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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Copa Sul Americana’

Gol do San Lorenzo

Daniel Thame

daniel-charge-cuba-zap23 de novembro de 2016. 23 horas e 35 minutos.  São 45 minutos do segundo tempo. A Chapecoense, time do interior de Santa Catarina que há sete anos disputava a Serie D do Campeonato Brasileiro, segura o 0x0 contra o poderoso San Lorenzo, da Argentina.

O resultado garante a inédita e surpreendente vaga na final da Copa Sul Americana, o segundo torneio mais importante do continente.  Falta na lateral da grande área a favor do time argentino. Na Arena Índio Condá milhares de corações batem no compasso da expectativa: glória ou tragédia.

Na Fox Sports, o narrador Deva Pascovicci eleva a emoção até a estratosfera: “que o índio Condá fique debaixo das traves. Que o espirito de Condá  esteja com todos os jogadores. Olha o lançamento, bola na pequena área, Bland chuta a queima roupa,  o goleiro Danilo tenta tirar com o pé direito,  mas a bola morre mansamente no fundo das redes”

1×0 San Lorenzo, fim de jogo.

chape-2A Chape como é chamada,  para nas semifinais. Deva, mais controlado, diz que o time caiu de pé. O comentarista Mario Sergio Paiva,  com seu estilo direto, afirma que faltou experiência pra segurar a bola, mas que serve como lição para um time novo no cenário do futebol internacional. “O time ainda está muito verde para chegar a uma decisão tão importante”, diz o também comentarista, Paulo Clement,  fazendo um trocadilho pouquinha coisa mais do que infame com as cores do clube.

Entrevistados pelo repórter Victorino Chermont os jogadores lamentam o gol sofrido no final do jogo, mas reconhecem que o time sai da competição de cabeça erguida. A torcida concorda, tanto que permanece no estádio após o fim do jogo e aplaude de pé  os jogadores e o técnico Caio Junior.

Apenas Danilo continua inconsolável: “eu poderia ter defendido aquela bola…”

30 de novembro de 2016. 22 horas e 15 minutos. Alético Nacional e San Lorenzo fazem em Medellin o primeiro jogo da decisão da Copa Sul Americana. O goleiro Danilo assiste em casa a partida, transmitida pela televisão. A cada lance, o mesmo pensamento: “eu poderia estar lá com a Chapecoense, se não fosse aquela bola no fim do jogo…”.

É despertado do estupor pelo  abraço do filho pequeno, vestido com a camisa da Chape, e pela voz da mulher: “vem dormir, porque que amanhã você tem treino pra pegar o Atlético Mineiro pelo Brasileirão”.

Na Fox Sports,  Deva Pascovicci narra e Mario Sergio comenta o jogo do estúdio. Em Medellin,  Vitorino Chermont, que seguiu para a Colômbia num voo de carreira, faz reportagens de campo já com cabeça na Copa Libertadores 2017 com Palmeiras, Flamengo, Santos e outros times de títulos, torcida e tradições mundiais.  A Chapecoense foi um breve sonho de primavera que o time do Papa tratou de interromper no derradeiro minuto de jogo. A  vida e o jogo não podem parar.

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E nem o Destino, esse trapaceiro, é capaz de voltar o tempo e fazer a desgraçada dessa bola que parou nos pés de Danilo entrar e abortar o voo para o vazio ainda da pista…

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texto publicado em 30 de novembro de 2016. Um ano depois, o vôo ainda não terminou.

 

 

 

Bola de Cristal

Daniel Thame

daniel charge cuba zap Foram definidos na sede da Conmebol, sem a presença do presidente da CBF Marco Polo Del Nero (que ama por demais o Brasil a ponto de não colocar os pés fora de nossas fronteiras), os jogos do  mata-mata da próximas de decisivas fases da Copa Libertadores e da Copa Sul Americana.

Inchadas com times marca-bufa nas fases classificatória  (com o adendo de que um desses marca-bufa, o Defensia y Justicia eliminou nada menos do que o campeoníssimo São Paulo), as fase mata-mata estão recheadas de times brasileiros, uns bafejados pelo sorteio, outros nem tanto.

Num mero exercício de adivinhação, vamos pois à sessão `Bola de Cristal`.

Libertadores

Atlético PR x Santos: é o único confronto brasileiro das oitavas de final. O Santos de técnico novo, Levir Culpi, parece ter recuperado o bom futebol. O Atlético do Paraná tem um conjunto mais afinado e é difícil de ser batido em casa. Santos.

Palmeiras x  Barcelona: trata-se do Barcelona genérico, o do Equador. Mas o milionário Palmeiras vem jogando como um genérico de si mesmo, sem despertar confiança no torcedor. Está com pinta de zebra vestida de Barcelona.

Botafogo x Nacional: dizem que tem coisas que só acontecem com o Botafogo. E nessa Libertadores as coisas só tem acontecido a favor do time carioca, o típico time bom, barato e cumpridor. O time uruguaio só tem garra e tradição. Dá Bota.

bcGrêmio x Godoy Cruz : o Grêmio de Renato Gaúcho vem jogando o melhor futebol do Brasil, eficiente e às vezes vistoso, algo raro por essas plagas. O time argentino é um desses cometas que surgem e somem. O Grêmio vai tratar de apaga-lo já nas oitavas.

Atlético MG x Jorge Wilstermann: tudo bem, o Galo que parecia pintar como esquadrão, está parecendo mais um pintinho inofensivo. Mas, cá pra nós, o adversário é daqueles que reabilitam qualquer Ibis da vida. Driblando a atitude, Galo sem sustos.

Sul Americana

Corinthians x Patriotas: nem o mais patriota dos Patriotas acredita que o Patriotas passe pelo Corinthians. O confronto só vale pelo trocadilho. Infame, por sinal.

Chapecoense x Defensa y Justicia: atual campeã da Sul Americana, remontada após a tragédia na Colombia, a Chape pega um adversário que ninguém sabia quem era até passar pelo São Paulo. Dureza, mas dá Chape.

Flamengo x Palestino : o time chileno já aprontou uma vez com o Flamengo. Não vai aprontar duas. Mengo.

Fluminense x Univerisad Católica: para o azar dos chilenos, o Papa Francisco anda ocupado demais rezando pelo San Lorenzo. Flu.

Sport x  Arsenal de Sarandi: Jogo duro para o time de Wanderley Luxemburgo. Da Arsenal.
Ponte Preta x Sol de América. Ponte, se não se queimar muito no sol paraguaio. Doeu!

 

Chape campeã da América

chape

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) declarou, no início da tarde de hoje (5), a Associação Chapecoense de Futebol campeã da Copa Sul-Americana de Futebol de 2016. O time catarinense terá direito a prêmio de US$ 2 milhões pelo título e a uma vaga para disputar a Copa Libertadores da América de 2017.

O Club Atlético Nacional, que faria a final com a Chapecoense e solicitou à Conmebol que o time catarinense fosse reconhecido como campeão, receberá o Prêmio Centenário Conmebol Fair Play.

“A atitude de promover o futebol na América do Sul, num espírito de paz, compreensão e justiça, ao considerar que os valores desportivos sempre prevalecem sobre os interesses comerciais, o Conselho [da Conmebol] decidiu dar ao Atletico Nacional Club o Centenario Conmebol Fair Play, que consiste na soma de US$ 1 milhão como prêmio”, diz nota divulgada pela entidade.

Jogadores da Chapecoense comemoram classificação para a final da Copa Sul Americana. Mas havia um voo no meio do caminho…





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