:: ‘CBF’
O mundo real do jogador brasileiro

A CBF publicou um relatório que revela a realidade salarial do jogador de futebol no Brasil. 28.203 jogadores, apenas 1.106 ganham mais de 5 mil reais por mês.
A esmagadora maioria, 82%, ganha até mil reais mensais, pouco mais de um salário mínimo, hoje de 880 reais. Na faixa dos salários altos, mais de 50 mil reais de salário, apenas 226 atletas, 0,8%, menos de 1% do total.
Milhares de meninos sonham em ser Neymar, mas a realidade é que se passarem pelo funil estreito que leva ao futebol dito profissional, a esmagadora maioria não passará de um João, driblada e massacrada por um Garrincha chamado destino.
O que os espera é times mulambentos, campos poeirentos e salários de fome. Isso quando recebem salários em dia…

Romário bota o dedo na ferida
Daniel Thame
Declarações de Romário à BBC de Londres e à Gazzetta dello Sport de Milão, dois dos principais meios de comunicação da Inglaterra e da Itália, com repercussão em todo o mundo:
“Os problemas são refletidos nas convocações. Dunga é meu amigo, mas não é a sua hora. Não convoca-se mais os melhores, há interesses por trás. O diretor é Gilmar Rinaldi, que, até um dia antes de sua nomeação, era um agente de jogadores. Uma provocação! Você viu a convocação? Todos pertencem aos empresários que lucram com convocações. É evidente para todos.
“Dunga é meu amigo, mas está comprometido. Não chama mais os melhores e existem muitos interesses por trás disso. O elenco pertence aos agentes que querem ficar ricos com as convocações”.
“Eu acho que ele nem mesmo faz convocações como ele gostaria. Dunga está envolvido nessa sujeira da CBF. Eu não sei se ele está sujo, se participa, mas está vendo tudo. Não é nem cego nem estúpido. O que está acontecendo não é bom, e ele está participando. Não deveria voltar como treinador, não é mais seu tempo desde que perdeu a Copa do Mundo de 2010. A era pós-Scolari era uma oportunidade para renovar o ambiente.”
Romário, mais uma vez, coloca o dedo na ferida que sangra e desmoraliza o futebol brasileiro.
A denuncia, partindo de um dos maiores craques da Seleção Brasileira em todos os tempos, hoje Senador respeitado, é gravíssima.
Romário não é nenhum menino que sai falando besteira assim que vê um microfone pela frente. Longe disso.
Recentemente teve seu nome envolvido pela revista (sic) Veja numa denuncia de que teria uma conta não declarada num banco suíço, provou que a acusação era falta e está pedindo uma indenização milionária por danos morais. Não iria, portanto, se arriscar a levar um processo da CBF e de Dunga.
Convocações pra lá de suspeitas tem sido rotina nos últimos tempos. Quem não se lembra (e cá pra nós, poucos se lembram), de um certo Afonso Alves. Jogava num time de terceira linha na Holanda, foi convocado para a Seleção e conseguiu uma transferência milionária para a Inglaterra?
Na safra atual, podemos citar Willlian e Fernandinho, que não são exatamente pernas de pau, mas também não são craques de primeira linha. Estavam hibernando na Ucrânia e, seguidamente convocados por Dunga, foram parar no Chelsea e no Manchester City, respectivamente.
O Leste Europeu, com times meia boca invariavelmente financiados por magnatas que ficaram bilionários em negociatas após o esfacelamento de regimes comunistas, parece ser o cenário ideal para a “descoberta” de “talentos” até então desconhecidos. Pequenos times, grandes negócios.
A lista é extensa, embora até agora não se provou nada, até porque esse tipo de coisa não costuma deixar rastros, ao menos rastros visíveis;
Apurar as estripulias com a ex-gloriosa amarelinha, é coisa pro FBI, porque a Polícia Federal passa longe do que não seja vermelho. Se for azul, então, ai que passa longe -e bem longe- mesmo.
Romário da cova dos leões. Ou dos ladrões?
Daniel Thame
Os jornalistas Juca Kfouri, do UOL, Folha e ESPN, Jamil Chade, de O Estado de São Paulo, José Cruz, do UOL, abriram os trabalhos da CPI do Futebol no Senado. Os três confirmaram os desmandos sobejamente conhecidos e nunca investigados no (sub)mundo da bola.
Tendo como presidente o senador Romero Jucá e como relator o ex-jogador e atual senador Romário, a CPI tem tudo para mexer na estrutura podre do futebol, arrombando a caixa preta da CBF e da federações estaduais e revelando esquemas que envolvem propinas milionárias e acertos de contas dignos de Al Capone e congêneres.
Romário, como foi demonstrado várias vezes (a mais recente delas ao desmascarar uma armação da revista Veja, esse lixo da Midia Pistoleira, que apresentou um documento fraudado para lhe atribuir uma fortuna não declarada num banco suíço), não tem medo de entrar em bola dividida.
Neste caso, entrar em bola dividida, significa enfrentar colegas do Congresso Nacional, a chamada ´Bancada da Bola`, financiada pela Casa Bandida do Futebol, e alguns dos homens mais poderosos do país. Gente que há décadas faz do futebol um excelente negócio para eles próprios, enquanto os clubes vivem endividados e a esmagadora maioria dos jogadores profissionais (?) sobrevive com salários que não passam de 1.500 reais, a milhões de anos luz dos pouquíssimos que chegam ao topo e dos raríssimos que atingem o Olimpo, caso de Neymar, por exemplo.
Romário, craque na arte de fazer gols, terá que driblar adversários poderosíssimos para abrir os bastidores das negociações de jogadores em valores pra lá de suspeitos, a convocação de atletas para a Seleção com o claro objetivo de valoriza-los e negocia-los com clubes da Europa, principalmente a venda de publicidade nos estádios e a negociações com a televisão de transmissão do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e dos campeonatos nacionais. Coisa de milhões de reais, em que a Rede Globo detém o monopólio, independente de propostas mais vantajosas de outras emissoras.
Pululam aqui e acolá insinuações, que podem ou não serem comprovadas, de que muitas mãos são religiosamente regadas para a obtenção desses direitos, que não por acaso, juntamente com a Rede Globo, envolvem a Traffic, do empresário J. Hawilla, atolado até o pescoço no lamaçal que o FBI descobriu da FIFA e que colocou na cadeia, entre outros, José Maria Marin, que além de roubar medalhas, tinha o hábito, durante a Ditadura, denunciar jornalistas para que eles fossem ´suicidados´ nos porões do regime que alguns idiotas, sem conhecer a história, hoje saúdam como redentor.
Declaração de Romário após a audiência com Juca, Jamil e Josè Cruz: “om os depoimentos, fica evidente que o futebol brasileiro é organizado a partir de uma estrutura viciada que explora a seleção brasileira a partir de contratos milionários com empresas fantasmas”, declarou Romário. Ele já sugeriu a Romero Jucá que todos os contratos de patrocínio, amistosos e fornecedores da CBF sejam analisados pela CPI.
O Brasll, que ganhou a Copa do Mundo de 1994 graças ao jogador Romário, poderá ressurgir das cinzas, livre da cartolagem-bandida, por obra e graça do senador Romário.
Que assim seja, amém!
O pronunciamento histórico de Romário contra o jornalismo-esgoto da Veja

“Há duas semanas, os jornalistas Leslei Leitão e Thiago Prado – da revista Veja – me procuraram alegando ter em mãos o extrato de uma conta minha no Banco BSI, na Suíça, com o saldo de 7 milhões e meio de reais. Fui enfático ao responder. Disse que não tinha a conta mencionada e nenhuma relação com aquele banco, consequentemente, o extrato não poderia existir. Mas eles insistiram na veracidade do documento. Eu, então, ironizei: se o dinheiro for meu, eu vou buscar.
Mesmo diante da minha negativa, os jornalistas não tiveram a prudência de investigar e apurar com afinco a veracidade do documento. Eles resolveram publicar uma matéria mentirosa e difamatória, baseados unicamente num documento falso, sem nenhuma comprovação, intitulada: “O Mar não está para peixe!”
A publicação rapidamente se espalhou, foi reproduzida por inúmeros jornais no Brasil e no mundo. Recebi milhares de questionamentos – não pela origem do dinheiro, porque graças a Deus, tenho uma condição financeira confortável fruto do meu trabalho fora da política – mas pelo fato da quantia não ter sido declarada à Receita Federal. Diante da grande repercussão e do meu compromisso público com milhões de brasileiros, peguei um avião e viajei até a Suíça pra passar a limpo a história, obviamente, pagando todas as despesas do meu bolso.
Naquele país, constitui dois advogados em Genebra, onde cheguei acompanhado por minha ex-mulher Isabella, hoje amiga, que é fluente em francês e pode auxiliar com o idioma. Nessa reunião os representantes do BSI confirmaram que o extrato é falso e que eu não tenho nenhum vínculo com a instituição financeira, muito menos uma conta. Imediatamente comuniquei a todos, por minhas redes sociais, a veracidade dos fatos.
Hoje recebi do banco suíço BSI a confirmação definitiva de que o extrato da suposta conta bancária – com o saldo de R$ 7 milhões e meio de reais – em meu nome, é falso. Com essa constatação de grave delito penal, o banco também me comunicou que fez uma queixa penal no Ministério Público de Genebra para que eles possam apurar o crime.
Paralelo a isso, o Ministério Público Federal do Brasil também emitiu uma certidão comprovando que não há no órgão nenhuma apuração dessa suposta conta bancária mantida por mim na Suíça. Desmentindo, mais uma vez, a revista Veja.
Diante destes fatos, volto aqui a questionar os métodos de reportagem da revista. O jornalismo, quando exercido com responsabilidade e profissionalismo, é um dos mais importantes pilares da nossa democracia. Mas não podemos aceitar que crimes sejam cometidos, disfarçados de jornalismo.
Eu sou uma pessoa pública e graças a Deus tenho os recursos para me defender. Mas muita gente não tem. Esse tipo de irresponsabilidade não pode passar em branco. Estou processando a revista Veja e os jornalistas que escreveram a matéria, cobrando uma indenização por danos morais no valor de dez vezes o que eles disseram que eu tinha na Suíça.
Serei sempre a favor da liberdade de expressão, mas, neste caso, se trata de um fato criminoso, e por isso, eles terão que esclarecer à justiça brasileira e suíça quem falsificou esse extrato.
Ser vítima de injustiça é muito ruim, mas, por outro lado, isso serviu para mostrar a falta de ética da Veja, uma revista sem credibilidade, que já sofreu diversos processos e, mesmo assim, não deixa de fazer publicações sem provas. O que ficou bem claro, pela repercussão do assunto, é que as pessoas não consomem mais mentiras sem reagir.
Não posso dizer que fiquei totalmente surpreso com esse ataque, porque eu sabia que isso iria começar. Assumi recentemente a presidência da CPI do Futebol e, ao mesmo tempo, as pesquisas de opinião mostram meu nome à frente na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. A partir do momento em que se mexe com interesses de pessoas poderosas e corruptas, passamos a sofrer intimidação e difamação, uma prática comum dessa galera.
No entanto, se acharam que a matéria me intimidaria, se enganaram completamente. Não fujo de briga e sempre cresci nas guerras. Vamos moralizar o futebol brasileiro, com a ajuda de todo mundo que quer ver transparência e honestidade na condução do esporte preferido do nosso país.
Pra terminar, Sr. Presidente, queria dizer que fizemos ontem a segunda reunião da CPI do Futebol, onde aprovamos alguns requerimentos importantes nesse começo de trabalho. Também tivemos uma reunião com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para solicitar que a CPI do Futebol tenha acesso às informações que serão recebidas da justiça norte-americana, nos processos que correm contra brasileiros e empresas brasileiras naquele país. Estamos avançando a passos largos. Este foi o primeiro gol da CPI.
Aos que estão me vigiando, peço que continuem o trabalho. Porque estou servidor público e devo satisfação aos cariocas e brasileiros. Como bem disse Thomas Jefferson: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. E eu prezo muito pela minha.
Diferente do que disse a revista Veja, o mar sempre esteve, está e continuará para peixe.
Era isso o que tinha a dizer. Muito obrigado”.
NOTA DO EDITOR- Após a confirmação do crime jornalístico, Veja publicou um enviesado pedido de desculpas que desvala para o cinismo. Perda de tempo. Romário vai levar adiante o processo contra a ex-revista da Abril.
Tchau, Mano Menezes!
Nem ser amigo do amigo do Lula, no caso o diretor da CBF e ex-presidente do Corinthians, Andres Sanchez, adiantou.
Mano Menezes não é mais técnico da Seleção Brasileira. Ele foi demitido na tarde desta sexta-feira, mesmo depois da vitória nos penaltis no “superclassico” entre o time B do Brasil e o time D da Argentina.
Os nomes mais cotados para assumir a Seleção Brasileira são Muricy Ramalho, Felipão e Vanderley Luxemburgo. O nome espanhol de Pep Guardiola, que ganhou tudo no Barcelona, entra na categoria sonho.
COPA DO MUNDO E COPA DAS CONFEDERAÇÕES CRIAM NOVAS OPORTUNIDADES NA BAHIA
A construção da Arena Fonte Nova e outras intervenções urbanas relacionadas aos jogos internacionais, que serão realizados na Bahia – principalmente os das copas do Mundo da Fifa 2014 e das Confederações (em 2013) -, estão criando oportunidades de emprego e renda para muitas famílias baianas. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL), José Maria Marin, em companhia do governador Jaques Wagner, vistoriou, nesta terça-feira (16), as obras da arena e do entorno, onde estão atuando parte destes trabalhadores.
O ajudante de montagem de andaimes Jorge Lima é um dos ex-moradores de rua empregados, após ter feito um dos cursos profissionalizantes do Programa Qualifica Bahia, promovidos pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com o apoio do Consórcio Arena Fonte Nova. “Meu objetivo aqui é crescer, sair daqui e trabalhar em outros lugares para ser um grande profissional, ter minha casa e criar uma família, para ter o direito de dar um bom dia mais feliz”.
Única mulher no setor de carpintaria, Joelma Santos trabalha no canteiro de obras do estádio há cerca de um ano. Moradora do Engenho Velho de Brotas, ela é uma das pessoas de comunidades vizinhas às obras beneficiadas com uma vaga no mercado profissional. “Estou podendo ajudar minha mãe e minha irmã. Em breve vou comprar uma casa para elas, pois pagamos aluguel. Esta obra é uma ‘mãe’, está abrindo oportunidade para muita gente”.
ROMÁRIO ABRAÇA A MOSCA. E SE MISTURA COM A MERDA
O ex-atacante e atual deputado federal Romario se posicionou como uma ilha de serenidade, franqueza e coragem num Congresso marcado por escândalos e peloi escandaloso toma-lá-dá-cá.
Crítico ferrenho da CBF, não se cansou de denunciar as mazelas que envolvem a Copa do Mundo de 2014.
Quando Ricardo Teixeira foi ejetado da presidência da CBF e seu vice, José Maria “Medalhinha” Marin assumiu, ele disse, bem ao seu estilo, que só mudava a mosca, porque a merda continuava a mesma.
Quem já não é o mesmo é Romário. Ontem, Romário não só aplaudiu Marin durante sua passagem por Brasilia como fez questão de abraçar a mosca. O que na prática significa compactuar com a merda.
Baita gol contra, Baixinho!
GLOBO DÁ ENTERRO DE LUXO A RICARDO TEIXEIRA
Prevaleceu o pacto de sangue entre Ricardo Teixeira e a Rede Globo. A edição desta noite do Jornal Nacional dedicou duas extensas reportagens à saída do ex-todo-poderoso e agora ex-presidente da CBF.
Falou dos mais de 100 títulos conquistados (e esse blogueiro achava que os títulos foram conquistados pelos jogadores!), do aumento do numero de patrocinadores, dos mais de 370 milhões de faturamento (enquanto os clubes estão falidos) e da realização da Copa de 2014 no Brasil (fruto muito mais do empenho e do prestígio de um certo Lula).
As inúmeras denuncias de corrupção que por sinal motivaram a renuncia de RT foram citadas só de passagem e ainda assim com a ressalva de que nada foi provado contra ele.
Enfim, a velha e boa omertá prevaleceu sobre o jornalismo. Tudo a ver.
ROMÁRIO: “EXTERMINAMOS UM CÂNCER DO FUTEBOL”
Postagem do ex-craque e atual deputado federal Romário, em sua página no Facebook:
“Hoje podemos comemorar. Exterminamos um câncer do futebol brasileiro. Finalmente, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF. Espero que o novo presidente, José Maria Marin, o que furtou a medalha do jogador do Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, não faça daquele ato uma constante na Confederação. Senão, teremos que exterminar a AIDS também.
Desejo boa sorte ao novo presidente e espero que a partir de hoje (acho muito difícil e quase impossível) a CBF dê uma nova cara para o nosso futebol.
Tô muito feliz em saber que participei deste momento de vitória e de mudança para o futebol brasileiro. Não só acredito, mas também espero, que uma limpeza geral deve ser feita na CBF. Só então, definitivamente, poderemos ficar tranquilos de que a mudança acontecerá em todos os sentidos”.

















