:: 23/dez/2017 . 16:31
Artes & Artistas
Juraci Masiero Pozzobon
Cores, onças e caju

João Sebastião Francisco da Costa, cuiabano, simplesmente João Sebastião. Um grande artista renomado nacionalmente e internacionalmente com quantidades de alto grau de exposições. Um desenhista, figurinista, escultor e um grande mestre!
João Sebastião aprendeu o oficio da Arte com sua mãe Alexandra, foi com 7 anos que descobriu seu talento para a arte, ele foi observando sua mãe modelar o barro e se encantou com o mesmo e começou ajudá-la e pintava as suas próprias peças.Teve contato com artistas representativos de tendência moderna no Rio de Janeiro, foi também com seu grande amigo Humberto Espíndola em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O artista com muitos projetos e ideias compartilhava formando grupos para estudos da arte com o público, tudo o que sabia ou buscava em livros e montava então seus projetos para serem desenvolvidos nas escolas.
Seu atelier era um espaço mágico envolvido por criações de cores reluzentes, uma espécie de mostrar um mundo de fantasia, sua arte era o seu chão característico de vida. João era também um saliente em poemas:

“Faço qualquer tipo de arte, pinto o que vejo o que vem da minha imaginação, mas minha preferência sempre foi a onça e o caju!”
João tinha uma denominação de pintar pela maneira essencial do emprego de cores, ele procurava diversificar a cultura mato grossense.

O motivo do rosto feminino que criava nas onças são simbólicas, disse que quando nasceu quase o levou a óbito e foi salvo pela sua própria mãe que foi também sua professora, esse é o motivo que pinta o rosto de mulher na onça, “por ela e para ela”
Seu pintar é peculiar que não foge das origens. Um artista religioso que tomava conta de suas pinturas, suas cores e personagens formavam um equilíbrio que o observador interagia pensamento adentra do que vivia.

João Sebastião fica eternizado para sempre em suas belas obras de Mato grosso. Faleceu em meio ao desenvolvimento de um projeto de exposição coletiva que abordaria a historia da icônica personagem cuiabana
Maria Taquara.
“Por isto e muito mais me dou ao direito de criar e transgredir sob a linha mestra da licença poética” – João Sebastião.
Juraci Masiero Pozzobon, Bacharel em Artes plásticas na UNIC – Cuiabá, Graduada em Ensino da Arte pela FASIPE e Arte Terapia pela Cândido Mendes, RJ. Doutoranda em Epistemologia e História da Ciência pela Instituição Iesla/UNTREF – Buenos Aires, Argentina.
O que são famílias poliafetivas?
Débora Spagnol
Dinâmico por natureza, o direito enquanto conjunto de leis é o reflexo necessário da evolução das relações humanas e sociais.
Nosso Código Civil de 1916 previa o casamento civil como única possibilidade de constituição da família, limitador que aos poucos foi flexibilizado pelos doutrinadores e pelas decisões judiciais, quando se passou a admitir a união estável. A Constituição de 1988 reconheceu expressamente a união estável como família, além do núcleo formado por apenas um dos genitores e seus descendentes.
Mais recentemente, houve inovação ao se tornar possível o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo (homoafetiva), que passaram a ter as mesmas regras e consequências das uniões heterossexuais.
Mas há algum tempo os meios de comunicação mostraram pessoas envolvidas em um novo tipo de união: algumas entre dois homens e uma mulher, outras em que os parceiros são duas mulheres e um homem, outras ainda com mais de três pessoas.
Esse “inovador” e polêmico padrão afetivo é conhecido por termos variados como “relação múltipla ou conjunta”, “trisal”, “poliamorosa” e “poliafetiva”.
De forma simples, se definem como poliafetivas as uniões conjugais formadas por mais de duas pessoas que convivem em interação e reciprocidade afetiva e sexual entre si. Suas principais características são a consensualidade, a igualdade e a simultaneidade, sendo que os integrantes desse grupo familiar não consideram a monogamia como princípio e necessidade do relacionamento, estabelecendo seus códigos próprios de lealdade e respeito.
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