:: 30/dez/2025 . 17:13
Bahia Sem Fome: estado apresenta menor taxa de fome grave nos últimos três anos
As políticas de enfrentamento à insegurança alimentar e nutricional, coordenadas pelo Governo do Estado, resultaram na menor taxa de pessoas em situação de fome grave na Bahia dos últimos três anos. Nesta terça-feira (30) foi apresentado um balanço de 2025, pelo Programa Bahia Sem Fome, que aponta para uma redução de mais 11,6% na insegurança alimentar grave na Bahia. Cerca de R$ 1,8 bilhão foi aportado pelo governo baiano, somente em 2025, em ações de distribuição de alimentos, em cozinhas comunitárias, alimentação escolar e outras iniciativas junto às gestões municipais.

Segundo o coordenador do programa, Tiago Pereira, em 2023, quando a iniciativa estadual iniciou ações emergenciais para retirar o Brasil do Mapa da Fome, em parceria com o Governo Federal, a Bahia tinha 1,9 milhão de pessoas em insegurança alimentar grave. Com levantamento do pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta para 760 mil pessoas em situação similar este ano, a Bahia apresenta uma redução de 60% em relação a 2023. O investimento no programa até agora já totaliza R$ 5,2 bilhões.
Municípios recebem R$ 134,7 milhões do Governo do Estado como antecipação e repasses do Fundeb e do ICMS
Os 417 municípios baianos receberam, na última segunda-feira (29), do Governo do Estado, um reforço de R$ 134,7 milhões no caixa que irá contribuir para o fechamento das contas de 2025. Os recursos incluem a cota das prefeituras no ICMS arrecadado entre os últimos dias 22 e 26 de dezembro e a antecipação do Fundeb correspondente ao mesmo período, que de acordo com o calendário regular de transferências constitucionais só seria repassado em janeiro. A antecipação foi solicitada ao governador Jerônimo Rodrigues pela União dos Municípios da Bahia (UPB).
De acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), a antecipação do Fundeb totalizou R$ 26,9 milhões, incluindo as parcelas do Fundo relativas ao ICMS. Já o repasse do ICMS foi de R$ 107,8 milhões. Ainda segundo a Sefaz-BA, a arrecadação correspondente à movimentação econômica nos dias restantes de dezembro será repassada na sexta-feira, dia 2 de janeiro.
Fechamento das contas
Análise do presente, para defender um futuro justo, democrático e inclusivo

Adélia Pinheiro
O período de final de ano sempre nos convida a pensar sobre as escolhas que fizemos e os caminhos a que nos levaram. Essa reflexão costuma se apresentar como perguntas: alcançamos nossos objetivos? O que faltou? As respostas a essas questões traçam um balanço da jornada e nos orientam para a vida que segue.
É assim na esfera pessoal, mas também na coletividade. Aqui entra a política, a dimensão em que as decisões que tomamos juntos impactam diretamente a vida das pessoas, o funcionamento das instituições e o cuidado com a Terra. Ao longo da minha trajetória na ciência e tecnologia, na saúde, na educação e na universidade pública, aprendi que políticas públicas bem orientadas não são abstrações: elas se traduzem em comida no prato, acesso a serviços, oportunidades e dignidade.
Com esse olhar, constato que nós – baianas, baianos, brasileiras e brasileiros – temos feito escolhas importantes nos últimos anos. Na Bahia e no País, criamos as condições para a construção de um projeto de estado e de nação comprometido com inclusão social, redução das desigualdades e fortalecimento do serviço público.
EMASA aguarda avaliação de estudo apresentado à ARSEPI para definir a revisão da tarifa de água
A direção da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMASA) apresentou estudo e planilhas de custos à Agência de Regulação, Controle e Fiscalização dos Serviços Públicos do Município de Itabuna (ARSEPI) para definir a tarifa de água após índice de inflação e de custos operacionais da empresa.
Foi apresentado à ARSEPI um estudo técnico realizado pela Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), sob a responsabilidade do professor Antônio Carlos Azevedo Lobão.
“O estudo da ASSEMAE aponta a necessidade de um reajuste que reflita os desafios operacionais, especialmente o expressivo aumento nos custos de insumos e energia elétrica, que representa uma parcela significativa das despesas da EMASA, sendo de cerca de 20 por cento dos custos operacionais”, explica o presidente da EMASA, Ivan Maia.
Ecoponto da AACRRI é vandalizado no Pontalzinho, em Itabuna
Um ecoponto Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (AACRRI), destinado a depósito de produtos que podem ser reaproveitados, foi vandalizado na madrugada desta terça-feira (30), na entrada do bairro Pontalzinho. O ecoponto foi derrubado, danificado e o matéria reciclável espalhado no chão.
A presidente da AACRRI, Carissa Araujo lamentou o ato de vandalismo: “trata-se de um equipamento que contribui com a conservação ambiental e é fundamental para ajudar no sustento de dezenas de famílias de catadores e catadoras. É preciso que as pessoas tenham consciência de cada ecoponto destruído representa menos material reciclável retirado da natureza e impacta na renda que obtemos com a comercialização”.
“Síndrome do Final de Ano” pode gerar vulnerabilidade para a saúde mental
Em meio ao brilho dos eventos, festas e confraternizações, o final do ano pode se tornar um período de vulnerabilidade para a saúde mental. Conhecido como Síndrome do Final de Ano, o período que vai entre o Natal e o Ano Novo costuma elevar expectativas de união, alegria e renovação. Mas, para muitos, esse cenário evoca balanço de vida, desejos não realizados, cobranças pessoais, terreno fértil para a depressão.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 10,2% dos adultos brasileiros declaram já ter diagnóstico de depressão. Liderado pela Bahia, estado com mais afastamentos causados pela doença, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a região Nordeste já registra 6,9% dos casos.
“O período de final de ano costuma ser um momento especialmente sensível para o surgimento ou agravamento de quadros depressivos. Trata-se de um tempo marcado por balanços pessoais, revisões de metas e pela percepção de projetos não realizados. As cobranças internas e externas, associadas à exaustão acumulada ao longo do ano, podem aumentar a vulnerabilidade emocional. Enquanto para algumas pessoas esse é um período de celebração, para outras pode representar solidão, frustração e reflexão dolorosa. O contraste entre o ideal de felicidade socialmente imposto e a experiência subjetiva de quem sofre tende a intensificar sentimentos de inadequação e tristeza”, destaca o psicólogo e coordenador do curso de Psicologia da Afya Salvador, Jonatas Tourinho.
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