:: ‘Síria’
Rebeldes sequestram dois jornalistas espanhóis na Síria
Dois jornalistas espanhóis foram sequestrados em setembro por militantes ligados à rede terrorista Al Qaeda, em uma cidade controlada pelos rebeldes no leste da Síria, informou nesta terça-feira (10) o jornal El Mundo. O grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante levou o repórter Javier Espinosa e o fotógrafo Ricardo García no último dia 16 de setembro, em um ponto de verificação de Raqqa, que foi tomada pelos rebeldes islâmicos em março, de acordo com a publicação.
O sequestro não havia sido relatado até o momento em função das negociações com os rebeldes, afirmou o jornal. Os sequestradores não informaram o que queriam em troca dos reféns e o El Mundo não anunciou o motivo da divulgação do fato. Ambos os homens são jornalistas veteranos que cobriam desde o começo o conflito na Síria e viajaram para a região cerca de dez vezes.
Irã e Turquia concordam em propor trégua na Síria
Irã e Turquia concordaram em encaminhar todos os esforços a conseguir um cessar-fogo nos combates na Síria, para antes do início da Conferência Genebra 2, convocada para colocar um fim ao conflito no país árabe.
“Debatemos que não há solução militar à crise síria e que as partes (envolvidas) devem cooperar para resolver o conflito de maneira pacífica”, disse o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, em roda de imprensa conjunta com seu colega turco, Ahmet Davutoglu, que está em Teerã em visita oficial.
O visitante expressou apoio de seu governo aos esforços destinados a obter o fim dos combates na Síria, país com o qual compartilha fronteiras no sudeste.
Davutoglu acrescentou que “não devemos esperar estes dois meses e deixar que o povo sírio sofra uma situação pior. Antes (do início) de Genebra 2 devemos preparar o terreno para atingir um cessar-fogo que seja um sucesso” da conferência.
Assim sendo considerou que a “a intervenção estrangeira em Síria não é construtiva” e se pronunciou a favor da participação de uma delegação iraniana na conferência.
O ponto de vista coincide entre Teerã (Irã) e Ancara (Turquia) resultado do significativo apoio de Irã ao governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, mas a Turquia manifestou-se a favor de sua saída.
Ambas as partes se pronunciaram pela saída dos grupos armados da Síria que são formados por mercenários, fanáticos, jihadistas e extremistas islâmicos, cujo fortalecimento constitui um perigo para a estabilidade dos estados da região, segundo a versão difundida pela imprensa oficial iraniana.
Os membros dessas entidades em mais de uma ocasião combateram entre si e, além de ter protagonizado matanças de civis, estão na defensiva nas últimas semanas devido a avanços das operações das forças sírias. (Fonte: Prensa Latina)
Irã desmente presença de suas forças armadas na Síria
Damasco, (Prensa Latina) Ao contrário do que afirmam algumas agências ocidentais, o Irã não enviou soldados armados para combater na Síria, afirmou o vice-ministro iraniano de Assuntos Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian
Em declarações à imprensa em Moscou, que hoje são repercutidas aqui, o vice-chanceler foi enfático a respeito: “O Irã não enviou à Síria unidades armadas, nem forneceu armas” ao governo sírio. “Nossa ajuda no campo militar limitou-se ao envio de especialistas em luta antiterrorista, que trocam experiências com seus homólogos sírios”, disse.
Ao receber informação das Nações Unidas de que na Síria atuam paramilitares islamistas da Europa, e outros países, enviamos nossos assessores militares para que ajudem na luta contra os terroristas, especificou o diplomata.
Com relação à agressão externa sofrida pela Síria, executada no terreno por grupos de mercenários e extremistas islâmicos de 83 nações, Amir-Abdollahian manifestou que a ajuda a Damasco na luta contra os terroristas é uma tarefa de toda a comunidade internacional.
Governo da Siria rebate denuncia de uso de armas químicas e defende plano de paz
A Síria, partindo de sua convicção de que um Oriente Médio livre de armas de destruição em massa contribuirá para a estabilidade da região e, em consequência de sua posição contrária a todos os tipos de armas de destruição em massa, tanto pelo aspecto ético quanto político, deu um passo à frente com uma iniciativa para livrar a região das armas de destruição em massa, em 2003, quando ocupava a vaga de membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU. Na ocasião, confirmou sua disposição em se livrar das armas químicas. Porém, os Estados Unidos da América atuaram, desde então, no sentido de anular esta iniciativa como forma de continuar acobertando os crimes de Israel e seu arsenal que inclui os mais diversos tipos de armas químicas, biológicas e nucleares de destruição em massa e protegê-la politicamente nos fóruns internacionais.
Os Estados Unidos e seus aliados atuaram, desde o último trimestre de 2012, para acusar o Governo da Síria de fazer uso das armas químicas, como pretexto para atacar a Síria e ameaça-la com ações hostis, mas suas tentativas de derrubar o Estado sírio fracassaram. Seus instrumentos, os terroristas que atuam internamente na Síria, usaram estas armas contra o Exército Árabe Sírio e contra os civis em algumas localidades da Síria, sendo a última a região de Ghouta, em 21 e 24/08/2013, coincidindo com a chegada da missão de investigadores da ONU sobre o uso de armas químicas, a qual a Síria solicitou oficialmente que viesse ao país para investigar o ocorrido em Khan Al Assal. Os Estados Unidos e seus aliados protelaram a vinda desta missão por cerca de cinco meses e, neste ínterim, a Rússia propôs a sua iniciativa para livrar a Síria do programa químico, em 09/09/2013.
Brasil é o 4º. país em assassinato de jornalistas
Números divulgados nesta terça-feira (2) pela ONG suíça “Campanha por um Emblema de Imprensa”, o Brasil aparece na quarta posição como o lugar mais perigoso para um repórter trabalhar em 2012. De acordo com o blog de Jamil Chade, do Estadão, se forem contados os países que não estão em guerra e vivem em regime de democracia, o Brasil é o segundo mais violento do planeta. A primeira posição é da Síria, com 32 jornalistas mortos.
O segundo é a Somália, país africano em que o governo central controla apenas a capital. Em terceiro lugar vem o México, com dez membros da imprensa assassinados em um ano e, na quarta posição, o Brasil, que acumula sete mortes, empatado com o Paquistão. No total, 110 jornalistas perderam a vida em 2012, um dos anos mais sangrentos para os meios de comunicação em pelo menos 30 anos.
“Esse é um dos anos mais violentos de que se tem notícia para a imprensa”, constatou o secretário-geral da entidade, Blaise Lempen. Se forem contados apenas os nove primeiros meses do ano, o incremento é de 36%.
FIFA DEBATE USO DO VÉU ISLÂMICO PARA JOGADORAS MUÇULMANAS
No próximo dia 3 de março, a Fifa leva a votação na 126ª Assembleia Geral, em Surrey (Inglaterra) o debate sobre a utilização do véu islâmico (hijab) pelas atletas muçulmanas. Em 2007, o órgão proibiu qualquer manifestação de fé em campo, mas o tema voltou à tona em função de um pedido da Confederação Asiática de Futebol que espera que a Fifa reconsidere a posição. Para o escritor Gilberto Abrão, estudioso do mundo árabe, “quando proibiu o uso do véu pelas jogadoras muçulmanas, o Irã, onde o uso do véu é compulsório, deixou de participar das competições internacionais. Outros países muçulmanos onde o uso do véu é opcional – Egito, Síria, Jordânia, Líbano, Iraque e outros – poderão participar. Mas como incluir as jogadoras que são muçulmanas fervorosas? Elas dirão: “ou vamos de véu ou não vamos!”
Abrão afirma que “por todo o embaraço que haveria de se criar, acredito que o bom senso vai prevalecer e a Fifa, graças aos membros asiáticos, haverá de permitir que as jogadoras muçulmanas de qualquer país possam usar o véu. O véu para a mulher muçulmana fiel aos seus preceitos religiosos é muito mais do que um simples símbolo de sua religião. Símbolos religiosos são o crucifixo, a estrela de Davi e, no caso muçulmano, o crescente. O véu ultrapassa de longe os símbolos. Para uma muçulmana praticante, usar o véu é mostrar-se uma mulher recatada e virtuosa; não usá-lo é quase como andar de calcinha e sutiã pelas ruas da cidade.
Para o ex-craque do Corinthians e atual apresentador da TV Bandeirantes, Neto, “poderia ser polêmico como quase sempre e criticar o uso do véu por jogadoras mulçumanas, mas acredito que esse tipo de situação merece um estudo mais amplo por parte da Fifa. É cultural. Um assunto que envolve religião é bem mais delicado. Por isso merece ser aprofundado. Se fosse para opinar, diria que não é legal. Até porque um véu dificultaria a visualização da atleta por parte do árbitro e até da torcida. Mas respeito muito religião e portanto abriria um debate.”
O SONHO DA OTAN: GUERRA CIVIL NA SÍRIA
Até os grãos de areia do deserto sírio já sabem que não aparecerá em Damasco nenhuma intervenção “humanitária” posta em prática pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), para provocar “mudança de regime”. Na Síria, nenhuma guerra longa, à moda da guerra feita contra a Líbia, é exequível (apesar de a Casa de Saud, amantes impolutos da democracia, já se ter oferecido para pagar a conta, sem limites de gastos).
Mas o nevoeiro de guerra iminente lá está e permanece impenetrável. O que, afinal, a OTAN está fazendo na Síria?
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