:: 2/dez/2017 . 18:13
Datafolha: Lula amplia vantagem e vence em todos os cenários

Da Folha:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fortaleceu sua liderança e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está isolado em segundo lugar da corrida presidencial, segundo indica pesquisa do Datafolha.
A constatação coincide com o momento em que o PSDB tenta emplacar o nome do governador Geraldo Alckmin (SP) como o candidato das forças de centro no pleito de 2018, contrapondo-o aos extremos da esquerda e direita, personificados respectivamente em Lula e Bolsonaro.
Além disso, o apresentador Luciano Huck, alvo de especulações para a mesma tarefa, disse que não será candidato.
O instituto fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.
Como houve alterações em cenários, só é possível comparação com levantamentos anteriores nas simulações de intenção espontânea de voto no primeiro turno e estimuladas no segundo.
O tucano, hoje, está em quarto lugar na disputa em um cenário com a maior gama de candidatos colocada, empatado numericamente com o ex-governador Ciro Gomes (PDT, 6%) e tecnicamente com o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa (sem partido mas cortejado pelo PSB, 5%) e o senador Alvaro Dias (Podemos, 3%).
Aqui, Lula lidera com 34% e Bolsonaro o segue com 17%. Marina Silva (Rede) aparece numericamente acima do pelotão encabeçado por Alckmin e Ciro, mas tecnicamente empatada com ambos.
Na simulação em que o nome de Alckmin é substituído pelo do prefeito paulistano João Doria, que disputava a indicação tucana, o desempenho é semelhante.
Quando a intenção de voto é questionada sem apresentação de nomes, Lula surge com 17% das citações e Bolsonaro, com 11%. Todos os outros pontuam de 1% para baixo. O “ninguém” tem 19% e não sabem afirmar em que candidato votariam, 46%.
Lula ganha em todos os cenários de segundo turno. Ele ampliou em quatro pontos percentuais sua vantagem, em relação à pesquisa feita no fim de setembro, no confronto com Alckmin (52% a 30%), Marina (48% a 35%) e Bolsonaro (51% a 33%).
O tucano empata tecnicamente com Ciro (35% a 33%) e Marina ganharia de Bolsonaro (46% a 32%).
Chope de mel de cacau agrada o paladar dos visitantes do Bahia Rural Contemporânea

O cacau, principal matéria-prima do produto queridinho dos brasileiros, o chocolate, ganhou nova roupagem nas mãos de agricultores familiares da Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar do Sul da Bahia (Coofasulba), de Ilhéus, que traz o Chopp de Mel de Cacau ao Bahia Rural Contemporânea, evento que segue até este domingo (03), no Parque de Exposição de Salvador, em paralelo à 30ª edição da Fenagro.
O chope, produzido artesanalmente, vem despertando a curiosidade dos visitantes como do aposentado Edilson de Oliveira, que conta que ficou muito curioso com a novidade: “A bebida é diferente, encorpada, gostosa. Com certeza, vou sair daqui com uma dica para indicar pra família e pros amigos”.
O publicitário João Ribeiro ficou encantado com o que saboreou: “A união perfeita entre um leve e saboroso chope com o acentuado sabor de cacau. Frutado na medida certa, favorecendo os amantes da cerveja e proporcionando uma experiência gustativa maravilhosa”.
De acordo com o representante da Coofasulba, Gildeon Farias, o mel de cacau é um resíduo ainda pouco utilizado, que antecede a fermentação das amêndoas para a produção do chocolate: “A maioria do mel de cacau é desperdiçada. Estamos aproveitando essa matéria-prima e agregando valor ao fruto com um produto diferenciado”.
Gol do San Lorenzo
Daniel Thame
23 de novembro de 2016. 23 horas e 35 minutos. São 45 minutos do segundo tempo. A Chapecoense, time do interior de Santa Catarina que há sete anos disputava a Serie D do Campeonato Brasileiro, segura o 0x0 contra o poderoso San Lorenzo, da Argentina.
O resultado garante a inédita e surpreendente vaga na final da Copa Sul Americana, o segundo torneio mais importante do continente. Falta na lateral da grande área a favor do time argentino. Na Arena Índio Condá milhares de corações batem no compasso da expectativa: glória ou tragédia.
Na Fox Sports, o narrador Deva Pascovicci eleva a emoção até a estratosfera: “que o índio Condá fique debaixo das traves. Que o espirito de Condá esteja com todos os jogadores. Olha o lançamento, bola na pequena área, Bland chuta a queima roupa, o goleiro Danilo tenta tirar com o pé direito, mas a bola morre mansamente no fundo das redes”
1×0 San Lorenzo, fim de jogo.
A Chape como é chamada, para nas semifinais. Deva, mais controlado, diz que o time caiu de pé. O comentarista Mario Sergio Paiva, com seu estilo direto, afirma que faltou experiência pra segurar a bola, mas que serve como lição para um time novo no cenário do futebol internacional. “O time ainda está muito verde para chegar a uma decisão tão importante”, diz o também comentarista, Paulo Clement, fazendo um trocadilho pouquinha coisa mais do que infame com as cores do clube.
Entrevistados pelo repórter Victorino Chermont os jogadores lamentam o gol sofrido no final do jogo, mas reconhecem que o time sai da competição de cabeça erguida. A torcida concorda, tanto que permanece no estádio após o fim do jogo e aplaude de pé os jogadores e o técnico Caio Junior.
Apenas Danilo continua inconsolável: “eu poderia ter defendido aquela bola…”
30 de novembro de 2016. 22 horas e 15 minutos. Alético Nacional e San Lorenzo fazem em Medellin o primeiro jogo da decisão da Copa Sul Americana. O goleiro Danilo assiste em casa a partida, transmitida pela televisão. A cada lance, o mesmo pensamento: “eu poderia estar lá com a Chapecoense, se não fosse aquela bola no fim do jogo…”.
É despertado do estupor pelo abraço do filho pequeno, vestido com a camisa da Chape, e pela voz da mulher: “vem dormir, porque que amanhã você tem treino pra pegar o Atlético Mineiro pelo Brasileirão”.
Na Fox Sports, Deva Pascovicci narra e Mario Sergio comenta o jogo do estúdio. Em Medellin, Vitorino Chermont, que seguiu para a Colômbia num voo de carreira, faz reportagens de campo já com cabeça na Copa Libertadores 2017 com Palmeiras, Flamengo, Santos e outros times de títulos, torcida e tradições mundiais. A Chapecoense foi um breve sonho de primavera que o time do Papa tratou de interromper no derradeiro minuto de jogo. A vida e o jogo não podem parar.
0-0-0-
E nem o Destino, esse trapaceiro, é capaz de voltar o tempo e fazer a desgraçada dessa bola que parou nos pés de Danilo entrar e abortar o voo para o vazio ainda da pista…
———————
texto publicado em 30 de novembro de 2016. Um ano depois, o vôo ainda não terminou.
- 1













