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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 14/fev/2026 . 17:36

Iniciativa solidária do DJ Breno leva alegria a crianças em bailinho de pré-carnaval

O pré-carnaval ganhou um momento especial, em Ilhéus, graças à iniciativa solidária do DJ Breno, que realizou, na última quinta-feira (12), um bailinho cheio de música e alegria para as crianças atendidas pelo CEHAS – Centro de Humanização e Ação Social, na Vila Nazaré. Ao lado de familiares, elas tiveram uma tarde festiva e de brincadeiras, com leveza e fortalecimento de vínculos. Gestos como o de Breno lembram que a comunidade também se constrói com participação e sensibilidade.

Há 40 anos, o CEHAS acolhe crianças, adolescentes e suas famílias, oferecendo atividades nas áreas de educação e saúde. Em média, cerca de 50 crianças são atendidas pela entidade, que segue construindo caminhos com cuidado, escuta e presença. A diretoria da entidade atuou para tornar o momento possível, com a organização de toda a estrutura para receber a festa.

 

Governador visita central e reforça apoio a catadores e outras categorias que trabalham no Carnaval da Bahia

O Carnaval de Salvador já começou em clima de festa, mas também com cuidado com quem trabalha duro nos bastidores. Nesta sexta-feira (13), o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado pela primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais, Tatiana Velloso, visitou a Central de Apoio aos Catadores instalada em Ondina e acompanhou de perto as ações montadas para garantir mais dignidade, renda e segurança para esses trabalhadores durante a folia. Durante a visita, Jerônimo reforçou a importância da ação.
“Vim ver de perto, porque acredito na causa e também para apoiar esses profissionais que antes não tinham visibilidade. Eles realizam o trabalho com dedicação, garantem sua renda e prestam um serviço ambiental essencial, mostrando a importância desse grupo”, destacou Jerônimo.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas do Governo do Estado para tornar o Carnaval mais sustentável e socialmente responsável. O trabalho é coordenado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), em parceria com as Voluntárias Sociais, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), oferecendo estrutura e acolhimento para quem vive da coleta de recicláveis nos circuitos.
O titular da Setre, Augusto Vasconcelos, destacou que o objetivo é fortalecer as cooperativas de catadores de materiais recicláveis e ação dos trabalhadores que estão nas ruas. “Estamos entregando equipamentos de proteção individual em todas as unidades e fazendo o pagamento na hora, diretamente ao trabalhador para garantir visibilidade e valorização”.

 

Em 2025, foram coletadas 175 toneladas de materiais recicláveis. A expectativa é que nestes sete dias esse número seja superado. Com investimento de quase R$ 5,7 milhões, 12 centrais foram montadas em pontos estratégicos da cidade, como Ondina, Barra, Campo Grande, Cajazeiras e Amaralina. Os espaços funcionam como ecopontos, onde os catadores vendem latinhas por preços justos e contam com fardamento, equipamentos de proteção individual (EPIs), alimentação, água, além de locais para higiene e descanso. As mulheres ainda contam com massagem e salão de beleza, entre outras iniciativas.

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Torre de Babel

Daniel Thame

Durante os tempos dadivosos, cada um se bastava, e o individualismo era a regra. Quem é que precisava de união, de organização, quando as terras, conquistadas por seus antepassados a ferro e fogo e deixadas esbanjando prosperidade e riqueza, geravam também a disputa para ver quem era o maior?

O título de maior produtor individual de cacau do mundo, coroa pousada em pouquíssimas cabeças, era uma espécie de troféu que, quando conquistado, equivalia à posse de um reino.

E pareciam mesmo reis os senhores que tudo podiam e de ninguém dependiam, a não ser do fruto dourado, da árvore mágica.

Não precisavam de governo nenhum e transformavam gerentes de banco em office boys subservientes e bajuladores. Nas crises cíclicas, pequenos hiatos na rotina de bonança, era o próprio dinheiro gerado pelo fruto quem garantia a recuperação, quem trazia de volta a prosperidade, num ciclo que não terminaria nunca.

Como não terminaria nunca, nunca se preocuparam com representação política, com entidades que fossem além dos almoços, jantares e viagens de puro deleite.

A força de cada um dispensava a força coletiva, coisa de uns pobres coitados, de uns agitadores que vez por outra tentavam fazer com que os trabalhadores, que sempre ficaram com as migalhas do bolo doce e farto, se organizassem e reivindicassem seus direitos.

“Esses comunistas filhos da puta”, diziam com escárnio nas rodas de uísque escocês, correndo pelos copos como a água corre na cachoeira caudalosa.

Quando vieram os tempos difíceis, e esses tempos se revelaram mais longos do que a mais longa das crises enfrentadas até então, já não havia o dinheiro gerado pelo fruto, que a bruxa tratava de abortar ainda no ventre das árvores, igualmente agonizantes.

Cada um já não se bastava mais, a coroa de Rei do Cacau enferrujou tal qual um latão de péssima qualidade.

“Precisamos nos unir, cobrar das autoridades tudo aquilo que demos para o Estado, para a Nação”, bradava-se para auditórios suntuosos, mas vazios de gente e de alma.

Nas articulações, que nem esse nome justificavam, tão desarticuladas eram, ninguém se entendia, visto que como cada um sempre se fizera sozinho, sozinho falava a sua própria língua.

Instalou-se, então, uma confusa babel grapiúna, até que o templo em que eles se reuniam para celebrar as dádivas do deus cacau, em vez de ruir como era de se imaginar em tempos de ira divina, foi alugado, subalugado, emprestado, tomado.

E, finalmente, abandonado, como um monstrengo encalhado no coração da cidade.

Há quem jure ouvir, nas noites abafadas, vozes fantasmagóricas, mas que ninguém entende, posto que nessa Torre de Babel nem os fantasmas falam a mesma língua.

Conto extraído do livro “Vassoura, do Apocalipse ao Gênesis da Região Cacaueira da Bahia”. Atualíssimo.

Maus tratos em animais

Hannah Thame

htPessoal, vamos falar um pouquinho de maus tratos com os animais?  Geralmente associamos os maus tratos apenas com cenas mais graves como espancar os animais, trabalho excessivo nos animais de carga, cães acorrentados, abandono, entre outras barbaridades que infelizmente assistimos. Mas vocês tem noção que existe os maus tratos “velados” daqueles que se dizem ” amar os animais” , “ele é meu filho” ou ” faz parte da família”?

Canso de ouvir isso diariamente na minha rotina clínica e principalmente de pessoas que “aparentemente” pregam o bem estar e amor aos animais, mas que quando olhamos mais internamente não oferecem o mínimo para o seu cão ou gato terem uma vida digna.

Fico muito chateada quando veja nas redes sociais as pessoas com fotos com seus Pets lindos, todos penteados e cheirosos, e legendas do tipo: “meu filho ” “minha vida” ” faço tudo” , mas se formos parar pra ver o animal vive jogando num canil, muitas vezes sem nenhuma higiene, privado de cuidados veterinários e quando precisam recorrem ao Google, a grupos de whatsapp, as redes sociais, ao balconista da casa agropecuária e quando não resolve busca o veterinário (animal já quase morto ou intoxicado com tantos remédios) e o profissional ganha títulos de “mercenário”,  “só pensa em dinheiro”, “não tem amor aos animais”, e tantos outros adjetivos que nos intitulam.
maus tratosCanso de ver animais com vacinas vencidas, alimentação de péssima qualidade, muitos abandonados dentro de casa, amontoados com pulgas e carrapatos, sem o mínimo de higiene, sem água limpa, todo embolado, desprovido de carinho, atenção, brincadeiras, trocas de afeto com seu tutor. Pessoal, Atenção, isso também é maus tratos e ninguém ver ou finge não ver.

Amontoar animais em um ambiente pequeno é maus tratos,

Quando decidimos adotar ou comprar um Pet, assumimos ali legalmente todas as responsabilidades com aquele ser vivo, que vai além de oferecer ração e água.

Seguem aqui as cinco leis de bem estar animal :
1. Livre de fome e sede
2. Livre de desconforto
3. Livre de dor, doenças e injúrias
4. Ter liberdade para expressar seus comportamentos naturais da espécie
5. Livre de medo e de estresse

—–

A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz e diretora da HERA- Hannah Espaço de Reabilização Animal em Vitória da Conquista.

 

Fone (77) 99944-5460

Você sabe o que realmente é a felicidade?

“…A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem…”

Parte da letra da música “A FELICIDADE”, composta Vinicius de Moraes e Antônio Carlos Jobim.

 

Gilza Pacheco

 

Para uns a felicidade vem de escolhermos o nosso próprio conteúdo mental e que o segredo da felicidade está na convicção de que somos Filhos de Deus.

E assim, tudo é determinado pela grandeza da sua própria convicção e esta determina a felicidade. E sentencia: não ceda em sua convicção um milímetro que seja, pois na medida que você ceder, virão os fracassos. E completa: é uma questão de mantermos a natureza da alma e esta vida é um constante treinamento para expressar, mais especificamente a transmitir um pensamento, sentimento ou ideia, e manifestar, através de palavras, gestos e atitudes, em nós a capacidade inerente à nossa natureza Divina.

Outros compreendem que a felicidade verdadeira reside em fazermos os outros felizes. Logo o segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros, no entanto, a princípio, as pessoas tendem a buscar apenas a sua própria felicidade, mas com o decorrer do tempo percebem que não poderão ser felizes enquanto pensarem somente em si próprias. A felicidade do outro deleita-nos! Enriquece-nos! Não nos tira nada!

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Silêncio das Estrelas

Amor meu

No silêncio das estrelas,

Num reino encantado da alvorada

O meu amor por ti encanta-te

E o teu amor por mim fascina-me

Como se cada brilho fosse um

segredo do meu coração.

As estrelas não precisam de

vozes para dizer que te amo

Na paz infinita da nosso amor

É um silêncio que canta,

que vigia e que entende,

O amor que nos une é fogo e paixão

O qual acende as lareiras

do sol de verão

Depressão: a dor invisível das mulheres

 

Mônica Ralile

 

A depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “mal do século”, e os números mostram que ela tem rosto majoritariamente feminino. Estudos indicam que as mulheres têm quase o dobro de chances de desenvolver o transtorno em comparação aos homens.

Especialistas apontam que a explicação vai além da biologia. Oscilações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa podem ser gatilhos, mas não são os únicos fatores, a sobrecarga emocional, desigualdade social e violência de gênero tornam as mulheres mais vulneráveis. Ainda assim, falar sobre o tema continua sendo um desafio, pois o preconceito e a incompreensão permanecem.

Silenciosa, a depressão atravessa a vida de milhares de mulheres. É uma dor que não deixa marcas visíveis no corpo, mas que pesa na alma. Muitas vezes camuflada pelas múltiplas jornadas, ela se esconde nos bastidores da rotina. Por trás de um vazio latejante, invisível aos olhos apressados do mundo.

A depressão é uma dor que não sangra, mas corrói. Que não deixa hematomas, mas pesa como chumbo no peito. Que não grita , apenas silencia, e  por ser invisível, é tantas vezes desacreditada, confundida com drama, fraqueza ou falta de fé.

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