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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘Flica 2015’

Flica debate história e desdobramentos da escravidão no Brasil

escav flicaNa segunda mesa literária da Flica 2015, realizada da manhã de hoje, os historiadores Tâmis Parron e Cacau Nascimento falaram sobre a temática Etnias, resistências e mitos rememorando o período escravagista brasileiro e seus desdobramentos na sociedade atual. O curador da Flica e mediador, Aurélio Schommer, começou a conversa trazendo à tona a obra do historiador baiano João José Reis, referência da historiografia brasileira sobre os conflitos de resistência negra no Recôncavo Baiano.

De Cachoeira, Cacau Nascimento, lembrou a formação singular da cidade no período escravagista. Com território pequeno em relação às regiões vizinhas, Casa Grande e Senzala estavam muito próximas em Cachoeira, assim, as frequentes revoltas de escravos marcaram a história da cidade, com participação de segmentos específicos da sociedade, como as irmandades religiosas católicas.

Para Tâmis Parron, os ciclos de revoltas escravas influenciaram a forma como se definiu pela primeira vez a cidadania desracializada na constituição brasileira. Todo aquele que tinha carta de alforria e, portanto, podia ser negro, mulato ou mestiço, era considerado cidadão.

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Debate sobre Gentes Brasileiras marca a abertura da Flica

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Durante cinco dias, de 14 a 18 de outubro, a cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano, será a capital brasileira da Literatura. A abertura da Flica contou com uma discussão sobre o tema Gentes Brasileiras, sob a mediação do professor e compositor Jorge Portugal, secretário de Cultura do Estado da Bahia, que destacou o crescimento da Festa Literária Internacional de Cachoeira em sua quinta edição. “O Governo do Estado está determinado a tornar a Flica na maior festa literária do país”, afirmou. O público que lotou o claustro do Convento do Carmo assistiu à participação dos escritores Antônio Torres e Igor Gielow, que falaram sobre como se tornaram escritores, jornalismo, literatura e a inspiração para escrever.

aber Flica 3O baiano Antônio Torres, escritor homenageado nesta edição da Flica, destacou a importância do seu lugar de nascimento: a pequena vila de Junco, hoje a cidade Sátiro Dias. “Nasci em um lugar onde nada existia e era o melhor lugar para nascer um escritor, porque você tinha que inventar, que imaginar como é o mundo”, afirmou. Igor Gielow defendeu a importância da leitura. “A gente tem que ler. Ler é uma espécie de declaração de amor e de guerra. A gente precisa entrincheirar-se com a leitura para lutar contra a superficialidade que está se espalhando pelo mundo”, disse o jornalista. Na quinta-feira (15), escritores como Tâmis Parron, Luiz Cláudio Dias Nascimento, João Paulo Cuenca, Lima Trindade, Martha Medeiros e Veronica Stigger participam das mesas da Flica.

João Leão participa da abertura da Flica 2015

O governador em exercício, João Leão, participa, nesta quinta-feira (15), às 8h30, da Festa Literária Internacional de Cachoeira, que acontece de hoje a domingo. Nesta edição, o Governo do Estado ampliou sua atuação na Flica com a participação articulada de diferentes secretarias e órgãos para o desenvolvimento de atividades relacionadas às áreas de educação, cultura e turismo.

A maior parte da programação vai acontecer no Espaço Educar para Transformar, onde o público poderá conferir lançamento de livros, exposições, contação de histórias e saraus, entre outros eventos.

Lançamento de livros, contação de histórias e edital de Literatura Infantil são destaque na Flica

bahia flica 1Lançamento de livros de autoras e autores baianos, circuito de contação de histórias para mais de 200 crianças e o lançamento – em parceria com a Secretaria de Educação da Bahia – do segundo edital para seleção de mais 21 obras de literatura infantil de escritores baianos são alguns dos destaques da programação do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). A Biblioteca Móvel, o lançamento do livro Terreiros de Candomblé de Cachoeira e São Félix e o anúncio do Mapa da Palavra.BA, projeto de mapeamento que vai incentivar a Literatura do estado, também integram as atividades da Flica, que será realizada de 14 a 18 de outubro em Cachoeira, no recôncavo baiano.

A mesa de abertura do evento, no dia 14, às 19h, terá como mediador o educador e secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal. Na ocasião, o autor homenageado dessa edição, Antônio Torres, imortal da Academia Brasileira de Letras discutirá o tema Gentes Brasileiras ao lado do jornalista especializado em cobertura de conflitos e autor do romance Ariana, Igor Gielow. A programação da SecultBA, através de suas unidades vinculadas – Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Fundação Pedro Calmon (FPC) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) – na Flica pode ser conferida no www.cultura.ba.gov.br.

Autores Baianos – A Flica será o palco do lançamento de livros de autoras e autores baianos, como Sonia Rangel, Edsoleda Santos, Luiz Afonso Costa, Domingos Ailton, Tamires Lima, Luiza Helena Soares Pereira, Marcos Peralta e João Bosco Quirelli. Também durante a Festa, será lançada a 2ª edição Revista Bahia com História, publicação digital da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé dedicada à história da Bahia.

bahia flica 2 Despertar de maneira lúdica o interesse pelo ato de ler, compartilhar leituras e livros e estimular a formação de uma rede de leitores, contadores de histórias e doadores de livros, potencializando as diretrizes que fundamentam a leitura como prática social. Estes são os principais objetivos da Campanha Leia e Passe Adiante (#LeiaePasseAdiante), que a FPC realiza na Flica. A Biblioteca Móvel e a Feira de Livros da Fundação oferecerão ao público três mil títulos literários, que estarão disponíveis à leitura e à compra, por preços módicos, a partir de R$5.

Infantil – No Espaço Leia e Passe Adiante (Praça da Aclamação), haverá um circuito de contação de histórias com a presença de projetos infanto-juvenis como O Boi Multicor, do educador Jorge Conceição, que resignifica os contos infantis de forma afirmativa, bem como do Livro Viajante, cuja proposta é criar e confeccionar, artesanalmente, livros em tamanho gigante. Terá também a presença dos contadores de histórias do Coletivo Amigos da Biblioteca Pública de Cachoeira e do Grupo Rouxinol, tudo pensado para que as crianças interajam com o livro e com a leitura. As contações serão acessíveis a todas as crianças, com tradução em Libras (linguagem dos sinais).

Já na Fliquinha, onde também acontecerão atividades voltadas para as crianças, a cultura de matriz africana será apresentada às crianças no lançamento da Série de Lendas Africanas dos Orixás, de Edsoleda Santos, na quinta-feira (15), às 16h30, no Cine Teatro Cachoeira. A publicação foi contemplada pelo Edital de Editoras Baianas do Fundo de Cultura da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon.

Literatura Infantil – Mais de 332 mil crianças serão beneficiadas com as 19 obras de literatura infantil que serão lançadas pelas secretarias estaduais da Educação e Cultura, durante a Flica 2015 na quinta-feira (15), às 15h. Os livros, escritos por 16 autores baianos, serão lançados no anfiteatro do Espaço Educar para Transformar. Os títulos serão distribuídos nas escolas públicas das redes municipais e estadual de ensino na Bahia, no âmbito do Programa Educar para Transformar – um Pacto pela Educação, que visa à melhoria da qualidade da educação.

O Governo da Bahia distribuirá 798 mil exemplares para compor os cantinhos de leituras, em 21 mil salas de aula das escolas públicas. Além do lançamento dos livros, as secretarias estaduais da Educação e da Cultura vão lançar, neste mesmo momento, o segundo edital para seleção de mais 21 obras de literatura infantil de autores baianos. Estes livros também serão distribuídos para as escolas públicas, principalmente, para contribuir com a meta do programa Educar para Transformar, em parceria com os municípios, de alfabetizar as crianças até os oito anos de idade.

Flica terá receptivo especial para turistas

Curso de qualificação prepara Cachoera para a FlicaNa foto:Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

Turistas que visitarem o Recôncavo Baiano durante a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) contarão com receptivo especial da Secretaria de Turismo do Estado (Setur). Desta quinta-feira (15) até sábado (17), técnicos do órgão farão atendimento na Casa do Governo “Educar para Transformar”, localizada em frente à Casa de Câmara e Cadeia. Lá, estarão disponíveis informações sobre os atrativos de Cachoeira e cidades vizinhas, além da disponibilização de material gráfico sobre turismo na região. O estande da Setur funcionará das 9h às 18h, na quinta-feira. Já na sexta e no sábado, das 10h às 18h30.

O receptivo também será feito por baianas tipicamente trajadas. As mulheres que visitarem o estande sairão ainda mais bonitas, ostentando turbantes montados por profissionais da região que foram qualificados nas oficinas oferecidas pela Setur para preparação de mão de obra. Tais ações, que incluíram oficinas de preparação de comida de botequim, drinques e coquetéis, serão apresentadas em vídeo, que será exibido no local.

Nesta edição, o Governo do Estado ampliou sua atuação na Flica com a participação articulada de diferentes secretarias e órgãos para o desenvolvimento de atividades relacionadas às áreas de educação, cultura e turismo. A maior parte da programação vai acontecer no Espaço Educar para Transformar, localizado em frente à Câmara Municipal de Cachoeira, onde o público poderá conferir lançamento de livros, exposições, contação de histórias e saraus, dentre outros eventos.

 

Secretarias da Educação e Cultura lançarão obras de autores baianos na Flica 2015

fliquinha 1Mais de 332 mil crianças serão beneficiadas com as 19 obras de literatura infantil que serão lançadas pelas secretarias estaduais da Educação e Cultura, durante a V Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2015). Os livros, escritos por 16 autores baianos, serão lançados no dia 15 de outubro, às 15h, no anfiteatro do Espaço Educar para Transformar.  Os títulos serão distribuídos nas escolas públicas das redes municipais e estadual de ensino na Bahia, no âmbito do Programa Educar para Transformar – um Pacto pela Educação, que visa à melhoria da qualidade da educação.

“Queremos estimular o processo de alfabetização das nossas crianças com estórias contadas por autores baianos e referenciadas na realidade da Bahia”, afirma o secretário da Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto. Ele ressaltou que o Governo da Bahia distribuirá 798 mil exemplares para compor os cantinhos de leituras, em 21 mil salas de aula das escolas públicas.

fliquinha 2 Além do lançamento dos livros, as secretarias estaduais da Educação e da Cultura vão lançar, neste mesmo momento, o segundo edital para seleção de mais 21 obras de literatura infantil de autores baianos. O secretário Osvaldo Barreto explica que estes livros também serão distribuídos para as escolas públicas, principalmente, “para contribuir com a meta do programa Educar para Transformar, em parceria com os municípios, de alfabetizar as crianças até os oito anos de idade”.

O Espaço Educar para Transformar, na Flica, também vai agregar uma série de atividades, como saraus, oficinas, encontros literários, canto coral e mostras dos projetos estruturantes de arte e cultura desenvolvidos por estudantes das escolas estaduais, dentre os quais, está a exposição da Educação Patrimonial e Artística (EPA) e o Sarau literomusical. Outra atração será o lançamento do Concurso Festa Literária na rede estadual de ensino, em comemoração aos 169 anos do poeta Castro Alves.

 

Antônio Torres e Igor Gielow abrem as mesas literárias da Flica 2015

abertura Flica 2015Se entre os dias 14 e 18 de outubro a cidade de Cachoeira no Recôncavo Baiano vai respirar literatura sob muitas perspectivas e temáticas, a abertura da Flica 2015 começa falando sobre gentes. São os olhos jornalístico-objetivos e literário-românticos de Igor Gielow e Antônio Torres que darão a tônica da primeira mesa literária, às 19h, do dia 14 de outubro.

No agitado mundo das redações, vivido por Antônio Torres e Igor Gielow em tempos diversos, as gentes passam apressadas. Ali, as letras têm pressa em traduzi-las, tendem a cuidar apenas de registrá-las. Não será o caso de um e de outro, fascinados pelo profundo de cada história, sempre pessoal, não há fatos sem gentes. Torres, antes das redações, contava histórias de viventes de sua terra, Junco, no nordeste baiano, escrevendo cartas dos que não o sabiam fazer a parentes.

Do fascínio pelas histórias, num caso e noutro, brotaram os romances, o acrescentar algo mais a histórias que por vezes nas redações se apresentam incompletas. Ainda mais incompletas nos cenários de coberturas de guerra, em lugares tensos como o Paquistão e o Afeganistão, cenários caros a Igor Gielow, contador de histórias internacionais, como Antônio Torres, que do sertão trafegou para o urbano e para o global, movido pelas mesmas carências, pelos mesmos impulsos.

Como jornalistas, o texto literário a ultrapassar o mero registro. Como romancistas, o compromisso com a verossimilhança do elemento gente personagem; com o elemento gente leitor através do texto fluido e ao mesmo tempo sedutor, a conduzir e abraçar não para manipular, mas para dizer “estou aqui”.

Antônio Torres é homenageado da edição, baiano a orgulhar o estado berço das letras brasileiras na cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras. A presença de Igor Gielow, jovem aprendiz perto dele, mas aprendiz aplicado, excelso, é-lhe parte da homenagem.

A mesa que abre 5ª edição da Flica terá mediação de Jorge Portugal.

Ritmos, harmonias e dissonâncias das palavras em Cachoeira, na Flica 2015, a festa literária do Brasil

Aurélio Schommer

 aurelioEscritores desejavam parecer músicos, que os limites das palavras fossem estendidos a distâncias tais que pudessem alcançar os ritmos e harmonias da suprema arte dos sons. Para tal nobre fim, sentiam-se limitados menos pelas palavras do que pela inevitável dissonância das ideias.

Pobres autores, desconsolados por tal incapacidade, tal inferioridade, agonisticamente seguem tentando vencê-la. Alcançarão alguma harmonia, algum ritmo digno de nota entre tantas notas dissonantes? Bem, a programação da Flica 2015 foi pensada para esse nobre fim, sem ilusões, pois as marcas das dissonâncias também são caras a essa festa literária, sempre o foram, agora mais.

Há ritmo, ditado pelo homenageado, prosador exímio em espichar o alcance das palavras às alturas, jornalista atento às dissonâncias próprias da verdade. Antônio Torres, o imortal brasileiro, orgulhosamente baiano, cosmopolita por vocação de berço e senso estético adquirido em longa e admirável trajetória. Na mesa de abertura, estará ao lado de um jornalista virtuose na captação do excruciante nos fatos, Igor Gielow, quanto ritmo na narrativa de Ariana, tragédias e redenções entrelaçadas.

Nos mitos, a representação plástica obtida do mosaico de palavras de resistência e fantasia, os “signos da cultura”, expressão “não sei que” da filosofia vertida em prosa afiada, para fins de narrativa histórica ou fantástica, mais cedo de Cacau Nascimento, signo da terra cachoeirana, e de Tâmis Parron, garimpeiro dos sinais e simbolismos da escravidão; mais tarde, já no sábado, André Vianco e Ana Beatriz Brandão, virtuoses do imaginário estendido, dos mitos “não sei nada”, mas se nada sei tudo posso criar.

Professar no sentido de “tomar o hábito”, vestir-se de prosador, no dia do professor (15) é ofício para os devotos das palavras, tão devotos quanto reconhecidos como tais. Num dia só Verônica Stiger, João Paulo Cuenca, Lima Trindade e Martha Medeiros. Professemos, no sentido de “fazer uso público de”, esses encontros devocionais, em duplo sentido, devotos eles do professar, devotos à mancheia na plateia.

Do lirismo dos sentimentos ao lirismo da guerra, do choque entre ressentidos irreconciliáveis, a sexta-feira vai de Clarissa Macedo e Rita Santana, a declamar em prosa falada ou poesia escrita na tradicional mesa de poesia by Flica, a Kamila Shamsie e Rodrigo Gurgel, dois prosadores que preferem o romance povoado de sentimentos aos piores sentimentos, mas não fogem da arena do argumento reto, na guerra entre Islã x Ocidente, ressentimentos de treze séculos ora agudizados, em mais uma mesa tradicional by Flica: choque de opostos.

Entremeando a sexta de opostos e harmônicos, a homenagem by Flica, que já celebrou de forma original Nelson Rodrigues e Jorge Amado (em 2012), ao exímio retratista baiano dos conflitos da saga grapiúna, uma das mais fantásticas sagas de todos os tempos, Adonias Filho, com especialistas (Carlos Ribeiro, Silmara Oliveira, Adonias Neto) na obra do imortalíssimo itajuipense, da terra da guerra do Sequeiro do Espinho, que faz parecer os atuais conflitos étnicos das periferias das capitais europeias coisa de gente mimada.

O sábado da Flica já era uma maratona: quatro mesas. Agora, são cinco, maratona pouca é bobagem. O fim dela já casamos no início deste texto: o encontro inédito da revelação Ana Beatriz com o experiente Vianco, de pai para filha? Veremos. O dia começa mesmo com Hansen Bahia, homem do mundo e de Cachoeira, um dos tantos a descobrir que em Cachoeira reside o mundo. Apresentam Hansen xilogravurasliteraturas Rubem Grillo, Antônio Costella e Evandro Sybine.

O Estado, esse monstro que nossa imaginação não só criou como implantou, se quer benfazejo. Benfazejo? Mariana Trigo acha que sim; Bruno Garschagen, que não. Ah, sim, eles acabam invertendo as posições, como Portugal e Brasil tantas vezes inverteram na história multissecular dos diálogos lusófonos. Em seguida, diálogos africanos para dizer das pontes entre Estado e globalismos étnicos, com Helon Habila, nigeriano que fala de perto aos americanos, e José Carlos Limeira, a avaliar as interações entre etnicidades brasileiras, africanas e americanas.

Retomando o tema da música, é a vez de John Philip Sousa. Não, o compositor de marchas nascido em Washington e morto em 1932, não estará na Flica. Mas é no seu ritmo, dissonâncias, instrumentos, harmonias, tudo tão vasto, com tantas influências, que se apresentam as americanas Sapphire e Meg Cabot, ao lado das brasileiras Lívia Natália e Paula Pimenta, tradição Flica do encontro dessas duas Américas a disputar mitos de criação (evocando Pocahontas e Caramuru, tema da edição 2011).

Sapphire, além de dramas de adolescentes abandonadas por qualquer sorte (quem não leu “Preciosa”?) e questões de gênero, estabelece com Lívia Natália uma das tantas pontes cachoeiranas afro-baianas-americanas, sem perder de vista a eleição metropolitana de 2016. Meg Cabot talvez tenha algo a dizer sobre isso também, mas Paula Pimenta há de chamá-la, para fechar a Flica, já no domingo, com o tema do amor, esse “não sei que” indefinido que faz os escritores alcançarem as alturas da música, ritmo, harmonia, em meio a dissonâncias sem fim, tudo muito by Flica.

 

(*)Aurélio Schommer é escritor, crítico literário, titular  do Conselho Estadual de Cultura da Bahia curador da Flica,

 





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