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O ENCASTELADO E O FAMOSO
Acabou em nada o processo contra o deputado Edmar Moreira, acusado de uso indevido da verba indenizatória. Por nove votos a três, os integrantes do Conselho de (falta de) Ética salvou o mandato de Edmar e escreveu mais uma página vergonhosa no volumoso livro de impunidade, best seller inquestionável do Congresso Nacional.
Edmar Moreira é o célebre deputado do castelo avaliado em 25 milhões de reais, não declarado à Receita Federal, cujo processo de salvação (e não de cassação), passou por três relatores, sendo o último deles o deputado baiano Sérgio Brito. Para justificar a absolvição, o parlamentar perpetrou uma aberração, alegando que o uso de verba indenizatória para o pagamento de serviços prestados por empresas da própria família só foi proibido a partir de sete de abril deste ano, data posterior ao pecadilho de Edmar..
Em sendo assim, Brito considerou que até a publicação da portaria, o procedimento não era considerado infração. Era prática comum.
Note-se que a portaria só foi publicada após uma série de denuncias publicadas pela mídia dando conta do uso indevido das tais verbas indenizatórias. Não fosse isso e a farra teria continuado pelos séculos e séculos amém.
Poupado pelo espírito de corpo e de auto-preservação que impera no Congresso Nacional -e também nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais por esse Brasil afora- Edmar Moreira continuará encastelado em Brasília, com o mandato preservado, e poderá desfrutar de seu castelo mineiro, visto que essa casta só costuma bater ponta na Capital Federal de terça a quinta feira.
Antes de fechar as cortinas do espetáculo circense em torno do processo que salvou Edmar Moreira, não poderia deixar de entrar em cena o deputado gaucho Sérgio Moraes, aquele que estava se lixando para a opinião pública, depois afirmou que Moreira poderia continuar andando de cabeça erguida e que tinha certeza de sua reeleição em 2010.
E Moraes entrou em cena, em seu melhor estilo.
Comemorou a mais do que previsível absolvição de Moreira e ainda ironizou, afirmando que depois dessa exposição toda na mídia ficou famoso. “Essa polêmica me deu muitos pontos. Nunca recebi tantos convites na vida, ganhei espaço”, gracejou.
Se é o esse tipo de fama que ele e seus colegas buscam, temos então a versão do Big Brother Brasília, em que a ética é chutada para escanteio e o que importa mesmo é se dar bem. Ficar famoso.
E ainda por cima embolsar um milhão, vários milhões, sabe-se lá o que mais, porque apesar de um ou outro trambique descoberto, essa não é nem de longe a casa mais vigiada do Brasil.
“Sou bandido e tenho uma corda chamada Teresa”
A Teresa em questão não é a nega imortalizada na música de Jorge Benjor, que além de ter uma nega supimpa chamada Teresa, tem um time chamado Flamengo, aí sim um gosto discutível.
A Teresa em questão é o apelido dado a uma corda feita com lençóis, que os bandidos usam em suas fugas.
Quando se é bandido e se tem uma corda chamada Teresa, parece que as fugas se tornam mais fáceis.
E elas se tornam ainda mais fáceis quando, além de ser bandido e ter uma corda Teresa, em vez de ter um time chamado Flamengo, tem-se a primazia de estar hospedado (esse é o termo que mais se encaixa aqui) numa cadeia do Sul da Bahia.
Por que beira o inacreditável a facilidade com que se foge das cadeias, sejam elas de grandes cidades como Itabuna e Ilhéus ou dos pequenos e médios municípios.
A Casa de Detenção de Itabuna, de triste memória, ficou celebrizada por fugas constantes, como se os bandidos dispusessem se uma espécie de passe livre para sair na hora em que bem entendessem.
O presídio itabunense que não conseguia manter. os detentos detidos (sim, isso existiu) ficou célebre quando uma inofensiva vaquinha que pastava do lado de fora da cadeia se assustou com o barulho provocado durante uma tentativa de fuga e mugiu tanto que chamou a atenção dos policiais militares.
A ação foi abortada, mas dada a impossibilidade de nomear a vaca agente de presídio (dos mais atentos, diga-se), ela provavelmente virou churrasco. E as fugas continuaram.
Ou melhor, elas continuam.
A mais recente fuga em massa aconteceu na Cadeia Pública de Coaraci, onde 22 presos fizeram um buraco na laje do teto, pegaram a corda chamada Teresa e saltaram rumo à liberdade.
Não estamos falando da fuga de dois ou três presos, mas de vinte e dois presos. Dois times completos de futebol. Com um pouco de espírito esportivo, ainda daria tempo de um joguinho de futebol na área externa da cadeia, antes que cada qual tomasse o seu rumo.
Assassinos x Arrombadores.
Ou Assaltantes x Traficantes.
O humor é despropositado diante de uma situação tão grave, reconhecemos. Mas, piada mesmo é chamar de segurança um sistema prisional em que vinte e dois presos conseguem abrir um buraco no teto da cela, pegar uma corda e fugir sem que ninguém perceba.
Ou será que alguém percebe e se faz de cego, surdo e mudo, o que é ainda pior?
O fato é que a combinação perversa de deficiência da estrutura com a conivência de alguns maus policiais, acaba fazendo com que essas fugas se tornem uma prática comum, permitindo que bandidos perigosos ganhem a liberdade para voltar a matar, assaltar, traficar drogas…
Nem é preciso ser Flamengo, basta ter uma corda chamada Teresa.
Que beleza, que nada.
Que vergonha, isso sim!
TAPE O NARIZ ANTES DE ENTRAR

Não demora muito e a Caixa Econômica Federal vai acabar instalando um medidor de ar no interior de suas agências
Se não o fez ainda, certamente foi porque não conseguiu encontrar um meio de calcular e cobrar uma taxa pelo ar respirado pelos clientes.
Por que, no mais, o tal “banco social” está taxando tudo, até o saque em caixa eletrônico, coisa que nem os bancos privados se atrevem a fazer.
Vem (ser explorado) pela Caixa, você também!
PUTA QUE PARIU!
Deu na BBC Brasil
Falar palavrão pode aliviar dor física, diz estudo
Falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport.
No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles.
Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa.
Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. Seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões.
O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo.
TERRAS DAS MORTES SEM FIM

-Seu babaca, você não sabe nem atirar…
-Vou te mostrar que eu sei…
“Bum”!
Um tiro só.
E Débora Pereira de Jesus, de 27 anos, moradora do bairro Santa Catarina, em Itabuna, descobriu de forma trágica que Luiz Gonzaga Lima, de 18 anos, sabia atirar.
O disparo feito por Luiz foi tão certeiro e fatal que Débora morreu antes mesmo de ser levada ao hospital.
Contando assim, parece uma inocente crônica do cotidiano numa região marcada pela violência.
É sim, uma crônica do cotidiano, mas não tem nada de inocente, muito pelo contrario.
A polícia de Itabuna registra cerca de 2.500 ocorrências por ano, entre elas quase mais de uma centena de assassinatos. Ilhéus tem números idênticos e observem que está se falando aqui apenas das ocorrências registradas, visto que centenas, talvez milhares de ocorrências menores, deixam de ser registradas, já que as vítimas nem se dão ao trabalho de ir à delegacia.
Os homicídios representam 6,4% das ocorrências superando o roubo de veículos com 5,5% e do tráfico de drogas e dos assaltos a ônibus, com 3,9. Se bem que, vale lembrar, o tráfico de drogas está associado a vários outros tipos de ocorrências, daí que esse percentual deve ser relativizado.
Os números, divulgados durante o lançamento do mais do que necessário Pacto Municipal Contra a Violência em Itabuna, servem como retrato de uma situação calamitosa, que já passou de todos os limites suportáveis. Mas, tornam-se até dispensáveis, tão visível é a violência, escancarada em assassinatos, roubos, arrombamentos e agressões.
Assassinatos por motivos banais, como o que vitimou Débora Pereira de Jesus, tornaram-se corriqueiros. Mata-se por qualquer motivo ou mesmo sem nenhum motivo.
A violência é um misto de ausência de perspectivas, desequilíbrio pessoal, serviços públicos precários e um sistema de segurança pública que não consegue proteger o cidadão. É fato que boa parte das ocorrências, incluindo-se aí os assassinatos, poderia ser evitada caso houvesse uma polícia mais atuante e em condições de trabalhar de forma satisfatória.
A implantação de um Pacto Municipal Contra a Violência, envolvendo as policias Civil e Militar, o Poder Judiciário, o Ministério Público, o Governo Municipal e entidades representativas da sociedade civil organizada; é uma boa intenção, mas tem que sair do campo do discurso e passar à ação e articulação no sentido de melhorar a segurança pública.
É preciso dar um basta à violência numa região celebrizada por Jorge Amado em romances de antologia como “Terras do Sem Fim” e que hoje se transformou na “Terra das Mortes Sem Fim”.
DE CABEÇA ERGUIDA

Esqueçam o deputado baiano José Carlos Araujo e seus alegados quilinhos a mais durante os excessos juninos. Isso é coisa menor, ínfima, diante do mais recente e deprimente espetáculo proporcionado pelo Congresso Nacional.
Como era previsível, o deputado Edmar Moreira, aquele do castelo avaliado em 25 milhões de reais não declarado à Receita Federal, que já havia escapado da cassação do mandato, escapou também de qualquer tipo de punição, já que até a sua suspensão temporária foi rejeitada pelo Conselho de Ética (sic).
Na prática, o processo contra ele acabou.
O resultado foi a impunidade.
O encastelado Edmar é acusado de usar a verba de mordomia, perdão verba de representação, de forma irregular, emitindo notas frias para embolsar o dinheiro.
A absolvição de Edmar Moreira não chega a ser uma novidade e nem causa surpresa. O corporativismo costuma ser prática corrente no Congresso Nacional e as cassações só ocorrem em momentos extremos, quando não dá para esconder a sujeira debaixo do colossal tapete onde tantas sujeiras são depositadas.
Moreira escapou da cassação, mas não escapamos de mais um espetáculo de cara de pau, de escárnio e desrespeito, transmitido pelas principais redes de radio e de televisão do país.
Não satisfeito com mais esse conchavo entre compadres que se protegem o deputado Sérgio Moraes, aquele que disse que estava se lixando para a opinião pública, resolveu esculachar.
Disse, em alto e bom som, que o colega Edmar deveria “andar de cabeça erguida” pelo Congresso Nacional e em qualquer lugar que fosse, porque não devia nada para ninguém.
E ainda tripudiou:
-No ano que vem, a gente se reelege e estará de volta em 2011…
Teve mais:
-Eu tenho certeza de que vou me reeleger.
Alguém ai se lembra o que é voto de cabresto?
O que o nobre deputado Sérgio Moraes disse durante o circo da absolvição de Edmar Moreira pode ser traduzido da seguinte maneira: danem-se (a expressão é outra, mas esse é um espaço pudico) a imprensa e a opinião pública, porque na hora da eleição tem um monte de otários que votam na gente e isso é o que importa.
O pior é que Sérgio Moraes está coberto de razão,
Eles podem desviar recursos públicos, embolsar verbas de forma irregular, legislar em causa própria, serem financiados por empreiteiros, industriais, banqueiros, etc., para depois defenderem interesses escusos; e continuarão de cabeça erguida.
Sabem que, além gozarem na plena impunidade, eles sempre voltam.
E voltam porque são eleitos, reeleitos, re-reeleitos
Voltam porque – é forçoso dizer e continuar repetindo porque o tema é recorrente- é o povo (ou seja, nós!) quem os mantêm lá.
É mais ou menos assim: a gente vota de cabeça baixa e eles voltam de cabeça erguida.
Sempre.
OS GORDOS E OS MAGROS
É claro que o deputado federal baiano José Carlos Araujo, que vem a ser presidente do Conselho de Ética, estava fazendo um gracejo quase inocente quando comentou que os trabalhos no Congresso Nacional teriam que ser mais amenos por conta da ressaca dos festejos juninos. “Acho que até engordei uns quilinhos”, brincou o parlamentar, se referindo à profusão de comidas e bebidas típicas que marcam essa festa genuinamente nordestina.
Daí, parece despropositada a reação do jornalista Ricardo Boechat, que durante a programação da Band News, referindo-se ao comentário feito por Araujo, perpetrou ao microfone que os deputados brasileiros são um “bando de cafajestes que se reúnem para fazer cafajestadas”. Fez mais: ao mesmo tempo em que disse que não se referia especificamente contra o Congresso Nacional, comparou de maneira enviesada aquela nobre Casa de Leis (às vezes não tão nobre assim) a uma penitenciária e um prostíbulo.
É de se supor que Boechat tenha visto na afirmação do parlamentar uma espécie de escárnio e reagiu com uma espécie de ira santa, traduzindo um sentimento de indignação que toma conta dos brasileiros, não necessariamente pela barriguinha proeminente do deputado que queria uma afrouxada na agenda parlamentar. Certamente, foi uma reação contra a extrema gula com que políticos de todos os matizes e seus protegidos avançam sobre os cofres públicos e com a voracidade com que assumem cargos apenas pelo parentesco e/ou influência, recebendo salários astronômicos, muitas vezes sem comparecer ao local de trabalho (sic), enquanto a patuléia se equilibra no salário mínimo para pagar as contas.
Quando consegue pagá-las.
Os quilinhos a mais que o deputado ganhou nos festejos juninos, uma comemoração incompreensível para as regiões Sul/Sudoeste/Centro Oeste do Brasil, onde a data não tem nenhum significado especial, são uma coisa menor diante do tamanho e da quantidade de escândalos que brotam diariamente, sempre tendo como atores principais os políticos, essa espécie surgida desde os primórdios da civilização para defender os interesses do povo, mas que, depois de eleita, parece ter uma predileção incontrolável para defender os próprios interesses.
Por conta dessa gula, eles ficam cada vez mais gordinhos, no sentido figurado da palavra, enquanto que milhões e milhões de brasileiros, permanecem magrinhos, no sentido literal da expressão, vitimas que são da fome e da exclusão social.
Afinal, o “Bolsa Saque aos Cofres Públicos” sempre dá um jeito de tirar um naco substancial do “Bolsa Família”, produzindo a elite política gordinha e a plebe magricela.
É a chamada relação de causa e efeito.
Não é bom para a democracia quando começa a imperar o senso comum de que nossos políticos são “bando de cafajestes que se reúnem para fazer cafajestadas”.
Mas é o risco que se corre quando muitos sofrem de barriga vazia e uns poucos reclamam de barriga cheia.
MICHAEL JACKSON VISITA

Depois do show do velório de Michael Jackson, agora começa o circo das teorias conspiratórias.
Primeiro apareceu um “fantasma” de Jackson durante uma transmissão ao vivo da CNN em Neverland, a mansão onde o astro brincava de Peter Pan.
E já tem gente que jura ter visto Michael Jackson vivo, mesmo depois de sua morte.
Ou seja, ele não morreu, é tudo uma armação para vender mais CDs e DVDs e alavancar a carreira em curva descendente.
Então tá!
Este blog revela em absoluta primeira mão que nos próximos dias, Michael Jackson vai se encontrar com outras pessoas que também não morreram: Elvis Presley, John Lennon, Marilyn Monroe, Airton Sena e Ernesto Che Guevara, este último multibilionário depois que trocou aquela coisa arriscada de fazer revoluções para se aventurar no promissor negócio de venda de camisetas.
O local do encontro a gente não revela, para evitar o assédio da mídia.
E, principalmente, dos lunáticos.

















