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União Química anuncia que vacina Sputnik V começa a ser produzida nesta semana no Brasil
Sputnik – De acordo com a publicação, incialmente a produção será destinada para a exportação, para os países da América Latina que já aprovaram o uso do imunizante desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya com apoio do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), como Argentina e Bolívia.
As doses serão produzidas no Distrito Federal na fábrica Bthek, pertencente à farmacêutica União Química, que é a parceira do RFPI para a produção da Sputnik V no Brasil, e depois será envasada e fracionada na cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.
Rui quer vacinação na Bahia em até 30 dias
O governador Rui Costa disse, nesta quinta-feira (7), que a estimativa é iniciar a vacinação contra a Covid-19 na Bahia dentro de um prazo máximo de 30 dias.
“Já estamos preparados. Conseguimos fazer a aquisição das seringas e dos refrigeradores. Só estamos esperando a liberação da vacina para iniciar a imunização”, afirmou Rui, destacando que a prioridade serão os profissionais das áreas de saúde e da segurança, além dos mais vulneráveis, como os idosos. O governador fez o anúncio no município baiano de Presidente Tancredo Neves, onde entregou obras.
Em dezembro, o Governo do Estado comprou 19,8 milhões de seringas e agulhas. Ainda como parte do processo de preparação para vacinação, já foi concluída a licitação para compra de até 100 ultrarrefrigeradores capazes de armazenar vacinas a temperaturas inferiores a -70°C.
Vacina, ciência e Covid
Efson Lima
O Brasil tem um histórico polêmico quando o assunto é vacinação. Talvez, o mais marcante seja a Revolta da Vacina, em 1904, no Rio de Janeiro, quando a vacinação foi proposta de forma obrigatória pelo médico-sanitarista Osvaldo Cruz em favor da modernização do Rio de Janeiro, que era a capital do país. Somente agora diante dos embates para a vacinação massiva em face do coronavírus que o tema é relembrado. E quem diria, uma parte considerável da população mesmo diante do risco de morte e das sequelas da COVID-19 teme em tomar a vacina.
A experiência humana com a vacina é datada do século XVIII, foi o médico inglês Edward Jenner que adotou a técnica da vacina para prevenir a contaminação por varíola. A varíola é considerada a primeira doença infecciosa que teve sua erradicação alcançada por meio da vacinação em massa.
Quiçá, seja justificável, na virada do século XIX para o XX, o receio sobre a vacinação, afinal, o debate sobre cientificismo e a própria afirmação da ciência eram perenes e as dúvidas sobre a produção de vacinas e fármacos eram elevadas. Mas em pleno século XXI, depois de uma longa trajetória das vacinas e os protocolos clínicos, a “explicação” para tamanha resistência esteja pautada na polarização em torno de uma ideologia fundada na pequenez humana. As explicações podem ser várias para a recusa em tomar a vacina, mas nenhuma delas encontra no plano da moralidade justificativa plausível para torcer contra o sucesso das vacinas e muito menos que as autoridades não assegurem com eficiência o acesso ao serviço de humanização e que a vacina não esteja gratuita ao povo. É dever do gestor público e das pessoas públicas sinalizarem a favor da vacinação.
A vacina tem de ser para todos
Josias Gomes
A demora do desgoverno em ter um plano nacional de vacinação que garanta 100% de imunização da população é inadmissível. Mas em se tratando de Bolsonaro, o absurdo é a prática recorrente. *A iniciativa privada começa a mostrar suas garras e querem lucrar com o desespero e a morte de milhares de brasileiros*.
A Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) declarou que está em negociação com o laboratório indiano Bharat Biotech para compra de cinco milhões de doses da vacina contra o coronavírus. Não podemos permitir que o desgoverno decida quem irá viver ou morrer. *A imunização deve ser feita pelo poder público e 100% gratuita*.
O desgoverno do lobby, que sempre coloca o lucro acima das vidas, não pode apunhalar mais uma vez o povo em detrimento dos interesses particulares. Não podemos permitir que no meio de uma guerra pandêmica, o governo federal transfira responsabilidade para iniciativa privada. *Somos todos brasileiros e temos direito a vacina gratuita.
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Josias Gomes – Deputado Federal do PT/Bahia licenciado e atualmente titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
Estados vão receber a vacina contra Covid-19 ao mesmo tempo

Todos os estados vão receber a vacina contra a Covid-19 ao mesmo tempo e independentemente da quantidade que o Brasil tiver de imunizantes, ele será distribuído dentro da proporção de cada estado, afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A previsão do Ministério da Saúde é de ter mais de 24 milhões de doses de vacinas disponíveis em janeiro.
A expectativa do ministro é ter grupos prioritários que começará a receber a primeira dose da vacina até o final de janeiro de 2021. A vacinação em massa deve começar a partir de fevereiro. Segundo o ministro, a população em geral deve ser imunizada cerca de quatro meses após o término da vacinação dos grupos prioritários. (Brasil 61)
“Se a Anvisa atrasar, nós vamos ao STF para poder vacinar a população”, afirma Rui Costa ao anunciar compra de seringas e agulhas
O governador anunciou ainda que a Bahia já está se equipando para a imunização assim que a vacina for liberada. “Estamos comprando nesta quarta 19,8 milhões de seringas e agulhas para vacinar baianas e baianos contra o coronavírus. Isso faz parte do nosso planejamento para a vacinação em massa na Bahia, mas precisamos que o Governo Federal seja ágil na certificação de uma das vacinas já existentes contra a Covid-19, para que assim possamos dar início a esta nova etapa de enfrentamento da pandemia no Brasil. A entrega das seringas e agulhas adquiridas pelo Governo do Estado será imediata e estamos investindo R$ 5,5 milhões neste processo”, informou Rui Costa.
Rui e outros governadores pedem celeridade da Anvisa na aprovação de vacinas contra a Covid

Após confirmar que a Bahia vive uma segunda onda do novo coronavírus, o governador Rui Costa participou, nesta terça-feira (8), junto com gestores de outros estados, de uma reunião virtual com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. A principal reivindicação dos governadores é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove e registre as vacinas com a maior rapidez possível.
Rui contou que o ministro confirmou que o Brasil fará a aquisição das vacinas, à medida que elas forem aprovadas e registradas pela Anvisa. “Por isso, nosso principal pleito é que esse registro seja feito com celeridade, assim que os laboratórios solicitarem, já que o Brasil, assim como outras nações, deve utilizar mais de uma vacina para imunizar a população. A Pfizer, por exemplo, acenou com a disponibilização de 70 milhões de doses para o Brasil, em um primeiro momento, sendo que cada indivíduo precisa de duas doses, e essa quantidade não cobre todos os brasileiros”, explicou o governador.
Rui também comentou que há atualmente 11 mil pessoas com vírus ativos na Bahia. “A taxa de transmissão segue crescendo e a elevação, ainda que pequena, no número de mortes, nos preocupa. A doença já está em todos os 417 municípios e uma contaminação desenfreada pode levar os serviços de saúde a um colapso. Em função disso, determinei que a Secretaria de Segurança Pública monitore propostas e convites para a realização de aglomerações, em ambientes fechados ou públicos, a fim de impedir a realização desses eventos. Além do que, também instruí o órgão a abrir processos criminais, na medida em que os responsáveis por essas aglomerações sejam identificados, não importando se são pousadas, boates ou até mesmo um cidadão com o som do carro alto ligado”, conclui.
Bahia planeja compra de ultrarrefrigeradores para receber vacinas da Covid
A Bahia está adotando os procedimentos necessários para comprar até 100 ultrarrefrigeradores capazes de armazenar vacinas a temperaturas inferiores a -70ºc, especialmente as que previnem a Covid-19, produzidas pelas empresas Pfizer e pela Moderna.
Segundo o governador Rui Costa, nos próximos dias, será publicada uma licitação, na modalidade registro de preço, que permitirá ao Governo do Estado adquirir os equipamentos à medida em que houver a demanda. “O registro de preço é de até 100 unidades, e nós sacaremos de acordo com a demanda, com a necessidade. Inicialmente, nos grandes centros urbanos, nas maiores cidades, onde estão os maiores contingentes de servidores públicos ou privados da área da saúde”, afirmou.
Rui destacou que a modalidade registro de preço não obriga o Governo do Estado a comprar os equipamentos, que serão adquiridos apenas após a especificação da Anvisa. “Nós não vamos comprar essa quantidade de refrigeradores sem autorização da vacina pela Anvisa. Nós vamos acompanhar, o importante é deixar claro para a população que nós estamos nos antecipando, nos preparando, e não é argumento de falta de infraestrutura, de logística, para não adquirir a vacina da Pfizer ou da Moderna. A Bahia está preparada e tem condições de montar uma logística para vacinar, principalmente, o público prioritário nas regiões, mesmo tendo esse pré-requisito de ultrarrefrigeradores, porque nós estamos nos preparando para isso. A expectativa é que a Anvisa crie um protocolo mais rápido, mais célere de avaliação e de aprovação dessas vacinas”, disse.
O número de refrigeradores a serem adquiridos, de acordo com Rui, vai depender exclusivamente da demanda. “Você faz o registro, as empresas concorrem, definem o preço, e você vai contratando de acordo com a sua demanda. Se eu precisar de dez, eu saco dez do registro, compro dez, se eu precisar de 20 compro 20. Essa é a diferença de uma licitação normal”.
“O Governo Federal não está querendo comprar vacina da Covid e tenta iludir parte da população”, afirma Rui
Para o governador Rui Costa, o Governo Federal está tentando criar um falso debate sobre a vacinação contra a Covid-19. “Até onde eu sei, não existe obrigatoriedade para vacinação para a população no Brasil. O que é obrigatório é o Governo Federal comprar a vacina e disponibilizar para o povo”, afirmou Rui.
“Afinal, o Governo Federal vai ou não comprar as vacinas para oferecer para a população que quiser se vacinar?”, questionou o governador durante visita, nesta terça-feira (27), ao Bairro da Paz, em Salvador.
“Vacina para ser humano nunca foi obrigatória no país, mas eu não conheço mãe que deixou de vacinar seu filho contra a poliomielite. Esse debate é falso. O Governo Federal não está querendo comprar a vacina e tenta iludir parte da população, dizendo que estão querendo obrigar a vacinação. O Brasil é um dos países de maior eficiência em erradicação de doenças, através das vacinas. E isso vem de décadas, não estou me referindo a algum governo específico”, ressaltou o governador.













