:: ‘Irã’
Federação Internacional de Jornalistas condena ataque de Israel à emissora estatal iraniana IRIB
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) condenou o ataque de Israel ao prédio da emissora estatal do Irã IRIB e pediu que todas as partes envolvidas no conflito evitem ataques a jornalistas e instalações de imprensa. A reportagem é da Sputnik.
Na segunda-feira, a IRIB informou que sua sede havia sido atingida por forças israelenses. O edifício teria sido alvo de pelo menos quatro bombardeios. Ao menos três funcionários da emissora morreram em decorrência do ataque.
“A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) deplora o ataque deliberado de Israel à emissora estatal do Irã e condena o assassinato intencional de profissionais da mídia. A Federação exorta as partes em guerra a se absterem de atacar jornalistas e instalações da imprensa”, afirmou a organização em comunicado divulgado nesta terça-feira (17).
O secretário-geral da FIJ, Anthony Bellanger, observou que as declarações de Israel, que classificam a linha editorial da emissora como hostil, não justificam os ataques. Ele acrescentou ainda que “os responsáveis por crimes contra jornalistas devem ser levados a tribunais criminais internacionais”. (Brasil 247)
Os “consulados estrangeiros” em Salvador
Efson Lima
Diante do conflito que tem se acirrado entre EUA e o Irã nos últimos dias sempre vem uma pergunta clássica: como os cidadãos destes países e de outros Estados são socorridos estando no palco do conflito? Uma das iniciativas são as orquestrações e orientações expedidas pelas embaixadas, bem como pelas repartições consulares aos seus respectivos nacionais. E em Salvador será que temos alguma repartição consular?
Uma curiosidade envolvendo as repartições consulares na Bahia é que, em 2019, ao ser ministrada a disciplina de Direito Internacional na Faculdade 2 de Julho, buscamos aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes. Para tanto uma das primeiras inquietações foi supor que Salvador tinha um número razoável de representações consulares. Sendo assim, para deixar os graduandos mais motivados foi realizada uma visita ao Consulado de Cuba, na Barra.
Após, a visitação, desafiamo-nos a mapear e a ir a outros consulados existentes em Salvador. Então, testou-nos consultar a relação de órgãos estrangeiros no Brasil fornecido pelo Itamaraty, fazer consultas nos sites de buscas e outros meios. A breve pesquisa constatou que Salvador possui um impressionante número de 29 repartições consulares. Algumas óbvias, como o Consulado da Espanha, visto o contingente de espanhóis na Bahia, assim como de alguns países africanos pelas relações socioculturais com a Bahia. Outros consulados nem tanto parecia perceptível, como os da Turquia, Japão e Hungria.
Tais informações podem passar despercebidas no dia a dia. Entretanto, não deveria ser assim. Salvador é uma cidade turística. Ela recebe milhares de turistas e vários são os episódios envolvendo os cidadãos estrangeiros neste período do ano. Por outro lado, são espaços de fomento a cultura das nacionalidades; promovem diversas atividades e ações de integração com os seus nacionais e soteropolitanos.
A Convenção de Viena de 1967, que regula as relações consulares, estabelece diversas funções, entre elas: a proteção, no Estado receptor, os interesses do Estado que envia e dos nacionais dentro dos limites permitidos pelo direito internacional; fomentar o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas, culturais e científicas; e promover ainda relações amistosas entre os Estados e prestar ajuda e assistência aos nacionais, inclusive, pessoas jurídicas.
Aiatolá Ali Khamenei comemora fim de sanções sobre o Irã, mas pede desconfiança com os EUA
Em uma carta ao presidente iraniano, Hassan Rouhani, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, celebrou nesta terça-feira (19/01) o fim das sanções econômicas ao país, em vigor desde o último sábado (16/01). Khamenei pontuou que, apesar da suspensão das sanções com o acordo nuclear, o Irã deve permanecer “atento” às atitudes das potências mundiais, sobretudo dos EUA.
“Eu reitero a necessidade de estar alerta para a enganação e traição de países arrogantes, especialmente os Estados Unidos, sobre essa questão [nuclear] e outras”, disse Khamenei no documento. Foi a primeira vez que o aiatolá se manifestou publicamente desde a implementação do fim das sanções impostas ao Irã.
O líder supremo afirmou que declarações feitas por “políticos norte-americanos nos últimos dois ou três dias são suspeitas” e que o governo do Irã deve se assegurar de que os EUA cumpram integralmente suas obrigações no acordo. Pré-candidatos presidenciais do Partido Republicano têm criticado publicamente o acordo firmado entre o Irã e o grupo 5+1 (Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha), em julho do ano passado.
Segundo Khamenei, o acordo nuclear representa uma vitória da “resistência” do Irã, que conseguiu negociar com países conhecidos pela “hostilidade” em relação ao país persa e que foram levados a mudar de postura.
Khamenei disse a Rouhani que o governo iraniano deve trabalhar para melhorar a economia, “utilizando as capacidades internas” e não somente os investimentos internacionais, que deverão aumentar com a implementação do acordo. “Apenas a retirada das sanções não irá resolver os problemas econômicos do país”, escreveu. (Opera Mundi)
Irã, um país cheio de oportunidades para bons negócios
Romana Dovganyuk
Viajar para o Irã com a Câmara de Comércio Brasil-Irã representa negócio, conhecimento, turismo, desafio, experiência. Nossa próxima parada em nossa viagem pelo país persa, em Isfahan, a terceira maior cidade histórica no Irã. Começamos em Imam Square, onde duas das mais célebres mesquitas da cidade do século 17 estão localizadas: a Mesquita Imam maior e a magnífica Mesquita Sheik Lotfollah. De lá, estamos trabalhando através do Grand Bazaar, onde os vendedores oferecem mercadorias que vão desde especiarias a tapetes persas para bandejas de prata e onde se pode encontrar até mesmo café exportado pelo Brasil.
O Rio Zayendeh que corta Isfahan é atravessado por dezenas de e pontes do século 17 construídas durante o reinado de Shah Abbas. Algumas das pontes mais notáveis ??incluem a Ponte Si-o-Seh (Ponte dos Arcos 33), a Ponte Khajoo intricada em favo de mel e da Ponte Shahrestoon, que remonta ao Império de Sassanid (224-651). Belos jardins cheios de flores onde são servidos chá, gelados e pistache em um espaço acolhedor onde circulam milhares de pessoas em Isfahani.
O Irã é um país onde me sinto muito bem, um povo educado e acolhedor com quem lhes visita, país que eu sempre gosto de visitar e que a cada volta é um verdadeiro aprendizado de uma cultura de mais de sete mil anos.
Em agosto deste ano estaremos de volta ao país persa onde pretendemos levar um grande numero de empresários brasileiros das mais diversas áreas. Todas as informações você pode encontrar depois de 12 de maio no site da nossa câmara: www.cc-brazil-iran.org e www.acrj.org.br
Povo iraniano vai resistir às exigências excessivas do Ocidente
O comandante do Corpo de Fuzileiros da Marinha dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), contra-almirante Ali Fadavi, destacou quarta-feira a resistência do povo iraniano contra as exigências excessivas do Ocidente. O poder de dissuasão da República Islâmica dificulta todas as tentativas do inimigo como uma represa e não permitir que eles sequer pensar sobre a idéia de atacar o Irã. O povo persa vai resistir com as demandas excessivas do Ocidente e os inimigos não podem fazer nada “, explicou Fadavi em uma cerimônia na cidade do nordeste do Irã de Mashhad.
Em sua opinião, a resistência e força exigem estima, algo que o povo iraniano, experimentamos durante os oito anos de guerra imposta pelo Iraque para o Irã (1980-1988). “Após a vitória da Revolução Islâmica (1979) tudo tentou derrubar o Irã, de fato, fez todo o possível para esse fim, mas não conseguiu nada”, acrescentou ela. Finalmente, ele se referiu à posição passiva do inimigo, neste momento e neste sentido tem-se argumentado que os triunfos da Revolução Islâmica ter colocado o inimigo em uma posição muito fraca. “A República Islâmica se recusa a força total por alegações ocidentais excessivas e inúteis”, reiterou o comandante iraniano.
Como nasceu o “Estado Islâmico” e quais são seus objetivos
Gilberto Abrão
No princípio, Deus criou o petróleo sob as areias dos desertos. Até então, os beduínos da Península Arábica eram felizes, alimentavam-se de tâmaras e leite de camela. Ninguém os incomodava e eles não incomodavam ninguém. Nem os turcos otomanos se interessavam por eles. Mas Deus queria vê-los mais felizes e, então, criou o petróleo.
Em seguida, Deus criou a extrema necessidade do petróleo nas nações ocidentais. E com isso incutiu-lhes a ambição de se apoderar daquela riqueza. Foram pedir ajuda aos árabes para derrotar os turcos otomanos na 1ª Guerra Mundial. Os árabes toparam com a condição de que os ingleses e franceses, na época as duas superpotências ocidentais, concordassem em que o Xarife de Meca, Rei do Hijaz, Hussein Bin Ali (naquela época ainda não existia a Arábia Saudita) fosse proclamado o califa de um vasto império muçulmano que iria do Hijaz até o Marrocos. Os ocidentais (França e Inglaterra) concordaram e, então, os turcos, muçulmanos como os árabes, foram derrotados em 1918.
Parece, entretanto, que Deus não gostou do fato dos árabes traírem seus irmãos de fé, os turcos, e resolveu castigá-los severamente. Acontece que os ocidentais estavam preocupados com o fato de que se o petróleo ficasse nas mãos de um império gigantesco, como seria o califado sonhado pelo xarife de Meca, a qualquer momento os árabes poderiam cortar aquele liquido pastoso negro que alimentava a revolução industrial que acontecia na Europa. Portanto, na surdina, o diplomata francês François George Picot e o britânico Sir Mark Sykes, tramaram a traição aos anseios do Rei do Hijaz e decidiram dividir as províncias árabes que estavam sob o domínio dos otomanos entre si, como zonas de influência. Esse acordo – conhecido internacionalmente como o acordo Sykes-Picot – foi firmado em 1916, portanto dois anos antes do término da guerra.
Irã é a quarta maior potencia mundial no poder de mísseis de longo e médio alcance
O Ministro Iraniano da Defesa, brigadeiro-general Hussein Dehqan, afirmou que o país persa tornou-se a quarta potencia mundial de míssil de longo e médio alcance, depois dos Estados Unidos, Rússia e China.
Entre os países com elevada capacidade de mísseis, o Irã está em uma posição invejável, sendo a quarta potência mundial na fabricação de mísseis, comentou Dehqan em uma entrevista para a agência de notícias iraniana em árabe “Al-Alam”, e que foi publicada neste sábado (20).
O ministro persa explicou que considerando as possíveis ameaças externas contra o país, as forças armadas e a indústria bélica conseguiram aumentar o alcance dos mísseis e no momento, desenvolve mísseis furtivos e de alta precisão.
Nesse sentido, Dehqan descartar a possibilidade de que o tema sobre os misseis iranianos sejam abordados durante as próximas conversações nucleares entre Teerã e o grupo dos 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China mais a Alemanha).
O programa de mísseis iraniano se relaciona com a capacidade de defesa do Irã e só o país pode decidir a respeito e nenhum outro pode nos obrigar a sentar-se à mesa de diálogo para discutir essa questão, deixou claro o ministro.
Dehqan também assinalou que os inimigos do Irã, especialmente os EUA e o regime de Israel, nunca se atreveram a lançar um ataque contra o território persa.
Irã promove Conferencia Internacional sobre violência e extremismo
Será realizada dias 9 e 10 de dezembro em Teerã, no Irã, a I Conferencia Internacional Um mundo contra a Violência e o Extremismo, promovida pelo governo iraniano. O deputado federal baiano Valmir Assunção (PT) é um dos convidados que já confirmou presença.
A proposta da conferência foi elaborada pelo presidente persa Hassan Rouhani e ganhou aprovação unanime da Assembleia Geral das Nações Unidas Entre os temas a serem discutidos estão “Violência e Extremismo: Definição, conceito, evolução e causas históricas”, “Violência e Extremismo: Uma perspectiva religiosa”, “ A politica econômica do multilateralismo X Violência e Extremismo”, “Mundo muçulmano, Oriente Médio e a explosão da violência e Extremismo”, “Dialogo das Civilizações e luta contra a violência e Extremismo”, “Violência, Extremismo e a segurança global”, “ Cooperação regional e segurança e paz global”, “Pobreza X violência e Extremismo”, e “Educação, Arte, Literatura, e a promoção de um mundo contra violência e extremismo”
Mais informações no site: www.ipis.ir
Presidente sírio agradece apoio do Irã à guerra contra extremistas
O presidente da Siria, Bashar al Assad (foto) agradeceu o respaldo do Irã à luta que a Síria livra contra grupos extremistas armados, apoiados a partir do exterior, e defendeu uma maior cooperação entre ambos países. Durante uma reunião com o chefe da Comissão de Desenvolvimento das Relações Econômicas Sírio-iranianas, Rostam Qasemi, o presidente destacou o respaldo de Teerã na reconstrução desta nação, arrasada por mais de três anos de guerra, impulsionada por potências ocidentais e regionais.
Por sua vez, Qasemi elogiou a resistência do povo e do governo sírio em sua luta contra os grupos armados. Além disso, chamou a aumentar os laços entre ambos países e ofereceu a ajuda do Irã à reconstrução da Síria. Na semana passada, o premiê Wael al Halqui afirmou que o novo governo trabalhará para fortalecer as relações de cooperação econômica, comercial e de desenvolvimento com os países amigos, especialmente com o Irã.
Ao receber o embaixador iraniano, Mohammed Riza Sheibani, al Halqui ressaltou a necessidade de ampliar os laços econômicos, comerciais e industriais. O diplomata ratificou que seu país manterá seu apoio ao povo sírio e se mostrou convencido da vitória sobre os grupos extremistas.
Calcula-se que mais de 190 mil pessoas já morreram no conflito e milhões se viram obrigadas a retirar-se de seus lares, enquanto as perdas materiais são enormes.












