:: 27/mar/2021 . 10:13
Salua Saleh, a arte e o universo feminino
Daniel Thame
Salua Saleh nasceu em Barrinha, SP, Brasil, em 1958, é descendente de libaneses e tem na arte a sua força de expressão. Formada em Administração Hospitalar na UNAERP de Ribeirão Preto – SP e pós-graduação na Universidade São Camilo – SP, ela viveu vários anos em São Paulo, depois Londres, Arraial d’Ajuda (Porto Seguro) – BA, Norte da Itália e hoje vive entre o Brasil na cidade de Ribeirão Preto e a Itália.

Salua é uma artista autodidata, que começou a pintar em 1999, com forte inclinação para a arte figurativa e foco na figura feminina e muito influenciada através de estudos dos mestres Matisse, Klimt, Frida Kahlo, Modigliani, Munch, os quais a estimularam em sua pesquisa técnica expressiva.

A escolha temática da artista dialoga aspectos afetivos e emocionais internos com resultado de cenas do cotidiano, de questões sociais e do inquietante mundo em que vivemos, como cenas de guerra e preconceitos raciais utilizando cores fortes.

Salua utiliza em suas pinturas tinta acrílica e tinta óleo e é amante de viagens à lugares inusitados de onde também retira inspirações para alguns de seus trabalhos.

A artista também trabalha com a abstração, explorando sua consciência energética. ‘’ Minha alma inquieta, por necessidade emocional me fez iniciar a pintar. Sentia um movimento dentro de mim e imaginava-me pintando várias imagens que se formavam em minha mente”, diz a artista.

De acordo com Salua, “ o impulso vem acompanhado de certa ansiedade: enquanto preparo pinceis e escolho as cores, sinto um vendaval interno. Busco as cores cm urgência e minha mão inicia meio sem rumo, mas, ao mesmo tempo, com a certeza de cada movimento.” “Como se fosse um transe, as emoções estão em minhas mão. e que conhece o caminho para a minha libertação,’’ ressalta a artista, que também é mosaicista e artesã.
Seus trabalhos estão expostos em Berlim, Nova York, Cleveland, Londres, Líbano, Itália, Grécia e Brasil. A artista participou de várias exposições coletivas e individuais no Brasil e na Itália.
Instagran
@saluasaleh_artgallery
Série “21 obras do século 21” (5): “Série Clowns” (2003 – 2005), de Cindy Sherman
Oscar D’Ambrosio
O calendário cristão teve início no ano 1 depois de Cristo porque não houve o ano zero. Portanto, o século 21 não começou em 2000, mas em 2001. As décadas, em consequência, começam no ano 1 de cada uma delas. Esta série vai enfocar brevemente 21 obras de arte do século 21, de 2001 a 2021.
Cindy Sherman (EUA, 1954) transformou autorretratos fotográficos em manifestação artística antes do termo selfie existir. Ela usou roupas, próteses e maquiagem para criar personagens muitas vezes exagerados ou grotescos. A Série de fotos “Clowns” (2003 – 2005) explora os sentimentos que podem estar atrás do rosto pintado de um palhaço.
A ideia de alguém desempenhar diversos papeis para divertir, mesmo que esteja melancólico, permeia a série. Cindy assume diversas facetas do personagem, fotografado em frente a uma tela verde com um fundo renderizado digitalmente. Em “Sem título # 413”, surge uma enigmática imagem desfigurada, para a qual maquiagem, máscara e a roupa são essenciais.
O palhaço usa uma jaqueta bordada com o nome “Cindy”, alusão ao fato de a artista, ao contrário da maioria dos seus trabalhos, não estar explicitamente na cena. Ela desaparece, perdendo a identidade perante a personagem. Os trabalhos, pioneiros no amplo uso da artista de manipulação por computador, apresentam personagens plenos de mistério.
Oscar D’Ambrosio é graduado em Jornalismo pela USP, mestre em Artes Visuais pela UNESP e doutor e pós-doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.
Saúde Emocional das Mulheres
Cleide Léria Rodrigues
Estamos passando por uma crise sanitária e política, e diante de todos esses acontecimentos, como fica a nossa saúde emocional?
Nisto, para as mulheres está sendo mais difícil pelo fato delas estarem sobrecarregadas de tarefas diárias. Onde elas trabalham fora e cuidam dos afazeres domésticos, dos filhos, do esposo e de outros familiares que convivem no mesmo ambiente.
Então, porque nós mulheres nos sentimos tão cansadas?
O cansaço é o elemento que faz parte do ciclo natural da vida.
Após as atividades normais do cotidiano, geralmente nosso corpo experimenta uma sensação de baixa energia e temos a necessidade de recarregarmos nossas baterias e repor o nosso estoque de disposição para recomeçar um novo dia.
Porém, em alguns momentos, esse ciclo se repete, e por motivos diversos não conseguimos relaxar ou diminuir os níveis de cansaço. E com isto, o acúmulo em nosso organismo acarreta muitos prejuízos para com a nossa saúde emocional e física.
Portanto, se não dermos importância a isto e buscar um cuidado correto e não tentar revertermos esta situação, podemos chegar a níveis de altos de estresse que eleva a ansiedade e assim pode vir a desencadear um quadro depressivo por esgotamento psicológico e cansaço físico.
Muitas mulheres, as vezes, provém de acúmulos de funções e tarefas em excesso, são pensamentos conflituosos, preocupações e estas questões acabam afetando o emocional das mulheres por elas se sentirem mais vulneráveis e susceptíveis dentro desta sociedade ainda machista.
E como podemos encaminhar e solucionar este problema?
Como encontrar estabilidade no desequilíbrio
Basia Piechocinska
Não é fácil encontrar equilibro na dualidade da vida. Este mundo é cheio de contrastes, extremos opostos, coisas que gostamos e odiamos, coisas boas e ruins, há altos e baixos, exaltação e depressão, amor e medo. Parece que o nosso trabalho é de navegar entre esses extremos, procurando o equilíbrio.
Quando toda nossa existência está investida neste jogo entre os dois extremos os altos ficam cegamente altos e os baixos cegamente baixos. Quando estamos nos altos nos sentimos invencíveis e nos baixos como se este fosse o fundo de tudo, sem nenhuma esperança de mudar. Raramente conseguimos manter uma visão ampla e entrar em contato com a nossa sabedoria.
É este o nosso lote na vida? Ou existe alguma forma de mitiga-lo?
Existe sim. E a notícia boa é que ninguém pode arrancar a ferramenta de mitigação de você. Você só precisa começar usa-la. Ela é como uma terceira perna. Deixe-eu explicar.
Imagine uma cadeira com duas pernas. Ela fica muito instável. Qualquer ventinho a faz cair. Ela é como nos quando operamos só com a dualidade, com os dois extremos. Agora, imagine que acrescentamos mais uma perna a esta cadeira. De repente a cadeira não sucumbe mais aos ventinhos, nem aos ventos. Ela continua equilibrada, estável. Será que podemos encontrar uma terceira perna para ajudar equilibra-nos? Pois é. Já a temos.
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