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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘estiagem’

Produção deve ser 21% menor, diz Ceplac

cacau estiagem 3A falta de chuvas deve fustigar mais severamente a produção de cacau da Bahia nesta safra 2016/17, iniciada em maio. Após fechar o ciclo passado com uma colheita 7% menor que na temporada anterior, os produtores baianos devem amargar uma quebra de safra ainda maior, de 21%, o que significará uma produção em torno de 115 mil toneladas, segundo Manfred Müller, coordenador técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

Essa é a terceira estimativa da Ceplac para a colheita baiana desta safra. A comissão previa inicialmente uma produção de 158 mil toneladas de cacau no Estado, e depois revisou sua estimativa para 153 mil toneladas. O cálculo abrange a safra temporã, de maio a setembro, e a principal, de outubro a abril. Pelo cálculo da Ceplac, o Estado produziu no último ciclo 146 mil toneladas de cacau.

A maior parte da colheita é concentrada entre outubro e abril. Atualmente, os frutos que serão colhidos nessa época estão na fase chamada de bilração, em que a flor do cacaueiro se transforma no princípio do fruto.

Essa é uma etapa extremamente sensível aos níveis de umidade, que determinam a formação dos frutos. “Se não chover agora, vamos perder a safra inteira”, diz Pedro Spinola, dono de uma fazenda de cacau a 30 quilômetros de Ilhéus. Os frutos já começaram a amarelar em algumas regiões, afirma o produtor.

Segundo Müller, mesmo que essa etapa se desenvolva melhor do que a bilração anterior, “a produção não será igual à do ano passado”. Além da perda de produtividade, a estiagem matou 13% dos cacaueiros do Estado, conforme o último levantamento da Ceplac.

Com essa perspectiva mais pessimista, a safra da Bahia fica menos distante da safra do Pará, segundo maior produtor nacional da amêndoa. Para a Ceplac, o Estado colherá neste ciclo entre 105 mil toneladas e 120 mil toneladas. (Valor Econômico)

E o mar virou sertão…

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Seca afeta mananciais no Sul da Bahia e falta dágua ganha contornos dramáticos. Milhares de pessoas em dezenas de municípios sobrem com colapso no abastecimento.

Seca afeta mananciais no Sul da Bahia e falta de água ganha contornos dramáticos.
Milhares de pessoas em dezenas de municípios sobrem com colapso no abastecimento.

Foi um rio que secou em nossas vidas…

Leito do Rio Colônia em Itapé, Sul da Bahia,  23 de maio de  2016 (foto Pedro Augusto)

Leito do Rio Colônia em Itapé, Sul da Bahia, 23 de maio de 2016 (foto Pedro Augusto)

 

 

Estiagem: Ilhéus decreta estado de emergência

aguaO prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, anunciou a decretação de estado de emergência devido à crise hídrica por que passa o município. A decisão do prefeito levou em consideração o parecer técnico da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Sema) e o ofício 026/2016 da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), no qual informa que “não havendo mudanças climáticas significativas, o atual nível de água na barragem será suficiente para o abastecimento por cerca de dois meses”.

O comunicado foi feito pelo gestor exatamente um mês após a Embasa iniciar o histórico rodízio no abastecimento em partes altas e outros bairros da cidade, e busca criar condições objetivas para a adoção de medidas por parte do Governo do Estado visando a solução do problema. Ribeiro explicou ainda que embora a responsabilidade do abastecimento de água seja de responsabilidade da empresa pública concessionária do serviço, o Município tem a atribuição de zelar pela conservação e defesa dos recursos hídricos, nos termos da Lei Orgânica do Município.

“A partir de agora, apesar de o abastecimento ser de responsabilidade restrita da Embasa, o município cria as condições para que a empresa tome providências concretas no sentido de minimizar a crise hídrica que assola boa parte de nossa comunidade”, disse.

O gerente-regional da Embasa, José Lavigne, explicou que os níveis das barragens que abastecem o município – dos rios Iguape e Santana, não apresentaram melhoras nos últimos meses, principalmente pelo fato de não haver chuvas consideráveis nos mananciais há quase um ano. Entre as medidas executadas para tentar minimizar os transtornos, estão o rodízio no abastecimento em áreas distantes dos terminais de captação, implantação de “tanques comunitários” e disponibilização de caminhões-pipa.

Vidas Secas

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Zona Rural de Itapé, no Sul da Bahia. O retrato da tragédia causada pela estiagem que assola a região. (fotos Pedro Augusto)

Natureza morta

Nascente do Rio Cachoeira, na junção dos rios Salgado e Colônia, em Itapé. A maior estiagem no Sul da Bahia em três décadas afeta o rio e provoca colapso no abastecimento de água em Itabuna.

Nascente do Rio Cachoeira, na junção dos rios Salgado e Colônia, em Itapé.
A maior estiagem no Sul da Bahia em três décadas afeta o rio e provoca colapso no abastecimento de água em Itabuna.

Estiagem: Governo da Bahia homologa Estado de Emergência em Itabuna

O governo da Bahia homologou o decreto do prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, que reconheceu estado de emergência em Itabuna devido à estiagem. O decreto municipal, de número 11.443, foi publicado no dia 2 de dezembro do ano passado.

Com a homologação, assinada pelo vice-governador João Leão, o município terá acesso ao apoio do Estado no âmbito de programas que  visam socorrer populações atingidas pela seca. A emergência também possibilita a dispensa de licitação em contratos relacionados aos motivos que justificaram o decreto.

O ato do governo baiano terá vigência pelo prazo de 180 dias, retroativo a 2 de dezembro de 2015. (do Pimenta)

Empresa inicia bombardeio de nuvens no Sul da Bahia

aviãoA empresa contratada por agricultores, pecuaristas e prefeituras de Itabuna, Itajuípe, Ilhéus e Uruçuca iniciou o bombardeamento de nuvens com produtos químicos para provocar chuvas no sul da Bahia.

As primeiras ações ocorreram na região de Castelo Novo, onde fica uma das três estações de captação de água de Itabuna, segundo o presidente do Instituto Pensar Cacau, Águido Muniz.

A operação deu os primeiros resultados, com pancadas de chuva na região em que o trabalho foi realizado. As ações para provocar a precipitação de chuvas serão feitas por um período de trinta dias, podendo ser prorrogadas.

Os serviços de nucleação de nuvens estão sendo feitos pela empresa ModClima, de São Paulo. Ela foi fou contratada por R$ 180 mil, dos quais a Prefeitura de Itabuna vai pagar R$ 60 mil.

O bombeamento das nuvens será feito principalmente nas nascentes dos rios que abastecem os quatro municípios e as regiões dos produtores que aderiram à campanha.

Nesta segunda-feira a Prefeitura de Itabuna também anunciou a contratação de mais 40 carros-pipas para atender principalmente os bairros em situação mais crítica, escolas, postos de saúde e hospitais.

Itabuna recebe apoio do Governo do Estado para enfrentar estiagem

 

Reunião com prefeito de Itabuna Claudivane Leite e deputado federal Davidson Magalhães sobre estiagem no município e efeitos da seca para os produtores

O governador Rui Costa garantiu apoio à Prefeitura de Itabuna com a cessão de carros pipa pelo Governo do Estado, envio de pessoal da Embasa para uma cooperação técnica visando implantar nova adutora para ampliar a captação de água no manancial de Castelo Novo e recuperação da capacidade de bombas hidráulicas e ainda vai assumir o contrato de risco com empresa especializada na nucleação de nuvens para geração de chuvas artificiais.  A informação foi dada hoje pelo prefeito Claudevane Leite.

Acompanhado do deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB-BA), dos presidentes da Emasa, Ricardo Campos, e da Câmara de Vereadores, Aldenes Meira, Vane foi recebido em audiência pelo governador baiano. Na oportunidade, o prefeito de Itabuna fez o relato da grave situação dos mananciais dos rios Colônia, Salgado e Almada que estão secos em decorrência da forte estiagem sobre o sul da Bahia há 160 dias como consequência dos efeitos do El Niño severo que reduziu as chuvas em 45% de acordo boletim do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

chuva 2Na audiência, também acompanhada pelos secretários da Casa Civil do Governo do Estado,  Bruno Dauster, das Relações Institucionais, Josias Gomes, o governador Rui Costa determinou a contratação emergencial da empresa especializada na nucleação de nuvens para a provocação de chuvas artificiais. O contrato de risco será feito pela Casa Civil. Também autorizou a cessão de carros pipa para que auxiliem a distribuição de água para abastecimento da população, além da vinda de pessoal especializado da Embasa para a recuperação de bombas e motores hidráulicos e ajudem os técnicos da Emasa a implantar nova adutora em Castelo Novo.

Com a nucleação de nuvens, o governador também atende ao pedido formulado pelos produtores de cacau que lhe enviaram documento relatando perdas nas lavouras com a falta de chuvas.  Na audiência, o governado Rui Costa determinou à Secretaria de Saúde da Bahia para que apoie os esforços da Prefeitura no combate ao mosquito Aedes aegypti causador da dengue e zika vírus. Nesta quarta-feira haverá reunião sobre o assunto na Sesab, em Salvador.

 

Emasa orienta uso racional de água em Itabuna devido à estiagem

emasaO presidente da Emasa, Ricardo Campos, informou nesta terça-feira (27), que não há racionamento de água em Itabuna, embora não descarte a possibilidade de isso ocorrer se a estiagem na região se prolongar por mais tempo. Mesmo sem racionamento, orientou à comunidade para que continue usando água de forma racional, principalmente para que se evite desperdício.

Ricardo diz que é preciso que as pessoas mudem hábitos de consumo de água radicalmente e evitem principalmente, lavar carros ou calçadas com água tratada, como ocorre com freqüência em algumas áreas da cidade. “Isso é o maior absurdo diante de tantas campanhas que alertam para o grave problema da falta de água que ameaça o planeta”, afirma.

O presidente da Emasa acredita que muitas pessoas ainda não se deram conta de que a falta de água doce é uma realidade que assusta e que tem mudado a rotina de milhares de famílias em várias partes do País. Cita, por exemplo, estados como Rio de Janeiro e São Paulo que já enfrentam grave crise, por falta de água nas torneiras.

Também cita o município de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, onde a situação se tornou insustentável, a ponto de a prefeitura decretar situação de emergência na zona rural. Mais de 400 propriedades da região estão prejudicadas em função da seca prolongada no território capixaba.

Em Itabuna, por enquanto, somente houve a suspensão da captação de água na estação de Ferradas devido à seca do Rio Cachoeira naquela localidade. A captação no Rio Almada está sendo reforçada para amenizar os efeitos da seca e garantir o abastecimento às milhares de famílias que moram naquela região da cidade.

A Estação do Rio do Braço é responsável pela captação de 600 litros de água por segundo para atender a maioria das regiões do município enquanto a estação de Ferradas faz a captação de apenas 250 litros/segundo para abastecer os bairros Maria Matos  (Rua de Palha),  Urbis IV, Loteamento Morumbi, Brasil Novo, Jorge Amado, Ferradas e Nova Ferradas.

 





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