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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
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:: ‘Messi’

Adeus, Libertadores

 

Daniel Thame

daniel charge cuba 13Eram 28 minutos do segundo tempo de um jogo pegado, difícil, quando o zagueiro Maicon, contratado a peso de ouro para ser o líder, o ponto de referência, um quase-Rogério Ceni, comportou-se como um juvenil sem experiência e foi expulso de campo.

Pode-se dizer que acabou ali a conturbada saga do São Paulo na Copa Libertadores da América. Na sequência da expulsão infantil de Maicon, o Atlético Nacional de  Medellin passou a jogar como se tivesse em casa e diante de um Morumbi lotado (primeiro ensandecido e depois calado) fez 2×0 como bem quis e tornou o jogo de volta em mera formalidade.

Dois gols com troca de passes na entrada da área tricolor, como se fosse treino, numa defesa que mais parecia um convite ao baile.

Acreditar que esse time guerreiro, porém limitado, do São Paulo vá reverter o 2×0 em Medellin é acreditar em milagres dignos de Moisés e suas peripécias em Os Dez Mandamentos.

sonhoMissão impossível, ainda mais que o tricolor continua sem Paulo Henrique Ganso, a única cabeça pensante do time, e não terá Maicon. Se em condições normais o Atlético Nacional já é muito superior ao São Paulo, com o time paulista desfalcado e emocionalmente abalado, o prenuncio é de um passeio colombiano.

O fato é que tirando o entusiasmo natural pela classificação às semifinais da Libertadores, o  São Paulo é um time inconstante, inferior a Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Santos, Inter, Atlético MG. Tanto que patina no meio da tabela no Brasileirão.

Certo que o futebol é capaz de provocar surpresas, mas não será dessa vez que o milagre acontecerá. O Atlético Nacional já está no final da Libertadores  e é favoritíssimo para conquistar o título.

Ao São Paulo, resta juntar os cacos e, de volta ao mundo real, abrir os olhos porque a zona de rebaixamento no Brasileirão está no retrovisor.

A Libertadores, essa já era.

Como tudo que está ruim pode piorar, Ganso está a caminho do futebol europeu, para jogar no Sevilha, da Espanha: e Edgardo Bauza pode assumir a Seleção Argentina.

Como se denota, no mundo da bola, a distância entre o céu e inferno é um pulo.

Ou uma expulsão idiota, na pior hora possível.

 

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É gol- Alexandre Pato e Corinthians formam aquele casal prestes a se separar, mas que são obrigados a compartilhar a mesma cama. Nessa aridez de atacantes, mesmo um Pato emburrado é melhor do que dez Lucianos bem dispostos.

É penaiti- Do Blog Sensacionalista, impagável como sempre:  com Messi condenado a quase dois anos por evasão fiscal e Neymar ameaçando seguir pelo mesmo caminho, o time da penitenciária de Barcelona já é favorito ao título do Campeonato Espanhol.

 

Messi: “se fosse pra perder sempre eu jogava no Flamengo”

messengo

(do Blog Sensacionalista)- Lionel Messi declarou que não atua mais pela seleção argentina. Após perder mais um título com a camisa azul e branca, Messi disse que se fosse para perder sempre ele jogaria pelo Flamengo e não mais pela seleção ou pelo Barcelona. Messi foi lembrado por um repórter que aquele era o quarto vice seguido defendendo a Argentina, o craque ironizou: “então se for pra ser vice sempre eu prefiro jogar pelo Vasco”.

A saída de Messi da seleção argentina está sendo chamada de Mexit. Mas mesmo desertando, Lionel Messi bateu mais um recorde e superou Pelé: abandonou a seleção de seu país aos 29 anos, enquanto o brasileiro só fez isso aos 34.

Messi perde pênalti e dá adeus à Seleção Argentina: “pra mim, acabou”

messi

O Chile sagrou-se bicampeão da Copa América ao vencer a Argentina nos pênaltis (4-2) na final da edição do Centenário, depois do empate sem gols om bola rolando, neste domingo, em Nova Jersey, repetindo o roteiro do ano passado, quando conquistou seu primeiro título continental em casa.

A diferença em relação à decisão de 2015 é que a frustração foi ainda maior para o craque Lionel Messi, que isolou sua cobrança na disputa de pênaltis e falhou mais uma vez na tentativa de acabar com o incômodo jejum de 23 anos da ‘alviceleste’. No ano passado, o vilão tinha sido Higuaín, que também tinha chutado por cima.

Foi o terceiro vice-campeonato da Argentina em três anos, depois da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e da Copa América de 2015, no Chile.

Maradona tinha avisado: “se não ganharem essa, nem precisam voltar para casa”. Para Messi, criticado recentemente por el Pibe de Oro por “não ter personalidade”, a maldição parece não ter fim.

O desfecho foi cruel para o camisa 10, que brilhou nos Estados Unidos e se tornou o maior artilheiro da seleção argentina ao anotar seu 55º gols coma camisa ‘alviceleste’ na semifinal, mas falhou no pior momento e vai continuar sendo cobrado no seu país.

E não é por falta de motivação: o cinco vezes melhor do mundo já disse várias vezes que trocaria todos os seus prêmios individuais por um título com a Argentina.

No tempo normal o placar não saiu do 0x0.

Na disputa de pênaltis, os dois craques de cada time começaram errando. Vargas parou na defesa de Romero e Messi isolou a bola na arquibancada.

Quem acabou sentindo o peso da falha foi o craque do Barça, já que Bravo defendeu a cobrança de Biglia e Francisco Silva acertou o chute decisivo que garantiu mais uma consagração da melhor geração da história do futebol chileno.

Depois do vexame, Messi anunciou que não joga mais pela Argentina: “Já deu, a Seleção Argentina acabou para mim”

 

O apetite insaciável do Dragão Chinês

 

Daniel Thame

daniel na TVI 3O Corinthians fechou 2015 como o legítimo campeão brasileiro, um caminhão de pontos à frente do segundo colocado, melhor time do país e forte candidato a ganhar a Taça Libertadores 2016. Uma máquina azeitadíssima pelas mãos do técnico Tite.

O Corinthians iniciou 2016 como um time comum, tentando juntar os cacos e se impondo como um imenso desafio para o técnico Tite. De favorito, virou coadjuvante na Libertadores.

A mudança radical foi provocada por um autêntico dragão chinês, com seu apetite insaciável e dinheiro que parece brotar em árvores.

Num curto intervalo de três semanas, times chineses de nomes quase obscenos como Shandong Luneng, Bheijing Guoan, Guangzou Evergrande, Shanghai Shehua e outros fizeram uma verdadeira limpeza no elenco corintiano, levando os principais jogadores do time como Jadson, Renato Augusto, Ralf e Gil, e ainda ameaçando levar outros atletas.

chinaO ataque chinês, que não se restringe ao Corinthians, já que também atinge outros clubes brasileiros, tem sido cirúrgico. Nada de jogadores de segunda linha ou craques veteranos em busca de uns caraminguás para engordar a aposentadorias.

Os chineses estão despejando rios de dinheiro em jogadores de ponta, titulares e/ou convocados frequentemente pela Seleção Brasileira.

Espantam os salários astronômicos, pagos até por times da segunda divisão chinesa, com os quais os grandes times brasileiros são incapazes de competir. Cifras dignas de um Messi, um Neymar, pagos a jogadores que embora craques, nem de longe estão no topo do planeta bola.

A China surge como um mercado voraz, deixando para trás outros mercados periféricos manjados como o Leste Europeu e o Oriente Médio.

Diante desse apetite chinês, resta aos clubes brasileiros recorrer a argentinos, uruguaios, paraguaios, colombianos, chilenos e equatorianos.

Jogadores que não conseguiram uma transferência para a Europa ou mesmo para a China, portanto nada que garanta bons tratos a bola nos campos brasileiros.

Mas é o que temos e o que os clubes podem encontrar no mercado, onde craque é mercadoria cada vez mais rara e disputada por quem tem muito mais bala na agulha.

Só restam los hermanos peleadores, per supuesto.

E bola pra frente, enquanto os chineses não levam até a bola.

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É gol: sem pressa, com cuidado, poupando Messi em alguns jogos, o Barcelona prepara a sucessão do trono. A coroação de Neymar é só questão de tempo.

É pênalti: começam os campeonatos estaduais no Brasil. Sabem o que isso significa?

Nada!

Wendell Lira, um brasileiro

Daniel Thame

daniel site 1No universo do futebol, Neymar e Wendell Lira estão separados por milhões e milhões de anos-luz. Num hipotético Sistema Solar da bola, Neymar seria Júpiter, o planeta gigante, e Wendell Lira, Plutão, que tempos atrás foi rebaixado à categoria de planeta anão.

Uma realidade absurdamente desigual separa Neymar de Wendell Lira.

Neymar, dono absoluto da camisa 10 da Seleção Brasileira e astro inquestionável no Barcelona estelar de Messi, Luiz Suarez e Iniesta, dispensa apresentações.

Wndell Lira era mais um desses milhares de jogadores anônimos que tentam ganhar a vida num time igualmente anônimo. Era sério candidato a passar pelo futebol sem deixar um mero registro de rodapé, posto que habita a base de uma pirâmide em que pouquíssimos –como Neymar- chegam ao topo.

Até que, num jogo que não valia nada, atuando pelo Goianésia, time de Goiás de quem até então poucos haviam ouvido falar, Wendell Lira marcou um daqueles gols que Pelé, Maradona, Messi e (olha ele aí de novo) Neymar assinariam com prazer. Um golaço aço aço, como diriam os narradores de antanho. Digno de placa no estádio.

wendell liraAinda assim, um gol desses era sério candidato a exagero, se contado pelos gatos pingados que testemunharam a obra prima no estádio, não fosse um detalhe: a partida estava sendo transmitida por uma tevê a cabo, que compra os direitos de transmissão e para encher a grade de programação cobre até a quinta divisão do campeonato acreano.

Nesses tempos de comunicação instantânea, da imagem valendo mais do que o conteúdo (com o adendo de que o gol em questão tem imagem e conteúdo), o lampejo de gênio de Wendell Lira foi parar nas redes sociais e, numa linguagem cibernética, viralizou.

Findo o Campeonato Goiano, Wendell Lira, como milhares de jogadores que não foram bafejados pelos deuses da bola, ficou desempregado.

E eis que, talvez numa concessão relâmpago desses mesmos deuses da bola, o gol de Wendell Lira foi parar na lista dos 10 mais bonitos da FIFA.

Wendell quem, perguntavam todos?

Wendell Lira, um brasileiro. Humilde, lutador, a procura de um time para ganhar o pão com o suor na sua camisa e que adquirira fama mundial, ainda que fugaz.

Um conto de fadas meio torto que obviamente produziu o efeito esperado. Uma imensa mobilização de brasileiros das redes sociais, já que a escolha do gol mais bonito se dá através de votação pela internet.

Na já memorável tarde/noite europeia, diante de uma audiência planetária, lá estava Wendell Lira, ao lado de Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo e outros craques, para receber o troféu Puskas.

O gol mais bonito do ano é do Brasil, é de um brasileiro.

A tarde/noite que poderia ter sido de Neymar, afinal batido na escolha de melhor jogador do mundo por Messi e Cristiano Ronaldo, embora chegar ao topo seja questão de tempo, foi a tarde/noite de Wendell Lira.

Certo que não muda a ordem das coisas, Neymar continuará trilhando seu caminho de pedras douradas, enquanto Wendell Lira continuará tentando driblar as pedras de um tortuoso caminho, mas pelo menos dá um pouco de poesia nesse futebol tão movido pelo deus dinheiro, mas que ainda consegue produzir um pouco de poesia, que resgata a beleza perdida do jogo.

Um momento, por favor!

 

Daniel Thame

daniel na TVI 3 A decisão da Copa do Brasil entre Palmeiras e Santos mostrou que futebol é momento, embora para alguns o tal momento dure mais e para outros dure menos.

Lembremos que nas semifinais o Santos passou como um bólido de Fórmula 1 pelo São Paulo e seu futebol Fusquinha 66, enquanto que o Palmeiras suou sangue para passar pelo Fluminense na loteria dos pênaltis.

Naquele momento, mesmo com o Corinthians liderando o Brasileiro, que por sinal conquistou com os dois pés nas costas, o Santos jogava o mais vistoso futebol do país, com um meio campo criativo comandado por Lucas Lima e um ataque letal, com o artilheiro Ricardo Oliveira.

Naquele momento, o Palmeiras primava pela irregularidade, a ponto do técnico Marcelo Oliveira ter seu cargo ameaçado.

Foi ai que o Santos, por conta dos jogos da Seleção Brasileira nas Eliminatórias, aceitou adiar a decisão da Copa do Brasil por 30 dias, achando que passar pelo Palmeiras era mera formalidade.

Ou que seu momento mágico não tinha prazo de validade.

Tinha. Um mês foi suficiente para o Palmeiras se tornar um time competitivo, nenhuma maravilha da bola, mas capaz de lutar de igual para igual com o Santos, como se viu nos dois jogos finais.

Na Vila Belmiro, jogo de ida, o Santos teve a chance de matar a decisão, mesmo sem apresentar um grande futebol, porque o Palmeiras parece ter entrado em campo para perder de pouco. Perdeu só de 1×0.

No jogo de volta, numa Alianz Arena ensandecida, o Palmeiras foi muito melhor do que o Santos e merecia ter vencido já no tempo normal. Lucas Lima esteve irreconhecível, Gabriel foi uma sombra e Ricardo Oliveira foi o solitário que levou o jogo para a loteria dos pênaltis.

Ai, nesse imponderável, fez-se justiça e o Palmeiras ficou com o título.

Com um erro só é bobagem, o Santos que tinha a vaga da Libertadores na mão via Brasileirão, abriu mão da competição para focar a Copa do Brasil.

Resultado: dançou.

Então, se futebol é momento, para o Santos o momento é de reflexão.

Para o Palmeiras, o momento é de festa, eterna enquanto dure e infinita até que acaba, como diria um certo Vinicius.

Porque sempre acaba.

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É gol- Neymar está entre os três melhores do mundo, Dessa vez, Messi leva, mas a hora de Neymar está chegando.

E vai chegar, porque esse menino Neymar é um gênio da bola.

É pênalti- O FBI continua desfalcando os quadros da FIFA e reforçando os quadros do time da penitenciária. Treme, Del Nero.

O Time dos Sonhos

Daniel Thame

 DT tabocas 20Quando o Barcelona de Pep Guardiola, Messi, Xavi e Iniesta encantou o mundo, vencendo duas Ligas dos Campeões, dois Mundiais de Clubes, campeonatos espanhóis, copas do Rei, supercopas e tudo o que era possível vencer, imaginou-se que era o auge daquele que muitos consideram o maior time de todos os tempos, superando os lendários Real Madri de Puskas e Di Stefano e o Santos de Pelé, Pepe e Coutinho, que brilharam intensamente nos anos 50 e 60 do século passado.

Aquele Barcelona, essência do futebol-arte e objetividade, que faz parte da História, parecia o ápice de um clube. Depois viriam a acomodação, a estagnação e por fim a decadência. Foi assim com o Real, com o Santos e outros times que tiveram fases gloriosas, embora não necessariamente geniais, como o São Paulo de Telê e o Manchester United de Sir Alex Ferguson nos anos 90.

barçaO Barcelona, símbolo de uma Catalunha orgulhosa e guerreira, que luta para se desgarrar da Espanha, não quis virar atração de museu, peça de recordação, algo que passou e deixou uma doce lembrança.

Pois não é que menos de três anos após o apogeu daquele Barcelona, o mundo assiste igualmente encantado a um novo Barcelona, ou o Barcelona de sempre, campeão europeu, campeão espanhol, dando um espetáculo a cada partida.

O Barcelona de Messi, mas também de Neymar, Luiz Suarez, do eterno Iniesta, do discreto técnico Luis Enrique, que a cada jogo oferece um novo espetáculo. As goleadas de 4×0 sobre o arquirrival Real Madri no Santiago Bernabeu e de 6×1 sobre a Roma no Camp Nou foram duas aulas de futebol, a essência de como o jogo, tão robotizado por esquemas que valorizam a força física, pode ser mágico, lúdico.

Parece não haver limites para esse Barcelona, que como diz o próprio slogan, é `más que un club`.

É o Time dos Sonhos dos que amam o futebol,

Rendidos a essa magia, somos todos Barcelona.

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É gol- O Vitória, com toda justiça, está de volta à Série A do Brasileirão. Mas que monte um time competitivo em 2016, para não ficar no eterno sobe-desce.

É pênalti- Faltou futebol e sobrou correria no jogo de ida da Copa do Brasil. Vitória do Santos por 1×0 sobre o Palmeiras na Vila Belmiro e tudo aberto para o jogo de volta no Alianz Arena.

É f…- Se o time do São Paulo participar de uma campanha de doação de sangue, não arrecada uma gota.

Neymar, a boa e a má notícia

Daniel Thame

 DT tabocas 20O Brasil empatou com a desfigurada Argentina em 1×1 em Buenos Aires e passou sem sustos pelo Peru com um 3×0 em Salvador, fechando o ano em terceiro lugar nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2018 na Rússia, atrás do surpreendente Equador e do óbvio Uruguai.

Dentro do esperado, já que nessa maratona de 18 jogos, Brasil e Argentina vão ficar com duas das quatro vagas diretas para a Copa, restando ainda uma boquinha na repescagem. Equador, Uruguai, Colômbia, Chile e Paraguai que se estapeiem por elas, posto que Peru, Bolivia e Venezuela fazem apenas figuração.

Agora vamos a boa e a má notícia.

Comecemos pela má. Neymar, ausente na derrota para o Chile e na vitória sobre a Venezuela era a garantia do toque de genialidade que faltava na Seleção de Dunga. Não foi.

Apático, individualista e com a cabeça em outro planeta, Neymar não foi nem uma pálida sombra do gênio que encanta o mundo com a camisa do Barcelona, a ponto de suprir a lacuna de ninguém menos do que Lionel Messi.

Contra o Peru, era um daqueles jogos para Neymar deitar e rolar, no embalo da torcida baiana. Foi uma decepção e pode-se dizer que ele ainda não estreou nas Eliminatórias. Entrou em campo mas não estreou. Simples assim.

A boa notícia é que o Brasil parece estar eliminando a tal ´neymardependência`, cantada em verso e prosa pela mídia. Na ausência do craque do Barça, Willian e Douglas Costa exibiram um futebol de primeira linha, com toques, dribles desconcertantes, passes precisos e gols.

Douglas Costa, que era apenas esperança, vai rapidamente se transformando em certeza, tamanha a sua evolução no Bayern de Guardiola, com reflexo positivo na Seleção de Dunga.

O Brasil por ora, não é Neymar e mais dez. É Neymar, Willian, Douglas Costa e mais oito.

Não é pouca coisa, Na verdade é muita coisa.

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É gol- Cavalo paraguaio é a mãe! O Vitória está com os dois pés na Série A em 2016. O Leão ruge.

É pênalti- Cavalo paraguaio sim senhor. O Bahia tropeçou na própria mediocridade e passa mais um ano na Série B.

 

 

Beleza ou eficiência?

Daniel Thame

DT tabocas 20Qual o melhor time do Brasileirão? A resposta é fácil e direta: o Corinthians, que conquista o título com uma imensa vantagem sobre o segundo colocado.

Qual o time que joga mais bonito no Brasileirão? Resposta igualmente simples: o Santos, que é apenas o quarto colocado, embolado com pelo menos outros cinco times. Mas que, também, é finalista da Copa do Brasil.

Isso significa que nem sempre o melhor vence?

Ou que jogar bonito não resolve?

Não e não. E muito pelo contrário.

O Corinthians pode não jogar um futebol de sonhos, mas é o exemplo pronto e acabado de eficiência e letalidade. Um grande goleiro (Cássio), um grande zagueiro Gil, e meio campistas que conciliam poder de marcação, técnica e disciplina tática (Ralf, Elias, Renato Augusto e Jadson), capazes de transformar Vagner Love em artilheiro.

O técnico Tite, depois da reciclagem no Barcelona, conseguiu montar um time que joga sem pressa, toca a bola de maneira ás vezes irritante, mas que quando ataca é quase sempre pra fazer o gol que mata o jogo. Um time que joga igual e bem em casa ou no campo do adversário, que tem a rara paciência de, quando necessário, ´cozinhar` o jogo até o adversário dar uma brecha e permitir a estocada fatal.

O Corinthians, é bem verdade, teve uma providencial ajuda da arbitragem aqui e acolá, mas nada que tire a justiça nem o brilho de seu título.

Já o Santos de Lucas Lima, Renato, Geuvanio, Gabriel/Gabigol, Marquinhos Gabriel e do vovô-garoto artilheiro Ricardo Oliveira é a síntese daquilo que se convencionou chamar de futebol-arte. Jogo ofensivo, dribles, busca incessante do gol.

Pena, para os santistas, que esse Santos de encanto só surgiu na metade do campeonato, quando renasceu pelas mãos do treinador Dorival Junior.

E que, talvez embalado pelo misticismo de gênios como Pelé, Pepe, Coutinho, e mais recentemente Neymar, esse futebol mágico só seja jogado na Vila Belmiro, o tempo alvinegro.

Fora de casa, como num passe de mágica ao contrário, o rendimento do time cai consideravelmente. Prova disso é a diferença de quase 20 pontos para o campeão Corinthians.

Entre beleza e eficiência, você leitor/torcedor escolheria o que?

Os dois?

Bem, ai já é coisa pra Bayern de Munique, Barcelona, Real Madrid e a lista acaba aí.

Salve o Corinthians campeão, viva o Santos mágico e bola pra frente, que atrás vem um monte de gente.

É gol. Neymar e Luiz Suarez estão provando o improvável: há vida no planeta Bola sem Lionel Messi. Alvíssaras!

É pênalti. De onde saíram os milhões de dólares que José Maria Marin está pagando de fiança nos Estados Unidos? Medalhinha roubada de torneio de juniores vale tanto assim?

Santos x quem?

Daniel Thame

DT tabocas 20O Santos já está na final da Copa do Brasil. Ponto.

A menos que tenhamos uma surpresa monumental na Vila Belmiro (e pode-se afirmar que isso de configura como algo absolutamente improvável), o time praiano está mais do que garantido na decisão.

A vitória por 3×1 sobre o São Paulo no Morumbi, se não chegou a ser justa pelo volume de jogo do tricolor, que além disso perdeu um caminhão de gols, foi inquestionável, porque futebol é mais competência do que justiça.

O Santos teve competência para fazer gols, enquanto o São Paulo abusou de perdê-los.

Foi o jogo de um time em ascensão, confiante e bem treinado, contra uma equipe desfigurada, que mudou de treinador quatro vezes em 2015 e que se vê as voltas com uma crise que culminou com a renuncia do presidente Carlos Miguel Aidar, acusado de receber propina na negociação de jogadores.

SP - FUTEBOL/ CORINTHIANS X SANTOS/JOGO - ESPORTES -  Torcida do Santos FC, durante a partida contra o Corinthians, válida pela final da Copa São Paulo de Juniores 2014, realizada no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, neste Sabado (25).  FOTO: WAGNER CARMO

O São Paulo, que jamais convenceu em 2015, tem até bons jogadores, mas a maioria parece desprovida de alma e de sangue, como Paulo Henrique Ganso. É um time que não vibra e que se entrega passivamente quando o adversário passa a frente no placar.

Pato é craque, mas joga quando está a fim de jogar. E, isso fica cada dia mais claro, está usando o São Paulo como trampolim para um retorno a Europa. Desta forma, alterna golaços como o que fez contra o Santos, com jogos onde apenas sua sombra entra em campo e olhe lá.

O Santos, que não tem nada com isso, transformou o jogo de volta em mera formalidade.

A única dúvida é se o adversário será o Fluminense ou o Palmeiras. No Maracanã, o Flu abriu 2×0 nomMandrake, cavado e convertido pelo vovô-garoto Zé Roberto deixou a decisão para o jogo de volta, em São Paulo.

Nesse caso, impossível fazer prognóstico. O time carioca provavelmente não terá Fred. Machucado e ao Verdão basta o 1×0. Mas o Flu já arrancou uma classificação improvável contra o Grêmio em Porto Alegre e pode obter a classificação provável na Arena Palmeiras.

O Santos espera de camarote.

Já o São Paulo espera 2016, porque com esse time molambento até o G4 do Brasileirão, que também garante vaga na Libertadores, surge como missão impossível.

 

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É gol- Sem Messi, ainda machucado, Neymar assume o protagonismo no Barcelona, com gols e assistências em profusão.

Ser o melhor do mundo já é questão de tempo. 2016 ou no máximo 2017.

É gênio e não se fala mais nisso.

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É pênalti- O colombiano Juan Carlos Osório, que não pensou duas vezes em trocar o São Paulo pela Seleção Mexicana, já sabe da bomba que se livrou.

De bobo, o Lorde não tem nada.

 





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