:: ‘Aécio Neves’
A mesma coisa
* Marco Wense
Que coisa, hein! Nem mesmo a lição das urnas consegue mudar o discurso preconceituoso de algumas lideranças oposicionistas.
Veja, por exemplo, o que disse o senador Agripino Maia, presidente nacional do DEM, sobre o resultado da eleição: “O Brasil moderno, que produz, deu vitória a Aécio Neves”.
Pois é. Chega a ser até hilariante. Quer dizer que o Nordeste, os Estados de Minas e do Rio de Janeiro e outros que deram vitória a Dilma Rousseff são improdutivos? Só faltava esse besteirol para fechar a tampa do caixão.
Mais engraçado ainda é que Aécio Neves foi derrotado no Rio Grande do Norte, terra natal de Agripino. A diferença a favor da candidata do PT foi de 39,92 pontos percentuais.
E aí, caro leitor, não tem como deixar de fazer duas pertinentes perguntas: o Estado do nobre senador é atrasado, faz parte do Brasil velho? O povo de lá é desinformado, ignorante?
Com calma, senador!
Barba, cabelo e bigode
A expressão popular “barba, cabelo e bigode” significa dizer que o serviço foi completo. Os partidos baianos de oposição ao DEM e ao PSDB fizeram a barba com Rui Costa, o bigode com Otto Alencar e o cabelo com a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Teve também os eleitores que perderam em tudo, votando em Marina Silva, Paulo Souto, Geddel Vieira Lima, Capitão Fábio e Azevedo. No segundo turno no tucano Aécio Neves.
Pé frio uma ova, como diria Luciana Genro. É pé congelado.
O início da derrota
O candidato tucano Aécio Neves, do PSDB, partido do deputado estadual e prefeiturável Augusto Castro, começou a perder a eleição quando chamou a presidente da República, a candidata Dilma Rousseff de leviana.
Antes de chamar a candidata do PT de leviana, Aécio já tinha chamado Marina Silva de “metamorfose ambulante” e apontado o dedo para o rosto de Luciana Genro.
O outro desastre foi dizer que o insensível Armínio Fraga seria seu ministro da Fazenda. A pá de cal veio com a declaração do economista de que “o salário mínimo era muito alto no Brasil”.
Juntou uma coisa aqui, outra acolá, terminou dando o que deu: o tucanato novamente derrotado pelo PT.
The Piauí Herald: `Me casei a toa`, lamenta Aécio
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JUIZ DE FORA – Inconsolável após a divulgação do resultado das eleições, o senador tucano Aécio Neves abraçou os amigos Ronaldo Fenômeno, Alexandre Accioly e Fred, e lamentou: “Me casei à toa. Me casei à toa”, repetia.
Com um sopro de alento, Aécio anunciou a contratação de 45 advogados do Fluminense. “Pretendo recorrer ao STJD. Parece que a Dilma escalou um elemento barbudo como cabo eleitoral de forma irregular. Pelo regulamento, tenho direito a 4 milhões de votos”, explicou.
Em paralelo, o governador da Flórida ligou para o senador, esbaforido. “Peço ao senhor Aécio Neves que atue de forma enérgica para impedir um êxodo de brasileiros para Miami”, implorou, de joelhos.
Aécio Neves começou a carreira cedo
(do Portal Terra)- Tem circulado na última semana nas redes sociais a informação de que o candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) ocupou um cargo de secretário de gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados entre 1977 e 1981, portanto, quando o mineiro tinha entre 17 e 21 anos e, segundo sua biografia oficial, morava no Rio de Janeiro.
Em sua biografia, porém, o candidato cita seus primeiros passos na política em 1981, quando foi convidado pelo avô, Tancredo Neves, para trabalhar em sua campanha para governador de Minas Gerais.
Segundo o site de sua campanha, aos 10 anos, Aécio se mudou para o Rio de Janeiro, onde passou a adolescência e o início da vida adulta. Informação conflitante com o site da Câmara dos Deputados, que confirma Aécio como secretário de gabinete parlamentar entre 1977 e 1981, antes de se tornar secretário particular de Tancredo, mesmo não morando em Brasília.
O período conflitante da biografia do candidato coincide com o intervalo de tempo em que o pai de Aécio, Aécio Cunha, atuou como deputado federal pela Arena (1963 – 1979) e pelo PDS (1983-1987), partidos de apoio ao regime militar.
O Terra entrou em contato com a assessoria de imprensa de Aécio Neves, que não havia se posicionado até a publicação da matéria.
Vox Populi: Dilma 45×44 Aécio
Em relação às intenções de voto, Dilma Rousseff tem 45% e Aécio Neves aparece com 44%. Os brancos e nulos são 5% do total, enquanto que os eleitores indecisos também somam 5%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão empatados tecnicamente.
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, sem as intenções votos em branco e nulo e os eleitores que não sabem em quem vão votar, outro empate técnico: Dilma aparece com 51% e Aécio totaliza 49%.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 147 cidades de todas as regiões do País entre o sábado (11) e domingo (12). A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-01079/2014.
Wagner: “Aécio não pode dar aula de ética”

Um dos nomes cotados para assumir um Ministério em eventual segundo mandato de Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) critica a campanha do presidenciável tucano Aécio Neves.
Ele acusa o senador mineiro de promover o ódio ao PT, com ajuda da “elite conservadora paulista” e afirma que oposição erra ao focar campanha no tema corrupção: “Há muita hipocrisia. Não reconheço em Aécio Neves alguém que possa dar aula de ética. O povo sabe que tem santo e diabo em todos os partidos”, disse em entrevista à “Folha de S. Paulo”.
Ele diz que ao contrário do que Aécio diz na TV, quem sempre dividiu o Brasil entre ricos e pobres foi o PSDB, “que nunca trabalhou na permeabilidade social”.
Quanto a seu partido, avalia que “o grande erro do PT foi não ter tido mais pulso para fazer a reforma política, porque ou destrói a máquina eleitoral do jeito que está hoje ou todo mundo vai para o ralo”. Sugere o fim da reeleição, fim da barganha do tempo de TV (leia mais).
Aécio cede a Marina e aceita demarcação de terras indigenas
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, divulgou documento em que acata parte das exigências feitas pela ex-candidata Marina Silva (PSB) antes de decidir seu apoio ao tucano no segundo turno.
Ao lado de dirigentes do PSB e de três filhos do ex-governador Eduardo Campos – morto em um acidente de avião em agosto durante a campanha presidencial –, Aécio apresentou documento com novos compromissos, caso seja eleito.“Eu me sinto, a partir deste instante, responsável dentre tantas expectativas que a mudança gera na sociedade brasileira, para levar a cada canto deste país, no limite das minhas forças, o legado e os sonhos de Eduardo Campos, governador dos pernambucanos e símbolo da boa política”, disse Aécio, segundo informações de sua assessoria.
O documento cita, entre outros compromissos, a defesa do fim da reeleição para cargos executivos, a manutenção das prerrogativas do Poder Executivo na demarcação de terras indígenas, a ampliação da reforma agrária e a sustentabilidade das políticas do governo, todas bandeiras defendidas por Marina Silva.No entanto, o documento não cita mudanças sobre a posição de Aécio sobre a redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos, item que Marina também questionou antes de decidir seu apoio no segundo turno.
Depois de alguns adiamentos, o posicionamento da ex-candidata do PSB, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, deve ser anunciado neste domingo (12).Segundo Aécio, “um programa de governo é uma obra em eterna construção”.
Após o ato político com as lideranças do PSB pernambucano e representantes de movimentos sociais, o tucano almoçou com a viúva de Campos, Renata Campos, e hoje participará de uma carreata e um ato político no município de Sirinhaém, a cerca de 70 quilômetros do Recife, onde Marina teve a maior votação em todo o país no primeiro turno, com 74,19% dos votos. Informações da Agência Brasil.
No Sul da Bahia, a decisão de Aécio poderá resultar, caso ele seja eleito, na imediata demarcação de uma área de 47 mil hectares em Ilhéus/Olivença, Una e Buerarema, destinada a supostos indios tupinambas. O projeto de demarcação foi aprovado pela Funai, mas a presidente Dilma não sancionou, já que o documento está repleto de irregularidades. “Dilma é a garantia de que o processo será revisto, evitando que milhares de produtores sejam prejudicados”, afirma o deputado federal Geraldo Simões.
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Datafolha: Dilma amplia vantagem sobre Marina
Pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de São Paulo, mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) sete pontos à frente de Marina Silva (PSB): 37% a 30%. É a maior vantagem obtida pela candidata à reeleição. O instituto foi a campo nos na quarta e ontem (dias 17 e 18).
Dilma oscilou de 36% para 37%, enquanto Marina caiu de 33% para 30%, segundo o instituto. Aécio Neves (PSDB) apresentou leve melhora. Saiu de 15% para 17% em relação à pesquisa feita nos dias 8 e 9 de setembro.
Neste cenário, os demais candidatos somam 3% das intenções de voto, sendo 1% para Pastor Everaldo (PSC) e 1% para Eduardo Jorge (PV). O percentual de indecisos atingiu 7% e o de brancos e nulos foi a 6%.
SEGUNDO TURNO
A pesquisa também testou dois cenários para o segundo turno. No embate Marina x Dilma, a candidata do PSB aparece com 46%, enquanto Dilma tem 44%.
A vantagem de Marina, que era de 10 pontos no final de agosto, agora caiu para 2, justamente a margem de erro do levantamento é 2 pontos percentuais, configurando empate técnico.
O confronto de Dilma com Aécio revela a presidente à frente do tucano: 49% a 39%, mas era 48% a 40% no final de agosto e 49% a 38% no período 8 e 9 de setembro. Já em cenário Marina contra Aécio, ela teria 54% a 35%. A diferença já foi maior: 54% a 30%.
REJEIÇÃO
O Datafolha também aferiu a rejeição aos candidatos. Dilma é rejeitada por 33% dos eleitores, Marina por 22% e Aécio por 21%. O percentual negativo de Marina dobrou em pouco mais de um mês. Era 11% no período 14-15 de agosto.
Ibope: Dilma amplia vantagem sobre Marina
Pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã desta sexta-feira 12 mostra a presidente Dilma Rousseff oito pontos de vantagem sobre a segunda colocada, Marina Silva. A petista registrou 39% das intenções de voto, contra 31% da adversária do PSB. Aécio Neves, do PSDB, se manteve isolado na terceira posição, com 15%.
A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O grau de confiança estimado é de 95%.
Os demais candidatos à Presidência somados acumulam 2% dos votos. Brancos e nulos somam 8% e indecisos, 5%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de setembro. Levantamento do instituto Datafolha divulgado na última quarta-feira 10 foi realizado entre os dias 8 e 9. Nele, a presidente Dilma registrou 36%, contra 33% de Marina.
O levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela ainda que as duas primeiras colocadas empatam tecnicamente em simulação de segundo turno. Marina Silva teria 43% das intenções de voto e Dilma Rousseff, 42%. No segundo turno, brancos e nulos são 10% e indecisos, 5%.
Vox Populi: Dilma 8 pontos à frente de Marina
Pesquisa Vox Populi divulgada hoje (10) pela Carta Capital mostra Dilma Rousseff (PT) oito pontos percentuais à frente de Marina Silva (PSB). A presidente e candidata à reeleição tem 36% ante 28% de Marina.
Aécio Neves (PSDB) surge com 15%. A soma dos demais candidatos representa 2% das intenções de voto, segundo o instituto.
Dilma e Marina aparecem empatadas em simulação de segundo turno. Marina com 42% e Dilma com 41%. É a menor diferença entre as candidatas nas últimas pesquisas divulgadas até aqui. 10% votariam em branco ou anulariam voto e 7% não souberam ou não responderam em quem votariam.
No segundo turno contra Aécio, Dilma teria 44% e o tucano 36%. Neste cenário, o percentual de brancos e nulos atingiria 12% e o de indecisos chega a 8%.
Para 49%, Dilma será reeleita presidente da República, enquanto 31% acreditam que Marina é a favorita para ganhar a eleição. Somente 8% citam Aécio.
O Vox Populi ouviu 2 mil pessoas na segunda e na terça (dias 8 e 9) em 147 cidades brasileiras. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais. O número de registro da pesquisa é o BR-00588/2014. (do Pimenta)














