período (passou da 13° posição em 2002 à 7° em 2013 no PIB Ranking Global segundo o Banco Mundial e a UN Global Data Bank), o país conheceu esse fenômeno novo na sua história contemporânea. Atraiu ondas de migrantes europeus fugindo a Espanha ou o Portugal enfrentando as dificuldades econômicas provocadas pela crise norte-americana do sub-prime de 2008, de deslocados forçados em razão de catástrofes naturais como o terremoto de 2010 que afligiu duramente o Haiti, ou da guerra que assola a Síria desde 2011 e, finalmente, de refugiados oriundos da Venezuela, país vizinho que sofre atualmente de uma hiperinflação e do crescimento da violência. A entrada inesperada dessas pessoas no território, leva legitimamente à tona a questão dos impactos da migração na economia do país.
Segundo a ONU, 2,3 milhões de Venezuelanos – sobre um total de 32 milhões – já deixaram seu país desde 2015; uns 50/60.000 se encontrariam no Brasil. Os dados estatísticos do Comitê Nacional para os Refugiados-CONARE apontam que o número de solicitações de reconhecimento da condição de refugiados venezuelanos disparou, passando de quatro, em 2010, a 17.865 sete anos depois. Todavia, se na mídia e nas redes sociais podemos perceber inquietações de alguns Brasileiros sobre o “êxodo” de estrangeiros no solo nacional, é necessário relativizar, preliminarmente, o risco de invasão. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em fevereiro de 2018, quando os Venezuelanos começaram a entrar em proporções maiores no estado de Roraima, tomou a precaução de denunciar a percepção distorcida entre os dados e a pretendida explosão de entrada dos migrantes. Com efeito, o número de migrantes pode ser considerado inexpressivo em termos absolutos quando comparado com o tamanho da população brasileira, a extensão territorial do país ou quando equiparado às mais de 65 milhões de pessoas forçadas a abandonar suas casas devido a guerras, violência ou perseguição total no mundo. O total de imigrantes, em situação regular e irregular, corresponde hoje a 1% da população total do Brasil, o que é pouco, segundo Camila Asano, Coordenadora dos Programas da ONG Conectas, Direitos Humanos, em comparação com a média mundial (3,7%) ou a situação dos Estados Unidos (14%).













