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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
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:: ‘Efson Lima’

Crônicas educacionais: por uma teoria-prática permanente

Efson Lima

 

efson Um dos maiores desafios da docência é tornar o abstrato próximo do estudante. É mediar o conhecimento para que o conteúdo dialogado na sala de aula não seja distante da realidade, mas necessário à compreensão e a tomada de decisões. Como fazer isto no âmbito do direito internacional, em um estado da federação onde suas divisas são com outros estados e na costa leste a imensidão do oceano Atlântico? Parece um terreno pouco fértil.  Eis que nada melhor que inovar, adotar as metodologias ativas, sair da sala de aula, recorrer aos memes, usar a literatura, o filme… É importante advertir, com a vênia: os recursos não podem ser adotados para suprimir o papel do profissional que não preparou a aula, mas auxiliá-lo na exploração do conteúdo.

O professor é um cientista diário. É um explorador de realidades. É um vendedor de sonhos. Nada é mais fracassado que um profissional da educação adentrar em sala de aula derrotado pelas incertezas e não prospectar futuros, mesmo que o presente esteja árido e o porvir tenebroso. O professor é um sonhador com pés no chão.

efson lima

Neste semestre, tive algumas ações sugestivas de prática na Faculdade 2 de Julho. Vamos abordar duas situações: o “LabLíder” e “Viajando pelo mundo em Salvador”.    De forma coletiva, especialmente, pelo Núcleo da Pós e Direção Acadêmica, constituímos um Laboratório em Liderança, o LabLíder, neste, o último dia de atividade foi marcado pela presença do Café Ravel, a convite do professor Daniel Medeiros, que abordou liderança e delegação. O cheiro de café tomava a sala, a senhora Selma contava suas histórias de empresária familiar a empresária solo, com seu empreendimento inovador. Liderar é empreender. É colocar o nariz onde poucos colocam. É sair do lugar comum. As incertezas só existem quando não nos lançamos. Lançados, tornamos as incertezas em desafios. Não há sucesso sem desafio.  Toda a discussão do momento foi acompanhada pela a arte de Lara Azeredo, que fez um painel maravilhoso. Então, tivemos café, arte e ensino – um triângulo oportuno.

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Pelas mãos da literatura – o ficcional e o real

Efson Lima

efsonÉ pelas mãos da literatura que transformamos a realidade em ficção ou possibilitamos a ficção adentrar em nosso universo e, assim sendo, cuidamos de mesclá-la para o real, configurando o imaginário em “verdade” até onde for possível.  Os mitos povoam nossas cabeças, assim como os cabelos, neste caso até quando a calvície chega e começa a cair cabelo a cabelo, assim também acontecem com os mitos, vamos crescendo e eles vão desaparecendo. No passado, os mitos insistiam em permanecer conosco. Eram nossas formas primeiras de conceber a literatura.  Agora, desaparecem logo com o avançar da idade. O cotidiano cuidou de ceifar o imaginário, impondo à dura realidade, vamos matando a ficção ou corremos à ficção para nos refugiar. Acho que estou seguindo essa última assertiva.

Os mitos parecem que perderam densidade. Refiro-me aos mitos de cunho literário. Quanto aos mitos que estão em voga no Brasil, a estes prefiro dispensar comentário. Não estou à altura. Gosto mesmo é das crônicas que são publicadas no Blog do Thame, especialmente, as do Barão de Pau –d` Alho, uma obra prima, que  nos faz sair do lugar e refletir sobre onde chegamos. Pessoas assim nos elevam, orientam-nos. É bússola para nos guiar. Dois sulbaianos, que se conheceram na posse de Marcus Vinicius Rodrigues na Academia de Letras da Bahia. Eu que há anos já era leitor dele, cronista de melhor qualidade na região, fiquei surpreso pela simplicidade humana e pela generosidade, fui conduzido pelo professor e imortal Aleilton Fonseca, membro das Casas de Fragoso e de Abel. Neste mesmo dia, conhecia também André Rosa, presidente da Academia de Letras de Ilhéus, que tão bem sintetizou sobre a nação grapiúna em “Memória e Literatura: a invenção dos grapiúnas” no artigo publicado em Especiaria – Cadernos de Ciências Humanas. A literatura aproxima seus filhos. Tem a capacidade de abrir caminhos, superar distâncias e inventar sentido.

efsonNão sei exatamente quando os mitos deixaram de povoar minha cabeça. Informo que ainda não estou careca, por enquanto, a calvície não me atingiu. Espero que ela continue distante.  Assim, não perco tempo com ela e sobra tempo para tratar de questões do mundo literário.

Pergunto-me até hoje qual é a finalidade da literatura?  Respondo vagamente que a literatura permite refrigerar a alma, contar estórias e histórias. Possibilita registrar fatos, acontecimentos. É meio de juntar textos e criar relatos… Literatura é meio de contar o mundo de coisas, fatos, animais, pessoas, de inventar o inventável. É instrumento de criação e de inovação. É terapia de oferecer sentido ao que parece não ter sentido. É assim que posso dizer que se a infância foi cruel comigo, pois, passei quase toda ela sem saber ler, foi na adolescência que a leitura me fez surgir como sujeito e a palavra jarra foi a minha libertação.  Eis que lia minha primeira palavra. Ufa! Foi tarde. Agora não só lia o mundo com os olhos, a leitura possibilitava melhorar a leitura do mundo. Foi nas terras de Entroncamento de Itapé que me fiz menino e aos 11 anos partia como se partem tantas famílias à procura de viver bem. Isto é verdade? Pode ser, pode ser não. A literatura tem essa capacidade de transformar o imaginado em fato e o fato em imaginação. Emancipa-nos.

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Nação grapiuna, uma síntese da literatura, identidade e povo

Efson Lima

efsonFoi pelas mãos da literatura, que o termo nação grapiúna ganhou dimensão maior.  Jorge Amado, quando da posse de Adonias Filho na Academia Brasileira de Letras em 1965, ao proferir o discurso de recepção, entabulou por 10 vezes os termos grapiúna(s). Qual razão teria para ser tão enfático? Certamente para colocar a civilização do cacau no patamar que tanto almejou. Tanto o discurso de Jorge Amado quanto o de Adonias Filho foram organizados no livro “A Nação Grapiúna”, 1965.

Mas, afinal, o quê possa ser Nação Grapiúna? No passado, recorríamos aos dicionários, enciclopédias, atualmente, recorremos ao Google no momento da dúvida. Eu ainda, em matéria regional, prefiro voltar ao nosso historiador, que traduz tão bem a História regional, Arléo Barbosa, em “Notícia Histórica de Ilhéus”, informa sobre o termo grapiúna.

nação grapiunaNa toponímia do sul da Bahia sempre se sobressaiu a palavra “grapiúna”. Anteriormente o termo abrangia a todos os autóctones da região. Atualmente foi monopolizado pelos itabunenses para designar somente os nativos daquela cidade. Entretanto, ainda é comum o seu uso como gentílico de todos os habitantes da região Cacaueira, (BARBOSA, 2013, p. 93).

Penso que é de bom tom utilizar a palavra para se referir a todo o complexo cultural, inclusive, os habitantes, da civilização do cacau sulbaiana.  Aliás, registra-se que foi Afrânio Peixoto que pela primeira vez descreveu a paisagem do cacau, como conhecemos, em obra romancista, sem prejuízo de mencionar Inglês de Souza paraense, que em 1876 publicou  “O Cacaulista”.

Para o professor Arléo, a palavra grapiúna tem natureza tupi e está relacionada ao grande número de aves de plumagem preta, como jacus, macucos, mutuns e diversas outras que enriquecem a região da costa do cacau. Por falar em Macuco, lembra a cidade de Buerarema, do cronista Antônio Lopes.

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Ilhéus, Cidade Literária

 

Efson Lima

 

efson   A cidade de São Jorge de Ilhéus é conhecida internacionalmente pelas belezas naturais e pela História, mas não somente essas características demarcam a cidade. A Princesa do Sul chama a nossa  atenção, a dos visitantes e de diversos interessados  também pela literatura. Não nos reta dúvida que o campo literário é construtor do imaginário da cidade de Ilhéus. Vários são os espaços físicos, as ruas e os alimentos que nos tocam pela literatura.  A literatura oriunda das terras de Ilhéus até pode ser considerada de cunho regionalista, mas foi universalizada e alcança o mundo.

Aproveito, com a devida vênia, para sensibilizar alguns, que Ilhéus pode aproveitar a qualidade de cidade literária para fazer parte do projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) batizado de Rede de Cidades Criativas. Salvador integra no campo da música. Ilhéus pode fazer parte do clube pela via da literatura. Certamente fará bem a Princesa do Sul e a literatura regional. Certa vez, o escritor Adonias Filho perguntado sobre o que Ilhéus produzia, além de cacau, ele respondeu – escritores.

A Rede de Cidades Criativas foi criada pela UNESCO em 2004, cujo objetivo é promover a cooperação com e entre as cidades que identificaram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável. A rede também está comprometida com o desenvolvimento da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e estão entre seus objetivos são o estimulo e o reforço as iniciativas lideradas pelas cidades-membros para tornar a criatividade um componente essencial do desenvolvimento urbano por meio de parcerias entre os setores público e privado e a sociedade civil.

É e transformador para os apaixonados por livros aos caminhar por cenários de obras e lugares onde viveram escritores.  Pode se vislumbrar uma experiência romântica, alvissareira, transformadora ou até mesmo alfabetizadora… os sentimentos são os mais diferentes. Afinal, a literatura nos leva a diferentes lugares, deixa-nos curiosos para conhecer e Ilhéus desperta esse fascínio internacionalmente.

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