:: ‘Medicina’
Estudante do campo aprovado em Medicina é recebido pela equipe da Secretaria de Educação
O estudante Sandro Nascimento esteve com sua família, nesta segunda (7), na Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), para compartilhar sua história de vida e receber uma homenagem dos servidores da instituição. Aprovado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o jovem protagonizou um abraço com o pai recheado de emoções, que viralizou nas mídias digitais em todo país. Ao saber da notícia da aprovação, Sandro, que estava com a sua mãe Luciana e o irmão Henrique, não conteve a felicidade e foi até a roça contar a novidade para o pai, João Batista, que recebeu o filho com a emoção de um agricultor que não teve a oportunidade de estudar.
Em encontro com o secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues, e servidores da casa, o estudante destacou: “Para estar neste espaço ressalto que, além do meu esforço e do incentivo que sempre tive de meus pais, estudei em escolas públicas, que deram todo apoio em minha formação. Fui sempre muito acolhido, tive professores ótimos que me guiaram por um caminho e contribuíram para este resultado. Agradeço, por exemplo, ao Programa Ciência na Escola. Através dele, conheci várias cidades, pessoas e despertei um olhar científico”. Sandro Nascimento foi aluno do Colégio Estadual Norberto Fernandes, em Caculé. Como estudante no Ensino Médio, ele esteve em mostras científicas, sendo um destaque em diversos momentos, como na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) e na Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA).
Gêmeas baianas conquistam 30 vagas em faculdades de Medicina
Ex-alunas do Centro Territorial Estadual de Educação Profissional (CETEP) do Extremo-Sul da Bahia,em Teixeira de Freitas, as irmãs Sarah e Samyra Aramuni acabam de realizar o grande sonho da família: cursar Medicina. Sem condições de arcar com os custos de uma faculdade particular, decidiram adotar uma rotina de 10 horas diárias de estudo.
Antes da jornada diária, Sarah e Samyra concluíram o ensino médio de maneira remota por causa das restrições do novo coronavírus. Elas concluíram o ensino médio na escola pública no passado e não obtiveram sucesso na primeira tentativa de conquistar suas vagas usando as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Mas não desistiram do sonho de ingressarem, juntas, no curso de Medicina e montaram uma rotina intensa de estudos em casa. ” Tinha que ser uma universidade pública. Porque, meu Deus, mesmo com 50% de desconto, a mensalidade em uma faculdade particular fica em torno de R$ 5 mil. Não tinha outra forma de cursar”, afirma Sarah.
As irmãs de 19 anos conseguiram, na última edição do Enem, média para que possibilitavam o ingresso em mais de 30 universidades espalhadas pelo país, entre estaduais e federais. Elas escolherem o Curso de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ficaram em segundo e terceiro lugares. Agora, preparam-se para os novos desafios.
Hospital de Base e FASA firmam parceria para estágio dos estudantes de Medicina
Dirigentes da Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI), entidade gestora do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM) se reuniram com representantes das Faculdades Santo Agostinho (FASA) para discutir propostas de parcerias e convênios para o acompanhamento supervisionado dos estudantes de Medicina.
A presidente da FASI, Fernanda Ludgero, explica que o objetivo desta parceria tem como foco contribuir diretamente para a formação dos acadêmicos do curso de Medicina. Em contrapartida, o hospital receberá a manutenção de equipamentos permanentes. Os diretores da Fasi, Fernando Filho e Roberto Gama também participaram do encontro.
Fernanda ressalta que os alunos e futuros médicos que serão graduadas pela FASA serão acompanhados por profissionais altamente qualificados lotados no Hospital de Base, unidade de traumas e de urgência e emergência que atende pacientes de municípios do sul, extremo-sul sudoeste baianos, pactuados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Cuba investe na medicina preventiva e exporta médicos para mais de 60 países
(reportagem publicada em outubro de 2013, que vale a pena ler de novo, depois que, em mais uma agressão gratuita, Jair Bolsonaro qualificou parte dos médicos que atuaram no Brasil de ´terroristas` )
Daniel Thame
São sete horas em Remédios, cidadezinha histórica do interior de Cuba, numa manhã excepcionalmente chuvosa no final de verão caribenho, que costuma ostentar temperaturas acima de 35 graus. No hospital municipal, a Dra. Egley Turiño Camacho e o Dr. Camilo Ildez Gallo estão prontos para iniciar mais uma jornada de trabalho. As pessoas começam a chegar sem pressa, porque sabem que serão atendidas. A maioria delas realiza apenas procedimentos de rotina, já que o acompanhamento é feito no dia a dia, através do programa Médico da Família, que se estende por todas as partes de Cuba, das áreas rurais remotas à capital, Havana.
Saúde pública, em Cuba, é literalmente, uma questão de Estado. O serviço é totalmente gratuito em todos os seus níveis, da atenção básica à alta complexidade e a filosofia que impera é cuidar da saúde, em vez de tratar a doença. Todos os médicos tem formação generalista, com uma visão humanista da profissão.
A formação dos profissionais de medicina, cubanos ou estrangeiros, é gratuita, a despeito de todas as dificuldades econômicas do país, e a qualificação é uma necessidade, não apenas para cuidar da saúde dos milhões de cubanos, mas também para exportar médicos. Em Cuba, existem cerca de 12 mil unidades do Programa Médico da Família, para uma população de cerca de 11 milhões de habitantes. A média no país é de um médico para cada grupo de 183 habitantes.
Engana-se quem imagina que a principal fonte de receita de Cuba é o turismo. Ou mesmo o açúcar. Charutos e rum, produtos tradicionais, pouco pesam no PIB cubano. No topo da economia da ilha está a exportação de médicos, professores e engenheiros. A exportação de médicos rende a Cuba 5 bilhões de dólares por ano, o que representa 7% do PIB da ilha. E duas vezes o que Cuba arrecada com todas as suas exportações.
Médicos cubanos estão atuando, através de convênios como que foi feito pelo Brasil no Governo Dilma, em mais de 60 países, dos desenvolvidos Canadá, França, Itália e Alemanha, a nações paupérrimas da África e da Ásia, além de todos os países da América Latina. A Dra. Egley, que hoje atua em Remédios, trabalhou três anos na Somália, norte da África, depois que se formou na Universidade de Havana.
“A medicina não é apenas uma profissão que a gente tem pra ganhar dinheiro. Temos o compromisso de cuidar das pessoas, seja em Cuba, seja em áreas carentes de outros países que não dispõem de médicos”, afirma a Dra. Egley, com a concordância do Dr. Camilo, que atuou três anos na Bolívia.
UMA VISÃO HUMANISTA DA MEDICINA- Em meio à agitação de Habana Vieja, coração da capital cubana, tomada por turistas, a Dra. Blanca Rodrigues, especialista em angiologia, atende pacientes diabéticos numa das dezenas de clínicas espalhadas pela cidade. É ela quem, com a ajuda de um enfermeiro, avalia e massageia os pés de uma paciente com diabetes em estágio inicial. ”Trabalhamos muito com a prevenção, evitando que as doenças se agravem. É um prazer cuidar da saúde das pessoas”, afirma a Dra. Blanca, que já atuou no Equador e na Venezuela.
Um dos exemplos da preocupação do Governo de Cuba com a qualificação dos profissionais de saúde é o Instituto de Medicina Tropical Pedro Kouri (IPK). O IPK já preparou cerca de 45 mil médicos cubanos e 5 mil estrangeiros de 87 países, com especialização em doenças tropicais e enfermidades infecciosas, assim como na área assistencial e epidemiológica.
O instituto possui seis unidades nas Universidades de Havana, Las Villas, Camaguey e Santiago de Cuba. Além dos cursos de graduação, o IPK oferece Mestrado e Doutorado, através de convênios com Organização Panamericana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde. De acordo com a Dra. Nereyda Cantelar, vice-diretora de docência “o IPK está autorizado a outorgar o certificado reconhecido pela Unesco, porque é reconhecida como centro de referência internacional em Medicina”.
“Os médicos de Cuba que foram enviados para atuar no Brasil estavam capacitados em doenças que ainda afetam a população das áreas mais carentes, como a dengue e enfermidades provocadas pelas precárias condições de vida e pela falta de ações de prevenção na área de saúde”, ressalta a Dra Nereyda.
UMA MÉDICA BRASILEIRA EM HAVANA- Cuba não apenas exporta médicos para várias partes do planeta, mas também recebe estudantes de quase meia centena de países em seus cursos de medicina. É o caso da brasileira Geisianne Oliveira de Almeida, baiana de Feira de Santana. Filha de um pequeno comerciante e uma dona de casa, ela acaba de receber o diploma de Medicina pela Universidade de Camaguey.
“Foram seis anos de universidade e desde o início do curso tivemos contatos com pacientes. A partir do terceiro ano, tivemos atividades em tempo integrar em hospitais e clinicas”, afirma Geisianne. Dois anos do curso são vividos em equipes do Programa Saúde da Família. “Os professores fazem questão de passar todos os conhecimentos, com aulas extras em currículos complementares como geriatria, oncologia, nutrição, cirurgias e outras áreas, já que temos uma formação generalista”, diz a médica. Os estudantes recebem gratuitamente todo o material de ensino e os instrumentos de trabalho.
“Meu projeto é chegar ao Brasil e começar a atuar em regiões carentes, que precisam de médicos. Saio de Cuba como uma profissional capacitada e também como uma pessoa com uma visão humanista profissão”, afirma.
Geisianne Oliveira de Almeida faz questão de exibir o diploma recém conquistado. Mais do que um pedaço de papel, é o registro de um compromisso. “O exercício da Medicina não é negócio, é principalmente cuidar da saúde das pessoas”, finaliza.
Em tempo: o povo cubano desconhecem a maneira hostil e até grosseira com seus compatriotas do programa Mais Médicos foram tratados por uma parte da mídia e entidades médicas do Brasil. Acreditam que eles foram recebidos de braços abertos, já que atuaram em regiões de extrema pobreza.
É melhor que pensem assim.
(o jornalista Daniel Thame viajou a Cuba a convite do governo cubano)
Estudantes de Medicina promovem Simpósio de Habilidades Comunicativas
Estudantes do curso de medicina da Faculdade Santo Agostinho em Itabuna, promovem o 1º Simpósio de Habilidades Comunicativas, que será realizado no dia 14 de junho, das 13h às 19h. O evento é coordenado pelos professores Adailson Miranda e Lorena Moreira.
O professor Adailson, da disciplina de Relações étnico-raciais, salienta que a experiência acadêmica vivida pelos estudantes fornecem uma maior aptidão para futuros atendimentos ao paciente surdo ou que seja excluído por alguma questão racial. “A gente ta tendo hoje aqui na FASA uma experiência acadêmica e pedagógica que relaciona duas disciplinas fundamentais pra fazer com que a medicina trabalhe com a inclusão como uma meta”, disse o professor.
“A Casa Grande surta”: negra, pobre e de escola pública passa em 1º. lugarno Vestibular de Medicina da USP
Da Revista Fórum – Saímos de uma semana triste e especialmente desoladora para a medicina, quando alguns médicos sujaram profissão tão nobre tripudiando da doença de Dona Marisa chegando até a sugerir a sua morte. Mas hoje voltamos a festejar o futuro: “A casa-grande surta quando a senzala vira médica”. Esta é a frase que abre a conta do Facebook de Bruna Sena, primeira colocada em medicina na USP de Ribeirão Preto, a vaga mais concorrida da Fuvest – 2017, o vestibular mais concorrido do país.
Negra, pobre, tímida, estudante de escola pública, Bruna será a primeira da família a interromper o ciclo de ausência de formação superior em suas gerações. Fez em grande estilo, passando em uma das melhores faculdades médicas do país.
O apelo da mãe, entre a felicidade e o espanto, é ainda mais dramático: “Por favor, coloque no jornal que tenho medo dos racistas. Ela vai ser o 1% negro e pobre no meio dos brancos e ricos da faculdade”. Abandonada pelo marido, Dinália Sena, 50, sustenta a menina Bruna desde que ela tinha 9 anos, com um salário de R$ 1.400 como operadora de caixa de supermercado.
Bruna acredita que será bem recebida pelos colegas e tem na ponta da língua a defesa de sua raça, de cotas sociais e da necessidade de mais oportunidades para os negros no Brasil. “Claro que a ascensão social do negro incomoda, assim como incomoda quando o filho da empregada melhora de vida, passa na Fuvest. Não posso dizer que já sofri racismo, até porque não tinha maturidade e conhecimento para reconhecer atitudes racistas”, diz a caloura.
“Alguns se esquecem do passado, que foram anos de escravidão e sofrimento para os negros. Os programas de cota são paliativos, mas precisam existir. Não há como concorrer de igual para igual quando não se tem oportunidades de vida iguais.”
Filho de pedreiro e doméstica é aprovado em Medicina pelo Sisu

Sergio dos Santos foi aprovado para o curso de medicina na UFPI (Foto: Sergio dos Santos/Arquivo Pessoal)
O filho de um pedreiro e de uma doméstica da pequena cidade de São Lourenço do Piauí, a 539 km de Teresina, foi aprovado para o curso de medicina na Universidade Federal do Piauí (UFPI) por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) . Sérgio dos Santos Santana, 18 anos, estudou a vida inteira em escolas públicas do município, que possui pouco mais de 4 mil habitantes.
Apesar da alegria pela aprovação, Sérgio conta que a euforia maior está sendo dos familiares na pequena cidade. “Eu já estava esperando, mas quem teve uma reação mais exacerbada foi a minha família. Estão em festa”, disse.
Após a divulgação do resultado, parentes e conhecidos do estudante foram até a casa da família parabenizar o jovem pelo feito. Sérgio concorreu a uma das duas vagas destinadas a estudantes oriundos de escola pública. Ele conseguiu a aprovação com a nota 793,22, sendo o primeiro colocado entre os cotistas na modalidade.
Em entrevista ao G1, o estudante não escondeu a alegria pela aprovação e contou que somente quando estava perto de concluir o ensino médio é que decidiu tentar uma vaga para o curso de medicina. Ele terminou o terceiro ano em 2014 na Unidade Escolar Estadual Malaquias Ribeiro Damasceno, na zona urbana de São Lourenço do Piauí.
“Comecei a pesquisar sobre o curso e a carreira no fim do ensino médio e resolvi que tentaria ingressar na profissão. Essa foi a terceira vez que fiz o Enem. O pai do estudante, o pedreiro e carpinteiro Hamilton Santana, comprou vários fogos de artifício para comemorar a aprovação do filho. Ele também falou ao G1 sobre o clima de festa na cidade sertaneja. O pedreiro revelou que várias mensagens e ligações chegam a todo momento para o estudante.
“Estou muito alegre e bastante feliz com a aprovação dele. Para a gente foi uma grande surpresa. Ele sempre estudou nas escolas públicas daqui, nunca esteve em escola particular e conseguiu a aprovação. Toda hora chega gente aqui para parabenizá-lo”, falou orgulhoso o pai do estudante.
Sérgio fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na vizinha cidade de São Raimundo Nonato, distante 26 km de São Lourenço do Piauí. O estudante afirmou que fará uma comemoração na residência onde mora e convidará familiares, amigos e os professores das escolas onde estudou na cidade. (do G1)
Cuba: Lula se reúne com estudantes brasileiros de Medicina
Durante a visita que faz a Cuba, Lula se encontrou em Havana com estudantes brasileiros que estudam medicina gratuitamente na ilha. Eles disseram a Lula que querer retornar ao Brasil para participar do programa Mais Médicos atuando em comunidades carentes com uma prática mais humanista da medicina.
“Eu espero que quando retornarem ao Brasil, voltem com muita vontade de trabalhar. Nem sempre vai ser fácil, mas quando vocês vieram para cá, vieram com esse objetivo, de serem médicos, de sobreviver da medicina, mas sem transformar a medicina em mercantilismo”, afirmou Lula.
Apenas em 2014, Cuba formará 350 jovens brasileiros. (foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)


















