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Seminário da Fapesb debate o combate à Covid-19 através de pesquisa científica

Buscar o avanço do estado e a melhoria na qualidade de vida da população, por meio do investimento em pesquisa científica, não é nenhuma novidade para a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb). Para mostrar na prática os resultados de investimentos recentes, a Fundação, que completa 20 anos este mês, promove, na próxima quinta-feira (12), às 14h, com transmissão pelo canal do Youtube da Secti Bahia, o Seminário de Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação para Enfrentamento à Covid-19. Na ocasião, os pesquisadores aprovados serão apresentados aos integrantes do Centro de Operações de Emergência em Saúde, da Secretaria de Saúde (Sesab), quando debaterão sobre formas e possibilidades de incorporar no SUS, as tecnologias, metodologias e resultados, frutos das pesquisas realizadas.

O diretor da Fapesb, Márcio Costa, destaca que o evento faz parte das celebrações que acontecem por todo o mês de agosto, devido ao aniversário de 20 anos da Fundação, e que além da apresentação dos resultados alcançados por cada uma das pesquisas, o Seminário vai focar em medidas práticas de como aplicar o conteúdo desenvolvido em ações concretas no Sistema Único de Saúde. “Esta é a forma mais genuína da pesquisa científica, quando vemos a possibilidade de o investimento retornar para a sociedade em forma de benefícios, neste caso, especificamente, em iniciativas que podem auxiliar a população a enfrentar uma crise sanitária de grandes proporções, como é o caso da pandemia de Covid-19. O edital, na época em que foi publicado, veio em caráter emergencial, quando a Fapesb averiguou a necessidade de mobilizar a comunidade científica para desenvolver soluções para o problema. Agora, estamos celebrando os resultados, ao buscar aplicá-los da melhor forma possível, para que o conhecimento seja aproveitado em prol da melhoria na qualidade de vida do povo baiano”.

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Fapesb lança edital para investir R$ 2 milhões em empresas inovadoras

cardNo mês em que completa 20 anos de existência com diversos eventos, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), lançou, nesta quinta-feira (5), com transmissão pelo Canal no Youtube da Secti, o edital Tecnova 2, que vai investir R$ 2 milhões em empresas de pequeno e médio porte, que desenvolvam produtos, serviços ou processos inovadores no Estado da Bahia. As inscrições para o edital, que foi publicado hoje no Diário Oficial, encontram-se disponíveis no site da Fapesb. Além disso, uma revista também foi lançada, com foco em apresentar e celebrar os resultados alcançados pelas empresas apoiadas no Tecnova 1.

O evento contou com a apresentação de duas empresas aprovadas no primeiro Tecnova, para demonstrar seus trabalhos e os produtos desenvolvidos até então. Presente na mesa de abertura, junto a diversos atores do Ecossistema de Inovação, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro, lembrou a importância da pesquisa científica no atual momento. “Precisamos exaltar a ciência como portadora de futuro e de redesenho da nossa sociedade. Os momentos que enfrentamos em crise pela covid-19 não são fáceis, mas precisamos fazer da CT&I, uma forma de passar por essas dificuldades. Além do lançamento do Tecnova 2, lançaremos no final deste mês o Centelha Bahia 2. Há pouco lançamos o Governo Inteligente e amanhã encerram as inscrições para o Inventiva. Todos são editais que definem o objetivo do Governo da Bahia em levar oportunidades à população, amparada na capacidade de produzir conhecimento e tecnologia como uma porta para o futuro”.

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Fapesb comemora 20 anos com lançamento de edital e revista de jornalismo científico

fapesbEm comemoração pelas duas décadas de existência da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), serão realizados diversos eventos durante o mês de agosto. Estreando as comemorações, na próxima quinta-feira(5), às 14h30, será lançado, através de um evento virtual com transmissão pelo Canal do Youtube Secti Bahia, o edital e a revista Tecnova Bahia. O Edital, desenvolvido em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinará R$ 2 milhões para apoiar o desenvolvimento de ideias inovadoras de empresas sediadas no estado. Já a revista, conta com matérias sobre Ciência, Tecnologia e Inovação, com cases de empresas que se desenvolveram após o apoio por parte do Tecnova.

 

Ao longo dos últimos 20 anos, a Fapesb lançou mais de 270 editais, com cerca de R$ 770 milhões destinados à pesquisa. Esse investimento levou a Bahia a subir 10 posições na categoria inovação, no Ranking de Competitividade dos Estados. No total, foram 7800 projetos contratados, 40.000 bolsas de estudo concedidas e cerca de 300 empresas apoiadas. O diretor de Inovação da Fapesb, Handerson Leite, exalta os números. “Alcançamos, nos últimos anos, um aumento de 10 vezes em relação à produção científica internacional, além de 5 vezes no aumento do crescimento de cursos de pós-graduação, de mestrado e doutorado. Vale ressaltar também que 15% das publicações científicas internacionais do Estado possuem financiamento da Fapesb”, destacou.

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Fapesb promove lançamento do Programa Centelha Bahia 2

Adélia Pinheiro

Adélia Pinheiro

Mais de 2 mil pessoas se inscreveram na primeira edição do Centelha Bahia, em 2019, programa que destinou R$1,6 milhão para apoiar 27 negócios inovadores. Agora, prestes a lançar a segunda edição do Centelha, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), promove evento de lançamento na próxima terça-feira (27), a partir das 15h, com transmissão pelo Canal do Youtube da Secti Bahia. O encontro busca reunir atores do Ecossistema de CT&I, como as universidades e institutos, além de parceiros estratégicos como o Sebrae, incubadoras de empresas, aceleradoras de startups, entre outros, para engajá-los no edital e tirar dúvidas.

Após o sucesso do primeiro Centelha, o diretor da Fapesb, Márcio Costa, compartilha alguns detalhes sobre o Centelha 2, que será lançado no próximo mês. “Na nova edição, R$ 3 milhões serão investidos, distribuídos para 50 empreendimentos. Ou seja, tivemos um aumento de 85% em comparação à edição anterior. Queremos dar continuidade a esta ‘centelha’ para irradiar a chama do conhecimento por todo o Estado, pois este tipo de investimento pode gerar novos postos de trabalhos, empresas de base tecnológica consolidadas, além de produtos, serviços e processos quem venham melhorar a qualidade de vida da sociedade e contribuir para o avanço econômico do Estado”.

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Fapesb lança edital para apoiar mulheres inventivas e inovadoras na Bahia

Investir em ideias inovadoras e incentivar a produção de ciência, tecnologia e inovação. Esses são alguns dos objetivos da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) ao lançar, nesta sexta-feira (28), às 14h, em evento virtual com transmissão pelo YouTube da Secti, o Edital Inventiva, que tem como foco apoiar projetos de mulheres inovadoras da Bahia. O investimento é de mais de 1,6 milhão de reais e as inscrições para a seleção desses projetos estarão abertas até 23 de julho de 2021.

O edital, que está disponível no site da Fapesb, estimula o empreendedorismo feminino com a geração de empresas de base tecnológica e com ideias inovadoras. Além disso, a Fapesb quer apoiar transformações de ideias inovadoras que incorporem novas tecnologias aos setores econômicos do estado da Bahia. Para participar, os projetos podem fazer parte das temáticas nos setores de biotecnologia, genética, tecnologia social, de inovação, dentre outros.

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Fapesb divulga resultados do PPSUS que vai contemplar projetos na área de saúde

Em sua sétima edição, o Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), vai contemplar 38 projetos de pesquisa, através da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Saúde (Sesab) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo do Programa é apoiar pesquisadores, para que possam dar continuidade aos seus projetos, com foco na resolução dos problemas de saúde locais, a fim de reduzir as desigualdades regionais, na inovação e no desenvolvimento científico e tecnológico em saúde. A Bahia, que participou de todas as edições do Programa, está com o sexto edital em vigência, com previsão de término para janeiro de 2022, além disso, neste ano, serão ofertados R$ 5.250.000,00 para o financiamento de bolsas de mestrado e doutorado.

De acordo com o diretor de Inovação da Fapesb, Handerson Leitte, as linhas de pesquisa do Programa contemplam assuntos da atualidade e que são de extrema importância para a melhoria dos serviços de saúde ofertados pelo SUS. “Entre os temas das linhas de pesquisa, que foram discutidos na Oficina de Prioridades, realizada com pesquisadores a partir de propostas da Sesab, estão: Ações de vigilância, proteção, promoção e prevenção em saúde nos territórios e em todos os níveis de atenção; Atenção básica de forma integrada e resolutiva; Redes de atenção à saúde (RAS) de forma regionalizada, ampliando a equidade de acesso, garantindo a integralidade e a segurança do paciente; Política de gestão do trabalho e educação na saúde; Gestão estratégica do SUS/BA”. O Diretor ressaltou também que vários dos trabalhos aprovados estudam a Covid-19, o que representa o entendimento dos participantes quanto às demandas atuais do setor e que pode auxiliar o SUS no período pós-pandemia. Para ficar por dentro da lista completa dos projetos aprovados, é possível acessar o site da Fapesb.

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Fapesb conclui etapas do Centelha Bahia; novo edital deve ser lançado em março

Para celebrar e prestigiar os participantes contemplados no programa Centelha Bahia, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) vai realizar um Workshop, nesta segunda-feira (21), às 15h, de forma virtual, no canal do YouTube da Secti. Na ocasião, que vai contar com a presença da secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro, do diretor da Fapesb, Márcio Costa e do representante da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Marcelo Camargo, haverá divulgação de cinco empresas contempladas pela parceria da Fapesb com Vilage Marcas e Patentes, através de uma apresentação de Laêmia Gondim, além de depoimentos por parte dos participantes contemplados.

De acordo com Adélia Pinheiro, este é um momento que precisa ser celebrado. “Apesar das circunstâncias que exigem isolamento social, em virtude da pandemia da Covid-19, não poderíamos deixar que a conclusão das etapas de seleção passasse em branco. Por isso, estaremos de maneira segura e virtual, celebrando, conversando e tirando dúvidas dos 18 contratados iniciais do Programa Centelha Bahia, um programa que tem importância fundamental para o Estado, no sentido não só de mover a economia, mas também de criar oportunidades para que pessoas que antes não tinham este acesso, agora possam receber financiamento e acompanhamento para desenvolver seu próprio negócio”, disse.

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Fapesb realiza seminário virtual sobre saúde da população negra

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Com o objetivo de combater o racismo e a intolerância religiosa, bem como criar, promover e executar políticas públicas com vistas à promoção da igualdade racial, a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), vai realizar, hoje (25), a partir das 15h, pelo canal do Youtube da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), um seminário online com o tema: “Saúde da População Negra: Importância da Pesquisa e do Fomento, no combate ao Racismo Institucional”. A ação compõe uma série de atividades do Governo da Bahia, relacionados ao Novembro Negro na Década dos Afrodescendentes.

O evento vai contar com as pesquisadoras Climene Camargo, enfermeira e PhD em Sociologia da Saúde, além de professora Titular da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia (Ufba), e Maria Cândida de Queiroz, gestora pública, graduada em serviço social, que implantou e coordenou o Programa Municipal de Atenção às Pessoas com Doença Falciforme da Prefeitura Municipal de Salvador e foi co-fundadora da Associação Baiana das Pessoas com Doenças Falciformes (ABADFAL).

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Pesquisadora do Sul da Bahia cria bioetanol à base de cacau

cacau (1)Diariamente, resíduos agroindustriais, como cascas e bagaços, são descartados durante a produção de diversos tipos de produto. Com vistas a reverter este conflito ecológico, a professora Elizama Aguiar, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), junto a seu grupo de pesquisa, composto pelos estudantes Frederico Lobo e Gabriel Albuquerque, resolveu dar um destino para este lixo orgânico, e o resultado não poderia ser mais útil. É que antes, o que era descartado, agora têm potencial para ser hidrolisado – processo químico e enzimático que envolve a quebra da celulose da matéria-prima em açúcares – para se obter bioetanol. A professora ressalta que o material utilizado é facilmente obtido, além de ter uma conexão econômica com a região Sul da Bahia, por se tratar de dois componentes abundantes pelo local: o cacau e o malte.

Do cacau são obtidas as cascas e do malte, o bagaço. Elizama explica como funciona o processo de transformação. “A hidrólise consiste em submeter os resíduos a uma primeira etapa com solução ácida fraca e calor, para, posteriormente, aplicar soluções enzimáticas. As melhores condições destas etapas foram investigadas de forma a se obter maiores concentrações de açúcares fermentescíveis”, disse. Segundo ela, os resultados obtidos são promissores, pois permitiram a redução de cerca de 50% da massa de resíduos e com a continuidade dos estudos será possível otimizar a hidrólise e a fermentação.

A professora ressalta o fato de a região de Ilhéus ser uma produtora histórica de cacau no Brasil e como as cascas são acumuladas no campo logo após a quebra do fruto para obtenção da polpa e das sementes. “O acúmulo destas cascas no campo pode, por exemplo, resultar em um foco de contaminação do fungo causador da doença ‘vassoura-de-bruxa’ que já trouxe muitos prejuízos à região. Assim, é de grande importância apresentar novas aplicações para este resíduo. Além disso, devido à crescente popularização da produção de cervejas artesanais em todo o território nacional, foi também selecionado o bagaço de malte para ser empregado em combinação com as cascas de cacau. O bagaço é gerado durante a produção das cervejas, logo após a etapa de malteação”, destacou.

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Novas espécies de perereca que podem auxiliar no combate ao Aedes aegypti são descobertas no Sul da Bahia

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“Apesar de medirem apenas quatro centímetros, elas são as gigantes do gênero”. É desta maneira que o pesquisador Mirco Solé, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), descreve uma das novas espécies de pererecas descobertas recentemente no Sul da Bahia, mais precisamente na Estação Ecológica de Wenceslau Guimarães, que podem auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti. O Sul da Bahia possui uma das maiores riquezas de anfíbios do mundo, entretanto, segundo Mirco, essa diversidade continua subestimada e inúmeras espécies aguardam para serem descobertas, como foi o caso das pererecas Phyllodytes amadoi, Phyllodytes praeceptor, Phyllodytes megatympanum, Phyllodytes magnus e Adelophryne michelin, descritas em seu trabalho de pesquisa intitulado “Desvendando a diversidade de anfíbios das áreas de altitude da Mata Atlântica do Sul da Bahia com ferramentas de taxonomia integrativa”.

1 (9)Apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), o projeto busca mapear as espécies de dois gêneros de anfíbios muito pequenos utilizando todas as evidências possíveis, desde os dados genéticos até os morfológicos. “Conseguimos descrever cinco espécies novas para a ciência. Sabemos que ainda existem muitas outras desses dois gêneros para descrever e, antes da finalização da pesquisa, ainda queremos descrever no mínimo mais duas espécies”, destacou o cientista que chegou na Bahia há 14 anos, após um período pesquisando anfíbios na Serra Gaúcha.

Mirco destaca que, das aproximadamente 80 espécies de anfíbios registradas naquela época no Rio Grande do Sul, na maioria era possível detectar o canto de anúncio e identificar o girino. “Durante as primeiras atividades de campo no Sul da Bahia, percebi rapidamente que o conhecimento adquirido no Sul do país ia me servir bem pouco aqui, pois não conseguia nem associar um nome a muitas das espécies que encontrava, muito menos os sons ou os girinos. Rapidamente ficou claro que para desvendar a incrível diversidade de anfíbios desse território, eu teria que trabalhar com taxonomia integrativa, coletando e analisando todos os pedaços de evidência possíveis para depois juntá-los como se fosse um quebra-cabeça”, disse.

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Cientistas baianos querem descobrir por que Covid-19 afeta pacientes de diferentes formas

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Um grupo composto por cinco pesquisadores da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) se uniu para analisar a propagação da Covid-19, através de estudos moleculares e sorológicos, na região Oeste da Bahia, com o objetivo de auxiliar nas tomadas de decisões para controle e tratamento da doença por parte do poder público. Para concluir o trabalho, os pesquisadores, que foram contemplados no edital da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), voltado para temas relacionados ao coronavírus, vão avaliar amostras de sangue e de fluidos respiratórios de profissionais de saúde e de pacientes com diferentes manifestações da doença.

ufob 2À frente do projeto, o pesquisador Jonilson Lima explica que a primeira etapa consiste em quantificar as cargas virais nas amostras dos pacientes. “Através disso, iremos realizar correlações entre a carga viral e a produção de outras moléculas que serão analisadas nas outras etapas do projeto que envolve, também, avaliar carga viral em diferentes grupos de pacientes. Ao final deste estudo, pretendemos contribuir com informações sobre a situação clínica e possíveis parâmetros para tomada de decisão durante a epidemia de SARS-CoV2”, diz, relembrando que a ideia de criar o projeto surgiu em meio à emergência sanitária da pandemia da Covid-19. “Uma vez que iríamos prestar o serviço de testagem no laboratório de diagnostico molecular da Ufob, o Laive, resolvemos associar esse serviço à pesquisa, analisando amostras dos pacientes que fossem testados pelo nosso laboratório com o intuito de entender melhor a evolução da doença”.

ufobSegundo Jonilson, o principal diferencial do trabalho é oferecer um serviço de testagem que, simultaneamente, auxilia no controle epidemiológico e isolamento de casos infectados de forma mais rápida. “Estamos realizando a pesquisa que pretende identificar biomarcadores e caracteres genéticos que podem explicar, por exemplo, o porquê de alguns indivíduos desenvolverem casos leves da doença, enquanto outros desenvolvem casos graves”, destaca. Antes do projeto ter início, as amostras coletadas eram enviadas para Salvador, onde entravam na fila do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), mas com a possibilidade de um laboratório com as características necessárias na região Oeste, foi possível ampliar a quantidade de testes e obter os resultados de forma mais rápida, o que, de acordo com a OMS, é um fator importante para o controle da disseminação viral.

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Pesquisador baiano estuda como o coronavírus afeta órgãos dos pacientes

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Um grupo de pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), analisa como o organismo lida com a infecção ocasionada pelo coronavírus. O objetivo do estudo é entender como é possível reconhecer precocemente o paciente que possui risco de evoluir para um quadro grave e o que é necessário fazer para reverter este prognóstico. À frente da pesquisa, Washington dos-Santos explica que para realizar o estudo a equipe vai pedir a autorização para fazer exames em órgãos de pessoas que foram a óbito devido à covid-19. “Vamos fazer análises microscópicas, incluindo de microscopia eletrônica e dos genes, para identificar o que está sendo ativado e as substâncias químicas que o organismo produz no local”, disse o pesquisador.

Outbreak of Chinese influenza - called a Coronavirus or 2019-nCoV, which has spread around the world. Danger of a pandemic, epidemic of humanity. Human cells, the virus infects cells. 3d illustrationWashington ressalta que o interesse para desenvolver o estudo veio do anseio como médico de contribuir na busca por soluções para a pandemia. “Eu já liderava um grupo de pesquisa em patologia estrutural e molecular na Fiocruz, então já tínhamos o interesse em entender como ocorrem as modificações na morfologia dos órgãos atingidos por doenças”, disse ao destacar que outra vantagem deste trabalho é a formação de um grupo técnico capaz de atuar em diversas situações envolvendo o surgimento de novas doenças, como é o caso da covid-19.

Ele também alega que são poucos os grupos de pesquisas que trabalham nesta linha específica, pois há dificuldades na coleta de amostras de órgãos internos de pacientes que morrem pela doença. “Temos três grupos no país inteiro fazendo trabalhos similares ao nosso, mas a especificidade do nosso projeto é a profundidade de análise de moléculas e genes em larga escala. Futuramente, esperamos formar uma rede de parceria e troca de conhecimentos com esses outros grupos de pesquisa”.

Segundo o pesquisador, com a conclusão do trabalho, espera-se criar subsídios para redirecionar tratamentos e monitorar a toxicidade por drogas ou sobre lesões ainda desconhecidas. “Durante a pandemia, criaremos na página do IGM-Fiocruz um observatório para informar, em tempo real, aos profissionais que atuam no tratamento e pesquisa sobre a covid-19, a respeito de alterações encontradas na análise dos órgãos dos pacientes. O trabalho está em fase inicial e recentemente foi aprovado no edital da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) voltado para contemplar pesquisadores com projetos relacionados ao coronavírus.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) lançaram em 2019, no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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