:: ‘Chocolat Festival’
Chef prepara árvore de Natal com 350 kg de chocolate e mais de 2 metros de altura para o Chocolat Festival em Ilhéus
A comemoração antecipada do Natal em Ilhéus, no Sul da Bahia, já tem data marcada: será entre os dias 16 e 19 de dezembro no 12° Festival do Internacional do Chocolate e Cacau. O evento, que acontecerá no estacionamento do Centro de Convenções da cidade, já divulgou a corrida por um recorde, a produção e exposição de uma árvore de Natal feita com 350kg de chocolate, medindo mais de dois metros de altura.
O responsável pela façanha será o chef Abner Ivan, diretor executivo do Clube dos Padeiros e Confeiteiros do Brasil (Cpac Brasil). Ele foi Campeão da Coupe du Monde de la Pâtisserie 2015, categoria Chocolate etapa Brasil, e finalista da Word Chocolat Masters, etapa Sul Americana 2014/2015. Paulista, de 33 anos e com experiência internacional, Abner vai substituir a tradicional estrela, que costuma ocupar o topo da árvore, por uma flor de cacau e as conhecidas bolas natalinas por miniaturas coloridas de cacau.
Para Marco Lessa, organizador do evento, a ideia da árvore nestas proporções é inédita no Brasil e o investimento na escultura de chocolate revela o interesse dos idealizadores do festival em marcar uma espécie de recomeço, após tantas perdas provocadas pela pandemia da Covid-19. Lessa afirma que “o Natal é a segunda ‘Páscoa’ para o mercado do chocolate e as nossas marcas de origem mereciam essa oportunidade, além de marcar a retomada do turismo e dos eventos do setor”.
Marco Lessa, o Hiperativo do Cacau
Por Cléber Isaac Ferraz
Já a algum tempo sem publicar continuo escrevendo minhas crônicas e o livro está pronto; era pra ser lançado em 2020 nos meus 50 anos (pandemia adiou, porque se não for com aglomeração e furdunço não tem minha cara).
São 50 crônicas que contam meio século de minha história; que carrega em si peculiaridades óbvias já explicitadas no título – são em essência “causos” cujo sujeito é hiperativo (o que gera alta produtividade de eventos) e baiano, o que gera cenários lindos e contexto cultural peculiar; além claro personagens de novela.
A crônica 51; é a mais importante porque leva nome de cachaça ; foca-se no único ser humano mais baiano e mais hiperativo que eu; que mereceria não uma crônica mas um livro inteiro.
Nasceu em junho de 70, ano e mês que Pelé era tricampeão mundial com o mais belo futebol arte da história, ou seja já nasceu com o Brasil vitorioso e em festa.
Marco Lessa não é da Bahia mas “das Bahias “ (são cinco*) e como sabemos que baiano não nasce, estreia, seu primeiro palco foi a “Bahia do Sertão”.
Região catingueira, árida na geografia e verdejante nas pessoas; região que gerou João Gilberto; Glauber Rocha; Ivete Sangalo; Targino Gondim, Elomar e Xangai.
Infância e adolescência padrão; saudável filho de bancário jogando bola e estudando “na marra” mas passando de ano.
Com 20 e poucos anos, se muda para a “Bahia do Cacau”, por uma sincronicidade do cosmos, exatamente quando a rede globo estava produzindo a magnífica novela “Renascer” que tem como pano de fundo a cultura do cacau, com grande elenco (Antônio Fagundes; Marcos Palmeira, Adriana Esteves entre outros ícones) e ele passa a trabalhar na produção com diversas funções operacionais; entre elas de escalar figurantes.
Mal sabia a Globo; que ela estava dando o primeiro palco para uma estrela; o menino baiano Marco.
Participar de uma grande produção global e entrar no universo explicitamente “jorge amadiano” da novela; desbloqueou a criatividade e mostrou para um menino catingueiro o poder da arte em sua manifestação mais impactante naquele momento; uma novela da globo nos anos 90 tinha o poder de um Mark Zuckerberg hoje.
Imagine pegar um menino que passou infância e adolescência em Guanambi** e dar lhe essa vivência, de participar ainda que em função secundária, de uma produção com a força e poder da rede Globo ?
Claro que endoidou a criatura; azar o dele; sorte da região; que na época vivia seu momento mais depressivo por causa da vassoura de bruxa que matou muitos pés de cacau e a criatividade de muitos jovens que aos 20 começavam sua vida profissional ao meio de uma situação triste em seu entorno.
Acredito que muitos “Marco Lessas” tiveram carreiras medíocres apesar de talentosos; por não terem força para superar esse momento.
Mas para nossa sorte, Marco Lessa com 23 anos tinha endoidado e doido tem mais força que gente normal; entrou em delírio; não com droga nem 51, mas com a visão prática que ARTE se materializa com planejamento e CAPITAL.
E CAPITAL por sua vez sua vez, pode vir da ARTE – formando um circulo virtuoso.
Delirava ao entender que o cotidiano da Bahia retratado com técnica e talento encanta plateias do Brasil e do mundo; pois a novela chegou a bater 85% de audiência e foi exportada para 20 países.
Ele participou disso; não é que ele leu sobre isso; ele estava lá.
O coitado se lascou; aos 20 e poucos anos ao ver isso tudo; não se recuperou mais nunca, e o infeliz não foi para as drogas; foi pior…virou publicitário e produtor de eventos.
Ser publicitário/produtor tem muitas semelhanças com ser drogado; gera picos de ansiedade; enxerga o que ninguém está vendo, fica imaginando coisas, e vive correndo atrás de dinheiro para suprir ,seu ciclo vicioso; e como os drogados tem amigos artistas e anda com todo tipo de gente, péssimas companhias como eu.
Entre 1993 (ano da novela) e 2009 o menino perdido já tinha feito os mais icônicos shows e eventos da região cacaueira ( Legião; Paralamas; Elba, Alceu, Djavan etc) atendia as maiores empresas aqui instaladas ( shopping center Shopping Jequitibá ; indústrias de computador).
Na vida pessoal já e era casado com Luana que além de bonita ; gente boa; empreendedora; boa mãe ; era filha do então dono do Vesuvio o que da ainda mais charme a relação, o cara literalmente conquistou “corações e mentes” da região, só para citar a banda Titans – que ele também trouxe para Ilhéus claro.
Mas aí em 2009, com quase 40 ; ele já podia se aquietar para curtir uma de suas melhores criações – João Lessa seu filhote nascido em 2006.
Maduro e tranquilo podia curtir com mais quietude as próximas décadas, até se aposentar com a serenidade exemplar de seu pai; que fez carreira no Banco do Nordeste, e apenas gerenciar a consagrada agência M21, disparado a que mais ganhara prêmios no interior da Bahia até então.
Só que não – SQN como dizem os millenials.
A doença ? da hiperatividade não deixa ; azar dele sorte nossa.
Com quase 40 a alma de Marco Lessa , catingueiro da beira do mar, inventa o Festival Internacional do Chocolate da Bahia porque sua missão não estava cumprida.
A região cacaueira que tanto lhe dera; tinha que ser retribuída com um evento que ajudasse a sua economia a sair da atividade primária da Agricultura, e gerar mais riqueza .
Para explicar em números : 1 kg de cacau vale 10 reais , um kilo de chocolate fino vale 300 reais, chegando a 1000 reais, em 2009 o sul da Bahia não tinha nenhuma fábrica de chocolate fino; apesar de plantar cacau desde 1850.
O Festival Internacional do Chocolate da Bahia e o povo bom dessa terra mudaram essa história; menos de 10 anos depois já eram mais de 70 marcas, e Lessa foi considerado uma das 100 pessoas mais influentes do agronegócio pela imprensa nacional, mas essa parte fica para o capítulo 52; até lá !
* São pelo menos 5 Bahias : Bahia do Cacau, Bahia do Recôncavo; Bahia sertaneja; Bahia soteropolitana e Bahia do extremo sul (território que já foi até questionado e disputado pelo Espírito Santo e Minas )
** Guanambi no sudoeste da Bahia apesar de ser rica pelo agronegócio; tem vivência e ritmo típicos dos polos rurais sem fervilhar cultural e artístico, em especial nos anos 70/80 quando Lessa viveu
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Cléber Isaac Ferraz é empresário/visionário e grapiuna ancorado nas terras mágicas de Itacaré entre o mar, a mata atlântica e, claro, o cacau
Expedição promove setor de cacau e chocolate em seis estados
Foi iniciada nesta semana uma expedição dos organizadores do Chocolat Festival por seis estados brasileiros a fim de promover o cacau e o chocolate produzidos no país, bem como planejar novas edições do evento. Entre os municípios interessados em realizar o festival estão Urubici, em Santa Catarina, famoso por abrigar o local mais frio do Brasil; Altamira, no Pará, atualmente o maior produtor de cacau do país, além de Linhares, principal cidade cacaueira do Espírito Santo. “Além desses três estados, iremos nos reunir com autoridades locais na Bahia, São Paulo e em Brasília para firmarmos protocolos de intenções e iniciarmos o planejamento das próximas edições, previstas para o início de 2022”, declara Marco Lessa, idealizador do evento e quem está à frente da expedição.
Lessa foi eleito em 2015 e 2018 uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio no Brasil pela Revista Dinheiro Rural por conseguir agregar, valorizar e divulgar a cultura do cacau e a produção artesanal de chocolate de origem brasileira. O Chocolat Festival – Festival Internacional do Chocolate e Cacau é considerado o maior evento do setor na América Latina e acumula 19 edições presenciais já realizadas entre Bahia, Pará e São Paulo. Os interessados no segmento podem acompanhar a missão através das redes sociais, nos perfis @chocolat.festival, @marcolessa360 e @grupom21 do Instagram.
Segredos da Páscoa: famosos da confeitaria se reúnem em webinar
Com imagens capazes de despertar a gula dos mais comedidos em seus perfis nas redes sociais, os confeiteiros-celebridades Lucas Corazza, Flávia Souza, Lu Neves, Renata Penido e Abner Ivan somam mais de 500 mil fãs em seus canais no Instagram. Nesta quinta-feira (25), eles se reúnem em um webinar promovido pelo Chocolat Festival. Batizado de Encontro Segredos da Páscoa, o evento virtual acontece no canal do festival no Youtube a partir das 19h30, com acesso gratuito. Na ocasião, os chefs apresentarão as tendências em ovos de Páscoa, novidades do setor, adaptações da confeitaria ao cenário de pandemia e ainda darão dicas que aplicam em suas receitas.
O Chocolat Festival – Festival Internacional do Chocolate e Cacau é considerado o maior evento do setor na América Latina e já tem 19 edições presenciais realizadas entre Bahia, Pará e São Paulo. Com edições canceladas em 2020 em decorrência da pandemia do Novo Coronavírus, o evento vem trazendo alternativas ao público desde o início deste mês de março. “Mesmo antes da pandemia, o Chocolat Festival já planejava ser híbrido, pois muitas pessoas que têm interesse em aprender sobre chocolate e cacau não podiam viajar e participar presencialmente. Agora, mais do que nunca, o on-line se torna necessário. Quando a situação mundial permitir, faremos festivais ainda melhores e mais completos, presenciais e também transmitidos para todo o Brasil e outros países”, assegura Marco Lessa, empresário, criador e organizador dos eventos Chocolat Festival.
SERVIÇO
Colecionador de prêmios, cacauicultor João Tavares participa de live do Chocolat Festival

O melhor chocolate que a Rainha Elizabeth II declarou já ter provado foi o brasileiro Aquim Q0, feito com cacau do baiano João Tavares. O produtor, que tem fazenda em Uruçuca, no Sul da Bahia, acumula diversos prêmios, entre eles dois como melhores amêndoas de cacau do mundo, o International Cocoa Awards, concedido no Salon du Chocolat de Paris.
Tavares fornece suas cobiçadas amêndoas para grandes nomes internacionais da gastronomia, a exemplo do francês Alain Ducasse, chef com o maior número de estrelas Michelin acumuladas. Ducasse utiliza as amêndoas produzidas pelo baiano na sua Le Chocolat, considerada a meca do chocolate na França..
É com João Tavares que conversa o empresário Marco Lessa na live promovida pelo Chocolat Festival nesta quinta-feira (21). O encontro virtual traz as raízes e a trajetória de sucesso do produtor e acontece às 17h no perfil @chocolat.festival.
Chocolat Festival traz lições inspiradoras para motivar o setor

Do zero ao maior evento de chocolate do Brasil: trajetória, desafios, superações e perspectivas para o futuro pós pandemia do Covid-19. Esse será o tema da primeira live promovida pelo Chocolat Festival e conduzida pelo idealizador do evento, o empresário Marco Lessa.
A live acontece na próxima quinta-feira (7), às 15h, no perfil @chocolat.festival do Instagram e oferece um panorama atual para quem trabalha ou deseja trabalhar no segmento de chocolate e cacau. Entre Bahia, Pará e São Paulo, o Chocolat Festival soma 19 edições promovendo toda a cadeia produtiva, desde o pequeno produtor de cacau até as marcas industriais e artesanais de chocolate bean to bar (feito da amêndoa à barra).
Na apresentação ao vivo, Marco Lessa, conhecido por alguns como Mr Chocolate, anunciará o lançamento de uma plataforma de vendas que reunirá marcas de chocolate de origem e bean to bar de diversas regiões do País, além de outros projetos inéditos para beneficiar o setor.
Cozinha Kids desperta paixão pelo chocolate

O despertar do interesse pela gastronomia e da paixão pelo chocolate. Assim é a Cozinha Kids, um espaço especial no Chocolat Bahia 2019. Durante os quatro dias do evento, cerca de 500 crianças, devidamente uniformizadas, recebem orientações sobre apresentação de produtos, alimentação saudável, higienização e segurança na cozinha.
Elas também aprendem a preparar receitas de pirulito de chocolate, pizza brawne, pizza gourmet, brigadeiro gourmet e de copinho e cupcake.

“É fascinante trabalhar com as crianças, passando conhecimento e recebendo carinho. O Festival do Chocolate é uma iniciativa maravilhosa”, afirma a chef Eliana Lima.
Ateliê do Chocolate encanta visitantes no Chocolat Bahia

Chocolate em forma de arte. O Ateliê do Chocolate e uma das atrações do Chocolat Bahia 2019, atraindo centenas de pessoas em centenas de pessoas, que admiram a confecção de figuras como um cacaueiro, barcaça de cacau, marca do Festival, caixa de chocolate e o Rei Leão.
As figuras são confeccionadas com chocolates Harald, sob a coordenação do chocolatier Rafael Barros. Para ele, trata-se de uma experiência fascinante, no processo de construção das figuras, que serão concluídas neste domingo, pois permitem uma interação com o público.

O trabalho conta com a participação de estudantes do curso de Gastronomia da Faculdade Madre Thais, em Ilhéus. “Trata-se de um grande aprendizado e de uma experiência única na preparação e manuseio do chocolate”, afirma o estudante Thiago Santos.
Gonschä Chocolat é produzido em Itacaré com cacau 100% orgânico

Daniel Thame
Foi amor à primeira vista. O casal Romain Gonçalves, francês filho de portugueses, e Helen Schaly, brasileira descendente de alemães, foi apresentado a um fruto de cacau durante uma feira de alimentos em São Paulo. Em 2014, em busca de mais qualidade de vida, já estavam residindo em Itacaré, no Sul da Bahia. No ano seguinte, adquiriram a Fazenda Pancadinha, no mesmo município, com uma área 27 hectares, sendo 20 hectares de cacau.
Era o primeiro passo para a realização do sonho que nasceu naquele primeiro contato com o cacau: a produção de chocolate. “Sempre fomos consumidores de produtos orgânicos, dentro de uma filosofia de vida saudável e respeito à natureza e decidimos que a nossa produção de cacau seria orgânica”, conta Helen.

Romain (esquerda) e os cuidados na seleção das amendoas
Com a colheita 100% orgânica, a fábrica de chocolate foi instalada em meio à plantações de cacau. Nascia, em 2019, o Gonschä Chocolat, um autêntico produto tree to bar (da árvore à barra), lançado oficialmente no Chocolat Festival, realizado em abril na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.

Fábrica de chocolate na plantação de cacau
“Decidimos investir na produção de chocolates, já que a gente cuida desde a plantação até a colheita e manejo das amêndoas. Processamos esse cacau, que é de ótima qualidade, e fazemos um chocolate premium, que tem alto valor agregado”, explica Romain. A unidade tem capacidade de produção de 16 quilos por dia, com potencial de ampliação.

Hellen e o preparo do chocolate
O Gonschä Chocolat é produzindo nas versões com 90%, 70% e 40% de cacau; 70% com laranja, 40% com castanha de caju, 35% chocolate branco, e 35% chocolate branco com nibs.
O VERDADEIRO CHOCOLATE

O chocolate do Sul da Bahia em busca de novos mercados
A meta é atingir inicialmente o mercado baiano, mas já existem projeções para comercialização em São Paulo, onde o Gonschä foi bem recebido no festival, Rio de Janeiro e demais estados do Sul/Sudeste, onde está o principal mercado consumidor, posteriormente o exterior. “Existe uma demanda por produtos de origem, com foco na sustentabilidade. O Sul da Bahia, com a imagem mundial de Jorge Amado, a história, a biodiversidade e os investimentos na qualidade do cacau, tem pelas condições de se consolidar como polo de chocolate”, destaca Romain. “As pessoas vão se acostumar a consumir o verdadeiro chocolate e valorizar a produção ´tree to bar´ (da árvore à barra) e ´bean to bar´ (da amêndoa à barra), com elevados teores de cacau”, diz.
Helen ressalta ainda que “o nosso cacau vai pra Europa e volta como chocolate, um produto muito mais caro. É preciso um trabalho permanente de valorização e divulgação da produção sul baiana, que tem um chocolate com características únicas no mundo”. “Toda a cadeia produtiva do Sul da Bahia se beneficia com a produção de cacau e chocolate de qualidade”, finaliza.
As novidades da Gonschä podem ser acessadas no Instagram @gonschachocolat e em breve será lançado o site www.gonschachocolat.com.br















