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Lula: “não é a mim que querem condenar”
Em artigo publicado nesta terça-feira, na Folha de São Paulo, o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva reforçou o caráter político das acusações de que tem sido alvo: “Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil”, disse o petista, ressaltando a ausência de prova das denúncias.

Por que querem me condenar
Por Luiz Inácio Lula da Silva
Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada -pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.
Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.
Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.
Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.
Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários -em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.
Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.
Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.
Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”.
Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo.
Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.
De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.
Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.
Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.
A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção -é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.
Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu -e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.
Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?
Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.
Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.
É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.
Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.
Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.
O triunfo do maconheiro de esquerda
Dodô Azevedo, no G1
Bob Dylan contrariou ditado que diz “Se você não é de esquerda aos 20 anos, não tem coração. Se não se torna um conservador aos 40, não tem cérebro.”
Em tempos conservadores, é importante que o único ser humano que tenha ganhado Nobel, Oscar, Grammy e Globo de Ouro e Pulitzer seja muito de esquerda, muito maconheiro, e nunca tenha virado a casaca.
Aqui, precisamos das corajosas convicções de Bob Dylan, que nunca foi de colocar panos quentes em feridas. Somos um país que escolheu não viver revoluções e guerras civis definitivas. Estrategicamente escolhemos derramar apenas o sangue dos cidadãos de periferia.
Somos uma elite safa, deitada em um esplêndido berço ornado com cadáveres morenos de um povo (des)orientado a matar-se e nos deixar em paz. Escapamos da guilhotina toda vez que alguém, geralmente da classe alta ou média, vem pedir paz, ou afirmar que não existe aqui luta de classes, racismo, esquerda e direita, nós e eles, ou vem oferecer o conforto da religião a quem já não aguenta mais sangrar.
A voz conciliadora vem sempre de quem tem medo de perder seus privilégios. Ou de quem quer conservá-los. De conserva em conserva, da relutância em abraçarmos radicalmente a esquerda, um certo medo que nossos índios não têm de fumar e tragar, permanecemos no século 18.
Lula poderia ter aproveitado sua popularidade incondicional e, anos atrás, ter silenciado a Lava Jato antes que ela fizesse barulho, colocado a PF contra a opinião pública, e com ela fechar até o Congresso e o STF. Poderia ter chamado o povo às armas, se fosse preciso, possuia cacife para isso. Não o fez. Talvez algum dia por isso seja reconhecido como um grande estadista, uma sorte que a Venezuela, por exemplo, não teve.
O azar do caos aqui reservamos aos jovens que se matam briga de torcida de futebol ou de facções para controlar bocas de fumo, e se empoleiram em presídios onde revoltar-se contra o sistema é assassinar outros presidiários. Uma nação de bem treinados galos de briga convenientemente treinados a matarem-se uns aos outros.
O verão está chegando. Os ar-condicionados dos de sempre estão preparados. Lá fora, a resposta não está blowing in the wind porque não há vento o ar está parado, não se renova há séculos. Conservado.
No máximo, sussurra: O que atrasa a História de uma nação é a turma do deixa disso.
Dilma na TVE Bahia: “fui vítima de um Golpe!”
Na primeira entrevista para a televisão após o impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff, falou à TVE da Bahia. Ela conversou com o jornalista Bob Fernandes sobre os últimos acontecimentos desenrolados no governo Temer, como a recente prisão – e soltura – do ex-Ministro da Fazenda, Guido Mantega, focando especialmente a “seletividade” que são tratadas as questões políticas no Brasil. Dilma afirmou ser a favor da investigação igual para todos, “doa a quem doer”.
Traição, democracia, impeachment, golpe e ditadura são alguns dos assuntos abordados na entrevista, na qual Dilma afirma que sofreu um golpe, aberto e confesso. Outro momento importante da entrevista é quando a ex-presidente fala sobre ódio e vingança. Dilma ainda conversa sobre família, presos políticos, o ex-presidente Lula, as mulheres, preconceito e machismo.
Veja os três blocos na entrevista:
Prenda o Lula, Moro!
Ernesto Marques
Está esperando o que mais, Excelência? O grande PIB brasileiro assim deseja, a mídia está com câmeras e microfones a postos e não faltarão aplausos da elite ignara e até de uma multidão de incautos prenhes das convicções que dispensam provas. Já não restam mais dúvidas: à luz do obscurantismo jurídico inaugurado pelo Torquemada das Araucárias, já há convicções de sobra para prender o maior líder popular da história do Brasil. Nessa nova ordem fundada pelas mentes brilhantes do juiz do escândalo do Banestado e do procurador.pps, um juiz de primeira instância pode tudo. Às favas todas as teorias do Direito! E por que não prende Lula hoje mesmo?
Depois da monstruosidade contra Guido Mantega e sua família, a prisão de Lula é a gota necessária para fazer transbordar de uma vez por todas o caldeirão da hipocrisia e da injustiça. É disso que o Brasil precisa, Moro, então vamos lá! Inscreva logo o seu lugar na história e assegure posição destacada na galeria dos grandes embusteiros nacionais! Você e seus parceiros na Polícia Federal e no Ministério Público merecem estar ombro-a-ombro com Filinto Muller, Olympio Mourão Filho, Lacerda e outros luminares do golpismo desavergonhado a perseguir a democracia brasileira que ainda não conseguimos fazer sólida.
Onde isso vai parar? Até quando nós, os de baixo, vamos tolerar esse processo que nivela pessoas com algum discernimento e disposição de luta a néscios? Até quando permanecerá latente a verve do inconformismo farroupilha, o sonho de igualdade dos malês, o destemor dos cabanos, dos inconfidentes, a rebeldia dos mascates? Até quando a injustiça geradora do cangaço e a desesperança fundadora de Canudos, atualizadas na destruição do Brasil surgido em 2002, permanecerão contidas? Até quando os meninos e meninas da revolta do buzú, do passe livre e das escolas secundaristas ocupadas permanecerão com suas ações ainda “bem comportadas”?
Até o dia em que o Torquemada das Araucárias permanecer em surto ególatra, entorpecido pelos aplausos da casa grande. Mas vamos lá, poderoso Moro! Seu poder é desmedido, seu brilho ofusca todos os mestres da filosofia do direito. Você é o cara que pode prender o cara! Toma logo coragem. Faça seu derradeiro lance de golpismo canhestro e decrete, afinal, o triunfo das nulidades. Se lhe sobram convicções e as provas já não são mais necessárias, prenda Lula imediatamente. É só o que falta para o Estado brasileiro, ladrão e violento por excelência, porque fundado pela e para a elite manter a indecente concentração de riqueza, seja afinal refundado na luta até sangrenta, se for necessário. Porque se Lula merece algum castigo, é por não ter entendido a lição que custou a Jango o mandato e a vida, e, ao Brasil, 21 anos de ditadura sangrenta e entreguista: conciliação demais resulta em golpe.
Prenda Lula, Moro, por favor. Que a História lhe seja implacável, mas antes do seu julgamento no grande tribunal, a gente se encontra no processo das ruas.
(*) Ernesto Marques é jornalista
Nem a morte de Domingos Montagner escapa do ódio doentio contra Lula.
Marcos Sacramento, no Diario do Centro do Mundo
Existe algo de doentio no ódio contra Lula e o Partido dos Trabalhadores. Só alguém tomado por uma patologia muito severa para insinuar o envolvimento petista no afogamento de Domingos Montagner, como no post do Facebook que viralizou poucas horas após a confirmação da morte do ator.
“Pessoal, todos sabemos que a Camila Pitanga é uma militante do PT, inclusive filiada ao mesmo. Considerando os últimos fatos ocorridos em relação ao Lula … teria a atriz assassinado Domingos Montagner, o empurrando para a água para ser levado pela correnteza? Com a morte do protagonista da novela das oito, as denúncias contra Lula seriam abafadas na mídia pois sabemos como os atores da Globo são queridos pela população. (…) Deve-se investigar bastante esse caso, muito suspeito … Camila Pitanga também já declarou ser adepta do ateísmo, ou seja, não teria remorso para cometer crimes do tipo”.

Os “fatos ocorridos” são as denúncias de Lula e da ex-primeira dama Marisa Letícia pela Lava Jato. Em nome do antipetismo, o post congrega paranoia, ignorância, fundamentalismo religioso e ausência total de empatia com os atores envolvidos no acidente.
Este não foi o único comentário absurdo. Um usuário do Twitter livrou a Camila Pitanga do envolvimento na morte do artista, mas acrescentou uma crise conjugal ao seu devaneio conspiratório. “Primeiro a Globo separa o William e a Fátima pra abafar o golpe agora some com o Domingos pra abafar a prisão do Lula”, delirou.

Houve quem aproveitasse o choro pelo Domingos para atacar Lula e Dilma. “Podia ter morrido o Lula, a Dilma… Que fizeram mal para tanta gente, mas não, morreu o Montagner. Triste isso”.
Manifestações como essas são comuns nas redes sociais e nas latrinas que são os sistemas de comentários dos portais de notícias. Do terremoto que atingiu a Itália no mês passado à extinção do rinoceronte-negro do oeste, tudo pode ser usado como escada para atacar Lula, Dilma e o PT.
O maior indício de que a doença é perigosa são os surtos de ódio registrados fora da esfera virtual, como as agressões direcionadas a pessoas vestidas de vermelho ocorridas na época dos protestos contra a votação do impeachment de Dilma na Câmara.
Nem mesmo crianças e bebês de colo escaparam das ofensas proferidas pelos “cidadãos de bem”. A irracionalidade chegou ao ponto em que uma médica teve o despudor de se recusar a atender uma criança por ela ser filha de petista.
O que explica tanto rancor? Para o economista e ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, há um “ódio coletivo dos ricos” contra um partido. Leonardo Boff tem opinião semelhante. Para ele, o ódio é “contra o povo pobre que foi tirado do inferno da pobreza e da fome”.
Faz sentido, mas não explica por que assalariados beneficiados pelos avanços promovidos pelos anos de governo de Lula e Dilma tenham abraçado este discurso elitista.
Os vetores dessa doença, contudo, são bem conhecidos: Globo News e seu time de comentaristas, Jornal Nacional, Veja, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e demais sicários da mídia corporativa.Como os mosquitos Aedes aegypti, eles invadem os lares e infectam os incautos com o vírus do ódio seletivo.
Everaldo Anunciação acusa procurador-geral de estar a serviço da FiESP e partidos políticos
O presidente do PT/Bahia Everaldo Anunciação acusa o procurador geral da República Deltan Dallagnol de, “juntamente com outros integrantes da justiça, está a serviço do PSDB, FIESP e outros grupos para perseguir o ex-presidente Lula”.
Everaldo destaca, por exemplo, o que o próprio procurador afirma nas argumentações contra o ex-presidente: “Não temos provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário, no papel, do apartamento”.
A tese do procurador é uma aberração jurídica,-afirma o presidente- lembrando que políticos do PSDB,PMDB e DEM( José Serra, Aécio Neves,Agripino Maia, dentre outros) citados na Lava Jato continuam impunes.
O presidente do PT diz que “diante deste espetáculo judicial-midiático ficou provado, mais uma vez, que o principal objetivo é tentar evitar que Lula, primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de votos, se candidate à presidência da república para governar para quem mais precisa”.
Everaldo entende que “o povo brasileiro e baiano sempre reconhecerão todo o legado que ele construiu como presidente da República, colocando o Brasil em outro patamar internacional e melhorando a vida de milhões de pessoas”.
Lula denuncia ao mundo o Golpe no Brasil

O ex-presidente Lula enviou uma carta a governantes do mundo todo essa semana para denunciar o golpe no Brasil. A carta foi endereçada a governantes de cada um dos países com os quais o Brasil mantém relações.
Lula denuncia, na carta, a campanha “para excluir do processo político, por meios arbitrários”, o PT e ele próprio do poder. “As forças conservadoras querem obter por meios escusos aquilo que não conseguiram democraticamente: impedir a continuidade e o avanço do projeto de desenvolvimento e inclusão social liderado pelo PT”, diz o texto. A carta também foi encaminhada a ex-governantes com os quais ele dialogou durante seu período na presidência.
“Em oito anos no governo, Lula teve 168 encontros com chefes de estado e de governo em dezenas de países, recebeu governantes estrangeiros em 232 ocasiões, além de ter participado de 84 reuniões de cúpula multilaterais. Entre 2011 e 2015, Lula participou de 132 encontros com governantes e ex-governantes, mantendo sua intensa agenda de diálogo internacional”, diz texto publicado no site de Lula.
Leia abaixo a íntegra da carta:















